<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821</id><updated>2011-11-28T10:38:11.337-08:00</updated><title type='text'>KERIGMA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-8990449485486262272</id><published>2008-12-14T07:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T07:42:16.410-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUpOU3pzyI/AAAAAAAAAQo/24hM8Hm6rQo/s1600-h/1220710967.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279671464258817826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUpOU3pzyI/AAAAAAAAAQo/24hM8Hm6rQo/s320/1220710967.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;"NÃO TE CONTENTES COM O QUE É MENOR QUE DEUS".(Mary Ward).&lt;br /&gt;Quase sempre colocamos nossos sonhos e os nossos afetos em coisas tão insignificantes e vazias.Esquecemos do essencial que é Deus!&lt;br /&gt;Existem àquels que têm como o essencial de sua vida; o dinheiro,bens materiais ou simplismente se apegam a alguém ou coisas.&lt;br /&gt;Tudo que é não é de Deus é nada, passageiro,ilusório.Só Deus é o nosso tudo e por isso deve ser a nossa meta, buscá-lO sempre e a cada dia.&lt;br /&gt;Jesus nos alerta para o perigo de apegar-se as coisas deste mundo as quais nos deixa prisioneiros e escravos delas."Onde estiver o vosso tesouro,ali estará também o vosso CORAÇÃO."(Lc 12,34). Aprendamos a guardar Jesus no nosso coração como centro de nossa vida me como o maior tesouro.&lt;br /&gt;Do irmão em Cristo,&lt;br /&gt;Tarcisio Silva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-8990449485486262272?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/8990449485486262272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=8990449485486262272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8990449485486262272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8990449485486262272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/no-te-contentes-com-o-que-menor-que.html' title=''/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUpOU3pzyI/AAAAAAAAAQo/24hM8Hm6rQo/s72-c/1220710967.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-352895917716816244</id><published>2008-12-14T07:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T07:36:25.249-08:00</updated><title type='text'>Deus Onipresente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUnxR4EGfI/AAAAAAAAAQg/HyDok3sbEU0/s1600-h/1220710168.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279669865727400434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUnxR4EGfI/AAAAAAAAAQg/HyDok3sbEU0/s320/1220710168.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deus está em toda a parte e nunca nos deixa. No entanto, Ele parece, umas vezes presente, outras ausente. Se não O conhecemos bem, não percebemos que Ele nos pode ser mais presente em Sua ausência do que em Sua presença.Deus tem duas espécie de ausência. Uma é a que nos condena; a outra a que nos santifica.Na ausência que condena, Deus “não nos conhece”, visto que pusemos um outro deus no Seu lugar. Na ausência que santifica, Deus esvazia a alma de toda a imagem capaz de converter-se em ídolo e de cada interesse que poderia ser obstáculo entre a alma e Deus.Os que amam só a presença aparente de Deus não podem seguir aonde quer que Ele vá. Eles não O amam perfeitamente se não consentem na Sua ausência.Deus aproxima-se do nosso espírito ao afastar-se dele. O Senhor viaja em todas as direções ao mesmo tempo. O Senhor chega de todos os lados ao mesmo tempo.Cada homem torna-se a imagem do deus que ele adora.Quem adora uma coisa morta, converte-se em coisa morta.Quem ama a corrupção, fica pobre.Quem ama uma sombra, transforma-se em sombra.Quem ama coisas perecíveis, vive no medo da sua perdição.O contemplativo, que procura guardar Deus prisioneiro em seu coração, torna-se também prisioneiro dos estreitos limites do seu coração.O homem que deixa ao Senhor a liberdade do Senhor, adora-O em sua liberdade e recebe a liberdade dos filhos de Deus.Sois o Deus forte, o Santo, o Justo, poderoso e discreto na Vossa bondade, escondido de nós a Vossa liberdade, a dar-nos amor sem limites, para que recebendo tudo da Vossa liberdade, possamos conhecer que só Vós sois Santo.O sábio lutou para ver em Vós a Sua sabedoria, e não conseguiu. O justo esforçou-se por vos compreender em sua justiça, e se perdeu.Mas o pecador, subitamente tocado pelo raio de misericórdia que devia ter sido da justiça, prostra-se em adoração diante da Vossa santidade, pois ele viu o que reis desejaram ver e não viram. Ele viu que o Vosso amor é tão infinitamente bom que não pode ser objeto de contrato humano.todo verdadeiro filho de Deus é manso, perfeito, dócil e solitário.(Thomas Merton) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-352895917716816244?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/352895917716816244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=352895917716816244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/352895917716816244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/352895917716816244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/deus-onipresente.html' title='Deus Onipresente'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUUnxR4EGfI/AAAAAAAAAQg/HyDok3sbEU0/s72-c/1220710168.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4384133613125483795</id><published>2008-12-11T06:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T06:48:03.110-08:00</updated><title type='text'>São Bernardo de Corleone (Santo da Sicilia)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUEoGdKbqeI/AAAAAAAAAQI/JIvm6q5-T8I/s1600-h/sao-bernardo-corleone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278544329627642338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUEoGdKbqeI/AAAAAAAAAQI/JIvm6q5-T8I/s400/sao-bernardo-corleone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dotado de temperamento violento, extraviou-se no caminho da turbulência; convertendo-se, com a mesma radicalidade seguiu o caminho da virtude de modo a alcançar a honra dos altares&lt;br /&gt;Felipe, como se chamava no mundo esse santo capuchinho, nasceu em Corleone, na Sicília, no ano de 1605. Seu pai era humilde artesão; e a família, tão piedosa que sua casa era conhecida como a “casa dos santos”. Embora não pudessem dar aos filhos uma educação esmerada, transmitiram-lhes a riqueza da prática e ensinamentos de nossa santa Religião.&lt;br /&gt;Entretanto Felipe tinha um caráter fogoso e independente, dificilmente controlando seu espírito rebelde, insensível a ameaças e castigos.&lt;br /&gt;Com o pai aprendeu a profissão de sapateiro, mas, independente e ambicioso como era, logo começou a trabalhar por conta própria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Após o falecimento do pai, que tinha certa autoridade sobre ele, Felipe resolveu fazer-se soldado. Com seu espírito belicoso, logo começou a meter-se em encrencas, chegando mesmo a tornar-se algumas vezes feroz. A um comissário de guerra que se dirigiu a ele de modo altivo, cortou a cabeça com um golpe de sabre.&lt;br /&gt;Também decepou o braço de um fidalgo que levantara a mão para esbofeteá-lo. Matou três bandidos que o assaltaram e ameaçavam tirar-lhe a vida. Travou vários duelos com companheiros de armas que dele discordavam em qualquer ponto.&lt;br /&gt;Em meio a esses desvarios, entretanto, Felipe tinha alguns bons movimentos. Certo dia, por exemplo, em que dois soldados roubaram de um compatriota seu o dinheiro do trigo que vendera a duras penas, ele os perseguiu e fê-los devolver o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outra vez, passando com um amigo por um bosque, ouviu gritos de socorro. Acorrendo pressuroso, viu uma jovem que se debatia entre quatro facínoras que queriam roubar-lhe a pureza. Não teve dúvidas: descarregou a pistola sobre o mais afoito deles e fez os outros fugirem espavoridos.&lt;br /&gt;Quando sentia remorsos por sua má vida, fazia alguma boa obra para aliviar a consciência. Mas não ia além. Um dia em que ganhou uma soma considerável, pensou: “É justo que eu resgate alguns dos meus pecados”. E depositou a quantia no cofre de esmolas do hospital.&lt;br /&gt;Seu rancor era proverbial e não perdoava nem mesmo os mortos. Assim, certa vez, quando se realizavam os funerais de um senhor com quem havia tido um atrito, entrou na igreja no momento da encomendação do corpo e, diante da viúva e dos parentes do falecido em lágrimas, começou a gargalhar, para dar mostras de sua alegria por aquela morte.&lt;br /&gt;Isso lhe valeu uma boa sova. Mais ainda: os parentes do falecido entraram em processo criminal contra o brigão, que foi perseguido pela polícia, tendo que se refugiar numa igreja para gozar do direito de asilo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegara, finalmente, o momento para mudança de vida. Abandonado, perseguido pela justiça e pela própria consciência, Felipe foi aos poucos caindo em si. Não tendo outra coisa a fazer, começou a considerar a miserável vida que levava, e quão perto estava de sua eterna perdição. A graça, penetrando em sua alma, fez o resto. Com um coração contrito e humilhado, pediu a Deus perdão por seus pecados e prometeu retirar-se do mundo para terminar seus dias em atos de penitência e de piedade. Depois de uma contrita confissão geral, dirigiu-se ao convento capuchinho de Palermo.&lt;br /&gt;O superior, conhecendo sua reputação, tratou-o com rigor e mandou-o falar com o Padre Provincial, então de visita ao convento da cidade. Este também conhecia a má fama de Felipe e não o quis receber. Finalmente, tocado pelas insistências do infeliz, deu-lhe esperanças de o admitir na Ordem se ele fizesse, à família enlutada, reparação cabal pelo escândalo dado.&lt;br /&gt;Felipe, apesar do obscuro nascimento, era dessas almas que se entregam com ardor ao bem, após ter-se entregue ao mal. Tinha horror à mediocridade e não gostava de meios termos. Assim, por mais dolorosa que fosse a prova, enfrentou-a com altaneria e foi lançar-se aos pés das pessoas afetadas, pedindo-lhes humildemente o perdão.&lt;br /&gt;Aqueles bons cristãos, vendo seu sincero arrependimento, o concederam de coração. Assim Felipe foi recebido no noviciado, mudando seu nome para Bernardo de Corleone, que o imortalizaria. Tinha então 27 anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vez postas as mãos no arado, Frei Bernardo não olhou mais para trás, e caminhou a passos largos pela senda da humilhação e da penitência com o mesmo ardor com que se tinha entregue ao mal. De espírito independente antes, mostrou-se agora o mais obediente dos religiosos, procurando mesmo adivinhar o menor desejo dos superiores.&lt;br /&gt;Como antes tinha sido ganancioso e desejoso dos bens terrenos, observou de tal maneira a santa pobreza, que muitos o comparavam ao Poverello de Assis. Nada possuía, a não ser um hábito gasto, um terço, uma cruz e uma disciplina para domar os impulsos desregrados de seu temperamento. Passou a dormir no chão, e apenas três horas por noite.&lt;br /&gt;Disciplinava-se até o sangue e vivia a pão e água. As rudes provas a que o submetiam seus superiores, por mais humilhantes que fossem, apenas aumentavam-lhe o fervor. Sofreu inúmeros assaltos do demônio, os quais, em vez de abalar sua constância, o fortaleciam cada vez mais.&lt;br /&gt;Frei Bernardo, embora simples e sem cultura, atingiu as mais sublimes alturas da oração e mereceu a honra de ser distinguido por graças especiais de Nosso Senhor e da Bem-aventurada Virgem Maria, chegando a conhecer os mais profundos mistérios de nossa Fé.&lt;br /&gt;Em Palermo todos comentavam tão profunda mudança. Um alto funcionário do rei foi um dia ao convento para comprovar o que diziam do antigo malfeitor.&lt;br /&gt;Quando o viu junto a si, tratou-o com altivez e desdém. Mas as respostas de Frei Bernardo foram tão sobrenaturais, tão humildes e desapegadas, que o fidalgo acabou abraçando-o efusivamente, pedindo-lhe desculpas por sua altivez e recomendando-se às suas orações.&lt;br /&gt;No dia da profissão religiosa de Frei Bernardo, o povo de Corleone acorreu em multidão para edificar-se com esse exemplo tão cabal de conversão religiosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi com verdadeira alegria que recebeu a função de enfermeiro numa época em que havia no convento vários frades com moléstia contagiosa.&lt;br /&gt;Frei Bernardo prestava-lhes os auxílios mais humilhantes, tratando a cada um como se fosse o próprio Cristo Jesus. Foi também ajudante de cozinha e, para exercer melhor a humildade, lavava as roupas dos sacerdotes do convento.&lt;br /&gt;Entretanto, queria mais. Por isso, implorou aos superiores licença para socorrer os habitantes de Scarlato, muitos dos quais morriam por causa de uma epidemia que assolara a cidade. Assim, os habitantes da região passaram a ver nele um anjo tutelar, a quem recorriam em todas as vicissitudes. E vários fatos provaram a caridade e bom senso desse irmão leigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deus queria que Bernardo, por novos sofrimentos, expiasse mais cabalmente as faltas da vida passada. Certo dia os religiosos o mandaram fazer uma viagem por mar, de Palermo a Messina. O barco em que viajava foi atacado por corsários muçulmanos, e ele levado prisioneiro para o Magreb, onde foi vendido como escravo.&lt;br /&gt;Já essa situação de escravidão entre infiéis é de si penosa. Mas a dele foi agravada pelas importunações impuras de uma jovem escrava. Evidentemente ele se opôs com toda tenacidade àquele pecado. O que levou a mulher, irritada, a obter do patrão comum que, depois de o ter espancado severamente, pusesse Frei Bernardo a ferros em imundo cubículo.&lt;br /&gt;Finalmente Deus quis recompensar seu servidor, e numa troca de prisioneiros ele voltou para a Itália.&lt;br /&gt;Na exumação, corpo encontrado incorrupto&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-DO8ynliStA/SD67NZqH-4I/AAAAAAAAAgg/Fv-WJhPBctw/s1600-h/urna-contendo-reliquias-de-sao-bernardo-de-corleone.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Frei Bernardo de Corleone fazia-se notar por sua terna devoção à Paixão de Cristo, um profundo amor à Virgem Maria e à Santíssima Eucaristia — e, coisa rara para a época, tinha a dita de comungar diariamente. Praticando o primeiro Mandamento em grau heróico, amava a Deus sobre todas as coisas; e também ao próximo como a si mesmo. Por isso, assolando a peste a cidade de Castelnuovo, obteve dos superiores licença para acompanhar cinco religiosos capuchinhos que lá iam socorrer os atingidos.&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-DO8ynliStA/SD69rJqH-5I/AAAAAAAAAgo/ePqrBtYiDTM/s1600-h/detalhe-da-urna-de-sao-bernardo-de-corleone.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Entregando-se de corpo e alma ao cuidado deles, sua natureza, antes tão robusta, mas gasta por penitências e privações voluntárias, sucumbiu. Atingido pela peste, Frei Bernardo faleceu no dia 12 de janeiro de 1667, na idade de 60 anos.&lt;br /&gt;Seu funeral foi um acontecimento no reino da Sicília. Tal era a fama de sua santidade, que os grandes do reino quiseram ter a honra de carregar sobre os ombros seu caixão.&lt;br /&gt;Muitos milagres ocorreram junto a seu túmulo, o que levou o arcebispo de Palermo a trabalhar pelo seu processo de canonização. Seu corpo foi exumado sete meses depois de sua morte e encontrado incorrupto. O Papa Clemente XIII beatificou-o em maio de 1768 e João Paulo II canonizou-o em 2001.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4384133613125483795?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4384133613125483795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4384133613125483795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4384133613125483795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4384133613125483795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/so-bernardo-de-corleone-santo-da.html' title='São Bernardo de Corleone (Santo da Sicilia)'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SUEoGdKbqeI/AAAAAAAAAQI/JIvm6q5-T8I/s72-c/sao-bernardo-corleone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-1067438849367853475</id><published>2008-12-10T05:40:00.001-08:00</published><updated>2008-12-10T05:42:52.160-08:00</updated><title type='text'>Oração a Jesus Eucarístico de Lanciano</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_HGMMvSvI/AAAAAAAAAQA/ZRP3B7bMGCQ/s1600-h/lan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278156197469309682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_HGMMvSvI/AAAAAAAAAQA/ZRP3B7bMGCQ/s320/lan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Oração&lt;br /&gt;Ó Jesus, Pão vivo descido do céu, como é grande a Vossa bondade!&lt;br /&gt;Para perpetuar a fé na Vossa Presença Real na Eucaristia, com extraordinário poder, vos dignastes mudar as espécies do pão e do vinho em Carne e Sangue, como se conservam no Santuário Eucarístico de Lanciano. Aumente sempre mais a nossa fé em Vós, Senhor sacramentado! Ardendo de amor por Vós, fazei com que, nos perigos, nas angústias e nas necessidades, só em Vós encontremos auxílio e consolação, ó divino Prisioneiro dos nossos tabernáculos, ó Fonte inesgotável de todas as graças. Suscitai em nós a fome e a sede do Vosso alimento eucarístico para que, saboreando este pão celeste, possamos gozar da verdadeira vida agora e sempre. Amém. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-1067438849367853475?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/1067438849367853475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=1067438849367853475' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1067438849367853475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1067438849367853475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/orao-jesus-eucarstico-de-lanciano.html' title='Oração a Jesus Eucarístico de Lanciano'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_HGMMvSvI/AAAAAAAAAQA/ZRP3B7bMGCQ/s72-c/lan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3128415727430607863</id><published>2008-12-10T05:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T05:35:28.268-08:00</updated><title type='text'>O MIlagre de Lanciano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_FbPPSJFI/AAAAAAAAAP4/Smd-f2eN7YI/s1600-h/mil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278154360039285842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_FbPPSJFI/AAAAAAAAAP4/Smd-f2eN7YI/s320/mil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O milagre de Lanciano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há mais de 12 séculos deu´se o primeiro e mais prodigioso Milagre Eucarístico da Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio, e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo´o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter´se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu´se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou´se para as pessoas presentes e disse: ´Ó bem´aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar´se neste Santíssimo Sacramento e tornar´se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!´ A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge num novo Tomé. A Hóstia´Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando´se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes. Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo. A partir de 1713 até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar´se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório. Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames. Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises: ´A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.´ E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertellli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: ´E o Verbo se fez Carne!´. É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que ´Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós.´, mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal divino de que n Sacramento da Comunhão está o alimento da nossa esperança nas Promessas de Cristo para nossa Salvação: ´Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.´ (Jo 6,55). Tão Sublime Sacramento, adoremos neste altar, pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar. Venha a Fé por suplemento os sentidos completar. Ao Eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador. Ao Espírito exaltemos na Trindade Eterno Amor. Ao Deus Uno e Trino demos a alegria e o louvor. Amém. (São Tomás de Aquino) O MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANOFrades Menores Conventuais do Santuário do Milagre EucarísticoFolheto em italiano ´Il Miracolo Eucaristico di Lanciano´ A antiga cidade de Anxanum dos Frentamos conserva nos últimos doze séculos o primeiro e maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica. Esse Prodígio aconteceu no oitavo século de nossa era, na igrejinha de São Legonziano, por causa da dúvida de um frade basiliano sobre a presença Real de Jesus na Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, terminada a consagração do pão e do vinho, a hóstia transformou´se em Carne Viva e o vinho em Sangue Vivo formando cinco glóbulos irregulares e distintos uns dos outros em sua forma e tamanho. A Hóstia´Carne, como hoje se observa muito bem, tem o tamanho da hóstia grande atualmente em uso na Igreja Latina. É ligeiramente escura e quando olhada contra a luz adquire um colorido róseo. O Sangue está coagulado, tem cor de terra tendente ao ocre. Desde 1713 a Carne está conservada num artístico Ostensório de Prata, finamente cinzelado, estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha. Os Frades Menores Conventuais custodiam o Milagre desde 1252, por determinação do Bispo de Chieti, Laudulfo, e por Bula Pontifícia de 12.05.1252. Antes disso, executavam essa tarefa os Monges Basilianos até 1176 e os Beneditinos de 1176 a 1252. Em 1258 os Franciscanos construíram o Santuário atual que em 1700 sofreu uma transformação do estilo românico´gótico para o barroco. O Milagre foi colocado inicialmente em uma capela ao lado do altar principal, passando em 1636 para um altar lateral da Nave onde ainda se conserva a antiga custódia em ferro batido e placa comemorativa. Em 1902, o Milagre foi colocado no segundo tabernáculo do altar monumental construido no centro do presbitério pela população de Lanciano. Aos vários reconhecimentos eclesiásticos, feitos em fins de 1574, seguem´se em 1970´1971 ´ e retomados em 1981 ´ os reconhecimentos científicos, executados pelo prof. Edoardo Luioli (livre docente em Anatomia e Istologia Patológica e em Química e Microscopia Clínica), coadjuvado pelo prof. Ruggero Berteli (Universidade de Siena). As análises, procedidas com absoluto rigor científico e documental de uma série de fotografias ao microscópio, deram estes resultados: · A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro. · A Carne e o Sangue pertencem a espécie humana. · A Carne pertence ao Coração em sua estrutura essencial. · Na Carne estão presentes, em secções, o miocárdio, o endocárdio, o nervo vago e, pela expressiva espessura do miocárdio, o ventrícolo cardíaco esquerdo. · A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo AB. · No Sangue foram encontradas as proteínas normalmente existentes e nas proporções percentuais idênticas às encontradas no sangue normal fresco. · No Sangue foram encontrados também os minerais cloro, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. · A conservação da Carne e do Sangue miraculosos, deixados em estado natural durante doze séculos e expostos aos agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um Fenômeno Extraordinário. Concluindo, pode´se dizer que a Ciência, chamada a manifestar´se, deu uma resposta segura e definitiva a respeito da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3128415727430607863?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3128415727430607863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3128415727430607863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3128415727430607863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3128415727430607863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/o-milagre-de-lanciano.html' title='O MIlagre de Lanciano'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/ST_FbPPSJFI/AAAAAAAAAP4/Smd-f2eN7YI/s72-c/mil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-530083071306393129</id><published>2008-12-05T09:18:00.001-08:00</published><updated>2008-12-05T10:07:28.191-08:00</updated><title type='text'>Maria Venerada Pelos Padres da Igreja</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STltr1PJXiI/AAAAAAAAAPg/PzHKMSyT_jA/s1600-h/mariaterco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276369038233656866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STltr1PJXiI/AAAAAAAAAPg/PzHKMSyT_jA/s400/mariaterco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em tudo invoca Maria que te leva ao TUDO , que é Deus". (Santo Alberto Magno)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitos santos falaram dessa mediação de Maria junto a Deus. São Bernardo (1090-1153) assim diz:“Tal é a vontade de Deus que quis que tenhamos tudo por Maria. Se, portanto, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que isto nos vem por suas mãos”.&lt;br /&gt;São Bernardino de Sena:“Todos os dons virtudes e graças do Espírito Santo são distribuídos pelas mãos de Maria, a quem ela quer, quando quer, como quer, e quanto quer” (TVD, p. 137).&lt;br /&gt;São Bernardo:“Eras indigno de receber as graças divinas: por isso foram dadas a Maria a fim de que por ela recebesses tudo o que terias” (idem).&lt;br /&gt;Santo Efrém (306-373), doutor da Igreja, já no século IV afirmava:“Minha Santíssima Senhora, Santa Mãe de Deus, cheia de graças e favores divinos, Distribuidora de todos os bens! Vós sois, depois da Santíssima Trindade, a Soberana de todos; depois do Medianeiro, a Medianeira do Universo, Ponte do mundo inteiro para o céu. Olhai benigna para minha fé e meu desejo que me foram inspirados por Deus” (VtMM, p. 97).&lt;br /&gt;São Boaventura (1218-1274), bispo e doutor da Igreja:“Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisto conhecêssemos que tudo que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós” (VtMM, p. 101).&lt;br /&gt;Santo Alberto Magno (1206-1280), doutor da Igreja e professor de São Tomás:“É anunciada à Santíssima Virgem tal plenitude de graça, que se tornou por isso a fonte e o canal de transmissão de toda a graça a todo o gênero humano” (idem).&lt;br /&gt;São Pedro Canísio (1521-1597), doutor da Igreja:“O Filho atenderá Sua Mãe e o eterno Pai ouvirá Seu próprio Filho: eis o fundamento de toda nossa esperança” (idem).&lt;br /&gt;São Roberto Belarmino (1542-1621), bispo e doutor da Igreja:“Todos os dons, todas as graças espirituais que por Cristo, como cabeça, descem para o corpo, passam por Maria que é como o colo desse corpo místico” (VtMM, p. 102).&lt;br /&gt;São Luiz destaca outra razão importantíssima da intercessão de Maria. Diz ele:“Reconhecemo-nos indignos e incapazes de, por nós mesmos, aproximar-nos de Sua Majestade infinita; e por isso servimo-nos da intercessão da Santíssima Virgem. Além disso é uma prática de grande humildade, virtude que Deus ama acima de todas as outras. Uma alma que se eleva a si mesma rebaixa a Deus. Se vos rebaixais crendo-vos indignos de aparecer diante d’Ele e de vos aproximar d’Ele, Ele desce, rebaixa-se para vir até vós, para comprazer-se em vós, e para vos elevar.” (Tvd, n. 142).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-530083071306393129?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/530083071306393129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=530083071306393129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/530083071306393129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/530083071306393129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/12/maria-venerada-pelos-padres-da-igreja.html' title='Maria Venerada Pelos Padres da Igreja'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STltr1PJXiI/AAAAAAAAAPg/PzHKMSyT_jA/s72-c/mariaterco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-1919495645904760790</id><published>2008-09-16T07:58:00.001-07:00</published><updated>2008-12-05T06:54:08.446-08:00</updated><title type='text'>Fotos Comunidade Bíblia Católica</title><content type='html'>&lt;embed class="xg_slideshow" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://static.ning.com/networkcreators/widgets/photo/slideshowplayer/slideshowplayer.swf?v=" width="300" height="253" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" scale="noscale" flashvars="feed_url=http%3A%2F%2Fbibliacatolica.ning.com%2Fphoto%2Fphoto%2FslideshowFeedForContributor%3FscreenName%3Dge63edhuc5jg%26x%3DWmZM6yvb2UXmNzpXoXq6J8lged40N4lY%26photo_width%3D300%26photo_height%3D230&amp;amp;config_url=http%3A%2F%2Fbibliacatolica.ning.com%2Fphoto%2Fphoto%2FshowPlayerConfig%3Fx%3DWmZM6yvb2UXmNzpXoXq6J8lged40N4lY\&amp;amp;layout=external_site&amp;amp;noPhotosMessage=This person doesn't have any photos yet.&amp;amp;slideshow_title= 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1919495645904760790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1919495645904760790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/fotos-em-ao.html' title='Fotos Comunidade Bíblia Católica'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-8042056462280441519</id><published>2008-09-09T10:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T11:11:49.804-07:00</updated><title type='text'>Porque ser Cristão?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMa8VEoxOZI/AAAAAAAAAOo/PA9YDkUProM/s1600-h/2518669635_5a22fb69b9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244085886327536018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMa8VEoxOZI/AAAAAAAAAOo/PA9YDkUProM/s400/2518669635_5a22fb69b9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;intrigante questão por que ainda ser cristão hoje? é título de um opúsculo do filósofo e teólogo suíço Hans Küng (*1928), publicado pela Verus Editora, em 2004. Nessa obra o autor enfoca com clareza, profundidade e ousadia questões básicas para a fé cristã e, sobretudo, coloca em evidência aquilo que realmente importa para ser um autêntico cristão. Muito preocupado com doutrinas e práticas tradicionais da Igreja Católica, pergunta-se: O que é ser um autêntico cristão e não apenas um cristão de fachada? Se uma pessoa ou instituição não é cristã pelo simples fato de ter cristão no nome, o que se requer além do nome? O que é especificamente cristão e não apenas eclesiástico, católico, católico romano, magisterial? Por que ainda ser cristão hoje?&lt;br /&gt;Hans Küng inicia o supracitado texto explicitando que a sociedade moderna encontra-se em uma ampla e profunda crise de orientação. A falta de orientação básica manifesta-se sobretudo após a rebelião dos jovens e estudantes no final da década de 1960. A partir de então já não existe mais nenhuma instituição ou autoridade guardiã das tradições e valores que não esteja sendo radicalmente questionada. A religião cristã, que até então era matéria de convicção pessoal ou pelo menos uma questão ligada à tradição e aos bons costumes, tende a ser afastada totalmente da vida pública e relegada para a privacidade do indivíduo. Esse processo de secularização preocupa bastante inclusive ao Papa Bento XVI porque se verifica que com a perda da religião como um evento social, perde-se também os valores éticos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para o pensador suíço não existe nenhum dever incondicional para determinado modo de agir humano sem a abertura a uma autoridade absoluta (Deus) que imponha sobre nós aquele dever; não existe ação humana,incondicionalmente obrigatória, sem religião. Como demonstrar, unicamente a partir da razão, que a liberdade é melhor do que a opressão, a justiça melhor do que a busca do lucro, o amor melhor do que o ódio e a paz melhor do que a guerra? Como justificar filosoficamente a atitude de uma pessoa que abre mão de vantagens pessoais, ou até mesmo de sua própria vida, em benefício da vida do próximo? Por que não posso roubar, matar e mentir se isto me traz vantagens? Talvez por causa dessa crescente convicção de que não é possível fundamentar os valores éticos exclusivamente a partir da razão, que se sustenta, hoje, a necessidade de articular novamente razão e fé, fé e política, e de entender esta como forma de viver o espírito de solidariedade na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A perda da fundamentação incondicional (religiosa) dos princípios éticos reflete-se na necessidade de estabelecer, com freqüência, novas normas de conduta e novos regulamentos (leis) que, porém, muito mais salvaguardam interesses de grupos ávidos de benefícios próprios (éticas egocêntricas) do que a melhoria da qualidade de vida de todos. Se hoje, portanto, fala-se tanto de crise ética em vários setores da sociedade é porque falta uma orientação básica e, segundo Küng, falta uma orientação básica cristã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que ao longo dahistória do cristianismo foram cometidos vários erros, entre os quais, as cruzadas, a perseguição contra os judeus, o caso Galileu, a cumplicidade com os donos do poder, etc. Porém, apesar do fundo sombrio de muito daquilo que é chamado cristão, é possível hoje encontrar uma orientação básica na mensagem cristã em si mesma, ou melhor, na vida a partir de e no seguimento de Jesus Cristo. Na base do cristianismo está a pessoa de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus encarnado. Jesus Cristo, in persona, é a manifestação visível de que Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele (1Jo 4,16). O Deus revelado por Jesus Cristo, em vez de condenar, perdoa; em vez de castigar, liberta; em vez de impor a justiça, faz valer a graça e a misericórdia. Foi por esse Deus que Jesus suplicou, falou, lutou, sofreu e morreu na cruz. Humildade, amor, perdão, compaixão, fidelidade, serviço ao próximo sem esperar retribuições são, portanto, atitudes humanas de Jesus que expressam a vontade de Deus em relação a todos os seus filhos e filhas. Enfim, Jesus revelou a face de Deus Uno e Trino através de sua vida de doação incondicional a todos os seres humanos, que culminou na sua morte de cruz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O teólogo Bruno Forte, em A essência do cristianismo (Vozes, Petrópolis 2003), conclui que desde o início do movimento cristão até hoje, a essência do cristianismo é Jesus Cristo crucificado. Na cruz de Jesus Cristo, Deus revela todo o seu amor pela humanidade, e na cruz de Jesus Cristo realiza-se maximamente a vocação fundamental do ser humano. A essência do cristianismo é o Amor crucificado em sua abissal profundidade humano-divina.&lt;br /&gt;Por conseguinte, autêntico cristão é aquele que se deixa orientar por Jesus Cristo, imita-O na busca da liberdade, na prática da justiça, da solidariedade e da paz. Porém, na esteira de Jesus Cristo, o senso de justiça ultrapassa o respeito aos deveres elementares da condição humana, como não matar, não roubar, não mentir, etc. O autêntico cristão, abraçado à cruz de Jesus Cristo, engaja-se despretensiosamente em favor do próximo, compromete-se com um amor que não somente respeita, mas integra até mesmo o inimigo. São Lucas escreve acerca deste tema: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam (Lc 6, 7-28). O apóstolo Paulo aponta para todas as características que, juntas, constituem o fruto do Espírito de Cristo e de todo o cristão, a saber: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5, 22-23). O distintivo dos cristãos se encontra nas palavras do próprio Jesus: Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 34s).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Conforme dissemos anteriormente, ao longo da história do cristianismo muitos cristãos não foram cristãos no sentido mais profundo, verdadeiro e original da palavra. Porém, seria um equívoco condenar a religião cristã e a Igreja Católica por causa de atitudes anti-cristãs de cristãos de fachada. Pois, a partir da inspiração originária do próprio cristianismo rejeita-se tudo quanto de algum modo tenha a ver com um dogmatismo autoritário ou com uma moral cristã estreita e casuísta, distanciada da vida. Mas é verdade também que na Igreja há muitos cristãos que são verdadeiros discípulos do mestre Jesus Cristo, ou seja, que fazem de Jesus Cristo a orientação básica de suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre os mais renomados discípulos de Jesus Cristo destaca-se São Francisco de Assis. Ele quis ser cristão porque encontrou no Evangelho de Jesus Cristo o sentido fundamental de sua vida. Ao ouvir o trecho do Evangelho acerca da missão dos apóstolos (Mt 10, 7-13), imediatamente exclamou: É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer do íntimo do coração (1Cel 22). Sem demora, no espírito de Deus, começou a colocar em prática o que ouvira, isto é, distribuiu aos pobres todos os seus bens materiais e renegou completamente a sua vontade para livremente fazer a vontade de Deus. Francisco quis, pura e simplesmente, viver e agir o mais fielmente possível como Jesus viveu e agiu e, conseqüentemente, anunciar o Reino de Deus, a conversão e a paz. Francisco abraçou pobre e humildemente a cruz. Não quis mais gloriar-se a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14). Por isso, no final de sua vida, todo arrebatado em Deus e transformado à semelhança de Jesus pelo amor e pela compaixão, teve visivelmente impressos sobre seu corpo os estigmas do Crucificado (1Cel 94;95; LM 13,3).&lt;br /&gt;E à medida que a sua opção de vida suscitou discípulos e fez crescer a comunhão fraterna entre eles, e levou-os à solidariedade com todos os necessitados, sem discriminação, reinaugurou-se o ideal primitivo da Igreja de Jesus Cristo. De modo que, com toda a razão, S. Boaventura comparou Francisco a Jesus Cristo e a fraternidade primitiva franciscana à comunidade primitiva dos cristãos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enfim, recoloca-se a questão: por que ainda ser cristão hoje? Certamente muitos denominam-se cristãos pelo simples fato de terem nascido dentro de uma tradição cristã de 20 séculos e querem continuar honrando essa nobre tradição. Outros provavelmente são cristãos por causa da convicção de que, seguindo Jesus Cristo, é possível viver, agir, sofrer e morrer dignamente como um ser humano. E, talvez, muitos são cristãos ainda hoje porque encontram na pessoa de Jesus Cristo, a exemplo de S. Francisco de Assis, o sentido (orientação básica) para a sua existência. E você, por que ainda é cristão hoje?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por Frei João Mannes, OFM&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Site www Franciscanos.org.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-8042056462280441519?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/8042056462280441519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=8042056462280441519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8042056462280441519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8042056462280441519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/porque-ser-cristo.html' title='Porque ser Cristão?'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMa8VEoxOZI/AAAAAAAAAOo/PA9YDkUProM/s72-c/2518669635_5a22fb69b9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3135078345571860244</id><published>2008-09-08T07:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T07:22:42.081-07:00</updated><title type='text'>Encíclica do Papa Bento XVI "Spe Salvi"</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMU0a5P_eOI/AAAAAAAAAOg/_Tsxjv8WCY4/s1600-h/07_MVG_mun_papa100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243654977791949026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMU0a5P_eOI/AAAAAAAAAOg/_Tsxjv8WCY4/s320/07_MVG_mun_papa100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Spe Salvi&lt;br /&gt;Encíclica de Bento XVI sobre a Esperança Cristã&lt;br /&gt;CARTA ENCÍCLICA SPE SALVI DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI&lt;br /&gt;AOS BISPOS, AOS PRESBÍTEROS E AOS DIÁCONOS, ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E A TODOS OS FIÉIS LEIGOS SOBRE A ESPERANÇA CRISTÃ&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;1. “SPE SALVI facti sumus” – é na esperança que fomos salvos: diz São Paulo aos Romanos e também a nós (Rm 8,24). A “redenção”, a salvação, segundo a fé cristã, não é um simples dado de facto. A redenção é-nos oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho. E imediatamente se levanta a questão: mas de que género é uma tal esperança para poder justificar a afirmação segundo a qual a partir dela, e simplesmente porque ela existe, nós fomos redimidos? E de que tipo de certeza se trata?&lt;br /&gt;A fé é esperança&lt;br /&gt;2. Antes de nos debruçarmos sobre estas questões, hoje particularmente sentidas, devemos escutar com um pouco mais de atenção o testemunho da Bíblia sobre a esperança. Esta é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”. Quão determinante se revelasse para a consciência dos primeiros cristãos o facto de terem recebido o dom de uma esperança fidedigna, manifesta-se também nos textos onde se compara a existência cristã com a vida anterior à fé ou com a situação dos adeptos de outras religiões. Paulo lembra aos Efésios que, antes do seu encontro com Cristo, estavam “sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2,12). Naturalmente, ele sabe que eles tinham seguido deuses, que tiveram uma religião, mas os seus deuses revelaram-se discutíveis e, dos seus mitos contraditórios, não emanava qualquer esperança. Apesar de terem deuses, estavam “sem Deus” e, consequentemente, achavam-se num mundo tenebroso, perante um futuro obscuro. “In nihil ab nihilo quam cito recidimus” (No nada, do nada, quão cedo recaímos) [1] diz um epitáfio daquela época; palavras nas quais aparece, sem rodeios, aquilo a que Paulo alude. Ao mesmo tempo, diz aos Tessalonicenses: não deveis “entristecer-vos como os outros que não têm esperança” (1 Ts 4,13). Aparece aqui também como elemento distintivo dos cristãos o facto de estes terem um futuro: não é que conheçam em detalhe o que os espera, mas sabem em termos gerais que a sua vida não acaba no vazio. Somente quando o futuro é certo como realidade positiva, é que se torna vivível também o presente. Sendo assim, podemos agora dizer: o cristianismo não era apenas uma “boa nova”, ou seja, uma comunicação de conteúdos até então ignorados. Em linguagem actual, dir-se-ia: a mensagem cristã não era só “informativa”, mas “performativa”. Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.&lt;br /&gt;3. Porém, agora coloca-se a questão: em que consiste esta esperança que, enquanto esperança, é “redenção”? Pois bem, o núcleo da resposta encontra-se no trecho da Carta aos Efésios já citado: os Efésios, antes do encontro com Cristo, estavam sem esperança, porque estavam “sem Deus no mundo”. Chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus: isto significa receber esperança. A nós, que desde sempre convivemos com o conceito cristão de Deus e a ele nos habituamos, a posse duma tal esperança que provém do encontro real com este Deus quase nos passa despercebida. O exemplo de uma santa da nossa época pode, de certo modo, ajudar-nos a entender o que significa encontrar pela primeira vez e realmente este Deus. Refiro-me a Josefina Bakhita, uma africana canonizada pelo Papa João Paulo II. Nascera por volta de 1869 – ela mesma não sabia a data precisa – no Darfur, Sudão. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, espancada barbaramente e vendida cinco vezes nos mercados do Sudão. Por último, acabou escrava ao serviço da mãe e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada até ao sangue; resultado disso mesmo foram as 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida. Finalmente, em 1882, foi comprada por um comerciante italiano para o cônsul Callisto Legnani que, ante a avançada dos mahdistas, voltou para a Itália. Aqui, depois de “patrões” tão terríveis que a tiveram como sua propriedade até agora, Bakhita acabou por conhecer um “patrão” totalmente diferente – no dialecto veneziano que agora tinha aprendido, chamava “paron” ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo. Até então só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um “paron” acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo “Paron” supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada.&lt;br /&gt;Mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela “à direita de Deus Pai”. Agora ela tinha “esperança”; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa. Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava “redimida”, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus. Por isso, quando quiseram levá-la de novo para o Sudão, Bakhita negou-se; não estava disposta a deixar-se separar novamente do seu “Paron”. A 9 de Janeiro de 1890, foi baptizada e crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas e desde então, a par dos serviços na sacristia e na portaria do convento, em várias viagens pela Itália procurou sobretudo incitar à missão: a libertação recebida através do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estendê-la, tinha de ser dada também a outros, ao maior número possível de pessoas. A esperança, que nascera para ela e a “redimira”, não podia guardá-la para si; esta esperança devia chegar a muitos, chegar a todos.&lt;br /&gt;O conceito de esperança baseada sobre a fé no Novo Testamento e na Igreja primitiva&lt;br /&gt;4. Antes de enfrentar a questão de saber se também para nós o encontro com aquele Deus que, em Cristo, nos mostrou a sua Face e abriu o seu Coração poderá ser “performativo” e não somente “informativo”, ou seja, se poderá transformar a nossa vida a ponto de nos fazer sentir redimidos através da esperança que o mesmo exprime, voltemos de novo à Igreja primitiva. Não é difícil notar como a experiência da humilde escrava africana Bakhita foi também a experiência de muitas pessoas maltratadas e condenadas à escravidão no tempo do cristianismo nascente. O cristianismo não tinha trazido uma mensagem sócio-revolucionária semelhante à de Espártaco que tinha fracassado após lutas cruentas. Jesus não era Espártaco, não era um guerreiro em luta por uma libertação política, como Barrabás ou Bar-Kochba. Aquilo que Jesus – Ele mesmo morto na cruz – tinha trazido era algo de totalmente distinto: o encontro com o Senhor de todos os senhores, o encontro com o Deus vivo e, deste modo, o encontro com uma esperança que era mais forte do que os sofrimentos da escravatura e, por isso mesmo, transformava a partir de dentro a vida e o mundo. A novidade do que tinha acontecido revela-se, com a máxima evidência, na Carta de São Paulo a Filémon. Trata-se de uma carta, muito pessoal, que Paulo escreve no cárcere e entrega ao escravo fugitivo Onésimo para o seu patrão – precisamente Filémon. É verdade, Paulo envia de novo o escravo para o seu patrão, de quem tinha fugido, e fá-lo não impondo, mas suplicando: “Venho pedir-te por Onésimo, meu filho, que gerei na prisão [...]. De novo to enviei e tu torna a recebê-lo, como às minhas entranhas [...]. Talvez ele se tenha apartado de ti por algum tempo, para que tu o recobrasses para sempre, não já como escravo, mas, em vez de escravo, como irmão muito amado” (Flm 10-16). Os homens que, segundo o próprio estado civil, se relacionam entre si como patrões e escravos, quando se tornaram membros da única Igreja passaram as ser entre si irmãos e irmãs – assim se tratavam os cristãos mutuamente. Em virtude do Baptismo, tinham sido regenerados, tinham bebido do mesmo Espírito e recebiam conjuntamente, um ao lado do outro, o Corpo do Senhor. Apesar de as estruturas externas permanecerem as mesmas, isto transformava a sociedade a partir de dentro. Se a Carta aos Hebreus diz que os cristãos não têm aqui neste mundo uma morada permanente, mas procuram a futura (cf. Heb 11, 13-14; Fil 3,20), isto não significa de modo algum adiar para uma perspectiva futura: a sociedade presente é reconhecida pelos cristãos como uma sociedade imprópria; eles pertencem a uma sociedade nova, rumo à qual caminham e que, na sua peregrinação, é antecipada.&lt;br /&gt;5. Devemos acrescentar ainda um outro ponto de vista. A Primeira Carta aos Coríntios (1,18-31) mostra-nos que uma grande parte dos primeiros cristãos pertencia às classes baixas da sociedade e, por isso mesmo, se sentia livre para a experiência da nova esperança, como constatámos no exemplo de Bakhita. Porém, já desde os começos, havia também conversões nas classes aristocráticas e cultas, visto que também estas viviam “sem esperança e sem Deus no mundo”. O mito tinha perdido a sua credibilidade; a religião romana de Estado tinha-se esclerosado em mero cerimonial, que se realizava escrupulosamente, mas reduzido já simplesmente a uma “religião política”. O racionalismo filosófico tinha relegado os deuses para o campo do irreal. O Divino era visto de variados modos nas forças cósmicas, mas um Deus a Quem se podia rezar não existia. Paulo ilustra, de forma absolutamente apropriada, a problemática essencial da religião de então, quando contrapõe à vida “segundo Cristo” uma vida sob o domínio dos “elementos do mundo” (Col 2,8). Nesta perspectiva, pode ser esclarecedor um texto de São Gregório Nazianzeno. Diz ele que, no momento em que os magos guiados pela estrela adoraram Cristo, o novo rei, deu-se por encerrada a astrologia, pois agora as estrelas giram segundo a órbita determinada por Cristo [2] De facto, nesta cena fica invertida a concepção do mundo de então, que hoje, de um modo distinto, aparece de novo florescente. Não são os elementos do cosmo, as leis da matéria que, no fim de contas, governam o mundo e o ser humano, mas é um Deus pessoal que governa as estrelas, ou seja, o universo; as leis da matéria e da evolução não são a última instância, mas razão, vontade, amor: uma Pessoa. E se conhecemos esta Pessoa e Ela nos conhece, então verdadeiramente o poder inexorável dos elementos materiais deixa de ser a última instância; deixámos de ser escravos do universo e das suas leis, então somos livres. Tal consciência impeliu na antiguidade os ânimos sinceros a indagar. O céu não está vazio. A vida não é um simples produto das leis e da casualidade da matéria, mas em tudo e, contemporaneamente, acima de tudo há uma vontade pessoal, há um Espírito que em Jesus Se revelou como Amor.[3]&lt;br /&gt;6. Os sarcófagos dos primórdios do cristianismo ilustram visivelmente esta concepção (com a morte diante dos olhos a questão do significado da vida torna-se inevitável). A figura de Cristo é interpretada, nos antigos sarcófagos, sobretudo através de duas imagens: a do filósofo e a do pastor. Em geral, por filosofia não se entendia então uma difícil disciplina académica, tal como ela se apresenta hoje. O filósofo era antes aquele que sabia ensinar a arte essencial: a arte de ser rectamente pessoa, a arte de viver e de morrer. Certamente, já há muito tempo que os seres humanos se tinham apercebido de que boa parte dos que circulavam como filósofos, como mestres de vida, não passavam de charlatães que com suas palavras granjeavam dinheiro, enquanto sobre a verdadeira vida nada tinham a dizer. Isto era mais uma razão para se procurar o verdadeiro filósofo que soubesse realmente indicar o itinerário da vida. Quase ao fim do século terceiro, encontramos pela primeira vez em Roma, no sarcófago de um menino e no contexto da ressurreição de Lázaro, a figura de Cristo como o verdadeiro filósofo que, numa mão, segura o Evangelho e, na outra, o bastão do viandante, próprio do filósofo. Com este bastão, Ele vence a morte; o Evangelho traz a verdade que os filósofos peregrinos tinham buscado em vão. Nesta imagem, que sucessivamente por um longo período havia de perdurar na arte dos sarcófagos, torna-se evidente aquilo que tanto as pessoas cultas como as simples encontravam em Cristo: Ele diz-nos quem é na realidade o ser humano e o que ele deve fazer para ser verdadeiramente humano. Ele indica-nos o caminho, e este caminho é a verdade. Ele mesmo é simultaneamente um e outra, sendo por isso também a vida de que todos nós andamos à procura. Ele indica ainda o caminho para além da morte; só quem tem a possibilidade de fazer isto é um verdadeiro mestre de vida. O mesmo se torna visível na imagem do pastor. Tal como sucedia com a representação do filósofo, assim também na figura do pastor a Igreja primitiva podia apelar-se a modelos existentes da arte romana. Nesta, o pastor era, em geral, expressão do sonho de uma vida serena e simples de que as pessoas, na confusão da grande cidade, sentiam saudade. Agora a imagem era lida no âmbito de um novo cenário que lhe conferia um conteúdo mais profundo: “O Senhor é meu pastor, nada me falta [...] Mesmo que atravesse vales sombrios, nenhum mal temerei, porque estais comigo” (Sal 23[22], 1.4). O verdadeiro pastor é Aquele que conhece também o caminho que passa pelo vale da morte; Aquele que, mesmo na estrada da derradeira solidão, onde ninguém me pode acompanhar, caminha comigo servindo-me de guia ao atravessá-la: Ele mesmo percorreu esta estrada, desceu ao reino da morte, venceu-a e voltou para nos acompanhar a nós agora e nos dar a certeza de que, juntamente com Ele, acha-se uma passagem. A certeza de que existe Aquele que, mesmo na morte, me acompanha e com o seu “bastão e o seu cajado me conforta”, de modo que “não devo temer nenhum mal” (cf. Sal 23[22],4): esta era a nova “esperança” que surgia na vida dos crentes.&lt;br /&gt;7. Devemos voltar, uma vez mais, ao Novo Testamento. No décimo primeiro capítulo da Carta aos Hebreus (v. 1), encontra-se, por assim dizer, uma certa definição da fé que entrelaça estreitamente esta virtude com a esperança. À volta da palavra central desta frase começou a gerar-se desde a Reforma, uma discussão entre os exegetas, mas que parece hoje encaminhar-se para uma interpretação comum. Por enquanto, deixo o termo em questão sem traduzir. A frase soa, pois, assim: “A fé é hypostasis das coisas que se esperam; prova das coisas que não se vêem”. Para os Padres e para os teólogos da Idade Média era claro que a palavra grega hypostasis devia ser traduzida em latim pelo termo substantia. De facto, a tradução latina do texto, feita na Igreja antiga, diz: “Est autem fides sperandarum substantia rerum, argumentum non apparentium – a fé é a “substância” das coisas que se esperam; a prova das coisas que não se vêem”. Tomás de Aquino,[4] servindo-se da terminologia da tradição filosófica em que se encontra, explica: a fé é um “habitus”, ou seja, uma predisposição constante do espírito, em virtude do qual a vida eterna tem início em nós e a razão é levada a consentir naquilo que não vê. Deste modo, o conceito de “substância” é modificado para significar que pela fé, de forma incoativa – poderíamos dizer “em gérmen” e portanto segundo a “substância” – já estão presentes em nós as coisas que se esperam: a totalidade, a vida verdadeira. E precisamente porque a coisa em si já está presente, esta presença daquilo que há-de vir cria também certeza: esta “coisa” que deve vir ainda não é visível no mundo externo (não “aparece”), mas pelo facto de a trazermos, como realidade incoativa e dinâmica dentro de nós, surge já agora uma certa percepção dela. Para Lutero, que não nutria muita simpatia pela Carta aos Hebreus em si própria, o conceito de “substância”, no contexto da sua visão da fé, nada significava. Por isso, interpretou o termo hipóstase/substância não no sentido objectivo (de realidade presente em nós), mas no subjectivo, isto é, como expressão de uma atitude interior e, consequentemente, teve naturalmente de entender também o termo argumentum como uma disposição do sujeito. No século XX, esta interpretação impôs-se também na exegese católica – pelo menos na Alemanha – de modo que a tradução ecuménica em alemão do Novo Testamento, aprovada pelos Bispos diz: “Glaube aber ist: Feststehen in dem, was man erhofft, Überzeugtsein von dem, was man nicht sieht” (fé é: permanecer firmes naquilo que se espera, estar convencidos daquilo que não se vê). Em si mesmo, isto não está errado; mas não é o sentido do texto, porque o termo grego usado (elenchos) não tem o valor subjectivo de “convicção”, mas o valor objectivo de “prova”. Com razão, pois, a recente exegese protestante chegou a uma convicção diversa: “Agora, porém, já não restam dúvidas de que esta interpretação protestante, tida como clássica, é insustentável”.[5] A fé não é só uma inclinação da pessoa para realidades que hão-de vir, mas estão ainda totalmente ausentes; ela dá-nos algo. Dá-nos já agora algo da realidade esperada, e esta realidade presente constitui para nós uma “prova” das coisas que ainda não se vêem. Ela atrai o futuro para dentro do presente, de modo que aquele já não é o puro “ainda-não”. O facto de este futuro existir, muda o presente; o presente é tocado pela realidade futura, e assim as coisas futuras derramam-se naquelas presentes e as presentes nas futuras.&lt;br /&gt;8. Esta explicação fica ainda mais reforçada e aplicada à vida concreta, se considerarmos o versículo 34 do décimo capítulo da Carta aos Hebreus que, sob o aspecto da língua e do conteúdo, tem a ver com esta definição de uma fé perpassada de esperança e prepara-a. No texto, o autor fala aos crentes que viveram a experiência da perseguição, dizendo-lhes: “Não só vos compadecestes dos encarcerados, mas aceitastes com alegria a confiscação dos vossos bens (hyparchonton – Vg: bonorum), sabendo que possuís uma riqueza melhor (hyparxin – Vg: substantiam) e imperecível”. Hyparchonta são as propriedades, aquilo que na vida terrena constitui a sustentação, precisamente a base, a “substância” da qual se necessita para viver. Esta “substância”, a segurança normal para a vida, foi tirada aos cristãos durante a perseguição. Eles suportaram-no, porque em todo o caso consideravam transcurável esta substância material. Podiam prescindir dela, porque tinham encontrado uma “base” melhor para a sua existência – uma base que permanece e que ninguém lhes pode tirar. Não é possível deixar de ver a ligação existente entre estas duas espécies de “substância”, entre a sustentação ou base material e a afirmação da fé como “base”, como “substância” que permanece. A fé confere à vida uma nova base, um novo fundamento, sobre o qual o ser humano se pode apoiar, e consequentemente, o fundamento habitual, ou seja a confiança na riqueza material, relativiza-se. Cria-se uma nova liberdade diante deste fundamento da vida que só aparentemente é capaz de sustentar, embora o seu significado normal não seja certamente negado com isso. Esta nova liberdade, a consciência da nova “substância” que nos foi dada, ficou patente no martírio, quando as pessoas se opuseram à prepotência da ideologia e dos seus órgãos políticos e, com a sua morte, renovaram o mundo. Mas não é só no martírio... Aquela manifestou-se sobretudo nas grandes renúncias a começar pelos monges da antiguidade até Francisco de Assis e às pessoas do nosso tempo que, nos Institutos e Movimentos religiosos actuais, deixaram tudo para levar aos outros a fé e o amor de Cristo, para ajudar as pessoas que sofrem no corpo e na alma. Aqui a nova “substância” confirmou-se realmente como “substância”: da esperança destas pessoas tocadas por Cristo brotou esperança para outros que viviam na escuridão e sem esperança. Ficou demonstrado que esta nova vida possui realmente “substância” e é “substância” que suscita vida para os outros. Para nós, que vemos tais figuras, este seu actuar e viver é, de facto, uma “prova” de que as coisas futuras, ou seja, a promessa de Cristo não é uma realidade apenas esperada, mas uma verdadeira presença: Ele é realmente o “filósofo” e o “pastor” que nos indica o que seja e onde está a vida.&lt;br /&gt;9. Para compreender mais profundamente esta reflexão sobre as duas espécies de substâncias - hypostasis e hyparchonta – e sobre as duas maneiras de viver que com elas se exprimem, devemos reflectir ainda brevemente sobre duas palavras referentes ao assunto, que se encontram no décimo capítulo da Carta aos Hebreus. Trata-se das palavras hypomone (10,36) e hypostole (10,39). Hypomone traduz-se normalmente por “paciência”, perseverança, constância. Este saber esperar, suportando pacientemente as provas, é necessário para o crente poder “obter as coisas prometidas” (cf. 10,36). Na religiosidade do antigo judaísmo, esta palavra era usada expressamente para a espera de Deus, característica de Israel, para este perseverar na fidelidade a Deus, na base da certeza da Aliança, num mundo que contradiz a Deus. Sendo assim, a palavra indica uma esperança vivida, uma vida baseada na certeza da esperança. No Novo Testamento, esta espera de Deus, este estar da parte de Deus assume um novo significado: é que em Cristo, Deus manifestou-Se. Comunicou-nos já a “substância” das coisas futuras, e assim a espera de Deus adquire uma nova certeza. É espera das coisas futuras a partir de um dom já presente. É espera – na presença de Cristo, isto é, com Cristo presente – que se completa no seu Corpo, na perspectiva da sua vinda definitiva. Diversamente, com hypostole, exprime-se o esquivar-se de alguém que não ousa dizer, abertamente e com franqueza, a verdade talvez perigosa. Este dissimular por espírito de temor diante dos homens, conduz à “perdição” (Heb 10,39). Pois, “Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, amor e sabedoria”, lê-se na Segunda Carta a Timóteo (1,7) caracterizando assim, com uma bela expressão, a atitude fundamental do cristão.&lt;br /&gt;A vida eterna – o que é?&lt;br /&gt;10. Até agora estivemos a falar da fé e da esperança no Novo Testamento e nos inícios do cristianismo, mas deixando sempre claro que não se tratava apenas do passado; toda a reflexão feita tem a ver com a vida e a morte do ser humano em geral e, portanto, interessa-nos também a nós, aqui e agora. Chegou o momento, porém, de nos colocarmos explicitamente a questão: para nós, hoje a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida? Para nós aquela é “performativa” – uma mensagem que plasma de modo novo a mesma vida – ou é simplesmente “informação” que, entretanto, pusemos de lado porque nos parece superada por informações mais recentes? Na busca de uma resposta, desejo partir da forma clássica do diálogo, usado no rito do Baptismo, para exprimir o acolhimento do recém-nascido na comunidade dos crentes e o seu renascimento em Cristo. O sacerdote perguntava, antes de mais nada, qual era o nome que os pais tinham escolhido para a criança, e prosseguia: “O que é que pedis à Igreja?”. Resposta: “A fé”. “E o que é que vos dá a fé?”. “A vida eterna”. Como vemos por este diálogo, os pais pediam para a criança o acesso à fé, a comunhão com os crentes, porque viam na fé a chave para a “vida eterna”. Com efeito hoje, como sempre, é disto que se trata no Baptismo, quando nos tornamos cristãos: é não somente um acto de socialização no âmbito da comunidade, nem simplesmente de acolhimento na Igreja. Os pais esperam algo mais para o baptizando: esperam que a fé – de que faz parte a corporeidade da Igreja e dos seus sacramentos – lhe dê a vida, a vida eterna. Fé é substância da esperança. Aqui, porém, surge a pergunta: Queremos nós realmente isto: viver eternamente? Hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. Não querem de modo algum a vida eterna, mas a presente; antes, a fé na vida eterna parece, para tal fim, um obstáculo. Continuar a viver eternamente – sem fim – parece mais uma condenação do que um dom. Certamente a morte queria-se adiá-la o mais possível. Mas, viver sempre, sem um termo, acabaria por ser fastidioso e, em última análise, insuportável. É isto precisamente que diz, por exemplo, o Padre da Igreja Ambrósio na sua elegia pelo irmão defunto Sátiro: “Sem dúvida, a morte não fazia parte da natureza, mas tornou-se natural; porque Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu-a como remédio. Condenada pelo pecado a um trabalho contínuo e a lamentações insuportáveis, a vida da humanidade começou a ser miserável. Deus teve de pôr fim a estes males, para que a morte restituísse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que benéfica, se não fosse promovida pela graça”.[6] Antes, Ambrósio tinha dito: “Não devemos chorar a morte, que é a causa de salvação universal”[7].&lt;br /&gt;11. Independentemente do que Santo Ambrósio quisesse dizer precisamente com estas palavras, é certo que a eliminação da morte ou mesmo o seu adiamento quase ilimitado, deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível e nem mesmo prestaria um benefício ao indivíduo. Obviamente há uma contradição na nossa atitude, que evoca um conflito interior da nossa mesma existência. Por um lado, não queremos morrer; sobretudo quem nos ama não quer que morramos. Mas, por outro, também não desejamos continuar a existir ilimitadamente, nem a terra foi criada com esta perspectiva. Então, o que é que queremos na realidade? Este paradoxo da nossa própria conduta suscita uma questão mais profunda: o que é, na verdade, a “vida”? E o que significa realmente “eternidade”? Há momentos em que de repente temos a sua percepção: sim, isto seria precisamente a “vida” verdadeira, assim deveria ser. Em comparação, aquilo que no dia-a-dia chamamos “vida”, na verdade não o é. Agostinho, na sua extensa carta sobre a oração, dirigida a Proba – uma viúva romana rica e mãe de três cônsules –, escreve: no fundo, queremos uma só coisa, “a vida bem-aventurada”, a vida que é simplesmente vida, pura “felicidade”. No fim de contas, nada mais pedimos na oração. Só para ela caminhamos; só disto se trata. Porém, depois, Agostinho diz também: se considerarmos melhor, no fundo não sabemos realmente o que desejamos, o que propriamente queremos. Não conhecemos de modo algum esta realidade; mesmo naqueles momentos em que pensamos tocá-la, não a alcançamos realmente. “Não sabemos o que convém pedir” – confessa ele citando São Paulo (Rm 8,26). Sabemos apenas que não é isto. Porém, no facto de não saber sabemos que esta realidade deve existir. “Há em nós, por assim dizer, uma douta ignorância” (docta ignorantia) – escreve ele. Não sabemos realmente o que queremos; não conhecemos esta “vida verdadeira”; e, no entanto, sabemos que deve existir algo que não conhecemos e para isso nos sentimos impelidos.[8]&lt;br /&gt;12. Penso que Agostinho descreve aqui, de modo muito preciso e sempre válido, a situação essencial da pessoa humana, uma situação donde provêm todas as suas contradições e as suas esperanças. De certo modo, desejamos a própria vida, a vida verdadeira, que depois não seja tocada sequer pela morte; mas, ao mesmo tempo, não conhecemos aquilo para que nos sentimos impelidos. Não podemos deixar de tender para isto e, no entanto, sabemos que tudo quanto podemos experimentar ou realizar não é aquilo por que anelamos. Esta “coisa” desconhecida é a verdadeira “esperança” que nos impele e o facto de nos ser desconhecida é, ao mesmo tempo, a causa de todas as ansiedades como também de todos os ímpetos positivos ou destruidores para o mundo autêntico e o ser humano verdadeiro. A palavra “vida eterna” procura dar um nome a esta desconhecida realidade conhecida. Necessariamente é uma expressão insuficiente, que cria confusão. Com efeito, “eterno” suscita em nós a ideia do interminável, e isto nos amedronta; “vida”, faz-nos pensar na existência por nós conhecida, que amamos e não queremos perder, mas que, frequentemente, nos reserva mais canseiras que satisfações, de tal maneira que se por um lado a desejamos, por outro não a queremos. A única possibilidade que temos é procurar sair, com o pensamento, da temporalidade de que somos prisioneiros e, de alguma forma, conjecturar que a eternidade não seja uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe. Podemos somente procurar pensar que este instante é a vida em sentido pleno, um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria. Assim o exprime Jesus, no Evangelho de João: “Eu hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria” (16,22). Devemos olhar neste sentido, se quisermos entender o que visa a esperança cristã, o que esperamos da fé, do nosso estar com Cristo.[9]&lt;br /&gt;A esperança cristã é individualista?&lt;br /&gt;13. Ao longo da sua história, os cristãos procuraram traduzir este saber, que desconhece, em figuras ilustrativas, explanando imagens do “céu” que ficam sempre aquém daquilo que conhecemos precisamente só por negação, através de um não-conhecimento. Todas estas tentativas de representação da esperança deram a muitos, no decorrer dos séculos, a coragem de viverem segundo a fé e, assim, abandonarem inclusivamente os seus “hyparchonta”, os bens materiais para a sua existência. O autor da Carta aos Hebreus, no décimo primeiro capítulo, traçou, por assim dizer, uma história daqueles que vivem na esperança e da sua condição de caminhantes, uma história que desde Abel chega até à sua época. Contra este tipo de esperança acendeu-se, na idade moderna, uma crítica sempre mais dura: tratar-se-ia de puro individualismo, que teria abandonado o mundo à sua miséria indo refugiar-se numa salvação eterna puramente privada. Henry De Lubac, na introdução à sua obra fundamental Catholicisme. Aspects sociaux du dogme, recolheu algumas vozes características deste tipo, uma das quais merece ser citada: “Será que encontrei a alegria? Não... Encontrei a minha alegria. O que é algo terrivelmente diferente... A alegria de Jesus pode ser individual. Pode pertencer a uma só pessoa, e esta está salva. Está em paz... agora e para sempre, mas ela só. Esta solidão na alegria não a perturba. Pelo contrário: ela sente-se precisamente a eleita! Na sua bem-aventurança, atravessa as batalhas com uma rosa na mão”.[10]&lt;br /&gt;14. A este respeito, De Lubac, baseando-se na teologia dos Padres em toda a sua amplidão, pôde demonstrar que a salvação foi sempre considerada como uma realidade comunitária. A mesma Carta aos Hebreus fala de uma “cidade” (cf. 11,10.16; 12,22; 13,14) e, portanto, de uma salvação comunitária. Coerentemente, o pecado é entendido pelos Padres como destruição da unidade do género humano, como fragmentação e divisão. Babel, o lugar da confusão das línguas e da separação, apresenta-se como expressão daquilo que é radicalmente o pecado. Deste modo, a “redenção” aparece precisamente como a restauração da unidade, onde nos encontramos novamente juntos numa união que se desenha na comunidade mundial dos crentes. Não é necessário ocuparmo-nos aqui de todos os textos, onde transparece o carácter comunitário da esperança. Retomemos a Carta a Proba em que Agostinho tenta ilustrar um pouco esta desconhecida realidade conhecida de que andamos à procura. O seu ponto de partida é simplesmente a expressão “vida bem-aventurada [feliz]”. Em seguida cita o Salmo 144 (143), 15: “Feliz o povo cujo Deus é o Senhor”. E continua: “Para poder formar parte deste povo e [...] viver eternamente com Ele, recordemos que “o fim dos mandamentos é promover a caridade, que procede de um coração puro, de uma consciência recta e de uma fé sincera” (1 Tm 1,5)”.[11] Esta vida verdadeira, para a qual sempre tendemos, depende do facto de se estar na união existencial com um “povo” e pode realizar-se para cada pessoa somente no âmbito deste “nós”. Aquela pressupõe, precisamente, o êxodo da prisão do próprio “eu”, pois só na abertura deste sujeito universal é que se abre também o olhar para a fonte da alegria, para o amor em pessoa, para Deus.&lt;br /&gt;15. Esta visão da “vida bem-aventurada” orientada para a comunidade visa, certamente, algo que está para além do mundo presente, mas é precisamente deste modo que ela tem a ver também com a edificação do mundo – segundo formas muito distintas, conforme o contexto histórico e as possibilidades por ele oferecidas ou excluídas. No tempo de Agostinho, quando a irrupção de novos povos ameaçava aquela coesão do mundo que dava uma certa garantia de direito e de vida numa comunidade jurídica, tratava-se de fortalecer os fundamentos realmente basilares desta comunidade de vida e de paz, para poder sobreviver no meio da transformação do mundo. Deixando de lado outros casos, procuremos lançar um olhar sobre um momento da Idade Média, emblemático sob determinados aspectos. Na consciência comum, os mosteiros eram vistos como os lugares da fuga do mundo (“contemptus mundi”) e do subtrair-se à responsabilidade pelo mundo na procura da salvação privada. Bernardo de Claraval, que, com a sua Ordem reformada, trouxe uma multidão de jovens para os mosteiros, tinha a este respeito uma visão muito distinta. Na sua opinião, os monges desempenham uma tarefa para bem de toda a Igreja e, por conseguinte, também de todo o mundo. Com muitas imagens, ele ilustra a responsabilidade dos monges pelo organismo inteiro da Igreja, antes, pela humanidade; aplica a eles esta frase do Pseudo-Rufino: “O género humano vive graças a poucos; se estes não existissem, o mundo pereceria...”.[12] Os contemplativos (contemplantes) devem tornar-se trabalhadores agrícolas (laborantes) – diz ele. A nobreza do trabalho, que o cristianismo herdou do judaísmo, estava patente nas regras monásticas de Agostinho e de Bento. Bernardo retoma este conceito. Os jovens nobres que afluíam aos seus mosteiros deviam submeter-se ao trabalho manual. É verdade que Bernardo diz explicitamente que nem mesmo o mosteiro pode restabelecer o Paraíso; mas defende que aquele deve, como lugar de amanho manual e espiritual, preparar o novo Paraíso. O terreno bravio de um bosque torna-se fértil, precisamente quando, ao mesmo tempo, se deitam abaixo as árvores da soberba, se extirpa o que de bravio cresce nas almas e se prepara assim o terreno onde possa prosperar pão para o corpo e para a alma.[13] Por acaso, olhando precisamente a história actual, não se constata novamente que nenhuma estruturação positiva do mundo é possível nos lugares onde as almas se brutalizam?&lt;br /&gt;A transformação da fé-esperança cristã no tempo moderno&lt;br /&gt;16. Como pôde desenvolver-se a ideia de que a mensagem de Jesus é estritamente individualista e visa apenas o indivíduo? Como é que se chegou a interpretar a “salvação da alma” como fuga da responsabilidade geral e, consequentemente, a considerar o programa do cristianismo como busca egoísta da salvação que se recusa a servir os outros? Para encontrar uma resposta à questão, devemos lançar um olhar sobre as componentes fundamentais do tempo moderno. Estas aparecem, com particular clareza, em Francisco Bacon. Que uma nova época tenha surgido – graças à descoberta da América e às novas conquistas técnicas que permitiram este desenvolvimento – é um dado fora de discussão. Mas, sobre o que é que se baseia esta mudança epocal? É a nova correlação de experiência e método que coloca o ser humano em condições de chegar a uma interpretação da natureza conforme às suas leis e, deste modo, conseguir finalmente “a vitória da arte sobre a natureza” (victoria cursus artis super naturam).[14] A novidade – conforme a visão de Bacon – está numa nova correlação entre ciência e prática. Isto foi depois aplicado também teologicamente: esta nova correlação entre ciência e prática significaria que o domínio sobre a criação, dado ao ser humano por Deus e perdido no pecado original, ficaria restabelecido.[15]&lt;br /&gt;17. Quem lê estas afirmações e nelas reflecte com atenção, reconhece uma transição desconcertante: até então a recuperação daquilo que o homem e a mulher, expulsos do paraíso terrestre, tinham perdido esperava-se da fé em Jesus Cristo, e nisto se via a “redenção”. Agora, esta “redenção”, a restauração do “paraíso” perdido, já não se espera da fé, mas da ligação recém-descoberta entre ciência e prática. Com isto, não é que se negue simplesmente a fé; mas, esta acaba deslocada para outro nível – o das coisas somente privadas e ultraterrestres – e, simultaneamente, torna-se de algum modo irrelevante para o mundo. Esta visão programática determinou o caminho dos tempos modernos, e influencia inclusive a actual crise da fé que, concretamente, é sobretudo uma crise da esperança cristã. Assim também a esperança, segundo Bacon, ganha uma nova forma. Agora chama-se fé no progresso. Com efeito, para Bacon, resulta claro que os descobrimentos e as recentes invenções são apenas um começo e que, graças à sinergia entre ciência e prática, seguir-se-ão descobertas completamente novas, surgirá um mundo totalmente novo, o reino do ser humano. [16] Nesta linha, apresentou um panorama das invenções previsíveis, chegando ao avião e ao submarino. Ao longo do sucessivo desenvolvimento da ideologia do progresso, a alegria pelos avanços palpáveis das potencialidades humanas permanece uma confirmação constante da fé no progresso enquanto tal.&lt;br /&gt;18. Simultaneamente, há duas categorias que penetram sempre mais no centro da ideia de progresso: razão e liberdade. Aquele é sobretudo um progresso no crescente domínio da razão, sendo esta considerada obviamente um poder do bem e para o bem. O progresso é a superação de todas as dependências; é avanço para a liberdade perfeita. Também a liberdade é vista só como promessa, na qual a pessoa humana se realiza rumo à plenitude. Em ambos os conceitos – liberdade e razão – está presente um aspecto político. O reino da razão, de facto, é aguardado como a nova condição da humanidade feita totalmente livre. Todavia, as condições políticas deste reino da razão e da liberdade aparecem, à primeira vista, pouco definidas. Razão e liberdade parecem garantir por si mesmas, em virtude da sua intrínseca bondade, uma nova comunidade humana perfeita. Nos dois conceitos-chave de “razão” e “liberdade”, tacitamente o pensamento coloca-se sempre em contraste com os vínculos da fé e da Igreja, como também com os vínculos dos ordenamentos estatais de então. Por isso, ambos os conceitos trazem em si um potencial revolucionário de enorme força explosiva.&lt;br /&gt;19. Temos de lançar brevemente um olhar sobre duas etapas essenciais da concretização política desta esperança, porque são de grande importância para o caminho da esperança cristã, para a sua compreensão e persistência. Há, antes de mais nada, a Revolução francesa como tentativa de instaurar o domínio da razão e da liberdade agora também de modo politicamente real. Inicialmente, a Europa do Iluminismo contemplou fascinada estes acontecimentos, mas depois, à vista da sua evolução, teve de reflectir de modo novo sobre razão e liberdade. Significativos destas duas fases de recepção do que acontecera em França são dois escritos de Emanuel Kant, nos quais ele reflecte sobre os acontecimentos. Em 1792, escreve a obra Der Sieg des guten Prinzips über das böse und die Gründung eines Reichs Gottes auf Erden (A vitória do princípio bom sobre o princípio mau e a constituição de um reino de Deus sobre a terra). Nela afirma: “A passagem gradual da fé eclesiástica ao domínio exclusivo da pura fé religiosa constitui a aproximação do reino de Deus”.[17] Diz também que as revoluções podem apressar os tempos desta passagem da fé eclesiástica à fé racional. O “reino de Deus”, de que falara Jesus, recebeu aqui uma nova definição e assumiu também uma nova presença; existe, por assim dizer, uma nova “expectativa imediata”: o “reino de Deus” chega onde a “fé eclesiástica” é superada e substituída pela “fé religiosa”, ou seja, pela mera fé racional. Em 1795, no livro Das Ende aller Dinge (O fim de todas as coisas), aparece uma imagem diferente. Agora, Kant toma em consideração a possibilidade de que, a par do fim natural de todas as coisas, se verifique também um fim contrário à natureza, perverso. Escreve a tal respeito: “Se acontecesse um dia chegar o cristianismo a não ser mais digno de amor, então o pensamento dominante dos homens deveria tomar a forma de rejeição e de oposição contra ele; e o anticristo [...] inauguraria o seu regime, mesmo que breve, (baseado presumivelmente sobre o medo e o egoísmo). Em seguida, porém, visto que o cristianismo, embora destinado a ser a religião universal, de facto não teria sido ajudado pelo destino a sê-lo, poderia verificar-se, sob o aspecto moral, o fim (perverso) de todas as coisas”.[18]&lt;br /&gt;20. O século XIX não perdeu a sua fé no progresso como nova forma da esperança humana e continuou a considerar razão e liberdade como as estrelas-guia a seguir no caminho da esperança. Todavia a evolução sempre mais rápida do progresso técnico e a industrialização com ele relacionada criaram, bem depressa, uma situação social completamente nova: formou-se a classe dos trabalhadores da indústria e o chamado “proletariado industrial”, cujas terríveis condições de vida foram ilustradas de modo impressionante por Frederico Engels, em 1845. Ao leitor, devia resultar claro que isto não pode continuar; é necessária uma mudança. Mas a mudança haveria de abalar e derrubar toda a estrutura da sociedade burguesa. Depois da revolução burguesa de 1789, tinha chegado a hora para uma nova revolução: a proletária. O progresso não podia limitar-se a avançar de forma linear e com pequenos passos. Urgia o salto revolucionário. Karl Marx recolheu este apelo do momento e, com vigor de linguagem e de pensamento, procurou iniciar este novo passo grande e, como supunha, definitivo da história rumo à salvação, rumo àquilo que Kant tinha qualificado como o “reino de Deus”. Tendo-se diluída a verdade do além, tratar-se-ia agora de estabelecer a verdade de aquém. A crítica do céu transforma-se na crítica da terra, a crítica da teologia na crítica da política. O progresso rumo ao melhor, rumo ao mundo definitivamente bom, já não vem simplesmente da ciência, mas da política – de uma política pensada cientificamente, que sabe reconhecer a estrutura da história e da sociedade, indicando assim a estrada da revolução, da mudança de todas as coisas. Com pontual precisão, embora de forma unilateralmente parcial, Marx descreveu a situação do seu tempo e ilustrou, com grande capacidade analítica, as vias para a revolução. E não só teoricamente, pois com o partido comunista, nascido do manifesto comunista de 1848, também a iniciou concretamente. A sua promessa, graças à agudeza das análises e à clara indicação dos instrumentos para a mudança radical, fascinou e não cessa de fascinar ainda hoje. E a revolução deu-se, depois, na forma mais radical na Rússia.&lt;br /&gt;21. Com a sua vitória, porém, tornou-se evidente também o erro fundamental de Marx. Ele indicou com exactidão o modo como realizar o derrubamento. Mas, não nos disse, como as coisas deveriam proceder depois. Ele supunha simplesmente que, com a expropriação da classe dominante, a queda do poder político e a socialização dos meios de produção, ter-se-ia realizado a Nova Jerusalém. Com efeito, então ficariam anuladas todas as contradições; o ser humano e o mundo haveriam finalmente de ver claro em si próprios. Então tudo poderia proceder espontaneamente pelo recto caminho, porque tudo pertenceria a todos e todos haviam de querer o melhor um para o outro. Assim, depois de cumprida a revolução, Lenine deu-se conta de que, nos escritos do mestre, não se achava qualquer indicação sobre o modo como proceder. É verdade que ele tinha falado da fase intermédia da ditadura do proletariado como de uma necessidade que, porém, num segundo momento ela mesma se demonstraria caduca. Esta “fase intermédia” conhecemo-la muito bem e sabemos também como depois evoluiu, não dando à luz o mundo sadio, mas deixando atrás de si uma destruição desoladora. Marx não falhou só ao deixar de idealizar os ordenamentos necessários para o mundo novo; com efeito, já não deveria haver mais necessidade deles. O facto de não dizer nada sobre isso é lógica consequência da sua perspectiva. O seu erro situa-se numa profundidade maior. Ele esqueceu que o ser humano permanece sempre humano. Esqueceu o ser humano e a sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. Pensava que, uma vez colocada em ordem a economia, tudo se arranjaria. O seu verdadeiro erro é o materialismo: de facto, a pessoa humana não é só o produto de condições económicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições económicas favoráveis.&lt;br /&gt;22. Encontramo-nos assim novamente diante da questão: o que é que podemos esperar? É necessária uma autocrítica da idade moderna feita em diálogo com o cristianismo e com a sua concepção da esperança. Neste diálogo, também os cristãos devem aprender de novo, no contexto dos seus conhecimentos e experiências, em que consiste verdadeiramente a sua esperança, o que é que temos para oferecer ao mundo e, ao contrário, o que é que não podemos oferecer. É preciso que, na autocrítica da idade moderna, conflua também uma autocrítica do cristianismo moderno, que deve aprender sempre de novo a compreender-se a si mesmo a partir das próprias raízes. A este respeito, pode-se aqui mencionar somente alguns indícios. Antes de mais, devemos perguntar-nos: o que é que significa verdadeiramente “progresso”; o que é que ele promete e o que é que não promete? No século XIX, já existia uma crítica à fé no progresso. No século XX, Teodoro W. Adorno formulou, de modo drástico, a problematicidade da fé no progresso: este, visto de perto, seria o progresso da funda à megabomba. Certamente, este é um lado do progresso que não se deve encobrir. Dito de outro modo: torna-se evidente a ambiguidade do progresso. Não há dúvida que este oferece novas potencialidades para o bem, mas abre também possibilidades abissais de mal – possibilidades que antes não existiam. Todos fomos testemunhas de como o progresso em mãos erradas possa tornar-se, e tornou-se realmente, um progresso terrível no mal. Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do ser humano, no crescimento do homem interior (cf. Ef 3,16; 2 Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para a humanidade e para o mundo.&lt;br /&gt;23. No que diz respeito aos dois grandes temas “razão” e “liberdade”, aqui é possível apenas acenar às questões relacionadas com eles. Sem dúvida, a razão é o grande dom de Deus ao ser humano, e a vitória da razão sobre a irracionalidade é também um objectivo da fé cristã. Mas, quando é que a razão domina verdadeiramente? Quando se separou de Deus? Quando ficou cega a Deus? A razão inteira reduz-se à razão do poder e do fazer? Se o progresso, para ser digno deste nome necessita do crescimento moral da humanidade, então a razão do poder e do fazer deve de igual modo urgentemente ser integrada mediante a abertura da razão às forças salvíficas da fé, ao discernimento entre o bem e o mal. Somente assim é que se torna uma razão verdadeiramente humana. Torna-se humana apenas se for capaz de indicar o caminho à vontade, e só é capaz disso se olhar para além de si própria. Caso contrário, a situação do ser humano, devido à discrepância entre a capacidade material e a falta de juízo do coração, torna-se uma ameaça para ele e para a criação. Por isso, falando de liberdade, é preciso recordar que a liberdade humana requer sempre um concurso de várias liberdades. Este concurso, porém, não se pode efectuar se não for determinado por um critério intrínseco comum de ponderação, que é fundamento e meta da nossa liberdade. Digamos isto de uma forma mais simples: o ser humano tem necessidade de Deus; de contrário, fica privado de esperança. Consideradas as mudanças da era moderna, a afirmação de S. Paulo, citada ao princípio (Ef 2,12), revela-se muito realista e inteiramente verdadeira. Portanto, não há dúvida de que um “reino de Deus” realizado sem Deus – e por conseguinte um reino somente do ser humano – resolve-se inevitavelmente no “fim perverso” de todas as coisas, descrito por Kant: já o vimos e vemo-lo sempre de novo. De igual modo, também não há dúvida de que, para Deus entrar verdadeiramente nas realidades humanas, não basta ser pensado por nós, requer-se que Ele mesmo venha ao nosso encontro e nos fale. Por isso, a razão necessita da fé para chegar a ser totalmente ela própria: razão e fé precisam uma da outra para realizar a sua verdadeira natureza e missão.&lt;br /&gt;A verdadeira fisionomia da esperança cristã&lt;br /&gt;24. Retomemos agora a questão: o que é que podemos esperar? E o que é que não podemos esperar? Antes de mais, devemos constatar que um progresso por adição só é possível no campo material. Aqui, no conhecimento crescente das estruturas da matéria e correlativas invenções cada vez mais avançadas, verifica-se claramente uma continuidade do progresso rumo a um domínio sempre maior da natureza. Mas, no âmbito da consciência ética e da decisão moral, não há tal possibilidade de adição, simplesmente porque a liberdade do ser humano é sempre nova e deve sempre de novo tomar as suas decisões. Nunca aparecem simplesmente já tomadas em nossa vez por outros – neste caso, de facto, deixaríamos de ser livres. A liberdade pressupõe que, nas decisões fundamentais, cada pessoa, cada geração seja um novo início. Certamente as novas gerações, tal como podem construir sobre os conhecimentos e as experiências daqueles que as precederam, podem haurir do tesouro moral da humanidade inteira. Mas podem também recusá-lo, pois este não pode ter a mesma evidência das invenções materiais. O tesouro moral da humanidade não está presente como o estão os instrumentos que se usam; aquele existe como convite à liberdade e como sua possibilidade. Isto, porém, significa que:&lt;br /&gt;a) O recto estado das coisas humanas, o bem-estar moral do mundo não pode jamais ser garantido simplesmente mediante as estruturas, por mais válidas que estas sejam. Tais estruturas são não só importantes, mas necessárias; todavia, não podem nem devem impedir a liberdade do ser humano. Inclusive, as melhores estruturas só funcionam se numa comunidade subsistem convicções que sejam capazes de motivar os seres humanos para uma livre adesão ao ordenamento comunitário. A liberdade necessita de uma convicção; esta não existe por si mesma, mas deve ser sempre novamente conquistada comunitariamente.&lt;br /&gt;b) Visto que a pessoa humana permanece sempre livre e dado que a sua liberdade é também sempre frágil, não existirá jamais neste mundo o reino do bem definitivamente consolidado. Quem prometesse o mundo melhor que duraria irrevocavelmente para sempre, faria uma promessa falsa; ignora a liberdade humana. A liberdade deve ser incessantemente conquistada para o bem. A livre adesão ao bem nunca acontece simplesmente por si mesma. Se houvesse estruturas que fixassem de modo irrevogável uma determinada – boa – condição do mundo, ficaria negada a liberdade humana e, por este motivo, não seriam de modo algum, em definitivo, boas estruturas.&lt;br /&gt;25. Consequência de tudo isto é que a busca sempre nova e trabalhosa de rectos ordenamentos para as realidades humanas é tarefa de cada geração: nunca é uma tarefa que se possa simplesmente dar por concluída. Mas, cada geração deve dar a própria contribuição para estabelecer razoáveis ordenamentos de liberdade e de bem, que ajudem a geração seguinte na sua orientação para o recto uso da liberdade humana, dando assim – sempre dentro dos limites humanos – uma certa garantia para o futuro também. Por outras palavras: as boas estruturas ajudam, mas por si só não bastam. O ser humano não poderá jamais ser redimido simplesmente a partir de fora. Equivocaram-se Francisco Bacon e os adeptos da corrente de pensamento da idade moderna nele inspirada, ao considerar que o ser humano teria sido redimido através da ciência. Com uma tal expectativa, está-se a pedir demasiado à ciência; esta espécie de esperança é falaz. A ciência pode contribuir muito para a humanização do mundo e dos povos. Mas, pode também pode destruir a humanidade e o mundo, se não for orientada por forças que se encontram fora dela. Além disso, devemos constatar também que o cristianismo moderno, diante dos sucessos da ciência na progressiva estruturação do mundo, tinha-se concentrado em grande parte somente sobre o indivíduo e a sua salvação. Deste modo, restringiu o horizonte da sua esperança e não reconheceu suficientemente sequer a grandeza da sua tarefa – apesar de ser grande o que continuou a fazer na formação da pessoa humana e no cuidado dos fracos e dos que sofrem.&lt;br /&gt;26. Não é a ciência que redime a pessoa humana. O ser humano é redimido pelo amor. Isto vale já no âmbito deste mundo. Quando alguém experimenta na sua vida um grande amor, conhece um momento de “redenção” que dá um sentido novo à sua vida. Mas, rapidamente se dará conta também de que o amor que lhe foi dado não resolve, por si só, o problema da sua vida. É um amor que permanece frágil. Pode ser destruído pela morte. O ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rom 8,38-39). Se existe este amor absoluto com a sua certeza absoluta, então – e somente então – o ser humano está “redimido”, independentemente do que lhe possa acontecer naquela circunstância. É isto o que se entende, quando afirmamos: Jesus Cristo “redimiu-nos”. Através d'Ele tornamo-nos seguros de Deus – de um Deus que não constitui uma remota “causa primeira” do mundo, porque o seu Filho unigénito fez-Se homem e d'Ele pode cada um dizer: “Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gal 2,20).&lt;br /&gt;27. Neste sentido, é verdade que quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef 2,12). A verdadeira e grande esperança do ser humano, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus – o Deus que nos amou, e ama ainda agora “até ao fim”, “até à plena consumação” (cf. Jo 13,1 e 19,30). Quem é atingido pelo amor começa a intuir em que consistiria propriamente a “vida”. Começa a intuir o significado da palavra de esperança que encontramos no rito do Baptismo: da fé espero a “vida eterna” – a vida verdadeira que, inteiramente e sem ameaças, em toda a sua plenitude é simplesmente vida. Jesus, que disse de Si mesmo ter vindo ao mundo para que tenhamos a vida e a tenhamos em plenitude, em abundância (cf. Jo 10,10), também nos explicou o que significa “vida”: “A vida eterna consiste nisto: Que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17,3). A vida, no verdadeiro sentido, não a possui cada um em si próprio sozinho, nem mesmo por si só: aquela é uma relação. E a vida na sua totalidade é relação com Aquele que é a fonte da vida. Se estivermos em relação com Aquele que não morre, que é a própria Vida e o próprio Amor, então estamos na vida. Então “vivemos”.&lt;br /&gt;28. Surge agora, porém, a questão: não será que, desta maneira, caímos de novo no individualismo da salvação? Na esperança só para mim, que aliás não é uma esperança verdadeira porque esquece e descuida os outros? Não. A relação com Deus estabelece-se através da comunhão com Jesus – sozinhos e apenas com as nossas possibilidades não o conseguimos. Mas, a relação com Jesus é uma relação com Aquele que Se entregou a Si próprio em resgate por todos nós (cf. 1 Tim 2,6). O facto de estarmos em comunhão com Jesus Cristo envolve-nos no seu ser “para todos”, fazendo disso o nosso modo de ser. Ele compromete-nos a ser para os outros, mas só na comunhão com Ele é que se torna possível sermos verdadeiramente para os outros, para a comunidade. Neste contexto, queria citar o grande doutor grego da Igreja, S. Máximo o Confessor († 662), o qual começa por exortar a não antepor nada ao conhecimento e ao amor de Deus, mas depois passa imediatamente a aplicações muito práticas: “Quem ama Deus não pode reservar o dinheiro para si próprio. Distribui-o de modo “divino” [...] do mesmo modo segundo a medida da justiça”.[19] Do amor para com Deus consegue a participação na justiça e na bondade de Deus para com os outros; amar a Deus requer a liberdade interior diante de cada bem possuído e de todas as coisas materiais: o amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro.[20] A mesma conexão entre amor de Deus e responsabilidade pelos homens podemos observá-la com comoção na vida de S. Agostinho. Depois da sua conversão à fé cristã, ele, juntamente com alguns amigos possuídos pelos mesmos ideais, queria levar uma vida dedicada totalmente à palavra de Deus e às realidades eternas. Pretendia realizar com valores cristãos o ideal da vida contemplativa expressa pela grande filosofia grega, escolhendo deste modo “a melhor parte” (cf. Lc 10,42). Mas as coisas foram de outro modo. Participava ele na Missa dominical, na cidade portuária de Hipona, quando foi chamado pelo Bispo do meio da multidão e instado a deixar-se ordenar para exercer o ministério sacerdotal naquela cidade. Olhando retrospectivamente para aquela hora, escreve nas suas “Confissões”: “Aterrorizado com os meus pecados e com o peso da minha miséria, tinha resolvido e meditado em meu coração, o projecto de fugir para o ermo. Mas Vós mo impedistes e me fortalecestes dizendo: “Cristo morreu por todos, para que os viventes não vivam para si, mas para Aquele que morreu por todos” (cf. 2 Cor 5,15)”.[21] Cristo morreu por todos. Viver para Ele significa deixar-se envolver no seu “ser para”.&lt;br /&gt;29. Para Agostinho, isto significou uma vida totalmente nova. Assim descreveu ele uma vez o seu dia-a-dia: “Corrigir os indisciplinados, confortar os pusilânimes, amparar os fracos, refutar os opositores, precaver-se dos maliciosos, instruir os ignorantes, estimular os negligentes, travar os provocadores, moderar os ambiciosos, encorajar os desanimados, pacificar os litigiosos, ajudar os necessitados, libertar os oprimidos, demonstrar aprovação aos bons, tolerar o maus e [ai de mim!] amar a todos”.[22] “É o Evangelho que me assusta”[23] – aquele susto salutar que nos impede de viver para nós mesmos e que nos impele a transmitir a nossa esperança comum. De facto, era esta precisamente a intenção de Agostinho: na difícil situação do império romano, que ameaçava também a África romana e – no final da vida de Agostinho – até a destruiu, transmite esperança, a esperança que lhe vinha da fé e que, contrariamente ao seu temperamento introvertido, o tornou capaz de participar decididamente e com todas as forças na edificação da cidade. No mesmo capítulo das Confissões, onde acabámos de ver o motivo decisivo do seu empenhamento “por todos”, diz ele: Cristo “intercede por nós. Doutro modo desesperaria, pois são muitas e grandes as minhas fraquezas! Sim, são muito pesadas, mas maior é o poder da vossa medicina. Poderíamos pensar que a vossa Palavra Se tinha afastado da união com o ser humano e desesperado de nos salvar, se não se tivesse feito homem e habitado entre nós”.[24] Em virtude da sua esperança, Agostinho prodigalizou-se pelas pessoas simples e pela sua cidade – renunciou à sua nobreza espiritual e pregou e agiu de modo simples para a gente simples.&lt;br /&gt;30. Façamos um resumo daquilo que emergiu no desenrolar das nossas reflexões. A pessoa humana, na sucessão dos dias, tem muitas esperanças – menores ou maiores – distintas nos diversos períodos da sua vida. Às vezes pode parecer que uma destas esperanças a satisfaça totalmente, sem ter necessidade de outras. Na juventude, pode ser a esperança do grande e suave amor; a esperança de uma certa posição na profissão, deste ou daquele sucesso determinante para o resto da vida. Mas quando estas esperanças se realizam, resulta com clareza que na realidade, isso não era a totalidade. Torna-se evidente que o ser humano necessita de uma esperança que vá mais além. Vê-se que só algo de infinito lhe pode bastar, algo que será sempre mais do que aquilo que ele alguma vez possa alcançar. Neste sentido, a época moderna desenvolveu a esperança da instauração de um mundo perfeito que, graças aos conhecimentos da ciência e a uma política cientificamente fundada, parecia tornar-se realizável. Assim, a esperança bíblica do reino de Deus foi substituída pela esperança do reino do ser humano, pela esperança de um mundo melhor que seria o verdadeiro “reino de Deus”. Esta parecia finalmente a esperança grande e realista de que a pessoa humana necessita. Estava em condições de mobilizar – por um certo tempo – todas as energias do ser humano; o grande objectivo parecia merecedor de todo o esforço. Mas, com o passar do tempo fica claro que esta esperança escapa sempre para mais longe. Primeiro deram-se conta de que esta era talvez uma esperança para a humanidade de amanhã, mas não uma esperança para mim. E, embora o elemento “para todos” faça parte da grande esperança – com efeito, não posso ser feliz contra e sem os demais – o certo é que uma esperança que não me diga respeito a mim pessoalmente não é sequer uma verdadeira esperança. E tornou-se evidente que esta era uma esperança contra a liberdade, porque a situação das realidades humanas depende em cada geração novamente da livre decisão dos homens que dela fazem parte. Se esta liberdade, por causa das condições e das estruturas, lhes fosse tirada, o mundo, em última análise, não seria bom, porque um mundo sem liberdade não é de forma alguma um mundo bom. Deste modo, apesar de ser necessário um contínuo esforço pelo melhoramento do mundo, o mundo melhor de amanhã não pode ser o conteúdo próprio e suficiente da nossa esperança. E, sempre a este respeito, pergunta-se: Quando é “melhor” o mundo? O que é que o torna bom? Com qual critério se pode avaliar o seu ser bom? E por quais caminhos se pode alcançar esta “bondade”?&lt;br /&gt;31. Mais ainda: precisamos das esperanças – menores ou maiores – que, dia após dia, nos mantêm a caminho. Mas, sem a grande esperança que deve superar tudo o resto, aquelas não bastam. Esta grande esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir. Precisamente o ser gratificado com um dom faz parte da esperança. Deus é o fundamento da esperança – não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto. O seu reino não é um além imaginário, colocado num futuro que nunca mais chega; o seu reino está presente onde Ele é amado e onde o seu amor nos alcança. Somente o seu amor nos dá a possibilidade de perseverar com toda a sobriedade dia após dia, sem perder o ardor da esperança, num mundo que, por sua natureza, é imperfeito. E, ao mesmo tempo, o seu amor é para nós a garantia de que existe aquilo que intuímos só vagamente e, contudo, no íntimo esperamos: a vida que é “verdadeiramente” vida. Procuremos concretizar ainda mais esta ideia na última parte, dirigindo a nossa atenção para alguns “lugares” de aprendizagem prática e de exercício da esperança.&lt;br /&gt;“Lugares” de aprendizagem e de exercício da esperança&lt;br /&gt;I. A oração como escola da esperança&lt;br /&gt;32. Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me.[25] Se me encontro confinado numa extrema solidão...o orante jamais está totalmente só. Dos seus 13 anos de prisão, 9 dos quais em isolamento, o inesquecível Cardeal Nguyen Van Thuan deixou-nos um livrinho precioso: Orações de esperança. Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para a humanidade, em todo o mundo, uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão.&lt;br /&gt;33. De forma muito bela Agostinho ilustrou a relação íntima entre oração e esperança, numa homilia sobre a Primeira Carta de João. Ele define a oração como um exercício do desejo. O ser humano foi criado para uma realidade grande ou seja, para o próprio Deus, para ser preenchido por Ele. Mas, o seu coração é demasiado estreito para a grande realidade que lhe está destinada. Tem de ser dilatado. “Assim procede Deus: diferindo a sua promessa, faz aumentar o desejo; e com o desejo, dilata a alma, tornando-a mais apta a receber os seus dons”. Aqui Agostinho pensa em S. Paulo que, de si mesmo, afirma viver inclinado para as coisas que hão-de vir (Fil 3,13). Depois usa uma imagem muito bela para descrever este processo de dilatação e preparação do coração humano. “Supõe que Deus queira encher-te de mel (símbolo da ternura de Deus e da sua bondade). Se tu, porém, estás cheio de vinagre, onde vais pôr o mel?” O vaso, ou seja o coração, deve primeiro ser dilatado e depois limpo: livre do vinagre e do seu sabor. Isto requer trabalho, faz sofrer, mas só assim se realiza o ajustamento àquilo para que somos destinados.[26] Apesar de Agostinho falar directamente só da receptividade para Deus, resulta claro, no entanto, que o ser humano neste esforço, com que se livra do vinagre e do seu sabor amargo, não se torna livre só para Deus, mas abre-se também para os outros. De facto, só tornando-nos filhos de Deus é que podemos estar com o nosso Pai comum. Orar não significa sair da história e retirar-se para o canto privado da própria felicidade. O modo correcto de rezar é um processo de purificação interior que nos torna aptos para Deus e, precisamente desta forma, aptos também para os homens. Na oração, o ser humano deve aprender o que verdadeiramente pode pedir a Deus, o que é digno de Deus. Deve aprender que não pode rezar contra o outro. Deve aprender que não pode pedir as coisas superficiais e cómodas que de momento deseja – a pequena esperança equivocada que o leva para longe de Deus. Deve purificar os seus desejos e as suas esperanças. Deve livrar-se das mentiras secretas com que se engana a si próprio: Deus perscruta-as, e o contacto com Deus obriga o ser humano a reconhecê-las também. “Quem poderá discernir todos os erros? Purificai-me das faltas escondidas”, reza o Salmista (19/18,13). O não reconhecimento da culpa, a ilusão de inocência não me justifica nem me salva, porque o entorpecimento da consciência, a incapacidade de reconhecer em mim o mal enquanto tal é culpa minha. Se Deus não existe, talvez me deva refugiar em tais mentiras, porque não há ninguém que me possa perdoar, ninguém que seja a medida verdadeira. Pelo contrário, o encontro com Deus desperta a minha consciência, para que deixe de fornecer-me uma autojustificação, cesse de ser um reflexo de mim mesmo e dos contemporâneos que me condicionam, e se torne capacidade de escuta do mesmo Bem.&lt;br /&gt;34. Para que a oração desenvolva esta força purificadora, deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo. O Cardeal Nyugen Van Thuan, contou no seu livro de Exercícios Espirituais, como na sua vida tinha havido longos períodos de incapacidade para rezar, e como ele se tinha agarrado às palavras de oração da Igreja: ao Pai Nosso, à Ave Maria e às orações da Liturgia.[27] Na oração, deve haver sempre este entrelaçamento de oração pública e oração pessoal. Assim podemos falar a Deus, assim Deus fala a nós. Deste modo, realizam-se em nós as purificações, mediante as quais nos tornamos capazes de Deus e idóneos ao serviço dos outros. Assim tornamo-nos capazes da grande esperança e ministros da esperança para os outros: a esperança em sentido cristão é sempre esperança também para os outros. E é esperança activa, que nos faz lutar para que as coisas não caminhem para o “fim perverso”. É esperança activa precisamente também no sentido de mantermos o mundo aberto a Deus. Somente assim, ela permanece também uma esperança verdadeiramente humana.&lt;br /&gt;II. Agir e sofrer como lugares de aprendizagem da esperança&lt;br /&gt;35. Toda a acção séria e recta do ser humano é esperança em acto. É-o antes de tudo no sentido de que assim procuramos concretizar as nossas esperanças menores ou maiores: resolver este ou aquele assunto que é importante, para prosseguir na caminhada da vida; com o nosso empenho contribuir a fim de que o mundo se torne um pouco mais luminoso e humano, e assim se abram também as portas para o futuro. Mas o esforço quotidiano pela continuação da nossa vida e pelo futuro da comunidade cansa-nos ou transforma-se em fanatismo, se não nos ilumina a luz daquela grande esperança que não pode ser destruída sequer pelos pequenos fracassos e pela falência em vicissitudes de alcance histórico. Se não podemos esperar mais do que é realmente alcançável de cada vez e de quanto nos possam oferecer as autoridades políticas e económicas, a nossa vida arrisca-se a ficar bem depressa sem esperança. É importante saber: eu posso sempre continuar a esperar, ainda que pela minha vida ou pelo momento histórico que estou a viver aparentemente não tenha mais qualquer motivo para esperar. Só a grande esperança-certeza de que, não obstante todos os fracassos, a minha vida pessoal e a história no seu conjunto estão conservadas no poder indestrutível do Amor e, graças a isso e por isso, possuem sentido e importância, só uma tal esperança pode, naquele caso, dar ainda a coragem de agir e de continuar. Certamente, não podemos “construir” o reino de Deus com as nossas forças; o que construímos permanece sempre reino do ser humano, com todos os limites próprios da natureza humana. O reino de Deus é um dom, e por isso mesmo é grande e belo, constituindo a resposta à esperança. Nem podemos – para usar a terminologia clássica – “merecer” o céu com as nossas obras. Este é sempre mais do que aquilo que merecemos, tal como o ser amados nunca é algo “merecido”, mas um dom. Porém, com toda a nossa consciência da “mais valia” do céu, permanece igualmente verdade que o nosso agir não é indiferente diante de Deus e, portanto, também não o é para o desenrolar da história. Podemos abrir-nos nós mesmos e o mundo ao ingresso de Deus: da verdade, do amor e do bem. É o que fizeram os santos que, como “colaboradores de Deus” contribuíram para a salvação do mundo (cf. 1 Cor 3,9; 1 Tes 3,2). Temos a possibilidade de livrar a nossa vida e o mundo dos venenos e contaminações que poderiam destruir o presente e o futuro. Podemos descobrir e manter limpas as fontes da criação e assim, juntamente com a criação que nos precede como dom recebido, fazer o que é justo conforme as suas intrínsecas exigências e a sua finalidade. Isto conserva um sentido, mesmo quando, aparentemente, não temos sucesso ou parecemos impotentes face à hegemonia de forças hostis. Assim, por um lado, da nossa acção nasce esperança para nós e para os outros; mas, ao mesmo tempo, é a grande esperança apoiada nas promessas de Deus que, tanto nos momentos bons como nos maus, nos dá coragem e orienta o nosso agir.&lt;br /&gt;36. Tal como o agir, também o sofrimento faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, do volume de culpa que se acumulou ao longo da história e, mesmo actualmente, cresce de modo irreprimível. Certamente é preciso fazer todo o possível para diminuir o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Todos estes são deveres tanto da justiça como da caridade, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de cada vida verdadeiramente humana. Na luta contra a dor física conseguiu-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e inclusive os sofrimentos psíquicos aumentaram durante os últimos decénios. Devemos – é verdade – fazer tudo por superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não entra nas nossas possibilidades, simplesmente porque não podemos desfazer-nos da nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, da culpa que – como constatámos – é fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que pessoalmente entra na história fazendo-Se homem e sofre nela. Nós sabemos que este Deus existe e que por isso este poder que “tira os pecados do mundo” (Jo 1,29) está presente no mundo. Com a fé na existência deste poder, surgiu na história a esperança da cura do mundo. Mas, trata-se precisamente de esperança, e não ainda de cumprimento; esperança que nos dá a coragem de nos colocarmos da parte do bem, inclusive onde a realidade parece sem esperança, cientes de que, olhando o desenrolar da história tal como nos aparece exteriormente, o poder da culpa vai continuar uma presença terrível ainda no futuro.&lt;br /&gt;37. Voltemos ao nosso tema. Podemos procurar limitar o sofrimento e lutar contra ele, mas não podemos eliminá-lo. Precisamente onde os seres humanos, na tentativa de evitar qualquer sofrimento, procuram esquivar-se de tudo o que poderia significar padecimento, onde querem evitar a canseira e o sofrimento por causa da verdade, do amor, do bem, descambam numa vida vazia, na qual provavelmente já quase não existe a dor, mas experimenta-se muito mais a obscura sensação da falta de sentido e da solidão. Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o ser humano, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor. Neste contexto, desejo citar algumas frases de uma carta do mártir vietnamita Paulo Le-Bao-Thin († 1857), onde é clara esta transformação do sofrimento mediante a força da esperança que provém da fé. “Eu, Paulo, prisioneiro pelo nome de Cristo, quero falar-vos das tribulações que suporto cada dia, para que, inflamados no amor de Deus, comigo louveis o Senhor, porque é eterna a sua misericórdia (Sal 136/135). Este cárcere é realmente a imagem do inferno eterno: além de suplícios de todo o género, tais como algemas, grilhões, cadeias de ferro, tenho de suportar o ódio, as agressões, calúnias, palavras indecorosas, repreensões, maldades, juramentos falsos, e, além disso, as angústias e a tristeza. Mas Deus, que outrora libertou os três jovens da fornalha ardente, está sempre comigo e libertou-me destas tribulações, convertendo-as em suave doçura, porque é eterna a sua misericórdia. Imerso nestes tormentos, que costumam aterrorizar os outros, pela graça de Deus sinto-me alegre e contente, porque não estou só, mas estou com Cristo. [...] Como posso eu suportar este espectáculo, ao ver todos os dias os imperadores, mandarins e seus guardas blasfemar o vosso santo nome, Senhor, que estais sentado sobre os Querubins (cf. Sal 80/79, 2) e os Serafins? Vede como a vossas cruz é calcada aos pés dos pagãos! Onde está a vossa glória? Ao ver tudo isto, sinto inflamar-se o meu coração no vosso amor e prefiro ser dilacerado e morrer em testemunho da vossa infinita bondade. Mostrai, Senhor, o vosso poder, salvai-me e amparai-me, para que na minha fraqueza se manifeste a vossa força e seja glorificada diante dos gentios [...] Ouvindo tudo isto, caríssimos irmãos, tende coragem e alegrai-vos, dai graças eternamente a Deus, de quem procedem todos os bens, bendizei comigo ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia [...] Escrevo todas estas coisas, para que estejam unidas a vossa e a minha fé. No meio da tempestade, lanço a âncora que me permitirá subir até ao trono de Deus: a esperança viva que está no meu coração”.[28] Esta é uma carta do “inferno”. Nela se mostra todo o horror de um campo de concentração, onde aos tormentos infligidos pelos tiranos se vem juntar o desencadeamento do mal nas mesmas vítimas que, deste modo, se tornam novos instrumentos da crueldade dos algozes. É uma carta do inferno, mas nela tem cumprimento a palavra do Salmo: “Se subir aos céus, lá Vos encontro, se descer aos infernos, igualmente. [...] Se eu disser: “ao menos as trevas me cobrirão”, [...] nem sequer as trevas serão bastante escuras para Vós, e a noite será clara como o dia, tanto faz a luz como as trevas” (Sl 139/138, 8-12; cf. também Sal 23//22, 4). Cristo desceu aos “infernos” ficando assim perto de quem é aí lançado, transformando para ele as trevas em luz. O sofrimento, os tormentos continuam terríveis e quase insuportáveis. Surgiu, porém, a estrela da esperança, a âncora do coração chega até ao trono de Deus. Não se desencadeia o mal na pessoa humana, mas vence a luz: o sofrimento – sem deixar de o ser – torna-se, apesar de tudo, canto de louvor.&lt;br /&gt;38. A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana. A sociedade, porém, não pode aceitar os que sofrem e apoiá-los no seu sofrimento, se os próprios indivíduos não são capazes disso mesmo; e, por outro lado, o indivíduo não pode aceitar o sofrimento do outro, se ele pessoalmente não consegue encontrar no sofrimento um sentido, um caminho de purificação e de amadurecimento, um caminho de esperança. Aceitar o outro que sofre significa, de facto, assumir de alguma forma o seu sofrimento, de tal modo que este se torna também meu. Mas, precisamente porque agora se tornou sofrimento compartilhado, no qual há a presença do outro, este sofrimento é penetrado pela luz do amor. A palavra latina con-solatio, consolação, exprime isto mesmo de forma muito bela, sugerindo um estar-com na solidão, que então deixa der ser solidão. Mas, a capacidade de aceitar o sofrimento por amor do bem, da verdade e da justiça é também constitutiva da grandeza da humanidade, porque se, em definitiva, o meu bem-estar, a minha incolumidade é mais importante do que a verdade e a justiça, então vigora o domínio do mais forte; então reinam a violência e a mentira. A verdade e a justiça devem estar acima da minha comodidade e incolumidade física, senão a minha própria vida torna-se uma mentira. E, por fim, também o “sim” ao amor é fonte de sofrimento, porque o amor exige sempre expropriações do meu eu, nas quais me deixo podar e ferir. O amor não pode de modo algum existir sem esta renúncia mesmo dolorosa a mim mesmo, senão torna-se puro egoísmo, anulando-se deste modo a si próprio enquanto tal.&lt;br /&gt;39. Sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça; sofrer por causa do amor e para se tornar uma pessoa que ama verdadeiramente: estes são elementos fundamentais de humanidade, o seu abandono destruiria o próprio ser humano. Entretanto levanta-se uma vez mais a questão: somos capazes disto? O outro é suficientemente importante, para que por ele eu me torne uma pessoa que sofre? Para mim, a verdade é tão importante que compensa o sofrimento? A promessa do amor é assim tão grande que justifique o dom de mim mesmo? Na história da humanidade, cabe à fé cristã precisamente o mérito de ter suscitado no ser humano, de maneira nova e a uma nova profundidade, a capacidade dos referidos modos de sofrer que são decisivos para a sua humanidade. A fé cristã mostrou-nos que verdade, justiça, amor não são simplesmente ideais, mas realidades de imensa densidade. Com efeito, mostrou-nos que Deus – a Verdade e o Amor em pessoa – quis sofrer por nós e connosco. Bernardo de Claraval cunhou esta frase maravilhosa: Impassibilis est Deus, sed non incompassibilis [29] – Deus não pode padecer, mas pode-se compadecer. A pessoa humana tem para Deus um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o ser humano, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus. A partir de lá entrou em todo o sofrimento humano alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de lá se propaga em todo o sofrimento a con-solatio, a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança. Certamente, nos nossos inúmeros sofrimentos e provas sempre temos necessidade também das nossas pequenas ou grandes esperanças – de uma visita amiga, da cura das feridas internas e externas, da solução positiva de uma crise, etc. Nas provações menores, estes tipos de esperança podem mesmo ser suficientes. Mas, nas provações verdadeiramente graves, quando tenho de assumir a decisão definitiva de antepor a verdade ao bem-estar, à carreira e à propriedade, a certeza da verdadeira grande esperança, de que falámos, faz-se necessária. Para isto, precisamos também de testemunhas, de mártires, que se entregaram totalmente, para que no-lo manifestem, dia após dia. Temos necessidade deles para preferirmos, mesmo nas pequenas alternativas do dia-a-dia, o bem à comodidade, sabendo que precisamente assim vivemos a vida de verdade. Digamo-lo uma vez mais: a capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade. No entanto, esta capacidade de sofrer depende do género e da grandeza da esperança que trazemos dentro de nós e sobre a qual construímos. Os santos puderam percorrer o grande caminho do ser-pessoa humana no modo como Cristo o percorreu antes de nós, porque estavam repletos da grande esperança.&lt;br /&gt;40. Gostaria de acrescentar ainda uma pequena observação, não sem importância para os acontecimentos de todos os dias. Fazia parte duma forma de devoção – talvez menos praticada hoje, mas bastante difundida ainda há não muito tempo – a ideia de poder “oferecer” as pequenas canseiras da vida quotidiana, que nos ferem com frequência como alfinetadas mais ou menos incómodas, dando-lhes assim um sentido. Nesta devoção, houve sem dúvida coisas exageradas e talvez mesmo estranhas, mas é preciso interrogar-se se não havia de algum modo contido nela algo de essencial que poderia servir de ajuda. O que significa “oferecer”? Estas pessoas estavam convencidas de poderem inserir no grande com-padecer de Cristo as suas pequenas canseiras, que entravam assim, de algum modo, a fazer parte do tesouro de compaixão de que o género humano necessita. Deste modo, também as mesmas pequenas moléstias do dia-a-dia poderiam adquirir um sentido e contribuir para a economia do bem, do amor entre os seres humanos. Deveríamos talvez interrogar-nos se verdadeiramente isto não poderia voltar a ser uma perspectiva sensata também para nós.&lt;br /&gt;III. O Juízo como lugar de aprendizagem e de exercício da esperança&lt;br /&gt;41. No grande Credo da Igreja, a parte central – que trata do mistério de Cristo a partir da sua geração eterna no Pai e do nascimento temporal da Virgem Maria, passando pela cruz e a ressurreição até ao seu retorno – conclui com as palavras: “... de novo há-de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos”. Já desde os primeiros tempos, a perspectiva do Juízo influenciou os cristãos até na sua própria vida quotidiana enquanto critério segundo o qual ordenar a vida presente, enquanto apelo à sua consciência e, ao mesmo tempo, enquanto esperança na justiça de Deus. A fé em Cristo nunca se limitou a olhar só para trás nem só para o alto, mas olhou sempre também para a frente, para a hora da justiça que o Senhor repetidas vezes preanunciara. Este olhar para diante conferiu ao cristianismo a sua importância para o presente. Na configuração dos edifícios sacros cristãos, que queriam tornar visível a vastidão histórica e cósmica da fé em Cristo, tornou-se habitual representar, no lado oriental, o Senhor que volta como rei – a imagem da esperança –, e no lado ocidental, o Juízo final como imagem da responsabilidade pela nossa vida, uma representação que apontava e acompanhava precisamente os fiéis na sua caminhada diária. Na evolução da iconografia, porém, foi-se dando cada vez mais relevo ao aspecto ameaçador e lúgubre do Juízo, que obviamente fascinava os artistas mais do que o esplendor da esperança que acabava, com frequência, excessivamente escondido por debaixo da ameaça.&lt;br /&gt;42. Na época moderna, o pensamento do Juízo final diluiu-se: a fé cristã é caracterizada e orientada sobretudo para a salvação pessoal da alma; ao contrário, a reflexão sobre a história universal está em grande parte dominada pela ideia do progresso. Todavia, o conteúdo fundamental da expectativa do Juízo não desapareceu pura e simplesmente. Agora, porém, assume uma forma totalmente distinta. O ateísmo dos séculos XIX e XX é, de acordo com as suas raízes e finalidade, um moralismo: um protesto contra as injustiças do mundo e da história universal. Um mundo, onde exista uma tal dimensão de injustiça, de sofrimento dos inocentes e de cinismo do poder, não pode ser obra de um Deus bom. O Deus que tivesse a responsabilidade de um mundo assim, não seria um Deus justo e menos ainda um Deus bom. É em nome da moral que é preciso contestar este Deus. Visto que não há um Deus que cria justiça, parece que o próprio ser humano seja agora chamado a estabelecer a justiça. Se diante do sofrimento deste mundo o protesto contra Deus é compreensível, a pretensão de a humanidade poder e dever fazer aquilo que nenhum Deus faz nem é capaz de fazer, é presunçosa e intrinsecamente não verdadeira. Não é por acaso que desta premissa tenham resultado as maiores crueldades e violações da justiça, mas funda-se na falsidade intrínseca desta pretensão. Um mundo que deve criar a justiça por sua conta, é um mundo sem esperança. Nada e ninguém responde pelo sofrimento dos séculos. Nada e ninguém garante que o cinismo do poder – independentemente do revestimento ideológico sedutor com que se apresente – não continue a imperar no mundo. Foi assim que os grandes pensadores da escola de Francoforte, Max Horkheimer e Teodoro W. Adorno, criticaram tanto o ateísmo como o teísmo. Horkheimer excluiu radicalmente que se possa encontrar qualquer substitutivo imanente para Deus, rejeitando porém, ao mesmo tempo, a imagem do Deus bom e justo. Numa radicalização extrema da proibição das imagens no Antigo Testamento, ele fala da “nostalgia do totalmente Outro” que permanece inacessível – um grito do desejo dirigido à história universal. Adorno também se ateve decididamente a esta renúncia de toda a imagem que exclui, precisamente, também a “imagem” do Deus que ama. Mas ele sempre sublinhou esta dialéctica “negativa”, afirmando que a justiça, uma verdadeira justiça, requereria um mundo “onde não só fosse anulado o sofrimento presente, mas também revogado o que passou irrevogavelmente”.[30] Isto, porém, significaria – expresso em símbolos positivos e, portanto, para ele inadequados – que não pode haver justiça sem ressurreição dos mortos e, concretamente, sem a sua ressurreição corporal. Todavia uma tal perspectiva, comportaria “a ressurreição da carne, um dado que para o idealismo, para o reino do espírito absoluto, é totalmente estranho”.[31]&lt;br /&gt;43. Da rigorosa renúncia a qualquer imagem, que faz parte do primeiro Mandamento de Deus (cf. Ex 20,4), também o cristão pode e deve aprender sempre de novo. A verdade da teologia negativa foi evidenciada pelo IV Concílio de Latrão, ao declarar explicitamente que, por grande que seja a semelhança verificada entre o Criador e a criatura, sempre maior é a diferença entre ambos.[32] Para o crente, no entanto, a renúncia a qualquer imagem não pode ir até ao ponto em que se devia deter, como gostariam Horkheimer e Adorno, no “não” a ambas as teses: ao teísmo e ao ateísmo. O mesmo Deus fez-Se uma “imagem”: em Cristo que Se fez homem. N'Ele, o Crucificado, a negação de imagens erradas de Deus é levada ao extremo. Agora, Deus revela a sua Face precisamente na figura do servo sofredor que partilha a condição do ser humano abandonado por Deus, tomando-a sobre si. Este sofredor inocente tornou-se esperança-certeza: Deus existe, e Deus sabe criar a justiça de um modo que nós não somos capazes de conceber mas que, pela fé, podemos intuir. Sim, existe a ressurreição da carne.[33] Existe uma justiça.[34] Existe a “revogação” do sofrimento passado, a reparação que restabelece o direito. Por isso, a fé no Juízo final é, primariamente, e sobretudo esperança – aquela esperança, cuja necessidade se tornou evidente justamente nas convulsões dos últimos séculos. Estou convencido de que a questão da justiça constitui o argumento essencial – em todo o caso o argumento mais forte – a favor da fé na vida eterna. A necessidade meramente individual de uma satisfação – que nos é negada nesta vida – da imortalidade do amor que anelamos, é certamente um motivo importante para crer que o ser humano seja feito para a eternidade; mas só em conexão com a impossibilidade de a injustiça da história ser a última palavra, é que se torna plenamente convincente a necessidade do retorno de Cristo e da nova vida.&lt;br /&gt;44. O protesto contra Deus em nome da justiça não basta. Um mundo sem Deus é um mundo sem esperança (cf. Ef 2,12). Só Deus pode criar justiça. E a fé dá-nos a certeza: Ele o faz. A imagem do Juízo final não é primariamente uma imagem aterradora, mas de esperança; a nosso ver, talvez mesmo a imagem decisiva da esperança. Mas não é porventura também uma imagem assustadora? Eu diria: é uma imagem que apela à responsabilidade. Portanto, uma imagem daquele susto acerca do qual, como diz Santo Hilário todo o nosso medo tem lugar no amor.[35] Deus é justiça e cria justiça. Tal é a nossa consolação e a nossa esperança. Mas, na sua justiça, Ele é conjuntamente também graça. Isto podemos sabê-lo fixando o olhar em Cristo crucificado e ressuscitado. Ambas – justiça e graça – devem ser vistas na sua justa ligação interior. A graça não exclui a justiça. Não muda a injustiça em direito. Não é uma esponja que apaga tudo, de modo que tudo quanto se fez na terra termine por ter o mesmo valor. Contra um céu e uma graça deste tipo protestou com razão, por exemplo, Dostoëvskij no seu romance Os irmãos Karamazov. No fim, no banquete, eterno, não se sentarão à mesa indistintamente os malvados junto com as vítimas, como se nada tivesse acontecido. Aqui gostaria de citar um texto de Platão que exprime um pressentimento do justo juízo que, em boa parte, permanece verdadeiro e salutar também para o cristão. Embora com imagens mitológicas mas que apresentam com uma evidência inequívoca a verdade, ele diz que, no fim, as almas estarão nuas diante do juiz. Agora já não importa o que eram outrora na história, mas só aquilo que são de verdade. “Agora [o juiz] tem diante de si talvez a alma de um [...] rei ou dominador, e nada vê de são nela. Encontra-a flagelada e cheia de cicatrizes resultantes de perjúrio e injustiça [...] e está tudo torto, cheio de mentira e orgulho, e nada está direito, porque ela cresceu sem verdade. E ele vê como a alma, por causa do arbítrio, exagero, arrogância e leviandade no agir, se encheu de emproamento e infâmia. Diante de um tal espectáculo, ele envia-a imediatamente para a prisão, onde padecerá os castigos merecidos [...]. Às vezes, porém, ele vê diante de si uma alma diferente, uma alma que levou uma vida piedosa e sincera [...], compraz-se com ela e manda-a sem dúvida para as ilhas dos bem-aventurados”.[36] Jesus, na parábola do rico epulão e do pobre Lázaro (cf. Lc 16,19-31), apresentou, para nossa advertência, a imagem de uma tal alma devastada pela arrogância e opulência, que criou, ela mesma, um fosso intransponível entre si e o pobre: o fosso do encerramento dentro dos prazeres materiais; o fosso do esquecimento do outro, da incapacidade de amar, que se transforma agora numa sede ardente e já irremediável. Devemos aqui destacar que Jesus, nesta parábola, não fala do destino definitivo depois do Juízo universal, mas retoma a concepção do judaísmo antigo de uma condição intermédia entre morte e ressurreição, um estado em que falta ainda a última sentença.&lt;br /&gt;45. Esta ideia do judaísmo antigo da condição intermédia inclui a opinião de que as almas não se encontram simplesmente numa espécie de custódia provisória, mas já padecem um castigo, como demonstra a parábola do rico epulão, ou, ao contrário, gozam já de formas provisórias de bem-aventurança. E, por último, não falta a noção de que, neste estado, sejam possíveis também purificações e curas, que tornam a alma madura para a comunhão com Deus. A Igreja primitiva assumiu tais ideias, a partir das quais, se desenvolveu aos poucos na Igreja ocidental a doutrina do purgatório. Não há necessidade de examinar aqui as complicadas vias históricas desta evolução; perguntemo-nos apenas de que se trata realmente. Com a morte, a opção de vida feita pela pessoa humana torna-se definitiva; esta sua vida está diante do Juiz. A sua opção, que tomou forma ao longo de toda a vida, pode ter caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente, em si próprias, o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa própria história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste género. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra inferno.[37] Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo – pessoas em quem a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser e cuja chegada a Deus apenas leva a cumprimento aquilo que já são.[38]&lt;br /&gt;46. Mas, segundo a nossa experiência, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos seres humanos – como podemos supor – perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Nas opções concretas da vida, porém, aquela é sepultada sob repetidos compromissos com o mal: muita sujeira cobre a pureza, da qual, contudo, permanece a sede e que, apesar de tudo, ressurge sempre de toda a abjecção e continua presente na alma. O que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão de repente irrelevantes? Ou acontecerá algo de diverso? São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, dá-nos uma ideia da distinta repercussão do juízo de Deus sobre o ser humano, conforme as suas condições. Fá-lo com imagens que, de alguma forma, querem exprimir o invisível, mas sem as podermos transformar em conceitos, pelo simples motivo de que não nos é possível entrever o mundo além da morte nem possuímos qualquer experiência dele. Acerca da existência cristã, Paulo afirma antes de mais que está construída sobre um fundamento comum: Jesus Cristo. Este fundamento resiste. Se nele permanecermos firmes e sobre ele construirmos a nossa vida, sabemos que este fundamento não nos pode ser tirado, nem mesmo na morte. E Paulo continua: “Se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeiras, feno ou palha, a obra de cada um ficará patente, pois o dia do Senhor a fará conhecer. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo” (3,12-15). Seja como for, neste texto torna-se evidente que a salvação dos seres humanos pode acontecer sob distintas formas: algumas coisas edificadas podem queimar completamente; para alcançar a salvação, é preciso atravessar pessoalmente o “fogo” para se tornar definitivamente capaz de Deus e poder sentar-se à mesa do banquete nupcial eterno.&lt;br /&gt;47. Alguns teólogos recentes são de parecer que o fogo que simultaneamente queima e salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. O encontro com Ele é o acto decisivo do Juízo. Ante o seu olhar, funde-se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, em que o impuro e o nocivo do nosso ser se tornam evidentes, está a salvação. O seu olhar, o toque do seu coração cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa “como pelo fogo”. Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo totalmente de Deus. Deste modo, torna-se evidente também a compenetração entre justiça e graça: o nosso modo de viver não é irrelevante, mas a nossa sujeira não nos mancha para sempre, se ao menos continuámos inclinados para Cristo, para a verdade e para o amor. No fim de contas, esta sujeira já foi queimada na Paixão de Cristo. No momento do Juízo, experimentamos e acolhemos este prevalecer do seu amor sobre todo o mal no mundo e em nós. A dor do amor torna-se a nossa salvação e a nossa alegria. É claro que a “duração” deste queimar que transforma não a podemos calcular com as medidas de cronometragem deste mundo. O “momento” transformador deste encontro escapa à cronometragem terrena: é tempo do coração, tempo da “passagem” à comunhão com Deus no Corpo de Cristo.[39] O Juízo de Deus é esperança quer porque é justiça, quer porque é graça. Se fosse somente graça que torna irrelevante tudo o que é terreno, Deus ficar-nos-ia devedor da resposta à pergunta acerca da justiça – pergunta que se nos apresenta decisiva diante da história e do mesmo Deus. E, se fosse pura justiça, o Juízo em definitivo poderia ser para todos nós só motivo de temor. A encarnação de Deus em Cristo uniu de tal modo um à outra, o juízo à graça, que a justiça ficou estabelecida com firmeza: todos nós cuidamos da nossa salvação “com temor e tremor” (Fil 2,12). Apesar de tudo, a graça permite-nos a todos nós esperar e caminhar cheios de confiança ao encontro do Juiz que conhecemos como nosso “advogado”, parakletos (cf. 1 Jo 2,1).&lt;br /&gt;48. Há ainda um motivo que deve ser mencionado aqui, porque é importante para a prática da esperança cristã. No antigo judaísmo, existe também a ideia de que se possa ajudar, através da oração, os defuntos no seu estado intermédio (cf. por exemplo, 2Mac 12,38-45: obra do I século a.C.). A prática correspondente foi adoptada pelos cristãos com grande naturalidade e é comum à Igreja oriental e ocidental. O Oriente não conhece um sofrimento purificador e expiatório das almas no “além”, mas conhece diversos graus de bem-aventurança ou também de sofrimento na condição intermédia. Às almas dos defuntos, porém, pode ser dado “alívio e refrigério” mediante a Eucaristia, a oração e a esmola. O facto de que o amor possa chegar até ao além, que seja possível um mútuo dar e receber, permanecendo ligados uns aos outros por vínculos de afecto para além das fronteiras da morte, constituiu uma convicção fundamental do cristianismo através de todos os séculos e ainda hoje permanece uma experiência reconfortante. Quem não sentiria a necessidade de fazer chegar aos seus entes queridos, que já partiram para o além, um sinal de bondade, de gratidão ou mesmo de pedido de perdão? Aqui levantar-se-ia uma nova questão: se o “purgatório” consiste simplesmente em ser purificados pelo fogo no encontro com o Senhor, Juiz e Salvador, como pode então intervir uma terceira pessoa ainda que particularmente ligada à outra? Ao fazermos esta pergunta, deveremos dar-nos conta de que nenhum ser humano é uma mônada fechada em si mesma. As nossas vidas estão em profunda comunhão entre si; através de numerosas interacções, estão concatenadas uma com a outra. Ninguém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Continuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, a minha vida entra na dos outros: tanto para o mal como para o bem. Deste modo, a minha intercessão pelo outro não é de forma alguma uma coisa que lhe é estranha, uma coisa exterior, nem mesmo após a morte. Na trama do ser, o meu agradecimento a ele, a minha oração por ele pode significar uma pequena etapa da sua purificação. E, para isso, não é preciso converter o tempo terreno no tempo de Deus: na comunhão das almas fica superado o simples tempo terreno. Nunca é tarde demais para tocar o coração do outro, nem é jamais inútil. Assim se esclarece melhor um elemento importante do conceito cristão de esperança. A nossa esperança é sempre essencialmente também esperança para os outros; só assim é verdadeiramente esperança também para mim.[40] Como cristãos, não basta perguntarmo-nos: como posso salvar-me a mim mesmo? Deveremos antes perguntar-nos: o que posso fazer a fim de que os outros sejam salvos e nasça também para eles a estrela da esperança? Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal.&lt;br /&gt;Maria, estrela da esperança&lt;br /&gt;49. Com um hino do século VIII/IX, portanto com mais de mil anos, a Igreja saúda Maria, a Mãe de Deus, como “estrela do mar”: Ave maris stella. A vida humana é um caminho. Rumo a qual meta? Como achamos o itinerário a seguir? A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com rectidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança? Ela que, pelo seu “sim”, abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo; Ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14).&lt;br /&gt;50. Por isso, a Ela nos dirigimos: Santa Maria, Vós pertencíeis àquelas almas humildes e grandes de Israel que, como Simeão, esperavam “a consolação de Israel” (Lc 2,25) e, como Ana, aguardavam a “libertação de Jerusalém” (Lc 2,38). Vós vivíeis em íntimo contacto com as Sagradas Escrituras de Israel, que falavam da esperança, da promessa feita a Abraão e à sua descendência (cf. Lc 1,55). Assim, compreendemos o santo temor que Vos invadiu, quando o anjo do Senhor entrou nos vossos aposentos e Vos disse que daríeis à luz Àquele que era a esperança de Israel e o esperado do mundo. Por meio de Vós, através do vosso “sim”, a esperança dos milénios havia de se tornar realidade, entrar neste mundo e na sua história. Vós Vos inclinastes diante da grandeza desta missão e dissestes “sim”. “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Quando, cheia de santa alegria, atravessastes apressadamente os montes da Judeia para encontrar a vossa parente Isabel, tornastes-Vos a imagem da futura Igreja, que no seu seio, leva a esperança do mundo através dos montes da história. Mas, a par da alegria que difundistes pelos séculos, com as palavras e com o cântico do vosso Magnificat, conhecíeis também as obscuras afirmações dos profetas sobre o sofrimento do servo de Deus neste mundo. Sobre o nascimento no presépio de Belém brilhou o esplendor dos anjos que traziam a boa nova aos pastores, mas, ao mesmo tempo, a pobreza de Deus neste mundo era demasiado palpável. O velho Simeão falou-Vos da espada que atravessaria o vosso coração (cf. Lc 2,35), do sinal de contradição que vosso Filho haveria de ser neste mundo. Depois, quando iniciou a actividade pública de Jesus, tivestes de Vos pôr de lado, para que pudesse crescer a nova família, para cuja constituição Ele viera e que deveria desenvolver-se com a contribuição daqueles que tivessem ouvido e observado a sua palavra (cf. Lc 11,27s). Apesar de toda a grandeza e alegria do primeiro início da actividade de Jesus, Vós, já na Sinagoga de Nazaré, tivestes de experimentar a verdade da palavra sobre o “sinal de contradição” (cf. Lc 4,28s). Assim, vistes o crescente poder da hostilidade e da rejeição que se ia progressivamente afirmando à volta de Jesus até à hora da cruz, quando tivestes de ver o Salvador do mundo, o herdeiro de David, o Filho de Deus morrer como um falido, exposto ao escárnio, entre os malfeitores. Acolhestes então a palavra: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,26). Da cruz, recebestes uma nova missão. A partir da cruz ficastes mãe de uma maneira nova: mãe de todos aqueles que querem acreditar no vosso Filho Jesus e segui-Lo. A espada da dor trespassou o vosso coração. Tinha morrido a esperança? Ficou o mundo definitivamente sem luz, a vida sem objectivo? Naquela hora, provavelmente, no vosso íntimo tereis ouvido novamente a palavra com que o anjo tinha respondido ao vosso temor no instante da anunciação: “Não temas, Maria!” (Lc 1,30). Quantas vezes o Senhor, o vosso Filho, dissera a mesma coisa aos seus discípulos: Não temais! Na noite do Gólgota, Vós ouvistes outra vez esta palavra. Aos seus discípulos, antes da hora da traição, Ele tinha dito: “Tende confiança! Eu venci o mundo” (Jo 16,33). “Não se turve o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14,27). “Não temas, Maria!” Na hora de Nazaré, o anjo também Vos tinha dito: “O seu reinado não terá fim” (Lc 1,33). Teria talvez terminado antes de começar? Não; junto da cruz, na base da própria palavra de Jesus, Vós tornastes-Vos mãe dos crentes. Nesta fé que, inclusive na escuridão do Sábado Santo, era certeza da esperança, caminhastes para a manhã de Páscoa. A alegria da ressurreição tocou o vosso coração e uniu-Vos de um novo modo aos discípulos, destinados a tornar-se família de Jesus mediante a fé. Assim Vós estivestes no meio da comunidade dos crentes, que, nos dias após a Ascensão, rezavam unanimemente pedindo o dom do Espírito Santo (cf. Act 1,14) e o receberam no dia de Pentecostes. O “reino” de Jesus era diferente daquele que os homens tinham podido imaginar. Este “reino” iniciava naquela hora e nunca mais teria fim. Assim, Vós permaneceis no meio dos discípulos como a sua Mãe, como Mãe da esperança. Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho para o seu reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!&lt;br /&gt;Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 30 de Novembro, festa de Santo André Apóstolo, do ano 2007, terceiro de Pontificado.&lt;br /&gt;BENEDICTUS PP. XVI&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3135078345571860244?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3135078345571860244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3135078345571860244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3135078345571860244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3135078345571860244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/encclica-do-papa-bento-xvi-spe-salvi.html' title='Encíclica do Papa Bento XVI &quot;Spe Salvi&quot;'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMU0a5P_eOI/AAAAAAAAAOg/_Tsxjv8WCY4/s72-c/07_MVG_mun_papa100.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4329888102553240348</id><published>2008-09-08T06:29:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T07:12:41.343-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Encíclica do Papa sobre a Esperança</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMUyb1v0NEI/AAAAAAAAAOY/V4DDebnBtn0/s1600-h/04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243652795008300098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMUyb1v0NEI/AAAAAAAAAOY/V4DDebnBtn0/s320/04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa lança texto sobre esperança&lt;br /&gt;Em encíclica, Bento XVI critica materialismo e invoca exemplos de fé de ex-escrava sudanesa e cardeal vietnamita&lt;br /&gt;José Maria Mayrink&lt;br /&gt;O papa Bento XVI publicou ontem a encíclica Spe Salvi ( Salvos pela Esperança), a segunda em dois anos e meio de pontificado, na qual faz uma profunda reflexão sobre a esperança cristã, a partir de textos da Bíblia e da mensagem de Jesus Cristo, na perspectiva da vida eterna. A primeira encíclica, Deus Caritas Est (Deus é Amor), foi divulgada em janeiro do ano passado. “A redenção nos é oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo presente”, afirma o papa na introdução do documento, acrescentando que “o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta” que, como diz adiante, é “chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus”. A encíclica é uma carta circular dirigida aos bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e a todos os fiéis leigos, ou seja, a toda a Igreja. Embora não seja um documento ex cathedra - quando o papa é infalível - é parte do magistério da Igreja e, nessa condição, deve ser recebido com respeito pelos católicos. “Em Spe Salvi, o papa insiste que a esperança cristã não está situada num além imaginário, mas já se faz presente em nós quando o amor de Deus nos alcança e nos torna capazes de amar, abrindo-nos ao outro”, observa nota da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgada em Brasília.O texto chama a atenção para o fato de a encíclica destacar que o objeto principal da esperança cristã é a vida eterna.Para Bento XVI, a eternidade não é “uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com um instante repleto de satisfação... o instante de mergulhar no oceano do amor divino no qual o tempo - o antes e o depois - já não existe”.Os cardeais que apresentaram a Spe Salvi aos jornalistas no Vaticano - o dominicano Georges Cottier e o jesuíta Albert Vanhoye, ambos teólogos - destacaram a análise que Bento XVI faz da esperança em confronto com a mentalidade moderna. O papa evoca Santa Josefina Bakhita, uma ex-escrava africana do século 19, como exemplo de esperança no amor de Deus. Lembra também o cardeal vietnamita Nguyen Van Thuan que, após 13 anos na prisão, 9 dos quais numa solitária, escreveu Orações na Esperança - “um livrinho precioso”.De Santo Agostinho a Lutero, Kant, Bacon e Engels, santos e filósofos que trataram do tema, desfilam na encíclica como testemunhas da preocupação do homem com a esperança. No campo político, Marx errou, na interpretação de Bento XVI, pelo seu materialismo, após ter descrito “com grande capacidade analítica, as vias para a revolução”.Após advertir que “não é a ciência que redime o homem”, que “é redimido pelo amor”, o papa afirma que “quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança”. Bento XVI aponta a oração como “primeiro e essencial lugar” da esperança. “Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve.” No final, apela para a solidariedade, “pois uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem ... é uma sociedade cruel e desumana”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte.www.estado.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4329888102553240348?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4329888102553240348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4329888102553240348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4329888102553240348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4329888102553240348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/resumo-da-encclica-do-papa-sobre.html' title='Resumo da Encíclica do Papa sobre a Esperança'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMUyb1v0NEI/AAAAAAAAAOY/V4DDebnBtn0/s72-c/04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-2947508471904097703</id><published>2008-09-07T11:21:00.001-07:00</published><updated>2008-09-07T11:32:46.886-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com o Padre Pio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQcHIoIA0I/AAAAAAAAAOQ/41g5ILNoUaw/s1600-h/Pio4%20(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243346775066542914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQcHIoIA0I/AAAAAAAAAOQ/41g5ILNoUaw/s200/Pio4%2520(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em 1974, foi publicada uma obra em italiano, intitulada “Assim falou Padre Pio” (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália) com o Imprimatur de Dom Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.&lt;br /&gt;No presente trabalho, extraímos alguns trechos em que Padre Pio falava da Santa Missa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre, o Sr. ama o Sacrifício da Missa?&lt;br /&gt;Sim, porque Ela regenera o mundo.&lt;br /&gt;Que glória dá a Deus a Missa?&lt;br /&gt;Uma glória infinita.&lt;br /&gt;Que devemos fazer durante a Missa?&lt;br /&gt;Compadecer-nos e amar.&lt;br /&gt;Padre, como devemos assistir à Santa Missa?&lt;br /&gt;Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.&lt;br /&gt;Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?&lt;br /&gt;Não se podem contar. Vê-lo-ás no céu.&lt;br /&gt;Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação.&lt;br /&gt;A Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração.&lt;br /&gt;Padre, que é sua Missa?&lt;br /&gt;Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia chorando)&lt;br /&gt;Que devo descobrir na sua Santa Missa?&lt;br /&gt;Todo o Calvário.&lt;br /&gt;Padre, diga-me tudo o que o senhor sofre durante a Santa Missa.&lt;br /&gt;Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só enquanto pode fazê-lo uma criatura humana. E isto, apesar de cada uma de minhas faltas e só por sua bondade.&lt;br /&gt;Padre, durante o Sacrifício divino, o senhor carrega os nossos pecados?&lt;br /&gt;Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.&lt;br /&gt;O senhor considera a si mesmo como um pecador?&lt;br /&gt;Não o sei, porém temo que assim seja.&lt;br /&gt;Eu já vi o senhor tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê?&lt;br /&gt; Pelo que tens de sofrer?&lt;br /&gt;Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.&lt;br /&gt;Em que momento da Missa o senhor sofre mais?&lt;br /&gt;Na Consagração e na Comunhão.&lt;br /&gt;Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, seus olhos se encheram de lágrimas.&lt;br /&gt;Parece-te pouco desprezar o dom de Deus?&lt;br /&gt;Por que, ao ler o Evangelho, o senhor chorou quando leu estas palavras: “Quem come minha carne e bebe o meu sangue…”.Chora comigo de ternura!&lt;br /&gt;Padre, por que o senhor chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?&lt;br /&gt;A nós nos parece que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e continuamente O ofendam com sua ingratidão e incredulidade.&lt;br /&gt;Sua Missa, Padre, é um sacrifício cruento?Hereje!&lt;br /&gt;Perdão, Padre, quis dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?&lt;br /&gt;Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.&lt;br /&gt;Quem lhe limpa o sangue durante a Missa?&lt;br /&gt;Ninguém.&lt;br /&gt;Padre, por que o senhor chora no Ofertório?Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.&lt;br /&gt;Durante sua Missa, Padre, o povo faz um pouco de barulho…Se estivesses no Calvário, não escutarias gritos, blasfêmias, ruídos, e ameaças?&lt;br /&gt;Havia um alvoroço enorme.&lt;br /&gt;Não o distraem os ruídos?&lt;br /&gt;Em nada.&lt;br /&gt;Padre, por que sofre tanto na Consagração?&lt;br /&gt;Não sejas maldoso… (Não quero que me perguntes isso…).&lt;br /&gt;Padre, diga-me: por que sofre tanto na Consagração?Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.&lt;br /&gt;Padre, por que chora no altar e que significam as palavras que pronuncia na Elevação?&lt;br /&gt; Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las com o senhor.&lt;br /&gt;Os segredos do Rei Supremo não podem revelar-se nem profaná-los. Pergunta-mês por que choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas torrentes de lágrimas.&lt;br /&gt; Não meditas neste grandioso mistério?&lt;br /&gt;Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?&lt;br /&gt;Sim, muito freqüentemente…&lt;br /&gt;Padre, como pode estar-se de pé no Altar?&lt;br /&gt;Como estava Jesus na Cruz.&lt;br /&gt;No altar, o senhor está cravado na Cruz, como Jesus no Calvário?&lt;br /&gt;E ainda me perguntas?&lt;br /&gt;Como se acha o senhor?&lt;br /&gt;Como Jesus no Calvário.&lt;br /&gt;Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregarem os cravos em Jesus?&lt;br /&gt;Evidentemente.&lt;br /&gt;Ao senhor também lhos pregam?&lt;br /&gt;E de que maneira!&lt;br /&gt;Também deitam a Cruz para o senhor?&lt;br /&gt;Sim, mas não devemos ter medo.&lt;br /&gt;Padre, durante a Missa, o senhor pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?&lt;br /&gt;Sim, indignamente, mas também as pronuncio.&lt;br /&gt;E a quem diz: “Mulher, eis aí teu filho”?&lt;br /&gt;Digo para Ela: “Eis aqui os filhos de Teu Filho”.&lt;br /&gt;O senhor sofre a sede e o abandono de Jesus?&lt;br /&gt;Sim.Em que momento?&lt;br /&gt;Depois da Consagração.&lt;br /&gt;Até que momento?&lt;br /&gt;Costuma ser até a Comunhão.&lt;br /&gt;O senhor diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não achei”.&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Porque nossos sofrimentos de verdadeiros culpados, não são nada em comparação com os de Jesus.&lt;br /&gt;Diante de quem sente vergonha?&lt;br /&gt;Diante de Deus e da minha consciência.&lt;br /&gt;Os Anjos do Senhor o reconfortam no Altar em que o senhor se imola?&lt;br /&gt;Pois… não o sinto.&lt;br /&gt;Se não lhe vem o consolo até a alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor sofre como Jesus, o abandono total, nossa presença não serve para nada.&lt;br /&gt;A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil à presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosa mulheres aos pés de Jesus agonizante?&lt;br /&gt;Que é a Sagrada Comunhão?&lt;br /&gt;É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.&lt;br /&gt;Quando Jesus vem, visita somente à alma?&lt;br /&gt;O ser inteiro.&lt;br /&gt;Que faz Jesus na Comunhão?&lt;br /&gt;Deleita-se na sua criatura.&lt;br /&gt;Quando se une o Jesus na Santa Comunhão, que quer peçamos a Deus pelo senhor?&lt;br /&gt;Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.&lt;br /&gt;O senhor sofre também na Comunhão?&lt;br /&gt;É o ponto culminante.Depois da Comunhão, continuam seus sofrimentos?Sim, mas não sofrimentos de amor.&lt;br /&gt;A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?&lt;br /&gt;À sua Mãe.&lt;br /&gt;E o senhor, para quem olha?Para meus irmãos de exílio.&lt;br /&gt;O senhor morre na Santa Missa?&lt;br /&gt;Misticamente, na Sagrada Comunhão.&lt;br /&gt;É por excesso de amor ou de dor?&lt;br /&gt;Por ambas as coisas, porém mais por amor.&lt;br /&gt;Se o senhor morre na Comunhão, continua a ficar no Altar?&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.&lt;br /&gt;Padre, o senhor disse que a vítima morre na Comunhão.&lt;br /&gt; Colocam o senhor nos braços de Nossa Senhora?&lt;br /&gt;Nos de São Francisco.&lt;br /&gt;Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para descansar no Senhor?&lt;br /&gt;Sou eu quem descansa nEle!&lt;br /&gt;Quanto ama a Jesus?&lt;br /&gt;Meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho que dizer nada e me causa pena.&lt;br /&gt;Padre, por que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos sua glória como do Unigênito Pai, cheio de graça e de verdade”?&lt;br /&gt;Parece-te pouco?&lt;br /&gt; Se os Apóstolos, com seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?&lt;br /&gt;Que união teremos então com Jesus?&lt;br /&gt;A Eucaristia nos dá uma idéia.&lt;br /&gt;A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?&lt;br /&gt;Julgas que a Mamãe não se interessa por seu Filho?&lt;br /&gt;E os Anjos?&lt;br /&gt;Em multidões.&lt;br /&gt;Padre, quem está mais perto do Altar?&lt;br /&gt;Todo o Paraíso.&lt;br /&gt;O senhor gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?&lt;br /&gt;Se eu pudesse não queria descer do Altar.&lt;br /&gt;Disseram-me que o senhor traz consigo o seu próprio Altar…&lt;br /&gt;Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus.” “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão…”&lt;br /&gt;Nesse caso, não me engano quando digo que estou vendo Jesus Crucificado!(Nenhuma resposta)&lt;br /&gt;Padre, o senhor se lembra de mim na Santa Missa?&lt;br /&gt;Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.&lt;br /&gt;A Missa do Padre Pio, em seus primeiros anos, durava mais de duas horas.&lt;br /&gt;Sempre foi um êxtase de amor e de dor. Seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:&lt;br /&gt;Padre quero fazer-lhe uma pergunta.Dize-me filho.&lt;br /&gt;Padre queria perguntar-lhe que é a Missa?&lt;br /&gt;Por que me perguntas isto?&lt;br /&gt;Para ouvi-la melhor, Padre.&lt;br /&gt;Filho, posso dizer-te que é Minha Missa.&lt;br /&gt;Pois, é isso que quero saber Padre.&lt;br /&gt;Meu filho, estamos na Cruz e a Missa é uma contínua agonia.&lt;br /&gt;Autor: São Pio de Pieltrecina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-2947508471904097703?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/2947508471904097703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=2947508471904097703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2947508471904097703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2947508471904097703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/entrevista-com-o-padre-pio.html' title='Entrevista com o Padre Pio'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQcHIoIA0I/AAAAAAAAAOQ/41g5ILNoUaw/s72-c/Pio4%2520(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3449263767640541998</id><published>2008-09-07T11:03:00.001-07:00</published><updated>2008-09-07T11:10:41.262-07:00</updated><title type='text'>Fraes de São Pio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQYoxSjjLI/AAAAAAAAAOI/LVS2USbKrBg/s1600-h/1636465ri0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243342954871098546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQYoxSjjLI/AAAAAAAAAOI/LVS2USbKrBg/s320/1636465ri0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Palavras do Padre Pio:&lt;br /&gt;Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: “Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!… O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar… - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar…”. Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em “Padre Pio, Transparent de Dieu”, J.Derobert.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQXm_aucHI/AAAAAAAAAOA/qKorOTy25gc/s1600-h/041padrepiooa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243341824792096882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQXm_aucHI/AAAAAAAAAOA/qKorOTy25gc/s320/041padrepiooa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo”, disse ele chorando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?”. “A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?”. - Da consagração à comunhão.” “Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas.” “A consagração?”. - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação.” “A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor.” “Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?”. - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz.” “Como nós devemos ouvir a Santa Missa?”. - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz “”. Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A beneficência, venha de onde vier, é sempre filha da mesma mãe: a providência.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“O fim desta vida será o início da eternidade.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Deus fala a quem tem um coração humilde diante dEle, e o enriquece com Seus dons.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Sofro muito porque não posso conduzir todos os meus irmãos a Deus!” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Jesus nos diz que no Céu há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove almas justas que perseveram. Essa afirmação do Redentor é verdadeiramente confortadora para tantas almas desafortunadas que, tendo pecado e se arrependido, querem retornar a Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Muitas vezes o Senhor não nos escuta para não nos tornar mais ingratos.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Quando cair, humilhe-se, proponha-se de novo a submeter-se à vontade de Deus e depois levante-se e siga adiante.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“A profissão de fé mais bela é a que, como um raio, dissipa as trevas da sua alma.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Se Deus permite que você vacile em alguma fraqueza, não é porque te abandonou; ao contrário, Ele está lhe fortalecendo na humildade e na vigilância.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Virgem Maria, purifique minha mente para elevar-me a Deus e contemplá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo em espírito e verdade.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Nossa Senhora, minha mãe, coberto de misérias, admiro em vós a vossa imaculada conceição e ardentemente desejo que, por esse mistério, purifique meu coração para que eu possa melhor amar a Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Tema o julgamento de Deus, não o dos homens.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Deus nos ama; prova disso é que tolera nossas ofensas com indulgência.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Se Deus permite que você sofra durante toda a sua vida, fique calmo e seja paciente. Teu amor a Deus será então totalmente gratuito - e isso é próprio dos santos!” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Do que você tem medo? Se Deus ficou na escuridão do Monte Sinai, com relâmpagos e trovões, não deveríamos ficar felizes em saber que estamos perto dEle?” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Fique em silêncio quando puder, pois quando estamos sozinhos Deus fala livremente com nossa alma, e a alma fica mais disposta a ouvir a voz de Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;br /&gt;“Ainda que o mundo vire às avessas, que tudo fique em trevas, fumaça ou tumulto, Deus estará sempre conosco.” (Padre Pio de Pietrelcina)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3449263767640541998?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3449263767640541998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3449263767640541998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3449263767640541998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3449263767640541998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/fraes-de-so-pio.html' title='Fraes de São Pio'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQYoxSjjLI/AAAAAAAAAOI/LVS2USbKrBg/s72-c/1636465ri0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4716408702426094634</id><published>2008-09-07T09:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T10:56:09.889-07:00</updated><title type='text'>A Exaltação da Santa Cruz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQVeD59BsI/AAAAAAAAAN4/sOE27iTeA7o/s1600-h/eabig.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243339472354739906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQVeD59BsI/AAAAAAAAAN4/sOE27iTeA7o/s400/eabig.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Segundo piedosa tradição Santa Helena, mãe do imperador Constantino encontrou a Cruz de Cristo em Jerusalém. Com o termo exaltação, a festa passou também para o Ocidente, e a partir do século VII comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador Heráclio em 628; pois a Cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.Perderam-se definitivamente todas as pistas em 1187, quando foi tirada do bispo de Belém.A glorificação de Cristo passa através do suplício da Cruz. Cristo submeteu-se à humilde condição de escravo e o suplício infame transformou-se em glória perene. Assim a Cruz torna-se o símbolo e o compêndio da religião cristã.A evangelização, efetuada pelos apóstolos é a simples apresentação de Cristo Crucificado. O cristão, aceitando esta verdade, é crucificado com Cristo, isto é, deve carregar diariamente a sua cruz, suportando injúrias e sofrimentos, como Cristo. Tertuliano († 200) atesta:“Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessa ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).S. Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:“Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).As Atas dos Mártires, por sua vez, dão a saber que os mártires se persignavam com o sinal da Crus antes de enfrentar a luta final.Oração de São Bento"A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!"Oração de São Francisco"Senhor Jesus Cristo, nós vos louvamos e bendizemos porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo” Porque Jesus morreu na Cruz?Santo Antônio, Doutor do Evangelho: “Porque Adão no paraíso não quis servir ao Senhor (cf. Jr 2,20), por isso o Senhor assumiu a forma de servo (cf. Fl 2,7) para servir ao servo, a fim de que o servo já não se envergonhasse de servir ao Senhor.”"Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1Cor 15,3). Por sua obediência de amor ao Pai, "até a morte de cruz" (Fl 2,8), Jesus realizou sua missão expiadora do Servo Sofredor que "justificará a muitos e levar sobre si as suas transgressões". “Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (Is 53,5).“É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam.Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz.” (Col 2, 13-15)“Quem quiser ser meu discípulo tome a sua cruz, a cada dia, e siga-me” (Lc 9, 13)“Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12,24b). Cada um tem a sua cruz.§599 – “A morte violenta de Jesus não foi o resultado do acaso um conjunto infeliz de circunstâncias. Ela faz parte do mistério do projeto de Deus, como explica São Pedro aos judeus de Jerusalém já em seu primeiro discurso de Pentecostes: "Ele foi entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus" (At 2,23). Esta linguagem bíblica não significa que os que "entregaram Jesus" tenham sido apenas executores passivos de um roteiro escrito de antemão por Deus. §600 - Para Deus, todos os momentos do tempo estão presentes em sua atualidade. Ele estabelece, portanto, seu projeto eterno de "predestinação" incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça: Deus permitiu os atos nascidos de sua cegueira [Pilatos, Herodes, doutores, etc.], a fim de realizar seu projeto de salvação. "Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus" (2Cor 5,21). "Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados" (1Jo 4,10). "Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores" (Rm 5,8). Os sofrimentos de cada membro da Igreja contribuem para a redenção dos homens, e garantem a participação de cada um na glória do Ressuscitado.“Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”. (Col 1, 24)“Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele, com ele viveremos.” (2Tm 2, 11)Gl 6, 14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.O sinal da Cruz é o sinal dos cristão ou o sinal do Deus vivo; “Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes”. (Ap 7, 3).Nossa Senhora das Dores – 15 de setembroNossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. Maria está de pé (stabat) aos pés da Cruz. É o momento culminante da Redenção. Cristo sofreu a Paixão; Maria sofreu a com-paixão. “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19,25-27) É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do Corpo místico de Cristo, a Igreja, nascido da Cruz. Nós somos nascidos enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria.“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. (Lc 2, 34-35)“Faça-se em mim segundo a tua palavra.” Como mãe, Maria assume implicitamente os sofrimentos de Cristo, em cada momento de sua vida. A Pietá de Michelangelo exprime toda a dor da Mãe. As sete dores de MariaA devoção, que precede esta celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores de Maria narrados pelo Evangelho: 1 - a profecia do velho Simeão;2 - a fuga para o Egito,3 - a perda de Jesus em Jerusalém;4 - o caminho de Jesus para o Gólgata, 5 - a crucificação e morte de Jesus;6 - a deposição da cruz;7 - a sepultura. O martírio de Maria é o martírio do Redentor.Desde o século XV encontramos as primeiras celebrações litúrgicas sobre a compaixão de Maria aos pés da cruz, colocada no tempo da Paixão ou logo após as festividades pascais. Em 1667 a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII tinham instituído a “Companhia de Maria Dolorosa”) obteve a aprovação de celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro.Pio X fixou a data definitiva de 15 de setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa para uma “memória”: não mais Sete Dores de Maria, mas Virgem Maria Dolorosa.&lt;br /&gt;Fonte: www.cleofas.com.br&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4716408702426094634?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4716408702426094634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4716408702426094634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4716408702426094634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4716408702426094634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/exaltao-da-santa-cruz.html' title='A Exaltação da Santa Cruz'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMQVeD59BsI/AAAAAAAAAN4/sOE27iTeA7o/s72-c/eabig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-6604943397137531774</id><published>2008-09-06T15:22:00.001-07:00</published><updated>2008-09-06T15:30:05.148-07:00</updated><title type='text'>Perseguição contra Cristãos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMMC3g1rufI/AAAAAAAAANk/fNs4qDANE1Y/s1600-h/mat_671.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243037543920548338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMMC3g1rufI/AAAAAAAAANk/fNs4qDANE1Y/s400/mat_671.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O interessante é que mesmo após a morte e ressureição de Jesus os cristãos continuam anunciando o Evangelho e sendo perseguindos.Veja o que o diz este site:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.audacia.org/"&gt;www.audacia.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas cujo estilo de vida incomoda outras pessoas. Pode ser porque deixam a sua terra e partem para outras paragens longínquas, ou então porque optam por viver e trabalhar entre os pobres, ou, ainda, porque denunciam os que enriquecem à custa de injustiças e aqueles que fazem a guerra com a finalidade de aumentar o seu poder. Entre estas pessoas desconcertantes ocupam um lugar de relevo os missionários: padres, irmãs, casais e solteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os missionários vibram com o seu modo de vida. Decidiram pôr as suas energias ao serviço do anúncio do Evangelho. E realizam esta tarefa até às últimas consequências.&lt;br /&gt;Todos os anos há missionários que são mortos em terra de missão. Não fogem nos momentos de perigo. Antes, enfrentam aqueles que os matam com serenidade e com sentimentos de perdão. Porque entregam tudo, até a vida, são contados entre os mártires da Igreja.&lt;br /&gt;Nos últimos cem anos, 22 missionários portugueses foram martirizados nas missões: 12 em Angola, 8 em Moçambique, 1 no Brasil e 1 em Espanha.&lt;br /&gt;Em Angola, logo depois do Acordo de Alvor (1975), rebentou a guerra civil, que atingiu as populações indefesas. Os missionários permaneceram com o povo sofredor e experimentaram as consequências do seu altruísmo.&lt;br /&gt;O Irmão Artur Paredes, da Sociedade Missionária Portuguesa, natural deBaraçal (Sabugal), foi com um colega celebrar a Epifania a Conda, vila que foi atacada violentamente pelos rebeldes. Ao tentar socorrer os feridos, ele foi morto pelas balas. Também da Sociedade Missionária, o padre Manuel Armindo de Lima, de Chaviães (Viana do Castelo), caiu numa emboscada armada por pistoleiros ao serviço de forças políticas.&lt;br /&gt;Os espiritanos foram os mais atingidos. O Irmão Afonso Rodrigues,  o «irmão faz-tudo», que, aconselhado a sair de Caconda, respondeu: «Não, daqui não saio!». Foi morto pelas balas dos assaltantes. Era natural de Vela (Guarda). O padre José Silva Pereira, nascido em S. Julião do Freixo (Ponte de Lima), foi encontrado morto à facada a escassos metros de casa da missão de Munhino. Na Bela Vista, o padre Adélio Ribeiro Lopes, de Areias de Vilar (Barcelos), foi raptado a 13 de Julho de 1976 e não se sabe ao certo a data da morte. E o padre Abílio Guerra, natural de Válega (Ovar), foi morto à porta da casa que é a sede dos espiri-tanos em Angola num ataque premeditado. Apresentava sinais de tortura e ferimentos profundos na cabeça.&lt;br /&gt;Na diocese de Menongue, foi morta também a leiga missionária Dilar, natural de Vila da Feira.&lt;br /&gt;As irmãs missionárias, que fazem tanto bem na assistência humana e ao serviço das paróquias, não escaparam à fúria assassina. A Irmã Maria das Dores Mendes, nascida em Salgueirais (Guarda), das Doroteias, caiu numa emboscada na estrada de Benguela. Com ela faleceu também a irmã Maria Celeste Abreu Gonçalves, natural de Cela (Chaves), pertencente às Irmãs do Amor de Deus. A Irmã Maria de Lourdes Aguiar, de Santa Maria do Freixo (Porto), das Teresianas, foi vítima de um assalto à missão de Canhe (Huambo). A Irmã Maria de Oliveira, natural de S. Mamede de Vermil (Guimarães), das Franciscanas Missionárias de Maria, foi raptada e morta no dia seguinte. E a espiritana Irmã Maria Joaquim, de Castelões (Tondela), achava que devia socorrer a qualquer custo os feridos da guerra. Morreu vítima dos bombardeamentos no Huambo.&lt;br /&gt;Também em Moçambique a transição do colonialismo para a independência foi marcada por lutas tribais e ideológicas. E, tal como em Angola, a Igreja que está ao serviço do povo, teve as suas vítimas.&lt;br /&gt;A Sociedade Missionária Portuguesa conta três missionários mortos: o padre Alírio Baptista, nascido em Calvão (Vagos), caiu vítima de uma emboscada na estrada de Nampula; o padre António Rocha, de Escariz (Arouca), com apenas 29 anos, morreu numa emboscada na estrada de Pemba. E, em 1991, foi assassinado à machadada o padre Manuel Joaquim Cristóvão, natural de Corgas (Proença-a-Nova).&lt;br /&gt;Entre os jesuítas, conta-se o padre Sílvio Alves Moreira, natural de Rio Meão (Vila da Feira), e o padre João de Deus Gonçalves Kamtedza, de Tete, assassinados na missão de Lifidzi.&lt;br /&gt;Os franciscanos contam dois mártires: o Irmão Francisco do Nascimento, de Valpaços, foi vitimado por uma mina, e o padre Frederico Samuel, de Maxixe, foi abatido por assaltantes perto de Maputo.&lt;br /&gt;As Irmãs do Precioso Sangue contam uma mártir: Irmã Mª Lurdes Gonçalves Granado, de Escalhão (Castelo Rodrigo), vítima de emboscada.&lt;br /&gt;No Brasil, o redentorista padre José Maria Prada, de Parâmio (Bragança), foi assassinado na paróquia de Salgueiro, pelo jovem que lhe pedira que lhe anulasse o casamento religioso.&lt;br /&gt;Em Espanha, durante a Guerra Civil (1936-1939), foi fuzilado o irmão Mário Félix, dos Irmãos das Escolas Católicas, natural de Bouro (Braga). O motivo da sua morte foi: ser membro de um instituto religioso.&lt;br /&gt;Seria longo descrever as circunstâncias da morte de cada um. Mas de uma coisa estamos certos: a fidelidade dos mártires até à morte, de modo particular a violenta, testemunha que Deus que nunca abandona o seu povo e de que não há maior felicidade do que dar a vida pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto no passado de apenas cem anos, mas veja agora este outro site o que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristãos em Laos são ordenados a renunciar sua fé&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Laos&lt;br /&gt;&lt;a onmouseover="popup(0)" onmouseout="popout()" href="http://www.portasabertas.org.br/paises/perfil.asp?ID=179"&gt;LAOS (8º) &lt;/a&gt;- O chefe do vilarejo de Boukham, na província de Savannakhet, ordenou que famílias de três cristãos presos assinassem documentos nos quais renunciariam à fé. O Grupo de Direitos Humanos pela Liberdade Religiosa em Laos (HRWLRF, sigla em inglês) noticiou que os membros da família se recusaram.Na provincial de Borikhamxay, o governo continua a pressionar 22 famílias cristãs, incluindo 150 pessoas do vilarejo de Toongpankham que se recusaram a desistir do cristianismo. As autoridades do vilarejo destruíram a igreja em janeiro, e, em meados de agosto, molestaram membros da igreja por não se reunirem adequadamente para o culto.No incidente do vilarejo de Boukham, na província de Savannakhet, o chefe convocou as famílias de dois cristãos presos, identificados pelos nomes de Boot e Khamsavan, e ordenou que viajassem à estação policial onde os dois eram mantidos, para assinar o certificado de renúncia de sua fé; os membros da família se recusaram, de acordo com o HRWLRF. A polícia deteve Boot e Khamsavan, juntamente com o seu pastor, Sompong, em 3 de agosto. Os membros da família viajaram à estação policial em 24 de agosto para visitar Boot, Khamsavan e Sompong. Quando chegaram à cela, os oficiais apertaram as algemas e as travessas de madeira, comprimindo as mãos e pés dos prisioneiros, e causando severa dor.“Essas são as conseqüências de não assinar os documentos para renunciar à fé”, um policial disse aos visitantes. “Nós já demos a vocês três oportunidades para fazê-lo, mas vocês se recusaram”.No dia 25 de agosto, depois que os visitantes retornaram à suas casas, o chefe do vilarejo ordenou que Boot e Khamsavan fosse postos em liberdade por meio de fiança, mas disse que Sompong não seria libertado, já que a sua punição por liderar a igreja deveria ser “prisão perpétua”.Tradução: Luis Felipe Carrijo Silva&lt;br /&gt;www.portasabertas.org.br/notícias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-6604943397137531774?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/6604943397137531774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=6604943397137531774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6604943397137531774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6604943397137531774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/perseguio-contra-cristos.html' title='Perseguição contra Cristãos'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMMC3g1rufI/AAAAAAAAANk/fNs4qDANE1Y/s72-c/mat_671.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-2471980063987042920</id><published>2008-09-06T15:02:00.001-07:00</published><updated>2008-09-06T15:11:30.186-07:00</updated><title type='text'>Teologia da Libertação ou da Liberação?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML-N8LPFWI/AAAAAAAAANc/sugGP_Igphc/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243032431657686370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML-N8LPFWI/AAAAAAAAANc/sugGP_Igphc/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do site do prof.Felipe Aquino veja o que encontrei.Somente o prof. para defender os princípios dogmáticos da Fé Católica fazendo com que possamos tomar consciência de que a TL não passa de padres disfarçados de "simples e pobres".Poucos fazem esta opção e quando fazem não precisa de TL como é o caso dos Pe.Roberto Lettieri,Antonelli Cadeddu,Madre Tereza de Calcutá e tantos outros...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas visões da mesma Igreja &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No centro de nova polêmica, a Teologia da Libertação é debatida por:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Leonardo Boff e Dom Estêvão Bettencourt&lt;br /&gt;CELINA CÔRTES&lt;br /&gt;Fonte: JORNAL DO BRASIL - Domingo, 18 de Fevereiro de 1996 - Caderno B&lt;br /&gt;A doutrina conhecida como Teologia da Libertação (TL) sofreu um duro golpe no último dia 5, quando, em sua viagem por países da América Central, o Papa João Paulo II declarou que, com a queda do comunismo, “caiu também a Teologia da Libertação”. Preocupada com uma prática que busque soluções para a injustiça social na América Latina, a corrente progressista chegou a ser vista como uma ameaça de desmembramento dentro da Igreja. Por isso, seu maior defensor no Brasil, o teólogo franciscano catarinense Leonardo Boff, 57 anos, acabou condenado a passar 11 meses em silêncio, em 1985, sob a acusação de duvidar da origem divina da hierarquia católica em seu livro Igreja, carisma e poder (1981). Segundo Boff, que abandonou a batina, o processo que culminou com a punição teve a intensa participação do monge beneditino carioca Estêvão Bettencourt, 76 anos, identificado com o setor mais conservador da Igreja. Agora, com a recente manifestação do papa sobre a Teologia da Libertação, Boff e Dom Estêvão aceitaram com grande entusiasmo a proposta de que fosse realizado um debate sobre o tema, via fax. Na troca de perguntas e respostas, publicadas abaixo e na página 5, Dom Estêvão acusa a TL de ter provocado uma debandada de fiéis. Boff contra-ataca criticando o que chama de Igreja hierárquica. No debate, cada qual defende, a seu modo, a opção da Igreja pelos pobres.&lt;br /&gt;Leonardo Boff pergunta a Dom Estêvão&lt;br /&gt;- O papa escreveu numa carta aos bispos, em 1986, que a Teologia da Libertação (TL) “é não só oportuna mas útil e necessária” e representa uma “nova etapa da reflexão teológica”. Agora, 10 anos depois, segundo os jornais, diz que esta teologia desapareceu com a morte do socialismo. O papa não pode estar contra o papa. Como o senhor entende essas opiniões contrárias?&lt;br /&gt;- A afirmação acima não pode ser desvinculada do seu contexto. Ora, o contexto em foco é o seguinte: após convidar os bispos do Brasil a procurar respostas coerentes com os ensinamentos do Evangelho, da Tradição viva e do perene Magistério da Igreja, diz o papa: “Estamos convictos (…) de que a Teologia da Libertação é não só oportuna, mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa - em estrita conexão com as anteriores - daquela reflexão teológica iniciada com a tradição apostólica e continuada com os grandes padres e doutores, com o Magistério ordinário e extraordinário e, na época mais recente, com o rico patrimônio da Doutrina Social da Igreja (DSI) expressa em documentos que vão da Rerum Novarum à Laborem Exercens”. Poucos meses após tal carta, o papa a mencionava em Bogotá e dizia: “Quis recordar que a Teologia da Libertação deve desenvolver-se em sintonia e sem rupturas com a Tradição teológica da Igreja e de acordo com a sua Doutrina Social”. A prova de que a controvertida TL não atende a essas exigências é a Instrução Libertatis Nuntius (6/8/84), que aponta os aspectos nevrálgicos da TL. Na verdade, há várias modalidades de TL, a começar pela de São Paulo, que é paradigmática e prega a libertação do gênero humano escravizado pelo pecado; esta é a TL autenticamente cristã, sendo a instauração da justa ordem social um corolário de tal doutrina. Por conseguinte, quando o papa afirma que a TL outrora controvertida está extinta, ele não se contradiz.&lt;br /&gt;Dom Estêvão pergunta a Leonardo Boff&lt;br /&gt;- Como justificar o recurso da Teologia da Libertação à análise marxista, que é materialista e atéia? A árvore má não pode dar frutos bons (Mt 7,18). O ateísmo não pode contribuir para elaborar uma síntese de fé.&lt;br /&gt;- Os teólogos da libertação nunca assumiram o marxismo como uma cosmovisão unitária, explicativa do homem, do mundo, de corte declaradamente atéia. Seguiram o Papa Paulo VI na encíclica Octogesima Adveniens de 1971, que acolhe distinções no marxismo, como uma prática de luta de classes, como forma de governo de partido único, como maneira de organização da sociedade de molde socialista e, por fim, como um método de análise social e política. Muitos teólogos da libertação, nem todos, assumiram várias categorias da tradição marxista, seja de Marx (a importância do econômico na compreensão da sociedade, a mercadoria como fetiche, a categoria da alienação etc), seja de Gramsci (a importância do político, do bloco histórico, a função positiva da religião na formação da consciência libertária), seja no marxismo acadêmico francês (Althusser). Estas categorias nos permitiram ver com clareza a irracionalidade e a desumanidade do sistema do capital. Marx deixou-nos evidente que o pobre não é um pobre, mas um empobrecido e um oprimido, lição que os papas recentes e os bispos latino-americanos em Puebla (1979) tardiamente também aprenderam. Lição que não devemos esquecer nos dias de hoje, ofuscados pelo neoliberalismo que, para garantir seu nível de acumulação mundialmente integrado, custa ao grande Sul uma Hiroxima-Nagasaki a cada dois dias. A análise vale pela luz que ela produz, não pelo fato de ser atéia ou teísta. Prefiro mil vezes um médico ateu e bom que me cura do que um médico mui cristão e incompetente que me mata. O Espírito Santo falou por Marx, pois, como disse São Tomás de Aquino, repetindo uma longa tradição: “Qualquer verdade, seja quem for que a diga, provém do Espírito Santo através de quem a fala”. Pobre seria a síntese cristã que não aprendesse nada de Marx nem incorporasse as verdades que por ele o Espírito nos disse. Não assim pensou o Papa Xisto V, que mandou colocar um obelisco egípcio bem no centro da Praça de São Pedro com os seguintes dizeres: “Xisto V, Pontífice Máximo, mandou transportar com muita fadiga até a Sé dos Apóstolos este obelisco vaticano, que outrora fora dedicado ao ímpio culto dos deuses pagãos”.&lt;br /&gt;Impasse entre Boff e Estêvão&lt;br /&gt;Nas perguntas e respostas a seguir, Dom Estêvão Bettencourt e Leonardo Boff discutem uma questão aparentemente velha mas atualíssima: de que forma a Igreja pode contribuir diante do quadro de desigualdade social. Para Dom Estêvão, a Teologia da Libertação (TL), ao filtrar sua teoria à luz do marxismo, distanciou o povo da Igreja. “Só se ouviam discursos de ordem política, provocadores do ódio”, diz o teólogo, para quem não é necessário se filiar à TL para responder à problemática social. “Basta conhecer o Evangelho e proceder de acordo”, resume.&lt;br /&gt;Já Leonardo Boff critica o paternalismo e o assistencialismo da Igreja. “Ela faz muito para os pobres mas muito pouco com os pobres e quase nada a partir dos pobres”. Segundo Boff, o importante é que o povo seja sujeito de sua prática social e, para tanto, a libertação espiritual tem que envolver também uma libertação econômica, cultural e política. E parafraseando Jesus Cristo, sintetiza: “O mais importante é a justiça, depois o pagamento dos dízimos da Lei”.&lt;br /&gt;Leonardo Boff pergunta a D. Estêvão&lt;br /&gt;- Haja ou não Teologia da Libertação, é inegável que os pobres estão aí e aumentam em nível mundial. Pobreza, bem disseram os bispos latino-americanos em Puebla, em 1979, não é uma etapa casual mas o resultado de determinadas estruturas econômicas, sociais e políticas. Isso foi dito por Marx um século antes. Portanto, pobreza é empobrecimento, opressão. É eticamente uma injustiça e teologicamente um pecado social. E se é pecado, tem a ver com Deus e contra Deus. O oposto à opressão é a libertação. Os cristãos, por seu ideário, devem ter uma prática de libertação. E quando criam a teoria desta prática nasce a Teologia da Libertação. O que o senhor pensa disso?&lt;br /&gt;- Quer aceitemos ou não, há um fato inegável: a Teologia da Libertação aproximou muito os bispos, padres, religiosos e leigos do mundo dos pobres. Por causa da prática libertadora, a Igreja latino-americana é a única atualmente que tem mártires, desde arcebispos como Dom Romero até simples leigos que foram seqüestrados, torturados e mortos. Sempre se entendeu o martírio como o grande argumento da veracidade da opção dos cristãos. Parece que as autoridades do Vaticano têm dificuldade em reconhecer esse testemunho. Como interpreta tal hesitação?&lt;br /&gt;- Data venia, contesto a afirmação. Abstração feita de casos particulares, verificamos que a TL provocou divisões no povo cristão. Os respectivos teólogos puseram-se a falar de “Igreja que nasce do povo”, ou “Igreja popular” em oposição à hierarquia. A oposição se verificou nitidamente nos encontros das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Em Canindé, por exemplo, em julho de 1983, os militantes diziam que opção pelos pobres significa povo unido e povo unido sifnifica opção de classes: povo unido indica também uma nova prática que revela o conflito social, que tem como função pedagógica desmascarar ou então revelar a opção de classe. Em Trindade (GO), em 1986, dizia um militante: “CEBs somos nós. Vamos acabar com a hierarquia eclesial”. Ao que outro respondeu: “Não é o caso de acabar com a hierarquia; os bispos e os padres… devem se converter ao povo”. As CEBs nem sempre quiseram romper os laços com a hierarquia, mas fizeram questão de que a hierarquia estivesse do lado delas. Leonardo Boff resumiu seu pensamento numa frase: “O importante não é saber se há povo sem bispos, mas se há bispos sem povo”. Quanto aos mártires, notemos que o conceito bíblico e clássico de martírio é “morte em testemunho da fé” (in odium fidei, por causa do ódio à fé da parte dos algozes). Ora, podemos dizer que os “mártires da América Latina” não morreram por professarem a fé cristã, odiada por seus carrascos; morreram sim por causa de opção sócio-política (compatível com o ateísmo) contrária a outra opção sócio-política (da ordem constitucional vigente).&lt;br /&gt;- O senhor não acha que as idas e vindas do Vaticano com referência à Teologia da Libertação, que dá centralidade às causas dos pobres, e às reticências face à opção preferencial pelos pobres contra a sua pobreza, não acabam por escandalizar os pobres e finalmente confirmam a idéia ou o preconceito de que a Igreja é hierárquica, contra-revolucionária e conservadora, mais perto dos palácios dos Césares do que da barca do pobre Pedro?&lt;br /&gt;- Durante os anos em que se debateu a TL, os pobres debandaram maciçamente da Igreja, apesar da propalada opção preferencial pelos pobres. Estes iam à Igreja sequiosos de ouvir uma palavra sobre Deus e os valores espirituais (dos quais os pobres nãoa são menos famintos que os demais homens), mas só ouviam discursos de ordem política, provocadores do ódio, da desconfiança, da luta… Muitos se escandalizaram com a politização geral do Cristianismo, com os abusos cometidos na Liturgia, com o teor passional dos cantos pastorais, com o conteúdo dos sermões (que jogavam uns contra os outros), com a perda de identidade de quem devia dar a nota religiosa às assembléias de culto… A Igreja não é favorável ao uso da violência para a reforma social, pois violência gera violência. O papa tem representado a Igreja com brio, visto ser o único líder mundial que nos cinco continentes encontra audiência atenta (ver Filipinas em janeiro de 1995, onde três milhões de jovens se reuniram); de maneira simples, sem estilo de pa- lácio dos Césares. Como verdadeiro sucessor de Pedro, mas em tom vigoroso, tem pregado a renovação da sociedade, preconizando, antes do mais, a conversão dos corações sem a qual a reforma das estruturas será sempre vã.&lt;br /&gt;D. Estêvão pergunta a Leonardo Boff&lt;br /&gt;- Como entender um Cristianismo arreligioso, em que “a oração, a missa e os sacramentos não são a parte mais importante… Um Cristianismo que não confere um sentido objetivo e sobrenatural à luta popular, mas é a luta popular que dá sentido à fé?” (Cf. Clodovis Boff, Do político, pp. 102-107).&lt;br /&gt;- Dom Estêvão cita e resume mal a opinião de meu irmão, também teólogo, Clodovis. Permito-me citá-lo e depois entro nos méritos do debate: “Quando lutamos pelos homens, sobretudo pelos oprimidos, lutamos por Ele, Deus, quer saibamos, quer não. Então, não é a presença dos cristãos que confere a um movimento histórico seu caráter sobrenatural. Depende da retidão ética de seus agentes. A presença da salvação na libertação histórica é objetiva… Toda história humana se desenrola dentro da ordem da salvação, ou seja, sob o signo real da salvação oferecida desde sempre e que os homens aceitam ou rejeitam através de suas práticas… Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: é esse sentido objetivo e intrínseco que confere à fé sua força” (Da libertação, Vozes 1980, 106-107). Vamos traduzir em palavras simples este dialeto teológico. Deus empapa a história. Está sempre presente e atuante em sua criação e nas práticas humanas. Por aí vai realizando seu desígnio em articulação com os desígnios humanos. Assim, se Fidel Castro ou Mao Tse-Tung por suas revoluções conseguem mais vida e meios de vida para suas populações, como saúde, educação, lazer, justiça e beleza, significa que bens do Reino de Deus, dimensões do desígnio divino se realizaram, quer eles queiram ou não, quer creiam ou não. O conteúdo divino ou “sobrenatural” (não gosto desta palavra porque é ambígua e uma criação da teologia recente, Tomás de Aquino nem conhece esta categoria) está garantido pela retidão de tais práticas políticas. Por isso um confrade do Mosteiro de São Bento, Dom Marcos Barbosa, podia poetar em boa teologia: “Varredor, que varres a rua, tu varres o Reino de Deus”. Mas essa libertação não é integral porque não incorpora a explicitação de sua última origem em Deus. Por isso os teólogos da libertação podem dizer com acerto: o mais importante não é a Teologia da Libertação, mas a libertação concreta dos oprimidos. Mas a integralidade comporta a libertação e a expressão de seu momento também divino ao lado do momento popular, econômico, político, cultural… Não disse outra coisa Jesus quando advertiu os fariseus: o mais importante é a justiça, a misericórdia e a fidelidade, depois o pagamento dos dízimos da Lei. É aquilo que importa fazer sem omitir isso (Mt 23,23).&lt;br /&gt;- Como explicar que, precisamente quando se apregoou a opção preferencial pelos pobres, os pobres começaram a abandonar a Igreja? Um economista comparou o fato à lei da oferta e da procura: se a procura de Deus não encontrava resposta na pregação da Teologia da Libertação, a demanda se voltou para instâncias não católicas.&lt;br /&gt;- A opção preferencial pelos pobres quer superar o clássico paternalismo e assistencialismo eclesiástico. Faz muito para os pobres mas muito pouco com os pobres e quase nada a partir dos pobres. Pela opção pelos pobres se pretende dar centralidade aos pobres. Eles não são apenas aqueles que não têm. Eles têm saber, experiência, sentido de luta e resistência. Muito a Igreja clerical tem a aprender dos pobres. A libertação somente é real se for feita pelos próprios pobres, a partir de sua perspectiva na medida em que se sentem sujeitos de sua prática, ganham consciência, se organizam e estabelecem práticas de transformação. A Igreja, os padres, os teólogos e outros agentes orgânicos entram como aliados dos pobres, contra sua pobreza e a favor de sua justiça. O importante é que o pobre seja e se sinta sujeito de sua prática social e eclesial. E aqui está a grande questão: na Igreja atual, hierárquica e clerical, os pobres não são sujeitos. Com os círculos bíblicos, com a reflexão comunitária e com a Teologia da Libertação descobrem que na Igreja hierárquica que detém o monopólio das decisões e das palavras que contam, eles não são reconhecidos em seus direitos e em suas responsabilidades. Os ministérios leigos não são ministérios leigos, são funções sacerdotais confiadas aos leigos porque há carência de padres. Toda iniciativa tem que ser aprovada de cima. No sindicato contam e valem. Na comunidade cristã não, porque são infantilizados e marginalizados. E ainda têm que engolir a falsificação clerical que é a vontade de Deus e de Jesus, que na Igreja devem existir clérigos e leigos, mas o mando só cabe aos clérigos. Dão-se conta que as mulheres não valem e que os direitos básicos não são respeitados. Saem da Igreja hierárquica porque são bons cristãos conscientes e denunciam o quão ruim é a organização piramidal deste tipo de Igreja. Na verdade não saem da Igreja. Ajudaram a criar outro modelo de Igreja, mais próximo de Jesus e da grande Tradição, a Igreja-comunidade de irmãos e irmãs. Aqui eles encontram a satisfação de suas demandas religiosas. E ainda têm fé de conviver em comunhão com a Igreja hierárquica, na esperança de que ela um dia se converta ao Evangelho e ao povo. O economista citado pode ser um bom economista mas é um analista fraco. As pessoas vão a instâncias não católicas porque a rigidez das igrejas históricas não lhes comunica um Deus vivo, mas demasiadas doutrinas e preceitos humanos.&lt;br /&gt;- Como sustentar, aos olhos da razão, que o critério da verdade é a praxis ou a eficácia transformadora da sociedade? Não equivale isto a esvaziar a própria noção de verdade? A verdade tem características de perenidade e não é contingente.&lt;br /&gt;- Os teólogos da libertação não elaboraram uma teoria específica da verdade. O que eles querem dizer é algo profundamente tradicional e pertencente à dogmática da Igreja: não basta ter verdades e proclamar “Senhor, Senhor” e com isso construir uma bela teologia. O que salva é o amor ou como diz um Concílio Ecumênico: veritas sicut opportet ad salutem consequendam, veritas caritate informata, verdade como é necessária para conseguir a salvação, vale dizer, a verdade imbuída de amor. Caso contrário o diabo (caso exista) estaria salvo. Ele conhece as verdades mais que os papas e todos os teólogos. Mas não tem amor. Por isso está onde está, no mundo do sem-amor que é o inferno. Esta visão supera todo o intelectualismo e obriga o Cristianismo a ser não uma ideologia ou cosmovisão, mas uma prática transformadora do anti-Reino em Reino, de pecado em graça. Então a verdade se veri-fica, quer dizer, fica verdadeira. Mas quero entrar num aspecto teórico acenado por D. Estêvão, ao dizer que a verdade não é contingente, mas perene. Suspeito que esteja preso a um tipo de compreensão da verdade que não colhe dimensões importantes dela. Suspeito que para ele verdade seja a reta conformidade da representação com a coisa. Este aspecto é importante, caso contrário estamos no mundo da mentira. Mas verdade é mais que este aspecto epistemológico. Há uma dimensão ontológica, bem vista pelos gregos com sua noção de desvelamento (a-létheia) e pela Bíblia com seu conceito de revelação. Segundo isso, a verdade é o processo de desvelamento e de revelação do ser, melhor, da presença do ser. Esta presença irradia e o ser humano vai captando historicamente o que consegue captar e o que esta presença entrega de si mesma. De mais a mais, a ontologia contemporânea é baseada na historicidade de todas as coisas (o tempo é intrínseco aos seres e não extrínseco) e na constatação da moderna cosmologia, segundo a qual nos confrontamos sempre com sistemas abertos, inseridos na seta do tempo (Prigogine) de sorte que tudo está em gênese (cosmogênese, antropogênese, cristogênese) e nada está acabado para sempre, mas continua cheio de virtualidades e nos sugere entender a verdade como um processo sempre de novo retomado de sintonia, conformidade e abertura ao que vai se revelando e emergindo. Só no termo do processo temos a verdade em sua plenitude. Teologicamente podemos dizer: a verdade de alguma coisa é sua conformidade com o desígnio de Deus sobre esta coisa. Ora, este desígnio não se revelou totalmente. Só no termo do processo de criação é verdade: “E Deus viu que tudo era bom”.&lt;br /&gt;Fonte: JORNAL DO BRASIL - Domingo, 18 de Fevereiro de 1996 - Caderno B&lt;br /&gt;Data Publicação: 14/09/2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-2471980063987042920?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/2471980063987042920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=2471980063987042920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2471980063987042920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2471980063987042920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/teologia-da-libertao-ou-da-liberao.html' title='Teologia da Libertação ou da Liberação?'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML-N8LPFWI/AAAAAAAAANc/sugGP_Igphc/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4379112907330072070</id><published>2008-09-06T14:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T14:48:35.661-07:00</updated><title type='text'>Fé e Ciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML6SkSB7KI/AAAAAAAAANM/q8srykPUlB8/s1600-h/nas-maos-do-senhor-copia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243028113096567970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML6SkSB7KI/AAAAAAAAANM/q8srykPUlB8/s200/nas-maos-do-senhor-copia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revista Época (09/05/2008 ; Edição nº 520) trouxe uma entrevista com o Dr. Alister Mc Grath, irlandês, professor de Teologia Histórica da Universidade de Oxford, na Inglaterra; entre outras coisas ele afirma que “a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue”. Ao contrário de seu colega ateu e propagador do ateísmo, Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”, é um pesquisador cristão.&lt;br /&gt;McGrath não abandona seus estudos científicos. Para ele, a ciência é capaz de explicar o mundo natural, mas não de entender valores e o significado da vida. Ambos são estudiosos das ciências naturais. McGrath tornou-se doutor em biofísica molecular, apresentou trabalhos relevantes e conquistou uma cadeira em Oxford. McGrath e Dawkins se conheciam. Encontravam-se em congressos de biologia e participavam de grupos de discussão sobre ateísmo. Ambos escreviam para a publicação americana Skeptical Magazine.&lt;br /&gt;A diferença entre eles é que a mesma ciência levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a falar de Deus. Para combater Dawkins, McGrath publicou no ano passado o livro “O Delírio de Dawkins” (Editora Mundo Cristão), escrito em parceria com a mulher Joanna Collicutt, neuropsicóloga, especialista em teologia cristã. O livro de McGrath vendeu 60 mil exemplares na edição inglesa e foi traduzido para sete idiomas, e o nome de McGrath passou a circular entre os mais influentes da Europa.&lt;br /&gt;A revista Época afirma que: “O mais irônico é que Dawkins, hoje rival, já foi ídolo de McGrath. Na época em que foi aprovado para cursar Biofísica Molecular em Oxford, em 1975, McGrath estava convencido de que a religião era a causa de conflitos e mortes pelo mundo e abraçou o ateísmo. Seu livro de cabeceira, “O Gene Egoísta”, publicado em 1976 por Dawkins, era a bíblia de quase todo universitário”.&lt;br /&gt;Em seu livro, McGrath afirma que Dawkins confunde crença e prática religiosa. “Pode-se crer em algo sobrenatural sem que seja preciso haver prática religiosa”, diz McGrath. “Dawkins confunde tudo e ataca as duas coisas ao mesmo tempo.” O livro de Dawkins traz citações de internet, opiniões, hipóteses e frases de pessoas ilustres. “Ele faz isso para conseguir tecer suas idéias, já que falha na abordagem científica”, diz McGrath.&lt;br /&gt;Dr. Alister considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico. Entre outras coisas ele afirma que “há partes da vida que a ciência não pode explicar” e que “as duas [ciência e fé] podem trabalhar muito bem juntas”. Ele confirma que “há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”. Ele aceita o processo evolutiva do mundo sem excluir Deus.&lt;br /&gt;Mc Grath conta que na juventude esteve “apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo”.&lt;br /&gt;Sobre Richard Dawkins ele diz que não são amigos, mas apenas professores da mesma universidade. “Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos”.&lt;br /&gt;Mc Grath afirma que Dawkins se tornou um fanático e que “a sua agressividade é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade”.&lt;br /&gt;Dr. Alister afirma que em seu livro não dá argumentos para acreditar em Deus, mas quer rebater as teses de Dawkins. “A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas”, afirma.&lt;br /&gt;Ao responder a pergunta do repórter se acredita na evolução, McGrath diz discordar de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Ele diz que “não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis”.&lt;br /&gt;Sobre a questão se as pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus, ele responde: “Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto”.&lt;br /&gt;McGrath acha que é importante submeter a fé a um exame crítico. “Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças [no ateísmo] e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas”.&lt;br /&gt;Quando lhe é perguntado quando a ciência não pode explicar Deus, ele responde: “Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas”.&lt;br /&gt;Sobre a pergunta se ele votaria em um candidato ateu, responde: “Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”.&lt;br /&gt;Dr. Alister Mc Grath é mais um cientista de renome internacional, que juntamente com outros como o Dr. Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma Humano; Dr. Peter Grynn; Dr. Thomas Woods, e muitos outros, dá um testemunho atual de que a fé não é obstrução para a ciência, ao contrário, a ajuda. Obscurantismo hoje é afirmar que a fé é inimiga da ciência ou um obstáculo em seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte:www.cleofas.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4379112907330072070?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4379112907330072070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4379112907330072070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4379112907330072070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4379112907330072070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/f-e-cincia.html' title='Fé e Ciência'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SML6SkSB7KI/AAAAAAAAANM/q8srykPUlB8/s72-c/nas-maos-do-senhor-copia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-458321083710130145</id><published>2008-09-06T08:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T08:16:17.053-07:00</updated><title type='text'>Hino aos Sacrários</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKem1acqaI/AAAAAAAAANE/JCRGFAQ_iSk/s1600-h/2503692219_a7b7cf3d35.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242927306222905762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKem1acqaI/AAAAAAAAANE/JCRGFAQ_iSk/s320/2503692219_a7b7cf3d35.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a name="Hino_aos_sacrarios"&gt;HINO&lt;/a&gt;&lt;a name="Hino_aos_sacrarios"&gt; AOS SACRÁRIOS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sobre este hino escreve o Padre Humberto Pasquale que ele «tem o ritmo dum salmo» e que «é pontilhado de arrebatamentos poéticos e percorrido pelo ardor seráfico de Francisco de Assis». O Padre Mariano Pinho fala dele como «canto precioso de louvor que recorda o Canto ao Sol de S. Francisco ou o Benedicite». O Casal Signorile, por sua vez, chama-lhe «estupendo Cântico de Oferta»: «O seu amor (de Alexandrina) abrasado, incontido, transbordando do coração cheio, irrompe num estupendo Cântico de Oferta.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó meu Jesus, eu quero que cada dor que sentir, cada palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada segundo das horas que passar, sejam&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Eu quero que cada movimento dos meus pés, das minhas mãos, dos meus lábios, da minha língua, cada vez que abrir os meus olhos ou os fechar, cada lágrima, cada sorriso, cada alegria, cada tristeza, cada atribulação, cada distracção, contrariedades ou desgostos, sejam&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Eu quero que cada letra das orações que reze, ou oiça rezar, cada palavra que pronuncie ou oiça pronunciar, que leia ou oiça ler, que escreva ou veja escrever, que cante ou oiça cantar, sejam&lt;br /&gt;Actos de amor para com os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Eu quero que cada beijinho que Vos der nas vossas santas imagens ou da vossa e minha querida Mãezinha, nos vossos santos ou santas, sejam&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Ó Jesus, eu quero que cada gotinha de chuva que cai do céu para a terra, toda a água que o mundo encerra, oferecida às gotas, todas as areias do mar e tudo o que o mar contém, sejam&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Eu Vos ofereço as folhas das árvores, todos os frutos que elas possam ter, as florzinhas oferecidas pétala por pétala, todos os grãozinhos de sementes e cereais que possa haver no mundo, e tudo o que contêm os jardins, campos, prados e montes, ofereço tudo como&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Ó Jesus, eu Vos ofereço as penas das avezinhas, o gorjeio das mesmas, os pêlos e as vozes de todos os animais, como&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Ó Jesus, eu Vos ofereço o dia e a noite, o calor e o frio, o vento, a neve, a lua, o luar, o sol, a escuridão, as estrelas do firmamento, o meu dormir, o meu sonhar, como&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Ó Jesus, eu Vos ofereço tudo o que o mundo encerra, todas as grandezas, riquezas e tesouros do mundo, tudo quanto se passar em mim, tudo quanto tenho costume de oferecer-Vos, tudo quanto se possa imaginar, como&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;br /&gt;Ó Jesus, aceitai o Céu, a terra, o mar, tudo, tudo quanto neles se encerra, como se esse tudo fosse meu e de tudo pudesse dispor e oferecer-Vos como&lt;br /&gt;Actos de amor para os vossos Sacrários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-458321083710130145?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/458321083710130145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=458321083710130145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/458321083710130145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/458321083710130145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/hino-aos-sacrrios.html' title='Hino aos Sacrários'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKem1acqaI/AAAAAAAAANE/JCRGFAQ_iSk/s72-c/2503692219_a7b7cf3d35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-2732591845129114839</id><published>2008-09-06T05:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T06:01:44.032-07:00</updated><title type='text'>Os Sete dons do Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMJ9uE90GyI/AAAAAAAAAMI/j-W19tXkV_k/s1600-h/1671246-small.jpg"&gt;No Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, reside o Amor Supremo entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus se encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. Peçamos humildemente à Maria, esposa do Espírito Santo, que interceda por nós junto a Deus concedendo-nos a graça de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade, de nossa miséria. Nas Escrituras, o próprio Jesus quem nos recomenda: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (Mt VII, 7s).&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242891146773142306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMJ9uE90GyI/AAAAAAAAAMI/j-W19tXkV_k/s320/1671246-small.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fortaleza&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por essa virtude, Deus nos propicia a coragem necessária para enfrentarmos as tentações, vulnerabilidade diante das circunstâncias da vida e também firmeza de caráter nas perseguições e tribulações causadas por nosso testemunho cristão diante do mundo. Lembremo-nos que foi com muita coragem, com muito heroísmo, que os santos mártires desprezaram as promessas, as blandícias e ameaças do mundo. Com que serenidade foram ao encontro da morte! Que luta gloriosa não sustentaram! Luta não há mais para eles. Agora gozam de perfeita paz, em união íntima com Jesus, de cuja glória participam. Também nós, havemos de combater para alcançar a coroa eterna. Vivemos num mundo cheio de perigos e tentações. A alma acha-se constantemente envolta nas tempestades de paixões revoltadas. Maus exemplos pululam e as inclinações do coração são sempre dirigidas para o mal. Resistir a tudo isto requer força de vontade, combate resoluto, sem tréguas. Roguemos a Deus para que essa virtude seja nossa companheira inseparável; testemunhemos nosso amor a Deus por palavras e obras. Assim, viveremos na fé e pela fé, certos de que seremos felizes aqui e na eternidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabedoria&lt;br /&gt;O sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento da sabedoria eterna de Deus, Criador de todas as coisas que distribui seus dons conforme seus desígnios. Para alcançarmos a vida eterna devemos nos aliar a uma vida santa, de perfeito acordo com os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nisto reside a verdadeira sabedoria que, aliás, não é um dom que brota de baixo para cima, jamais será alcançada por esforço próprio. É um dom que vem do alto e flui através do Espírito Santo que rege a Igreja de Deus sobre a terra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ciência&lt;br /&gt;Todo o saber vem de Deus. Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus é que pertence esta glória, a Deus, que é o doador de todos os bens. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conselho&lt;br /&gt;Hoje, mais do que nunca está em foco a educação da mocidade e todos reconhecem também a importância do ensino para a perfeita formação da criança. As dificuldades internas e externas, materiais e morais, muitas vezes passam pelo dom do Conselho, sem disto nos apercebermos. É uma responsabilidade, portanto, cumprir a vontade de Deus que destinou o homem para fins superiores, para a santidade. Para que possamos auxiliar o próximo com pureza e sinceridade de coração, devemos pedir a Deus este precioso dom, com o qual O glorificaremos aos mostrarmos ao irmão as lições temporais que levam ao caminho da salvação. É sob a influência deste ideal que a mãe ensina o filhinho a rezar, a praticar os primeiros atos das virtudes cristãs, da caridade, da obediência, da penitência, do amor ao próximo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Entendimento&lt;br /&gt;Há pessoas que, mesmo sem entender os preceitos da Igreja, permanecem fiéis aos seus ensinamentos; possuem o sabor pelas coisas de Deus e mesmo ignorando o vasto significado da liturgia, dos dogmas, das orações, dão testemunho de intensa devoção e piedade. Estão repletos de sabedoria, mas falta-lhes o entendimento, que resume-se na busca pela compreensão das coisas de Deus no seu sentido mais profundo. Portanto, Sabedoria não é consequência do Entendimento, ou vice-versa. Roguemos ao Senhor que nos conceda o Entendimento, perfeito complemento da Sabedoria. Por serem distintamente preciosos, nos fazem aproximar de Deus com todas as nossas forças, com toda a nossa devoção e inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Piedade&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, considerando a população mundial, há poucas, muito poucas pessoas que acham prazer em serem devotas e piedosas; as poucas que o são, tornam-se geralmente alvo de desprezo ou escárnio de pessoas que tem outra compreensão da vida. Realmente, é grande a diferença que há entre um e outro modo de viver. Resta saber qual dos dois satisfaz mais à alma, qual dos dois mais consolo lhe dá na hora da morte, qual dos dois mais agrada a Deus. Não é difícil acertar a solução do problema. Num mundo materialista e distante de Deus, peçamos a graça da piedade, para que sejamos fervorosos no cumprimento das escrituras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Temor de Deus&lt;br /&gt;Teme a Deus quem procura praticar os seus mandamentos com sinceridade de coração. Como nos diz as Escritura, devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus, e o resto nos será dado por acréscimo. O mundo muitas vezes sufoca e obscurece o coração. Todas as vezes que transigências fizemos às tentações, com certeza desprezamos a Deus Nosso Senhor. Quantas vezes preferimos a causa dos bens miseráveis deste mundo e esquecemo-nos de Deus! Quantas vezes tememos mais a justiça dos homens do que a justiça de Deus! Santo Anastácio a este respeito dizia: "A quem devo temer mais, a um homem mortal ou a Deus, por quem foram criadas todas as coisas?". Não esqueçamos, portanto, de pedir ao Deus Espírito Santo a graça de estarmos em sintonia diária com os preceitos do Criador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte:cot.org.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-2732591845129114839?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/2732591845129114839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=2732591845129114839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2732591845129114839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2732591845129114839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/os-sete-dons-do-esprito-santo.html' title='Os Sete dons do Espírito Santo'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMJ9uE90GyI/AAAAAAAAAMI/j-W19tXkV_k/s72-c/1671246-small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-6899049108792667566</id><published>2008-09-05T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T06:56:51.283-07:00</updated><title type='text'>Lectio Divina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKMEe92syI/AAAAAAAAAMg/B_etEJ_BJI8/s1600-h/1200875574.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242906924872545058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKMEe92syI/AAAAAAAAAMg/B_etEJ_BJI8/s400/1200875574.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Concílio Vaticano II, em seu decreto Dei Verbum 25, ratificou e promoveu com todo o peso de sua autoridade, a restauração da "Lectio Divina", que teve um período de esquecimento por vários séculos na Igreja. O Concílio exorta igualmente, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos, especialmente aos religiosos, que, pela frequente leitura das divinas Escrituras, alcancem esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,8). Porquanto "ignorar as Escrituras é ignorar Cristo" (São Jerônimo, Comm. in Is., prol.).)&lt;br /&gt;"Lectio Divina" - (Bíblia Sagrada, - basicamente os Salmos e Evangelhos - é a mais indicada para a Lectio Divina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tome o Texto Sagrado com reverência e invoque o Espírito Santo. Pode-se escolher as leituras da Missa do dia, se quiser. Nas Livrarias Vozes e Paulinas existem livrinhos com essas leituras. Leia o Texto, de preferência umas três vezes, devagarinho, saboreando cada palavra. Quando se sentir atraído por determinada palavra, pare, não reflita sobre a palavra, mas mantenha uma posição de Escuta..... Atento ao que o Senhor lhe quiser falar.Não se trata aqui de refletir sobre a Palavra de Deus. Isso poderá ser feito outra hora, com o objetivo de estudá-la, etc.... aqui você se coloca como o Discípulo atento à Palavra do Senhor.&lt;br /&gt;Responda então à essa Palavra com Amor, agradecimento, etc.... O Espírito Santo mesmo lhe guiará nessa oração.... Muitas vezes é aquilo que estamos precisando ouvir mesmo.&lt;br /&gt;2. Por uns 30 minutos pelo menos, escute o Senhor falando com você através do Texto. Responda a essa Fala com amor, no silêncio de seu coração. Quando sentir que não tem mais nada a dizer, fique uns instantes em adoração silenciosa. Termine com um Pai Nosso ou Ave Maria.&lt;br /&gt;Pratique uma vez por dia, se possível. Em breve você verá maravilhas em sua vida!&lt;br /&gt;Ao final, agradeça a Ele pelas luzes e graças recebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Buscai ao Senhor já que Ele se deixa encontrar;invocai-o, já que está perto."(Is. 55,6)&lt;br /&gt;Faze isto e viverás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clareando mais um pouco:&lt;br /&gt;Procure na Leitura e você encontrará na Meditação. Bata à porta da Oração e se lhe abrirá na Contemplação."Pois crescemos no amor de Deus como crescemos em qualquer relacionamento íntimo de amor.... através de um contínuo conhecer, confiar, desejar, entregando nossas defesas, medos e até ao nosso próprio eu, ao Bem-amado. Este contínuo, corresponde aos níveis mais profundos da oração que se incluem no processo da Lectio com suas quatro fases progressivas originando-se na reflexão sobre a palavra escrita, fluindo para a oração espontânea e finalmente quedando-se frente a uma silenciosa presença de Deus no amor.&lt;br /&gt;A Lectio Divina é um "processo orgânico" que ocorre num período de tempo, tanto no microcosmo de um simples período de oração, quanto no macrocosmo de de uma vida inteira de engajamento com Deus, na oração, vivida num estado de fidelidade a esse amor.(Thelma Hall, r.c., "Too Deep for Words") traduzido da lista Lectio Divina, com permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começamos nossa prática da Lectio, juntamente com a Oração Centrante, poderíamos considerar separar uns 50 minutos durante o dia para combinar as duas práticas, deixando um segundo período de OC para mais tarde, ou mais cedo, dependendo de sua escolha... Seria bom lembrar que aqui estamos estabelecendo nossas prioridades e estas podem ser vistas como contra-cultural, o que pode ser um desafio! Um período de 20 minutos de Oração Centrante, desembocando na Lectio Divina é um modelo que pode funcionar bem para uns. Outro modelo para aqueles que sentem um apelo para a LD apenas, seria separar uns 30 minutos cada dia, começando com um período de silêncio de pelo menos 3-5 minutos.Para marcarmos o tempo que destinamos à nossa oração, bom será se providenciarmos um "timer" ou alguma outra forma de sermos alertados para o término. Gravar uma música suave, seguidos de vinte minutos de silêncio, mais outra música suave para nos ajudar a sair suavemente desse colóquio com Deus, muito nos ajudará.&lt;br /&gt;Aqui vão algumas diretrizes para a prática e lembre-se são apenas diretrizes.... cada um de nós vai ter que descobrir o que funciona melhor para si e estar atento às próprias resistências.&lt;br /&gt;1. O Vestíbulo&lt;br /&gt;Ajuda muito se antes da prática você encontrar/preparar um lugar tranquilo, um lugar "sagrado" onde será menos provável que ocorram distrações. Talvez você possa preparar um pequeno altar, uma lâmpada ou vela acesa, uma lembrança simbólica da luz de Cristo dentro de nós e entre nós. Sua Bíblia Sagrada ou texto sagrado que você escolheu bem próximos, de modo que tudo esteja facilmente à mão.&lt;br /&gt;2. Música&lt;br /&gt;Se você deseja música, isto pode ser feito antes da Oração. É recomendável que a Lectio Divina seja experimentada no silêncio. Desse modo se evita ser distraído por palavras, melodias e outras emoções que frequentemente ocorrem quando se ouve música. A música litúrgica é um meio maravilhoso para nos elevar a Deus, mas nesse momento receptivo ela pode se tornar uma distração para aquilo que o Bem-amado possa desejar comunicar a nós em profundidade. Então use seu bom senso e julgamento nisso também.&lt;br /&gt;3. Aconselho a que se permaneça com o texto escolhido para o dia. Isto nos ajuda a focalizar e crescer na prática de estarmos presentes a um limite textual definido no momento. No futuro se mostrará mais útil que ficar pulando de um texto para outro.&lt;br /&gt;4. Quando aparentemente nada lhe disser alguma coisa em termos de inspiração divina e consolação, quando tudo isso lhe parecer aborrecido, lembre-se que o "compromisso" faz parte da prática e permanecer com a prática nesse momento sobrepuja os "bons e prazeirosos" sentimentos que tanto desejamos. Haverá tempos de aridez e possivelmente de confitos interiores à medida que nos aprofundamos nessa prática da Lectio Divina. O Espírito de Deus nos desafia do mesmo modo que nos conforta. Tempos de aridez são necessários e nos ajudam a nos mover no sentido de níveis mais profundos de maturidade e profundidade.Rezemos uns pelos outros, pela nossa completude no Senhor, e por paciência com nossa fragilidade humana.&lt;br /&gt;(Sharon K. Cooper - Lectio Divina List owner)traduzido com permissão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São João da Cruz parafraseando versículo do Evangelho de Lucas (11:9), nos dá um esboço dos quatro passos da Lectio Divina:&lt;br /&gt;Procure na Leitura e você encontrará na Meditação. Bata à porta da Oração e se lhe abrirá na Contemplação.&lt;br /&gt;... A experiência desse movimento não é programada ou uma progressão automática 1-2-3-4....A Oração é sempre uma graça, um dom. Lectio é uma tentativa de não fabricá-la mas de nos capacitar a responder a esse dom desde o primeiro "convite" e a nos dispormos ao seu desenvolvimento. Não podemos trazer nenhum roteiro pessoal para o processo.&lt;br /&gt;1. Leitura: Lectio&lt;br /&gt;Aquiete o corpo e a mente. Escolha um texto... preferivelmente curto.... leia-o lentamente, ouvindo interiormente, com toda atenção ao mesmo. Personalize as palavras como se Deus as dissesse para você, agora.&lt;br /&gt;2. Meditação.&lt;br /&gt;Responda, como se recebesse a leitura num nível mais profundo. Movimente-se nesse texto na fé, como se morasse nele, com a imaginação e o intelecto. Deixe o texto agir em você.&lt;br /&gt;3. Oração&lt;br /&gt;Agora não se trata de "fazer algo" mas acontece um movimento espontâneo do coração em resposta ao Espírito que conduz. Na oração , o coração assume o controle, sente saudades e clama por Deus.&lt;br /&gt;4. Contemplação&lt;br /&gt;Nas três outras fases a atividade foi um fator dominante. Ao nos movermos mais profundamente na relação com Deus, Deus assume o controle mais e mais, ao fechar nossas faculdades naturais da razão e imaginação. Experimentamos uma espécie de secura da devoção e do sentimento, uma inabilidade de meditar como antes. Somos conduzidos a uma oração solitária, atenta e amorosa mas obscura, como uma "atenção passiva".&lt;br /&gt;Acolha, sem colocar nenhum obstáculo ao movimento do Espírito. Siga a atração para o silêncio interior e permaneça em atenção amorosa, deixando-se conduzir a essa "escuridão" do amor de Deus. Contemplação é uma nova terra onde tudo antes natural para nós parece ter se virado de cabeça para baixo. Aprendemos uma nova língua..... silêncio.... e uma nova maneira de ser.... não fazer, mas simplesmente ser.... e compreender a aparente ausência de Deus como Presença.(Adaptação de Thelma Halll, r.c.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salmo 118, (parte) do livro "Psalms for Praying" de Nan C. Merryll, ed. Continuum, New York.&lt;br /&gt;(tradução livre por Jandira Pimentel)&lt;br /&gt;"Entrego-me em tuas mãos,que eu viva inteiramente por tua Palavra.&lt;br /&gt;Abra os olhos de meu coração,&lt;br /&gt;que eu veja a benção maravilhosada criação.&lt;br /&gt;Sou um peregrino na terra;&lt;br /&gt;que eu me conheça tambem como umser espiritual!&lt;br /&gt;Minha vida se consome com um desejo intenso de ser abençoada e sustentada por Ti,&lt;br /&gt;Oh Divino Amante!....&lt;br /&gt;Que eu me torne oca como a flauta,&lt;br /&gt;para que possas tocar Tua melo dia através de mim.&lt;br /&gt;Pois desejo sintonizar-me&lt;br /&gt;com a grandecanção do Cosmo,&lt;br /&gt;conhecer a canção do louvor interior!&lt;br /&gt;Que eu possa ouvir a Divina Melodia interna e dar a luz uma estrela dançante....&lt;br /&gt;Tuas mãos e teu amor criaram-me e moldaram-me;dai-me a compreensão para que eupossa viver totalmente em Ti.&lt;br /&gt;Aqueles que vivem com medo e na escuridão,verão como transformaste minha vida.&lt;br /&gt;Eles se alegrarão e deixarão seuscaminhos vazios;&lt;br /&gt;eles encontrarão esperança em tua Palavra.&lt;br /&gt;Que eu sempre dê boas vindas ao Amor e à certeza e ofereça estes dons aqueles que choram e vivem na dúvida.&lt;br /&gt;Que tua misericórdia e compaixãolavem-me...e assegurem-me um coração generoso.&lt;br /&gt;Sim, tua Palavra é uma lâmpada para meus pése uma luz no meu caminho.&lt;br /&gt;Tu me dás força enquanto desço aosantuário interior,para descobrir a verdade lá oculta,para buscar os tesouros do Espírito....&lt;br /&gt;Que eu não me deixe seduzir pelos valores domundo, que eu caminhe na estrada da completude. Que tua face brilhe sobre teu amigo,enquanto me ensinas o Amor....&lt;br /&gt;Oh amigos, voces que têm medo do Amor,Vocês, que vivem na solidão,&lt;br /&gt;Arrombem as fechaduras da porta de seus corações, respirem profundamente a liberdade e o calor da luz do sol.&lt;br /&gt;Nao perambulem mais nas tempestades daignorância e do medo;&lt;br /&gt;pois as algemasda prisão irão desaparecer, assimque vocês entrarem na nova aurora da Luz!Segurem firmemente as mãos da Fé paraque tenham força através dos vales;&lt;br /&gt;Aprendam a confiar no Um,que é sempre sua companhia e guia.&lt;br /&gt;Nao tenham medo do toque do Amor,do Fogo que consome toda escória&lt;br /&gt;Pois o Amor é o grande transformador,queimando caminhos falsos do passado,enchendo o coração com a Luz.&lt;br /&gt;Despertem para a Presença do Amado que vos habita!...&lt;br /&gt;Oh amigos, abram seus corações ao amor divino!&lt;br /&gt;Sintonizem-se com o Hóspede Divinodentro de seu ser!&lt;br /&gt;Porque quando se conhece a&lt;br /&gt;Fonte do Amor de sua vida,&lt;br /&gt;ela flui através de voce e se irradia para fora;&lt;br /&gt;A Harmonia entra em sua vida,&lt;br /&gt;Vê-se com novos olhos..."**&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-6899049108792667566?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/6899049108792667566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=6899049108792667566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6899049108792667566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6899049108792667566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/lectio-divina.html' title='Lectio Divina'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMKMEe92syI/AAAAAAAAAMg/B_etEJ_BJI8/s72-c/1200875574.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-2163795326295776597</id><published>2008-09-05T15:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T15:09:08.163-07:00</updated><title type='text'>Maria do Egito Nossa Mãe!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGt6nAmf4I/AAAAAAAAAMA/i5X2AEf8yxw/s1600-h/theotokos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242662663651491714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGt6nAmf4I/AAAAAAAAAMA/i5X2AEf8yxw/s400/theotokos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ditos dos Padres do Deserto&lt;br /&gt;Tradução: &lt;a href="mailto:padresdodeserto@yahoo.com.br"&gt;Jandira S. Pimentel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqueles a quem os Padres do Deserto servem de modelo, encontrarão ajuda no aprofundamento de sua experiência de Deus. Há muitas milhas solitárias que separam o início da corrida até a linha de chegada. Mas é na chegada que os anjos aguardam para nos animar. Também lá, os monges do deserto nos esperam. Nos escritos que deixaram para trás, encontramos a sabedoria que nos auxilia na estrada, aqui e agora. Esta sabedoria sobreviveu através dos séculos, esperando como um oásis no deserto para refrescar a todos aqueles que buscarão a espiritualidade, que tem seu preço. (Dan Nicholas, traduziu: Jandira)&lt;br /&gt;Perguntaram ao Pai Ammonas: "Qual é o caminho estreito e apertado?" (Mt. 7,14). Ele respondeu: O caminho estreito e apertado é este, controlar seus pensamentos e despojar-se de sua própria vontade por amor de Deus. Também isto é o significado da sentença: "Senhor, eis que deixamos tudo e te seguimos." (Mt 19, 27)&lt;br /&gt;Diziam dele que havia como que uma depressão escavada em seu peito, pelas lágrimas que caíram de seus olhos durante toda sua vida, enquanto ele fazia seu trabalho manual. Quando Pai Poemen viu que ele estava morto, disse chorando: "verdadeiramente você é abençoado, Pai Arsenius, pois você chorou por si mesmo nesse mundo! Quem não chora por si mesmo aqui embaixo, chorará eternamente então; por isso é impossível não chorar, voluntariamente ou quando obrigado pelo sofrimento”. (i.e. o sofrimento derradeiro no inferno).&lt;br /&gt;Também era dito dele (Pai Arsenius) que nas noites de sábado, preparando-se para a glória do domingo, ele virava-se de costas para o sol e elevava suas mãos em oração em direção ao céu, até que o sol novamente brilhasse em sua face. Então ele se sentava.&lt;br /&gt;Dizia-se do Pai Ammoes que quando ele ia à igreja, não permitia que seu discípulo caminhasse ao seu lado mas a uma certa distância; e se esse último viesse lhe perguntar sobre seus pensamentos, ele se afastava dele logo após responder-lhe, "é por receio que, após tão edificantes palavras, sobrevenham conversas irrelevantes, que eu não permito que caminhes comigo."&lt;br /&gt;Foi dito de Pai Ammoes, que ele possuía cinqüenta medidas de trigo para seu uso e as colocara para fora, ao sol. Antes que elas estivessem devidamente secas, ele viu algo naquele lugar que lhe pareceu perigoso, então disse aos seus empregados, "vamo-nos embora desse lugar". Porém, eles pareceram aflitos com isso. Vendo seu desalento ele lhes disse, " é por causa dos pães que vocês estão tão tristes? Na verdade, tenho visto monges fugindo, deixando suas celas lavadas e também seus pergaminhos e eles nem fecharam as janelas, mas deixaram-nas abertas.&lt;br /&gt;Pai Abraão disse de um homem de Scete que era um escriba e não comia pão. Um irmão veio a ele para copiar um livro. O velho homem cujo espírito estava absorto em contemplação, escreveu, porém omitindo algumas frases e sem pontuação. O irmão, tomando o livro e desejando pontuá-lo, notou que faltavam palavras. Então disse ao ancião, "Pai, faltam algumas palavras." O ancião disse a ele, "Vá e pratique primeiro o que está escrito, depois volte e eu escreverei o restante."&lt;br /&gt;Havia nas celas um velho homem chamado Apollo. Se aparecia alguém chamando-o para ajudar em alguma tarefa, ele ia alegremente, dizendo, "Vou trabalhar com Cristo hoje, pela salvação de minha alma, pois esta é a recompensa que Ele dá."&lt;br /&gt;Pai Doulas, discípulo de Pai Bessarion disse, "Um dia, quando estávamos caminhando ao longo da praia, eu estava sedento e disse ao Pai Bessarion, "Pai, estou com sede." Ele rezou e disse-me, "Beba um pouco da água do mar." A água estava doce e eu bebi. Cheguei a pegar um pouco numa garrafa de couro, pois tive medo de ficar sedento mais tarde. Vendo isto, o velho homem perguntou-me porque eu estava levando água. Eu disse a ele, "perdoe-me, é por medo de ficar com sede mais tarde." E o ancião disse: "Deus está aqui, Deus está em todo lugar."&lt;br /&gt;Um irmão perguntou ao Pai Poemen desta maneira: "meus pensamentos me atormentam, fazendo com que eu deixe de lado meus pecados e me preocupe com as faltas de meus irmãos." O ancião contou-lhe a seguinte estória sobre Pai Dioscurus (o monge): "na sua cela ele chorava por si mesmo, enquanto seu discípulo se sentava eu outra cela. Quando este último veio ver o ancião perguntou-lhe, "pai, por que choras?" "Estou chorando pelos meus pecados, respondeu-lhe o velho homem. Ao que o discípulo disse, "você não tem nenhum pecado, Pai." O ancião replicou, "É verdade, meu filho, se eu pudesse ver meus pecados, três ou quatro homens não seriam suficientes para chorar por eles."&lt;br /&gt;Isto é o que disse Pai Daniel, o Faranita: "Nosso Pai Arsenius nos contou sobre um habitante de Scetis, de vida digna e fé simples; pela sua ingenuidade, ele foi enganado e disse, "O pão que recebemos não é verdadeiramente o Corpo de Cristo, mas um símbolo. Dois anciãos souberam que ele dissera aquilo, conhecendo seu modo de vida correto acreditaram que ele não falara por malícia, mas por simplicidade. Então, vieram a ele e disseram: "Pai, ouvimos da parte de alguém uma proposição contrária à fé, que disse que o pão que recebemos não é verdadeiramente o corpo de Cristo, mas um símbolo. O ancião disse, "fui eu quem disse isso." Então os outros dois o exortaram dizendo, "não mantenha essa crença, Pai, mas aquela em conformidade com o que a igreja Católica nos deu. Acreditamos, de nossa parte, que o pão por si mesmo é o Corpo de Cristo, como no início, Deus formou o homem à sua imagem, tomando do pó da terra, sem que ninguém possa dizer que ele não é a imagem de Deus, mesmo que não pareça. Do mesmo modo, com o pão do qual ele disse, "este é meu corpo", assim nós cremos que é verdadeiramente o Corpo de Cristo. O ancião disse-lhes, "Enquanto eu não for convencido pela coisa em si, não estarei completamente convicto." Então eles disseram, "Vamos rezar a Deus sobre este mistério por toda a semana e acreditamos que Deus vai nos revelar isto." O ancião ouviu isso com alegria e rezou nessas palavras, "Senhor, vós sabeis que não é por malícia que eu não creio, e, de maneira que eu não erre por ignorância, revele isto a mim, Senhor Jesus Cristo." Os dois homens voltaram a suas celas e rezaram também a Deus, dizendo, "Senhor Jesus Cristo, revele esse mistério a esse homem de modo que ele creia e não perca sua recompensa." Deus ouviu suas preces. Ao final da semana eles vieram à igreja no domingo e se sentaram todos os três no mesmo tapete, o ancião no meio. Em seguida seus olhos se abriram e quando o pão foi colocado na mesa sagrada, aparecia-lhes uma criança pequena, sozinha. E quando o sacerdote estendeu a mão para partir o pão, viram um anjo descer do céu com uma espada e servir o sangue da criança no cálice. Quando o padre partiu o pão em pedacinhos, o anjo também cortou a criança em pedaços. Quando se aproximaram para receber os sagrados elementos o ancião sozinho recebeu um pedaço da carne sangrenta. Vendo isto, ficou com medo e gritou, "Senhor, eu creio que isto é vosso corpo e este cálice vosso sangue." Imediatamente a carne que ele segurava em suas mãos se tornou pão, de acordo com o mistério e ele o tomou dando graças a Deus. Em seguida os dois homens lhe disseram, "Deus conhece a natureza humana e sabe que o homem não pode comer carne crua e é por isso que ele mudou seu corpo em pão e seu sangue em vinho, para aqueles que o recebem na fé. "Em seguida, deram graças a Deus pelo ancião, porque Ele não permitiu que o mesmo perdesse a recompensa pelo seu trabalho. Então, todos três retornaram com alegria para suas celas."&lt;br /&gt;Dizia-se que Pai Helladius passou vinte anos em sua cela, sem sequer elevar os olhos para ver o telhado da Igreja.&lt;br /&gt;Pai Epifânio acrescentou: "Um homem que recebe algo de outro por causa de sua pobreza ou sua necessidade tem aí sua recompensa e porque ele se envergonha, quando ele paga, ele o faz em segredo. Mas o oposto faz Deus; Ele recebe em segredo, mas paga na presença dos anjos, dos arcanjos e dos justos."&lt;br /&gt;Era dito do Pai Agathon que alguns monges vieram procurá-lo, tendo ouvido falar de seu grande discernimento. Desejando ver se ele perdia a paciência disseram-lhe, "você não é aquele do qual dizem ser um grande fornicador e um homem orgulhoso?" "Sim, é verdade", ele respondeu. Eles continuaram, "você não é aquele Agathon que está sempre dizendo bobagens?", "Sou eu". Novamente, ele disseram, "Você não é Agathon, o herético?" Ao que ele replicou, "Eu não sou um herético." Então eles perguntaram-lhe, "diga-nos, porque você aceitou tudo que atiramos sobre você, mas repudiou este último insulto." Ele replicou. "As primeiras acusações tomei para mim, pois é bom para minha alma. Mas heresia é separação de Deus. Vejam, eu nada tenho para ser separado de Deus." A este dito, eles ficaram surpresos pelo seu discernimento e retornaram, edificados.&lt;br /&gt;Pai Evágrio disse, "Retirem-se as tentações e ninguém será salvo."&lt;br /&gt;Um irmão egípcio veio ao Pai Zeno, na Síria, e se acusou diante do ancião sobre suas tentações. Cheio de admiração Zeno disse, "Os egípcios escondem as virtudes que possuem e acusam-se sem cessar de faltas que eles não tem, enquanto que os sírios e gregos fingem ter virtudes que não possuem e escondem as faltas das quais são culpados."&lt;br /&gt;Numa vila, dizia-se que havia um homem que jejuava tanto que era chamado de "o jejuador". Pai Zeno ouviu falar dele e mandou chamá-lo. Ele veio alegremente. Rezaram e se sentaram. O ancião começou a trabalhar em silêncio. Não conseguindo falar com Pai Zeno, o jejuador começou a se aborrecer. Então ele disse a Pai Zeno, "reze por mim, Pai, porque desejo ir." O ancião perguntou, "por que?" O outro retrucou, "porque meu coração está como se estivesse em fogo e eu não sei o que pode ser isso. Pois em verdade, quando eu estava na vila e jejuava até a noite, nada disso me acontecia." O velho homem lhe disse, "na vila você alimentava-se através de seus ouvidos. Mas vá embora e de agora em diante coma pela nona hora e o que quer que faças, faça-o em segredo." Tão logo ele começou a seguir o conselho, o jejuador achou difícil esperar até a nona hora. E aqueles que o conheceram diziam, "o jejuador está possuído pelo diabo." Então ele foi contar isso ao ancião que disse a ele, "este caminho está de acordo com Deus".&lt;br /&gt;Um dia Pai Moses disse ao irmão Zacharias, "diga-me o que devo fazer?" A estas palavras o último jogou-se no chão aos pés do ancião e disse: "você está me perguntando, Pai?" O velho homem disse a ele "Creia-me, Zacharias, meu filho, eu vi o Espírito Santo descer sobre você e desde então sinto-me inclinado a lhe perguntar." Então Zacharias arrancou o gorro de sua cabeça, jogou-o ao chão e pisoteou-o, dizendo, "O homem que não se deixa tratar assim não pode se tornar um monge."&lt;br /&gt;Pai Zeno disse, "se um homem deseja ser ouvido por Deus rapidamente, antes de rezar por qualquer coisa, mesmo por sua própria alma, quando se elevar e estender suas mãos em direção a Deus, deve rezar de todo coração por seus inimigos. Através dessa ação Deus atenderá qualquer coisa que ele pedir."&lt;br /&gt;Pai Gerontius de Petra disse que muitos, tentados pelos prazeres do corpo, cometiam fornicação, não em seus corpos mas em seus espíritos e enquanto preservavam a virgindade do corpo, cometiam a prostituição em suas almas. "então, é bom, meus bem-amados, fazer o que está escrito e cada um guardar seu próprio coração com todo cuidado possível." (Prov. 4,23)&lt;br /&gt;Um dia Pai Arsenius consultou um velho monge egípcio sobre seus próprios pensamentos. Alguém notou e disse a ele, "Abba Arsenius, como é que o senhor com uma educação tão aprimorada em Grego e Latim, pergunta a um camponês sobre seus pensamentos?" Ele replicou, "Realmente aprendi Grego e Latim, mas não sei nem ao menos o alfabeto desse camponês."&lt;br /&gt;Pai Elias, o ministro, disse, "O que pode o pecado onde há penitência? E de que adianta o amor onde há orgulho?"&lt;br /&gt;Pai Isaias disse a aqueles que começavam bem, colocando-se sob a direção dos santos Padres, "como a coloração roxa, a primeira tintura nunca se perde." E "do mesmo modo que galhos jovens são facilmente envergados para trás e curvados, também é com os iniciantes que vivem em submissão."&lt;br /&gt;Pai Isaias também contou que houve uma ceia e os irmãos estavam comendo na igreja e falando uns com os outros, o padre de Pelusia os repreendeu com estas palavras, "Irmãos, aquietem-se. Pois vi um irmão comendo com vocês e bebendo tanto quanto vocês e sua oração subia até a presença de Deus como fogo."&lt;br /&gt;Pai Isaias também disse, "quando Deus deseja apiedar-se de uma alma e ela se rebela, não suportando nada e fazendo sua própria vontade, Ele então permite que ela sofra o que não quer, de modo que volte a procurá-Lo novamente."&lt;br /&gt;Pai Theodore disse: "se você é amigo de alguém que cai na tentação da fornicação, ofereça-lhe sua mão, se puder e tire-o disso. Mas se ele cair na heresia e você não puder persuadi-lo de sair dela, saia de sua companhia rapidamente, para evitar que no caso de você demorar, você também seja jogado nesse poço.&lt;br /&gt;Um irmão veio procurar Pai Theodore e começou a conversar com ele sobre coisas que nunca tinha posto em prática. Então o ancião lhe disse, "você ainda não encontrou um navio nem colocou sua carga a bordo e antes mesmo de ter navegado, já regressou à cidade. Faça seu trabalho primeiro, depois atinja a velocidade que você está fazendo agora."&lt;br /&gt;Pai Theodore de Pherme disse: "o homem que permanece de pé quando se arrepende, não guardou o mandamento."&lt;br /&gt;Um irmão disse a Pai Theodore, "desejo cumprir os mandamentos." O velho homem contou-lhe o que Pai Theonas lhe tinha dito: "eu quero encher meu espírito de Deus." Pegando farinha da padaria fez pães que deu aos pobres que lhe pediram; outros lhe pediram mais e ele lhes deu as cestas, em seguida o manto que usava e então, retornou à sua cela com seu dorso cingido por uma capa. Depois ele voltou ao trabalho dizendo a si mesmo, que ainda não tinha cumprido o mandamento de Deus."&lt;br /&gt;O verdadeiro Pai Theophilo, o arcebispo, veio um dia a Scete. Os irmãos que estavam reunidos disseram a Pai Pambo, "fale algo ao arcebispo, de modo que ele fique edificado." O ancião disse a eles, "se ele não estiver edificado pelo meu silêncio, não ficará edificado pela minha fala."&lt;br /&gt;Foi dito de Pai Thedore, que ele foi feito diácono de Scete e recusou exercer o cargo, tendo fugido para muitos lugares por isso. A cada vez, os anciãos o traziam de volta, dizendo, "não deixe seu diaconato." Pai Theodore disse-lhes, "deixem-me rezar a Deus de modo que Ele me diga, com certeza, se eu devo tomar parte na liturgia." Então rezou a Deus desse modo, "se é Tua vontade que eu aceite essa posição, dá-me a certeza disso." Então lhe apareceu uma coluna de fogo, que ia da terra ao céu e uma voz lhe disse, "se você puder se tornar como essa coluna, então seja um diácono." Ao ouvir isso ele decidiu nunca aceitar o encargo. Quando voltou à igreja os irmãos se inclinaram diante dele, dizendo, "se você não quer ser um diácono, pelo menos segure o cálice." Mas ele recusou, dizendo, "se vocês não me deixarem sozinho, deixarei este lugar." Então o deixaram em paz.&lt;br /&gt;Pai Theodore de Scetis disse, "um pensamento me perturba não me deixa livre; embora não seja capaz de levar-me a agir, ele simplesmente me impede de progredir na virtude; mas um homem vigilante o lançaria fora e se levantaria para rezar."&lt;br /&gt;Pai Theodore dizia, "a privação de alimento mortifica o corpo do monge." Pai Anotherold disse, "as vigílias mortificam ainda mais."&lt;br /&gt;Mãe Teodora disse, "vamos nos esforçar para entrar pela porta estreita. Como as árvores que não enfrentaram as tempestades de inverno e não produzem fruto, assim é conosco; esta vida presente é uma tempestade e é através de muitas tribulações e tentações, que podemos obter a herança no reino dos céus."&lt;br /&gt;A mesma Mãe disse que um mestre deveria ser um estranho ao desejo dominação, vanglória e orgulho; ninguém deveria se capaz de enganá-lo pela adulação, nem cegá-lo com presentes, nem conquistá-lo pelo estômago, nem dominá-lo pelo ódio; mas ele deveria ser paciente, gentil e humilde tanto quanto possível; ele deveria ser testado e sem partidarismo, imbuído de responsabilidade e amor pelas almas.&lt;br /&gt;Ela também disse que nenhuma forma de ascetismo, nem vigílias, nem qualquer tipo de sofrimento são capazes de salvar, mas apenas a verdadeira humildade o pode fazer. Havia um anacoreta que tinha o poder de expulsar demônios; e ele lhes perguntou, "o que os faz irem embora?" "é o jejum?" Eles replicaram, "não comemos nem bebemos." "São as vigílias?" Eles responderam, "nunca dormimos." "É a separação do mundo?" "Vivemos nos desertos." "Qual poder os expulsa então?" Eles disseram, "Nada nos pode vencer, além da humildade." "Vocês vêem como a humildade é vitoriosa sobre os demônios?"&lt;br /&gt;Foi dito de Pai John, o Anão que ele se retirou para viver no deserto de Scete com um ancião de Tebas. Seu Pai, pegando um pedaço seco de madeira plantou-o e disse a ele, "molhe-o todos os dias com uma garrafa de água, até que dê fruto." A água ficava muito distante e ele tinha que sair à noite e retornar pela manhã seguinte. Ao final de três anos a madeira reviveu e deu fruto. Então o ancião pegou alguns frutos e levou-os à igreja, dizendo aos irmãos, "peguem e comam o fruto da obediência."&lt;br /&gt;Dizia-se de Pai John, o Anão, que um dia ele disse ao seu irmão mais velho, "gostaria de ser livre de todos os cuidados, como os anjos, que não trabalham, mas prestam culto a Deus incessantemente." Então, ele retirou seu manto e foi para o deserto. Depois de uma semana ele voltou ao seu irmão. Quando bateu à porta ouviu seu irmão dizer, antes de abrir, "quem é você?" Ele disse, "sou John, seu irmão." Ao que o outro retrucou, "John se tornou um anjo e dessa maneira não mais se encontra entre os homens." O outro pediu para entrar, dizendo, "Sou eu." Contudo, seu irmão não o deixou entrar, mas o deixou lá fora, aflito, até de manhã. Então, abrindo a porta, disse-lhe, "você é um homem e deve novamente trabalhar para poder comer." Então John se prostrou diante dele, dizendo, "perdoe-me."&lt;br /&gt;Um dia, quando ele estava sentado em frente à igreja, os irmãos foram consultá-lo sobre seus pensamentos. Um dos anciãos viu e tornando-se presa do ciúme disse a ele, "John, seu vaso está cheio de veneno." Pai John respondeu-lhe, "Isto é bem verdade, Pai; e você disse isso vendo apenas o lado de fora, mas se fosse capaz de ver o interior também, o que diria, então?"&lt;br /&gt;Alguns irmãos vieram um dia para testá-lo, para ver se ele deixaria seus pensamentos se dissiparem e falasse das coisas desse mundo. Disseram-lhe então, "damos graças a Deus, pois este ano tem chovido muito e as palmeiras puderam beber e suas folhas cresceram e os irmãos encontraram trabalho manual." Pai John disse-lhes, "Então, é quando o Espírito Santo desce aos corações dos homens, eles se renovam e produzem folhas por temor a Deus."&lt;br /&gt;Era dito de Pai John, o Anão, que um dia ele estava tecendo corda para duas cestas, mas sem perceber, ele fez apenas uma, até que chegasse ao teto, pois seu espírito estava absorto em contemplação.&lt;br /&gt;Pai John disse, "sou como um homem sentado debaixo de uma grande árvore, que vê bestas selvagens e serpentes, vindo contra ele em grande número. Quando não pode mais, ele corre e sobe na árvore e se salva. É a mesma coisa comigo; sento-me em minha cela e estou consciente de pensamentos maus vindo contra mim e quando não tenho mais forças contra eles, busco refúgio em Deus pela oração e sou salvo do inimigo."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse de Pai John, o Anão, que ele tinha rezado a Deus para que retirasse para longe dele as paixões, de modo que ele ficasse livre de preocupações. Então ele foi contar ao ancião isto; "encontro-me em paz, sem nenhum inimigo". O ancião lhe disse, "vá, implore a Deus que lhe envie as lutas de modo que você recupere a aflição e humildade que você possuía, pois é pela luta que as almas progridem." Então, ele implorou a Deus e quando as batalhas vieram ele não mais rezou que elas fossem afastadas, mas disse, "Senhor, dai-me força para a luta."&lt;br /&gt;Pai John disse, "pusemos a carga leve de um lado, que é a auto-acusação, e nos carregamos com um grande peso que é a auto-justificação."&lt;br /&gt;Ele também disse, "humildade e temor de Deus estão acima de todas as virtudes."&lt;br /&gt;Pai John deu este conselho, "vigiar significa sentar-se na cela e estar sempre presente a Deus. Isto é o que significa o dizer, "eu vigiava e Deus veio até mim."&lt;br /&gt;Um dos Padres disse dele, "quem é esse John, que pela sua humildade tem toda cidade de Scete pendurada no seu dedo mínimo?"&lt;br /&gt;Pai John, o Anão, disse, "havia um homem muito espiritual que vivia uma vida reclusa. Ele era muito considerado na cidade e gozava de grande reputação. Disseram-lhe que um ancião, à beira da morte o chamava para abraçá-lo antes de adormecer. Ele pensou consigo, se eu for com a luz do dia, homens acorrerão atrás de mim, dando-me grande honra e não ficarei em paz com tudo isso. Então, irei à noite, na escuridão e passarei despercebido. Mas vejam só, dois anjos foram enviados por Deus com luzeiros para dar-lhe luz. Então a cidade inteira veio para fora para ver sua glória. Quanto mais ele desejava correr da glória, mais glorificado ele era. Nisso se cumpriu o que está escrito: "aquele que se humilha será exaltado." (Lc 14,11)&lt;br /&gt;Pai John, o Anão, disse, "uma casa não é construída do topo para baixo. Deve-se começar com a fundação para alcançar o topo. Eles lhe disseram, "o que isso significa?" Ele respondeu, "a fundação é nosso próximo, a quem devemos ganhar, e este é o lugar para começar. Pois todos os mandamentos de Cristo dependem desse um."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse que Pai John teria dito que os santos são como um grupo de árvores, cada uma produzindo um fruto diferente, mas irrigadas com a mesma fonte. As práticas de um santo diferem das do outro, mas é o mesmo Espírito que trabalha em todos eles.&lt;br /&gt;Pai John disse ao seu irmão, "mesmo que sejamos completamente desprezados aos olhos dos homens, alegremo-nos, pois somos honrados aos olhos de Deus."&lt;br /&gt;O ancião, (Pai John, o Anão), disse, "vocês sabem que o primeiro sopro do demônio sobre Jó, foi através de suas possessões; e aquele viu que não o pôde afligir nem o separar de Deus. Com o segundo sopro, ele tocou sua carne, mas também nisso, o bravo atleta não pecou por palavra alguma que viesse de sua boca. De fato, ele tinha dentro do seu coração aquilo que é de Deus e recorria àquela fonte incessantemente."&lt;br /&gt;Um ancião veio à cela de Pai John e encontrou-o adormecido com um anjo por detrás dele, abanando-o. Vendo isto ele se retirou. Quando Pai John se levantou, ele disse ao seu discípulo, "veio alguém enquanto eu estava dormindo?" Ele retrucou, "sim, um ancião." Então, Pai John soube que esse ancião era seu igual e que ele tinha visto o anjo.&lt;br /&gt;Pai Isidore disse, "quando eu era mais jovem e permanecia em minha cela eu não punha limites à oração; a noite era para mim tempo de oração tanto quanto o dia."&lt;br /&gt;Pai Isidore foi um dia ver Pai Theophilus, arcebispo de Alexandria e quando retornou a Scetis, os irmãos perguntaram a ele, "o que há de novo na cidade?" Mas ele lhes disse, "verdadeiramente irmãos, não vi a face de ninguém, exceto a do arcebispo." Ouvindo isso ficaram muito ansiosos e disseram, "houve algum desastre lá então, Pai?" Ele disse, "Não, de modo algum, mas o pensamento de olhar para quem quer que fosse não me atraiu." A essas palavras eles se encheram de admiração e se fortaleceram em sua intenção de guardarem seus olhos de toda distração."&lt;br /&gt;Pai Isidore de Pelusia disse, "prezem as virtudes e não sejam escravos da glória; pois as primeiras são imortais enquanto que as últimas logo se desvanecem."&lt;br /&gt;Ele também disse, "as alturas da humildade são grandes e também as profundezas da vanglória; aconselho-os a atenderem à primeira e não caírem na segunda."&lt;br /&gt;Pai Lot foi ver Pai Joseph e lhe disse, "Pai, tanto quanto posso, rezo um pouco meu Ofício, jejuo um pouco, rezo, medito, vivo em paz e tanto quanto posso, purifico meus pensamentos. Que mais posso fazer?'" O ancião levantou-se, estendeu suas mãos em direção ao céu. Seus dedos eram como dez lâmpadas de fogo e então disse-lhe, "por que não tornar-se o próprio fogo, então?&lt;br /&gt;Pai James disse, "tal como uma lâmpada ilumina um quarto escuro, o temor de Deus quando penetra o coração de um homem, o ilumina, ensinando-lhe todas as virtudes e mandamentos de Deus."&lt;br /&gt;E acrescentou: "não precisamos apenas de palavras, pois no momento presente existem muitas palavras entre os homens, mas precisamos de atos, pois isto é o necessário e não apenas palavras que não produzem fruto."&lt;br /&gt;Pai John das Celas nos contou esta estória: "havia no Egito uma bela cortesã, muito rica , a quem muitos nobres e poderosos acorriam. Um dia, estando ela perto de uma igreja desejou entrar. O subdiácono, que estava às portas não o permitiu, dizendo, "você não é digna de entrar na casa de Deus, pois está impura." O bispo, ouvindo o barulho de sua discussão veio para fora. Então a cortesã lhe disse, "ele não me deixa entrar na igreja." E o bispo também disse a ela, "você não pode entrar pois você não está pura." Ela ficou tomada de arrependimento e disse a ele, "então, não mais cometerei fornicação." O bispo respondeu-lhe, "se você trouxer suas riquezas aqui, acreditarei que você não mais cometerá fornicação." Ela trouxe toda sua fortuna e o bispo ateando fogo, queimou-a completamente. Então ela entrou na igreja, chorando e dizendo, "se isto aconteceu comigo aqui embaixo, o que sofreria depois, lá em cima?" Então se converteu e se tornou um vaso de eleição.&lt;br /&gt;Pai Isidore, o sacerdote, disse "se você jejua regularmente, não se encha de orgulho, mas se você se vangloria por causa disso, então é melhor que coma carne. É melhor para um homem comer carne do que se inflar com orgulho e gloriar-se de si mesmo.&lt;br /&gt;Conta-se de Pai John, o persa, que quando alguns malfeitores vieram a ele, ele pegou uma bacia e desejou lavar-lhes os pés. Mas eles se encheram de confusão e começaram a fazer penitência.&lt;br /&gt;Da Palestina, Pai Hilarion foi à montanha onde estava Pai Anthony. Pai Antony disse-lhe, "você é bem-vindo, tocha que acorda o dia." Pai Hilarion retrucou, "paz a você, pilar da luz, dando luz ao mundo."&lt;br /&gt;Os santos Padres estavam fazendo previsões sobre as últimas gerações. Eles disseram. "O que fizemos?" Um deles, o grande Pai Ischyrion, replicou, "nós cumprimos os mandamentos de Deus." Os outros replicaram, "e aqueles que vierem depois de nós, o que farão?" Ele disse, "eles lutarão para conseguir a metade do que conseguimos." Então disseram, "e aqueles que virão após estes, o que lhes sucederá?" Ele disse, "OS HOMENS DESSA GERAÇÃO NÃO REALIZARÃO NENHUMA OBRA E A TENTAÇÃO CAIRÁ SOBRE ELES; E AQUELES QUE FOREM ACHADOS DIGNOS, NAQUELE DIA, SERÃO MAIORES ATÉ MESMO DO QUE NÓS E NOSSOS PAIS."&lt;br /&gt;Pai Copres disse, "abençoado aquele que sofre aflições com ação de graças."&lt;br /&gt;Um dia, os habitantes de Scete reuniram-se para discutir Melquisedeck e se esqueceram de convidar Pai Copres. Mais tarde o chamaram e perguntaram-lhe sobre aquele assunto. Batendo em sua boca três vezes, ele disse, "infelizmente, para você, Copres! Pois aquilo que Deus manda, você faz, você foi posto de lado e você deseja aprender algo que não lhe foi requerido saber." Quando ouviram estas palavras, os irmãos fugiram para suas celas.&lt;br /&gt;Perguntaram a Pai Cyrus da Alexandria, sobre a tentação da fornicação e ele replicou, "se vocês não pensarem sobre isso, vocês não têm esperança, pois se vocês não estiverem pensando nisso, estão fazendo isso. Quer dizer, aquele que não luta contra o pecado e resiste a ele em seu espírito vai pecar fisicamente. É bem verdade que aquele que está fornicando não está preocupado pensando nisso.&lt;br /&gt;Alguns dos monges que são chamados Euchites, foram a Enaton para ver Pai Lucius. O ancião perguntou-lhes, "qual é o seu trabalho manual?" Replicaram, "não fazemos trabalho manual, pois como o Apóstolo diz, "rezamos incessantemente". O ancião perguntou-lhes se eles comiam e eles responderam que sim. Então ele lhes disse, "quando vocês estão comendo, quem reza então no seu lugar?" Então perguntou-lhes se eles não dormiam e responderam-lhe que sim. E ele lhes falou, "quando vocês dormem quem reza no seu lugar?" Eles não conseguiram encontrar nenhuma resposta para dar-lhe. Ele lhes disse, "perdoem-me mas vocês não agem como falam. Vou lhes mostrar como, enquanto faço meu trabalho manual rezo sem interrupção. Sento-me com Deus, pondo meu junco de molho e trançando minhas cordas e digo, "Deus, tenha compaixão de mim, de acordo com vossa grande bondade e de acordo com vossa infinita misericórdia, livra-me de meus pecados." Então lhes perguntou se isto não era oração e disseram que sim. Então lhes falou, "Então, quando devo passar o dia todo trabalhando e rezando, ganhando treze moedas de dinheiro, mais ou menos, coloco duas moedas fora da porta e pago minha comida com o resto do dinheiro. Aquele que pega as duas moedas reza para mim quando estou comendo e quando estou dormindo; então, pela graça de Deus, eu cumpro o preceito de orar sem cessar."&lt;br /&gt;Contaram que Pai Macarius, o grande, como está escrito, tornou-se um deus sobre a face da terra, pois, assim como Deus protege o mundo, assim também Pai Macarius cobria as faltas que ele via, como se não as visse; e aquelas que ouvia, como se não as ouvisse.&lt;br /&gt;O anjo quando deu as regras do monasticismo a São Pacômio, disse-lhe: "... Ele declarou que no curso do dia, eles devem fazer doze orações , e ao acender as lâmpadas, doze, e nas vigílias noturnas, doze, e pela nona hora, três. Quando forem comer, ele decretou que um salmo seja cantado antes de cada prece." E Pacômio objetou ao anjo que as orações eram muito poucas...&lt;br /&gt;O mesmo Pai Macarius, quando no Egito, descobriu um homem que possuía uma besta de carga ocupada em saquear as provisões de Macarius. Então ele foi ao ladrão como se fosse um estrangeiro e o ajudou a carregar o animal. Despediu-o com grande paz na alma, dizendo, "não trouxemos nada para este mundo, e não podemos levar nada para fora dele." (1Tim, 6,7). "O Senhor deu e o Senhor tirou; louvado seja o nome do Senhor." (Job, 1,21)&lt;br /&gt;Perguntaram a Pai Macarius, "como devemos rezar?" O ancião disse "não é necessário fazer grandes discursos; é suficiente erguer as mãos e dizer, "Senhor, como desejas e como conheces, tenha piedade." E se o conflito crescer, digam, "Senhor, ajuda!" Ele sabe muito bem o que precisamos e Ele nos mostra sua misericórdia."&lt;br /&gt;Um irmão foi ao Pai Matoes e lhe disse, "como se explica que os monges de Scete fazem mais do que as Escrituras pedem, amando seus inimigos mais do que a si mesmos?" Pai Matoes respondeu-lhes, "Eu por mim, ainda não consegui amar aqueles que me amam, como eu me amo a mim mesmo."&lt;br /&gt;Dizia-se de Pai Silvanus que em Scetis ele tinha um discípulo chamado Mark, cuja obediência era grande. Ele era um escriba. O ancião o amava por causa de sua obediência. Ele tinha outros onze discípulos que ficaram magoados porque ele o amava mais que a eles. Quando ficaram sabendo disso, os mais velhos ficaram sentidos e um dia vieram reprovar-lhe sobre isso. Tomando-os consigo, ele foi bater em cada cela, dizendo, "irmão fulano, venha aqui; preciso de você", mas nenhum deles veio imediatamente. Chegando à cela de Mark, ele bateu e disse, "Mark." Ouvindo a voz do ancião, ele pulou imediatamente e o ancião o mandou ir servir e então disse, "Pai, onde estão os outros irmãos?" Então eles foram à cela de Mark e pegaram seu livro e notaram que ele tinha começado a escrever a letra "Omega" ("w") mas quando ele ouviu o ancião, ele não terminou de escrever. Então os anciãos disseram, "verdadeiramente, Pai, aquele que você ama, nós amamos também e Deus também o ama."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse de Pai Nesterius que ele era como a serpente de bronze que Moisés fez para curar o povo; ele possuía toda virtude e sem falar, curava a todos.&lt;br /&gt;Pai Xanthias disse, "o ladrão estava na cruz e ele foi justificado por uma simples palavra; e Judas que era contado no número dos apóstolos perdeu todo seu labor em apenas uma noite e desceu do céu para o inferno. Então, que ninguém se gabe por seus atos bons, pois todos aqueles que confiam em si mesmos, caem."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse, "o início do mal é não ouvir."&lt;br /&gt;Syncletica, Mãe do Deserto, disse: "No começo, há luta e muito trabalho para os que se aproximam de Deus. Mas, depois disso, há uma indescritível alegria. É como acender uma fogueira: no início há muita fumaça e seus olhos lacrimejam, mas depois você consegue o resultado desejado. Assim devemos acender o fogo divino em nós mesmos, com lágrimas e esforço."&lt;br /&gt;Da mesma Mãe: "Há muitos que vivem nas montanhas e se comportam como se estivessem na cidade; e eles estão perdendo seu tempo. É possível ser solitário em sua própria mente, mesmo no meio de uma multidão e é possível para um solitário viver na multidão de seus próprios pensamentos."&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;Material encontrado na Internet&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-2163795326295776597?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/2163795326295776597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=2163795326295776597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2163795326295776597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/2163795326295776597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/maria-do-egito-nossa-me.html' title='Maria do Egito Nossa Mãe!'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGt6nAmf4I/AAAAAAAAAMA/i5X2AEf8yxw/s72-c/theotokos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-1043336781173225343</id><published>2008-09-05T14:56:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T15:02:42.287-07:00</updated><title type='text'>Os Padres do Deserto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGsCwiPPKI/AAAAAAAAAL4/wGSFU3bRsO4/s1600-h/1214578829.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242660604624190626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGsCwiPPKI/AAAAAAAAAL4/wGSFU3bRsO4/s400/1214578829.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ditos dos Padres do Deserto&lt;br /&gt;Tradução: &lt;a href="mailto:padresdodeserto@yahoo.com.br"&gt;Jandira S. Pimentel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqueles a quem os Padres do Deserto servem de modelo, encontrarão ajuda no aprofundamento de sua experiência de Deus. Há muitas milhas solitárias que separam o início da corrida até a linha de chegada. Mas é na chegada que os anjos aguardam para nos animar. Também lá, os monges do deserto nos esperam. Nos escritos que deixaram para trás, encontramos a sabedoria que nos auxilia na estrada, aqui e agora. Esta sabedoria sobreviveu através dos séculos, esperando como um oásis no deserto para refrescar a todos aqueles que buscarão a espiritualidade, que tem seu preço. (Dan Nicholas, traduziu: Jandira)&lt;br /&gt;Perguntaram ao Pai Ammonas: "Qual é o caminho estreito e apertado?" (Mt. 7,14). Ele respondeu: O caminho estreito e apertado é este, controlar seus pensamentos e despojar-se de sua própria vontade por amor de Deus. Também isto é o significado da sentença: "Senhor, eis que deixamos tudo e te seguimos." (Mt 19, 27)&lt;br /&gt;Diziam dele que havia como que uma depressão escavada em seu peito, pelas lágrimas que caíram de seus olhos durante toda sua vida, enquanto ele fazia seu trabalho manual. Quando Pai Poemen viu que ele estava morto, disse chorando: "verdadeiramente você é abençoado, Pai Arsenius, pois você chorou por si mesmo nesse mundo! Quem não chora por si mesmo aqui embaixo, chorará eternamente então; por isso é impossível não chorar, voluntariamente ou quando obrigado pelo sofrimento”. (i.e. o sofrimento derradeiro no inferno).&lt;br /&gt;Também era dito dele (Pai Arsenius) que nas noites de sábado, preparando-se para a glória do domingo, ele virava-se de costas para o sol e elevava suas mãos em oração em direção ao céu, até que o sol novamente brilhasse em sua face. Então ele se sentava.&lt;br /&gt;Dizia-se do Pai Ammoes que quando ele ia à igreja, não permitia que seu discípulo caminhasse ao seu lado mas a uma certa distância; e se esse último viesse lhe perguntar sobre seus pensamentos, ele se afastava dele logo após responder-lhe, "é por receio que, após tão edificantes palavras, sobrevenham conversas irrelevantes, que eu não permito que caminhes comigo."&lt;br /&gt;Foi dito de Pai Ammoes, que ele possuía cinqüenta medidas de trigo para seu uso e as colocara para fora, ao sol. Antes que elas estivessem devidamente secas, ele viu algo naquele lugar que lhe pareceu perigoso, então disse aos seus empregados, "vamo-nos embora desse lugar". Porém, eles pareceram aflitos com isso. Vendo seu desalento ele lhes disse, " é por causa dos pães que vocês estão tão tristes? Na verdade, tenho visto monges fugindo, deixando suas celas lavadas e também seus pergaminhos e eles nem fecharam as janelas, mas deixaram-nas abertas.&lt;br /&gt;Pai Abraão disse de um homem de Scete que era um escriba e não comia pão. Um irmão veio a ele para copiar um livro. O velho homem cujo espírito estava absorto em contemplação, escreveu, porém omitindo algumas frases e sem pontuação. O irmão, tomando o livro e desejando pontuá-lo, notou que faltavam palavras. Então disse ao ancião, "Pai, faltam algumas palavras." O ancião disse a ele, "Vá e pratique primeiro o que está escrito, depois volte e eu escreverei o restante."&lt;br /&gt;Havia nas celas um velho homem chamado Apollo. Se aparecia alguém chamando-o para ajudar em alguma tarefa, ele ia alegremente, dizendo, "Vou trabalhar com Cristo hoje, pela salvação de minha alma, pois esta é a recompensa que Ele dá."&lt;br /&gt;Pai Doulas, discípulo de Pai Bessarion disse, "Um dia, quando estávamos caminhando ao longo da praia, eu estava sedento e disse ao Pai Bessarion, "Pai, estou com sede." Ele rezou e disse-me, "Beba um pouco da água do mar." A água estava doce e eu bebi. Cheguei a pegar um pouco numa garrafa de couro, pois tive medo de ficar sedento mais tarde. Vendo isto, o velho homem perguntou-me porque eu estava levando água. Eu disse a ele, "perdoe-me, é por medo de ficar com sede mais tarde." E o ancião disse: "Deus está aqui, Deus está em todo lugar."&lt;br /&gt;Um irmão perguntou ao Pai Poemen desta maneira: "meus pensamentos me atormentam, fazendo com que eu deixe de lado meus pecados e me preocupe com as faltas de meus irmãos." O ancião contou-lhe a seguinte estória sobre Pai Dioscurus (o monge): "na sua cela ele chorava por si mesmo, enquanto seu discípulo se sentava eu outra cela. Quando este último veio ver o ancião perguntou-lhe, "pai, por que choras?" "Estou chorando pelos meus pecados, respondeu-lhe o velho homem. Ao que o discípulo disse, "você não tem nenhum pecado, Pai." O ancião replicou, "É verdade, meu filho, se eu pudesse ver meus pecados, três ou quatro homens não seriam suficientes para chorar por eles."&lt;br /&gt;Isto é o que disse Pai Daniel, o Faranita: "Nosso Pai Arsenius nos contou sobre um habitante de Scetis, de vida digna e fé simples; pela sua ingenuidade, ele foi enganado e disse, "O pão que recebemos não é verdadeiramente o Corpo de Cristo, mas um símbolo. Dois anciãos souberam que ele dissera aquilo, conhecendo seu modo de vida correto acreditaram que ele não falara por malícia, mas por simplicidade. Então, vieram a ele e disseram: "Pai, ouvimos da parte de alguém uma proposição contrária à fé, que disse que o pão que recebemos não é verdadeiramente o corpo de Cristo, mas um símbolo. O ancião disse, "fui eu quem disse isso." Então os outros dois o exortaram dizendo, "não mantenha essa crença, Pai, mas aquela em conformidade com o que a igreja Católica nos deu. Acreditamos, de nossa parte, que o pão por si mesmo é o Corpo de Cristo, como no início, Deus formou o homem à sua imagem, tomando do pó da terra, sem que ninguém possa dizer que ele não é a imagem de Deus, mesmo que não pareça. Do mesmo modo, com o pão do qual ele disse, "este é meu corpo", assim nós cremos que é verdadeiramente o Corpo de Cristo. O ancião disse-lhes, "Enquanto eu não for convencido pela coisa em si, não estarei completamente convicto." Então eles disseram, "Vamos rezar a Deus sobre este mistério por toda a semana e acreditamos que Deus vai nos revelar isto." O ancião ouviu isso com alegria e rezou nessas palavras, "Senhor, vós sabeis que não é por malícia que eu não creio, e, de maneira que eu não erre por ignorância, revele isto a mim, Senhor Jesus Cristo." Os dois homens voltaram a suas celas e rezaram também a Deus, dizendo, "Senhor Jesus Cristo, revele esse mistério a esse homem de modo que ele creia e não perca sua recompensa." Deus ouviu suas preces. Ao final da semana eles vieram à igreja no domingo e se sentaram todos os três no mesmo tapete, o ancião no meio. Em seguida seus olhos se abriram e quando o pão foi colocado na mesa sagrada, aparecia-lhes uma criança pequena, sozinha. E quando o sacerdote estendeu a mão para partir o pão, viram um anjo descer do céu com uma espada e servir o sangue da criança no cálice. Quando o padre partiu o pão em pedacinhos, o anjo também cortou a criança em pedaços. Quando se aproximaram para receber os sagrados elementos o ancião sozinho recebeu um pedaço da carne sangrenta. Vendo isto, ficou com medo e gritou, "Senhor, eu creio que isto é vosso corpo e este cálice vosso sangue." Imediatamente a carne que ele segurava em suas mãos se tornou pão, de acordo com o mistério e ele o tomou dando graças a Deus. Em seguida os dois homens lhe disseram, "Deus conhece a natureza humana e sabe que o homem não pode comer carne crua e é por isso que ele mudou seu corpo em pão e seu sangue em vinho, para aqueles que o recebem na fé. "Em seguida, deram graças a Deus pelo ancião, porque Ele não permitiu que o mesmo perdesse a recompensa pelo seu trabalho. Então, todos três retornaram com alegria para suas celas."&lt;br /&gt;Dizia-se que Pai Helladius passou vinte anos em sua cela, sem sequer elevar os olhos para ver o telhado da Igreja.&lt;br /&gt;Pai Epifânio acrescentou: "Um homem que recebe algo de outro por causa de sua pobreza ou sua necessidade tem aí sua recompensa e porque ele se envergonha, quando ele paga, ele o faz em segredo. Mas o oposto faz Deus; Ele recebe em segredo, mas paga na presença dos anjos, dos arcanjos e dos justos."&lt;br /&gt;Era dito do Pai Agathon que alguns monges vieram procurá-lo, tendo ouvido falar de seu grande discernimento. Desejando ver se ele perdia a paciência disseram-lhe, "você não é aquele do qual dizem ser um grande fornicador e um homem orgulhoso?" "Sim, é verdade", ele respondeu. Eles continuaram, "você não é aquele Agathon que está sempre dizendo bobagens?", "Sou eu". Novamente, ele disseram, "Você não é Agathon, o herético?" Ao que ele replicou, "Eu não sou um herético." Então eles perguntaram-lhe, "diga-nos, porque você aceitou tudo que atiramos sobre você, mas repudiou este último insulto." Ele replicou. "As primeiras acusações tomei para mim, pois é bom para minha alma. Mas heresia é separação de Deus. Vejam, eu nada tenho para ser separado de Deus." A este dito, eles ficaram surpresos pelo seu discernimento e retornaram, edificados.&lt;br /&gt;Pai Evágrio disse, "Retirem-se as tentações e ninguém será salvo."&lt;br /&gt;Um irmão egípcio veio ao Pai Zeno, na Síria, e se acusou diante do ancião sobre suas tentações. Cheio de admiração Zeno disse, "Os egípcios escondem as virtudes que possuem e acusam-se sem cessar de faltas que eles não tem, enquanto que os sírios e gregos fingem ter virtudes que não possuem e escondem as faltas das quais são culpados."&lt;br /&gt;Numa vila, dizia-se que havia um homem que jejuava tanto que era chamado de "o jejuador". Pai Zeno ouviu falar dele e mandou chamá-lo. Ele veio alegremente. Rezaram e se sentaram. O ancião começou a trabalhar em silêncio. Não conseguindo falar com Pai Zeno, o jejuador começou a se aborrecer. Então ele disse a Pai Zeno, "reze por mim, Pai, porque desejo ir." O ancião perguntou, "por que?" O outro retrucou, "porque meu coração está como se estivesse em fogo e eu não sei o que pode ser isso. Pois em verdade, quando eu estava na vila e jejuava até a noite, nada disso me acontecia." O velho homem lhe disse, "na vila você alimentava-se através de seus ouvidos. Mas vá embora e de agora em diante coma pela nona hora e o que quer que faças, faça-o em segredo." Tão logo ele começou a seguir o conselho, o jejuador achou difícil esperar até a nona hora. E aqueles que o conheceram diziam, "o jejuador está possuído pelo diabo." Então ele foi contar isso ao ancião que disse a ele, "este caminho está de acordo com Deus".&lt;br /&gt;Um dia Pai Moses disse ao irmão Zacharias, "diga-me o que devo fazer?" A estas palavras o último jogou-se no chão aos pés do ancião e disse: "você está me perguntando, Pai?" O velho homem disse a ele "Creia-me, Zacharias, meu filho, eu vi o Espírito Santo descer sobre você e desde então sinto-me inclinado a lhe perguntar." Então Zacharias arrancou o gorro de sua cabeça, jogou-o ao chão e pisoteou-o, dizendo, "O homem que não se deixa tratar assim não pode se tornar um monge."&lt;br /&gt;Pai Zeno disse, "se um homem deseja ser ouvido por Deus rapidamente, antes de rezar por qualquer coisa, mesmo por sua própria alma, quando se elevar e estender suas mãos em direção a Deus, deve rezar de todo coração por seus inimigos. Através dessa ação Deus atenderá qualquer coisa que ele pedir."&lt;br /&gt;Pai Gerontius de Petra disse que muitos, tentados pelos prazeres do corpo, cometiam fornicação, não em seus corpos mas em seus espíritos e enquanto preservavam a virgindade do corpo, cometiam a prostituição em suas almas. "então, é bom, meus bem-amados, fazer o que está escrito e cada um guardar seu próprio coração com todo cuidado possível." (Prov. 4,23)&lt;br /&gt;Um dia Pai Arsenius consultou um velho monge egípcio sobre seus próprios pensamentos. Alguém notou e disse a ele, "Abba Arsenius, como é que o senhor com uma educação tão aprimorada em Grego e Latim, pergunta a um camponês sobre seus pensamentos?" Ele replicou, "Realmente aprendi Grego e Latim, mas não sei nem ao menos o alfabeto desse camponês."&lt;br /&gt;Pai Elias, o ministro, disse, "O que pode o pecado onde há penitência? E de que adianta o amor onde há orgulho?"&lt;br /&gt;Pai Isaias disse a aqueles que começavam bem, colocando-se sob a direção dos santos Padres, "como a coloração roxa, a primeira tintura nunca se perde." E "do mesmo modo que galhos jovens são facilmente envergados para trás e curvados, também é com os iniciantes que vivem em submissão."&lt;br /&gt;Pai Isaias também contou que houve uma ceia e os irmãos estavam comendo na igreja e falando uns com os outros, o padre de Pelusia os repreendeu com estas palavras, "Irmãos, aquietem-se. Pois vi um irmão comendo com vocês e bebendo tanto quanto vocês e sua oração subia até a presença de Deus como fogo."&lt;br /&gt;Pai Isaias também disse, "quando Deus deseja apiedar-se de uma alma e ela se rebela, não suportando nada e fazendo sua própria vontade, Ele então permite que ela sofra o que não quer, de modo que volte a procurá-Lo novamente."&lt;br /&gt;Pai Theodore disse: "se você é amigo de alguém que cai na tentação da fornicação, ofereça-lhe sua mão, se puder e tire-o disso. Mas se ele cair na heresia e você não puder persuadi-lo de sair dela, saia de sua companhia rapidamente, para evitar que no caso de você demorar, você também seja jogado nesse poço.&lt;br /&gt;Um irmão veio procurar Pai Theodore e começou a conversar com ele sobre coisas que nunca tinha posto em prática. Então o ancião lhe disse, "você ainda não encontrou um navio nem colocou sua carga a bordo e antes mesmo de ter navegado, já regressou à cidade. Faça seu trabalho primeiro, depois atinja a velocidade que você está fazendo agora."&lt;br /&gt;Pai Theodore de Pherme disse: "o homem que permanece de pé quando se arrepende, não guardou o mandamento."&lt;br /&gt;Um irmão disse a Pai Theodore, "desejo cumprir os mandamentos." O velho homem contou-lhe o que Pai Theonas lhe tinha dito: "eu quero encher meu espírito de Deus." Pegando farinha da padaria fez pães que deu aos pobres que lhe pediram; outros lhe pediram mais e ele lhes deu as cestas, em seguida o manto que usava e então, retornou à sua cela com seu dorso cingido por uma capa. Depois ele voltou ao trabalho dizendo a si mesmo, que ainda não tinha cumprido o mandamento de Deus."&lt;br /&gt;O verdadeiro Pai Theophilo, o arcebispo, veio um dia a Scete. Os irmãos que estavam reunidos disseram a Pai Pambo, "fale algo ao arcebispo, de modo que ele fique edificado." O ancião disse a eles, "se ele não estiver edificado pelo meu silêncio, não ficará edificado pela minha fala."&lt;br /&gt;Foi dito de Pai Thedore, que ele foi feito diácono de Scete e recusou exercer o cargo, tendo fugido para muitos lugares por isso. A cada vez, os anciãos o traziam de volta, dizendo, "não deixe seu diaconato." Pai Theodore disse-lhes, "deixem-me rezar a Deus de modo que Ele me diga, com certeza, se eu devo tomar parte na liturgia." Então rezou a Deus desse modo, "se é Tua vontade que eu aceite essa posição, dá-me a certeza disso." Então lhe apareceu uma coluna de fogo, que ia da terra ao céu e uma voz lhe disse, "se você puder se tornar como essa coluna, então seja um diácono." Ao ouvir isso ele decidiu nunca aceitar o encargo. Quando voltou à igreja os irmãos se inclinaram diante dele, dizendo, "se você não quer ser um diácono, pelo menos segure o cálice." Mas ele recusou, dizendo, "se vocês não me deixarem sozinho, deixarei este lugar." Então o deixaram em paz.&lt;br /&gt;Pai Theodore de Scetis disse, "um pensamento me perturba não me deixa livre; embora não seja capaz de levar-me a agir, ele simplesmente me impede de progredir na virtude; mas um homem vigilante o lançaria fora e se levantaria para rezar."&lt;br /&gt;Pai Theodore dizia, "a privação de alimento mortifica o corpo do monge." Pai Anotherold disse, "as vigílias mortificam ainda mais."&lt;br /&gt;Mãe Teodora disse, "vamos nos esforçar para entrar pela porta estreita. Como as árvores que não enfrentaram as tempestades de inverno e não produzem fruto, assim é conosco; esta vida presente é uma tempestade e é através de muitas tribulações e tentações, que podemos obter a herança no reino dos céus."&lt;br /&gt;A mesma Mãe disse que um mestre deveria ser um estranho ao desejo dominação, vanglória e orgulho; ninguém deveria se capaz de enganá-lo pela adulação, nem cegá-lo com presentes, nem conquistá-lo pelo estômago, nem dominá-lo pelo ódio; mas ele deveria ser paciente, gentil e humilde tanto quanto possível; ele deveria ser testado e sem partidarismo, imbuído de responsabilidade e amor pelas almas.&lt;br /&gt;Ela também disse que nenhuma forma de ascetismo, nem vigílias, nem qualquer tipo de sofrimento são capazes de salvar, mas apenas a verdadeira humildade o pode fazer. Havia um anacoreta que tinha o poder de expulsar demônios; e ele lhes perguntou, "o que os faz irem embora?" "é o jejum?" Eles replicaram, "não comemos nem bebemos." "São as vigílias?" Eles responderam, "nunca dormimos." "É a separação do mundo?" "Vivemos nos desertos." "Qual poder os expulsa então?" Eles disseram, "Nada nos pode vencer, além da humildade." "Vocês vêem como a humildade é vitoriosa sobre os demônios?"&lt;br /&gt;Foi dito de Pai John, o Anão que ele se retirou para viver no deserto de Scete com um ancião de Tebas. Seu Pai, pegando um pedaço seco de madeira plantou-o e disse a ele, "molhe-o todos os dias com uma garrafa de água, até que dê fruto." A água ficava muito distante e ele tinha que sair à noite e retornar pela manhã seguinte. Ao final de três anos a madeira reviveu e deu fruto. Então o ancião pegou alguns frutos e levou-os à igreja, dizendo aos irmãos, "peguem e comam o fruto da obediência."&lt;br /&gt;Dizia-se de Pai John, o Anão, que um dia ele disse ao seu irmão mais velho, "gostaria de ser livre de todos os cuidados, como os anjos, que não trabalham, mas prestam culto a Deus incessantemente." Então, ele retirou seu manto e foi para o deserto. Depois de uma semana ele voltou ao seu irmão. Quando bateu à porta ouviu seu irmão dizer, antes de abrir, "quem é você?" Ele disse, "sou John, seu irmão." Ao que o outro retrucou, "John se tornou um anjo e dessa maneira não mais se encontra entre os homens." O outro pediu para entrar, dizendo, "Sou eu." Contudo, seu irmão não o deixou entrar, mas o deixou lá fora, aflito, até de manhã. Então, abrindo a porta, disse-lhe, "você é um homem e deve novamente trabalhar para poder comer." Então John se prostrou diante dele, dizendo, "perdoe-me."&lt;br /&gt;Um dia, quando ele estava sentado em frente à igreja, os irmãos foram consultá-lo sobre seus pensamentos. Um dos anciãos viu e tornando-se presa do ciúme disse a ele, "John, seu vaso está cheio de veneno." Pai John respondeu-lhe, "Isto é bem verdade, Pai; e você disse isso vendo apenas o lado de fora, mas se fosse capaz de ver o interior também, o que diria, então?"&lt;br /&gt;Alguns irmãos vieram um dia para testá-lo, para ver se ele deixaria seus pensamentos se dissiparem e falasse das coisas desse mundo. Disseram-lhe então, "damos graças a Deus, pois este ano tem chovido muito e as palmeiras puderam beber e suas folhas cresceram e os irmãos encontraram trabalho manual." Pai John disse-lhes, "Então, é quando o Espírito Santo desce aos corações dos homens, eles se renovam e produzem folhas por temor a Deus."&lt;br /&gt;Era dito de Pai John, o Anão, que um dia ele estava tecendo corda para duas cestas, mas sem perceber, ele fez apenas uma, até que chegasse ao teto, pois seu espírito estava absorto em contemplação.&lt;br /&gt;Pai John disse, "sou como um homem sentado debaixo de uma grande árvore, que vê bestas selvagens e serpentes, vindo contra ele em grande número. Quando não pode mais, ele corre e sobe na árvore e se salva. É a mesma coisa comigo; sento-me em minha cela e estou consciente de pensamentos maus vindo contra mim e quando não tenho mais forças contra eles, busco refúgio em Deus pela oração e sou salvo do inimigo."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse de Pai John, o Anão, que ele tinha rezado a Deus para que retirasse para longe dele as paixões, de modo que ele ficasse livre de preocupações. Então ele foi contar ao ancião isto; "encontro-me em paz, sem nenhum inimigo". O ancião lhe disse, "vá, implore a Deus que lhe envie as lutas de modo que você recupere a aflição e humildade que você possuía, pois é pela luta que as almas progridem." Então, ele implorou a Deus e quando as batalhas vieram ele não mais rezou que elas fossem afastadas, mas disse, "Senhor, dai-me força para a luta."&lt;br /&gt;Pai John disse, "pusemos a carga leve de um lado, que é a auto-acusação, e nos carregamos com um grande peso que é a auto-justificação."&lt;br /&gt;Ele também disse, "humildade e temor de Deus estão acima de todas as virtudes."&lt;br /&gt;Pai John deu este conselho, "vigiar significa sentar-se na cela e estar sempre presente a Deus. Isto é o que significa o dizer, "eu vigiava e Deus veio até mim."&lt;br /&gt;Um dos Padres disse dele, "quem é esse John, que pela sua humildade tem toda cidade de Scete pendurada no seu dedo mínimo?"&lt;br /&gt;Pai John, o Anão, disse, "havia um homem muito espiritual que vivia uma vida reclusa. Ele era muito considerado na cidade e gozava de grande reputação. Disseram-lhe que um ancião, à beira da morte o chamava para abraçá-lo antes de adormecer. Ele pensou consigo, se eu for com a luz do dia, homens acorrerão atrás de mim, dando-me grande honra e não ficarei em paz com tudo isso. Então, irei à noite, na escuridão e passarei despercebido. Mas vejam só, dois anjos foram enviados por Deus com luzeiros para dar-lhe luz. Então a cidade inteira veio para fora para ver sua glória. Quanto mais ele desejava correr da glória, mais glorificado ele era. Nisso se cumpriu o que está escrito: "aquele que se humilha será exaltado." (Lc 14,11)&lt;br /&gt;Pai John, o Anão, disse, "uma casa não é construída do topo para baixo. Deve-se começar com a fundação para alcançar o topo. Eles lhe disseram, "o que isso significa?" Ele respondeu, "a fundação é nosso próximo, a quem devemos ganhar, e este é o lugar para começar. Pois todos os mandamentos de Cristo dependem desse um."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse que Pai John teria dito que os santos são como um grupo de árvores, cada uma produzindo um fruto diferente, mas irrigadas com a mesma fonte. As práticas de um santo diferem das do outro, mas é o mesmo Espírito que trabalha em todos eles.&lt;br /&gt;Pai John disse ao seu irmão, "mesmo que sejamos completamente desprezados aos olhos dos homens, alegremo-nos, pois somos honrados aos olhos de Deus."&lt;br /&gt;O ancião, (Pai John, o Anão), disse, "vocês sabem que o primeiro sopro do demônio sobre Jó, foi através de suas possessões; e aquele viu que não o pôde afligir nem o separar de Deus. Com o segundo sopro, ele tocou sua carne, mas também nisso, o bravo atleta não pecou por palavra alguma que viesse de sua boca. De fato, ele tinha dentro do seu coração aquilo que é de Deus e recorria àquela fonte incessantemente."&lt;br /&gt;Um ancião veio à cela de Pai John e encontrou-o adormecido com um anjo por detrás dele, abanando-o. Vendo isto ele se retirou. Quando Pai John se levantou, ele disse ao seu discípulo, "veio alguém enquanto eu estava dormindo?" Ele retrucou, "sim, um ancião." Então, Pai John soube que esse ancião era seu igual e que ele tinha visto o anjo.&lt;br /&gt;Pai Isidore disse, "quando eu era mais jovem e permanecia em minha cela eu não punha limites à oração; a noite era para mim tempo de oração tanto quanto o dia."&lt;br /&gt;Pai Isidore foi um dia ver Pai Theophilus, arcebispo de Alexandria e quando retornou a Scetis, os irmãos perguntaram a ele, "o que há de novo na cidade?" Mas ele lhes disse, "verdadeiramente irmãos, não vi a face de ninguém, exceto a do arcebispo." Ouvindo isso ficaram muito ansiosos e disseram, "houve algum desastre lá então, Pai?" Ele disse, "Não, de modo algum, mas o pensamento de olhar para quem quer que fosse não me atraiu." A essas palavras eles se encheram de admiração e se fortaleceram em sua intenção de guardarem seus olhos de toda distração."&lt;br /&gt;Pai Isidore de Pelusia disse, "prezem as virtudes e não sejam escravos da glória; pois as primeiras são imortais enquanto que as últimas logo se desvanecem."&lt;br /&gt;Ele também disse, "as alturas da humildade são grandes e também as profundezas da vanglória; aconselho-os a atenderem à primeira e não caírem na segunda."&lt;br /&gt;Pai Lot foi ver Pai Joseph e lhe disse, "Pai, tanto quanto posso, rezo um pouco meu Ofício, jejuo um pouco, rezo, medito, vivo em paz e tanto quanto posso, purifico meus pensamentos. Que mais posso fazer?'" O ancião levantou-se, estendeu suas mãos em direção ao céu. Seus dedos eram como dez lâmpadas de fogo e então disse-lhe, "por que não tornar-se o próprio fogo, então?&lt;br /&gt;Pai James disse, "tal como uma lâmpada ilumina um quarto escuro, o temor de Deus quando penetra o coração de um homem, o ilumina, ensinando-lhe todas as virtudes e mandamentos de Deus."&lt;br /&gt;E acrescentou: "não precisamos apenas de palavras, pois no momento presente existem muitas palavras entre os homens, mas precisamos de atos, pois isto é o necessário e não apenas palavras que não produzem fruto."&lt;br /&gt;Pai John das Celas nos contou esta estória: "havia no Egito uma bela cortesã, muito rica , a quem muitos nobres e poderosos acorriam. Um dia, estando ela perto de uma igreja desejou entrar. O subdiácono, que estava às portas não o permitiu, dizendo, "você não é digna de entrar na casa de Deus, pois está impura." O bispo, ouvindo o barulho de sua discussão veio para fora. Então a cortesã lhe disse, "ele não me deixa entrar na igreja." E o bispo também disse a ela, "você não pode entrar pois você não está pura." Ela ficou tomada de arrependimento e disse a ele, "então, não mais cometerei fornicação." O bispo respondeu-lhe, "se você trouxer suas riquezas aqui, acreditarei que você não mais cometerá fornicação." Ela trouxe toda sua fortuna e o bispo ateando fogo, queimou-a completamente. Então ela entrou na igreja, chorando e dizendo, "se isto aconteceu comigo aqui embaixo, o que sofreria depois, lá em cima?" Então se converteu e se tornou um vaso de eleição.&lt;br /&gt;Pai Isidore, o sacerdote, disse "se você jejua regularmente, não se encha de orgulho, mas se você se vangloria por causa disso, então é melhor que coma carne. É melhor para um homem comer carne do que se inflar com orgulho e gloriar-se de si mesmo.&lt;br /&gt;Conta-se de Pai John, o persa, que quando alguns malfeitores vieram a ele, ele pegou uma bacia e desejou lavar-lhes os pés. Mas eles se encheram de confusão e começaram a fazer penitência.&lt;br /&gt;Da Palestina, Pai Hilarion foi à montanha onde estava Pai Anthony. Pai Antony disse-lhe, "você é bem-vindo, tocha que acorda o dia." Pai Hilarion retrucou, "paz a você, pilar da luz, dando luz ao mundo."&lt;br /&gt;Os santos Padres estavam fazendo previsões sobre as últimas gerações. Eles disseram. "O que fizemos?" Um deles, o grande Pai Ischyrion, replicou, "nós cumprimos os mandamentos de Deus." Os outros replicaram, "e aqueles que vierem depois de nós, o que farão?" Ele disse, "eles lutarão para conseguir a metade do que conseguimos." Então disseram, "e aqueles que virão após estes, o que lhes sucederá?" Ele disse, "OS HOMENS DESSA GERAÇÃO NÃO REALIZARÃO NENHUMA OBRA E A TENTAÇÃO CAIRÁ SOBRE ELES; E AQUELES QUE FOREM ACHADOS DIGNOS, NAQUELE DIA, SERÃO MAIORES ATÉ MESMO DO QUE NÓS E NOSSOS PAIS."&lt;br /&gt;Pai Copres disse, "abençoado aquele que sofre aflições com ação de graças."&lt;br /&gt;Um dia, os habitantes de Scete reuniram-se para discutir Melquisedeck e se esqueceram de convidar Pai Copres. Mais tarde o chamaram e perguntaram-lhe sobre aquele assunto. Batendo em sua boca três vezes, ele disse, "infelizmente, para você, Copres! Pois aquilo que Deus manda, você faz, você foi posto de lado e você deseja aprender algo que não lhe foi requerido saber." Quando ouviram estas palavras, os irmãos fugiram para suas celas.&lt;br /&gt;Perguntaram a Pai Cyrus da Alexandria, sobre a tentação da fornicação e ele replicou, "se vocês não pensarem sobre isso, vocês não têm esperança, pois se vocês não estiverem pensando nisso, estão fazendo isso. Quer dizer, aquele que não luta contra o pecado e resiste a ele em seu espírito vai pecar fisicamente. É bem verdade que aquele que está fornicando não está preocupado pensando nisso.&lt;br /&gt;Alguns dos monges que são chamados Euchites, foram a Enaton para ver Pai Lucius. O ancião perguntou-lhes, "qual é o seu trabalho manual?" Replicaram, "não fazemos trabalho manual, pois como o Apóstolo diz, "rezamos incessantemente". O ancião perguntou-lhes se eles comiam e eles responderam que sim. Então ele lhes disse, "quando vocês estão comendo, quem reza então no seu lugar?" Então perguntou-lhes se eles não dormiam e responderam-lhe que sim. E ele lhes falou, "quando vocês dormem quem reza no seu lugar?" Eles não conseguiram encontrar nenhuma resposta para dar-lhe. Ele lhes disse, "perdoem-me mas vocês não agem como falam. Vou lhes mostrar como, enquanto faço meu trabalho manual rezo sem interrupção. Sento-me com Deus, pondo meu junco de molho e trançando minhas cordas e digo, "Deus, tenha compaixão de mim, de acordo com vossa grande bondade e de acordo com vossa infinita misericórdia, livra-me de meus pecados." Então lhes perguntou se isto não era oração e disseram que sim. Então lhes falou, "Então, quando devo passar o dia todo trabalhando e rezando, ganhando treze moedas de dinheiro, mais ou menos, coloco duas moedas fora da porta e pago minha comida com o resto do dinheiro. Aquele que pega as duas moedas reza para mim quando estou comendo e quando estou dormindo; então, pela graça de Deus, eu cumpro o preceito de orar sem cessar."&lt;br /&gt;Contaram que Pai Macarius, o grande, como está escrito, tornou-se um deus sobre a face da terra, pois, assim como Deus protege o mundo, assim também Pai Macarius cobria as faltas que ele via, como se não as visse; e aquelas que ouvia, como se não as ouvisse.&lt;br /&gt;O anjo quando deu as regras do monasticismo a São Pacômio, disse-lhe: "... Ele declarou que no curso do dia, eles devem fazer doze orações , e ao acender as lâmpadas, doze, e nas vigílias noturnas, doze, e pela nona hora, três. Quando forem comer, ele decretou que um salmo seja cantado antes de cada prece." E Pacômio objetou ao anjo que as orações eram muito poucas...&lt;br /&gt;O mesmo Pai Macarius, quando no Egito, descobriu um homem que possuía uma besta de carga ocupada em saquear as provisões de Macarius. Então ele foi ao ladrão como se fosse um estrangeiro e o ajudou a carregar o animal. Despediu-o com grande paz na alma, dizendo, "não trouxemos nada para este mundo, e não podemos levar nada para fora dele." (1Tim, 6,7). "O Senhor deu e o Senhor tirou; louvado seja o nome do Senhor." (Job, 1,21)&lt;br /&gt;Perguntaram a Pai Macarius, "como devemos rezar?" O ancião disse "não é necessário fazer grandes discursos; é suficiente erguer as mãos e dizer, "Senhor, como desejas e como conheces, tenha piedade." E se o conflito crescer, digam, "Senhor, ajuda!" Ele sabe muito bem o que precisamos e Ele nos mostra sua misericórdia."&lt;br /&gt;Um irmão foi ao Pai Matoes e lhe disse, "como se explica que os monges de Scete fazem mais do que as Escrituras pedem, amando seus inimigos mais do que a si mesmos?" Pai Matoes respondeu-lhes, "Eu por mim, ainda não consegui amar aqueles que me amam, como eu me amo a mim mesmo."&lt;br /&gt;Dizia-se de Pai Silvanus que em Scetis ele tinha um discípulo chamado Mark, cuja obediência era grande. Ele era um escriba. O ancião o amava por causa de sua obediência. Ele tinha outros onze discípulos que ficaram magoados porque ele o amava mais que a eles. Quando ficaram sabendo disso, os mais velhos ficaram sentidos e um dia vieram reprovar-lhe sobre isso. Tomando-os consigo, ele foi bater em cada cela, dizendo, "irmão fulano, venha aqui; preciso de você", mas nenhum deles veio imediatamente. Chegando à cela de Mark, ele bateu e disse, "Mark." Ouvindo a voz do ancião, ele pulou imediatamente e o ancião o mandou ir servir e então disse, "Pai, onde estão os outros irmãos?" Então eles foram à cela de Mark e pegaram seu livro e notaram que ele tinha começado a escrever a letra "Omega" ("w") mas quando ele ouviu o ancião, ele não terminou de escrever. Então os anciãos disseram, "verdadeiramente, Pai, aquele que você ama, nós amamos também e Deus também o ama."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse de Pai Nesterius que ele era como a serpente de bronze que Moisés fez para curar o povo; ele possuía toda virtude e sem falar, curava a todos.&lt;br /&gt;Pai Xanthias disse, "o ladrão estava na cruz e ele foi justificado por uma simples palavra; e Judas que era contado no número dos apóstolos perdeu todo seu labor em apenas uma noite e desceu do céu para o inferno. Então, que ninguém se gabe por seus atos bons, pois todos aqueles que confiam em si mesmos, caem."&lt;br /&gt;Pai Poemen disse, "o início do mal é não ouvir."&lt;br /&gt;Syncletica, Mãe do Deserto, disse: "No começo, há luta e muito trabalho para os que se aproximam de Deus. Mas, depois disso, há uma indescritível alegria. É como acender uma fogueira: no início há muita fumaça e seus olhos lacrimejam, mas depois você consegue o resultado desejado. Assim devemos acender o fogo divino em nós mesmos, com lágrimas e esforço."&lt;br /&gt;Da mesma Mãe: "Há muitos que vivem nas montanhas e se comportam como se estivessem na cidade; e eles estão perdendo seu tempo. É possível ser solitário em sua própria mente, mesmo no meio de uma multidão e é possível para um solitário viver na multidão de seus próprios pensamentos."&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;Material encontrado na Internet&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-1043336781173225343?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/1043336781173225343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=1043336781173225343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1043336781173225343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1043336781173225343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/os-padres-do-deserto.html' title='Os Padres do Deserto'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGsCwiPPKI/AAAAAAAAAL4/wGSFU3bRsO4/s72-c/1214578829.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3570311591294835021</id><published>2008-09-05T14:09:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T14:40:57.886-07:00</updated><title type='text'>Mysterium Fidei</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGgigp8_OI/AAAAAAAAALw/ANvaFrJmIc0/s1600-h/1213202474.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242647955977862370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGgigp8_OI/AAAAAAAAALw/ANvaFrJmIc0/s320/1213202474.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   CARTA ENCÍCLICA   MYSTERIUM FIDEI   DE SUA SANTIDADE O PAPA PAULO VI SOBRE O CULTO DA SAGRADA EUCARISTIA&lt;br /&gt;     Veneráveis Irmãos&lt;br /&gt;     Introdução &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1.Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso; a ele tributou, no Concílio Ecumênico Vaticano II, nova e soleníssima profissão de fé e de culto.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2. Na verdade, tratando da restauração da Sagrada Liturgia, os Padres do Concílio, pensando no bem da Igreja universal, tiveram sobretudo a peito exortar os féis a participarem ativamente, com fé íntegra e com a maior piedade, na celebração deste sacrossanto Mistério, oferecendo-o a Deus como sacrifício, juntamente com o sacerdote, pela salvação própria e de todo o mundo, recorrendo a ele para encontrarem o alimento da alma.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3. Porque, se a Sagrada Liturgia ocupa o primeiro lugar na vida da Igreja, o Mistério Eucarístico é, podemos dizer, o coração e o centro da Sagrada Liturgia, constituindo a fonte de vida que nos purifica e robustece, de modo que já não vivamos para nós mas para Deus, e nos unamos uns com os outros pelo vínculo mais íntimo da caridade.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. E para que ficasse bem claro o nexo indissolúvel entre a fé e a piedade, os Padres do Concílio, confirmando a doutrina sempre defendida e ensinada pela Igreja e definida solenemente pelo Concílio de Trento, julgaram dever iniciar a matéria do Sacrossanto Mistério Eucarístico por esta síntese de verdades: "O nosso Salvador, na última Ceia, na noite em que foi traído, instituiu o Sacrifício Eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar o Sacrifício da Cruz pelos séculos afora, até à sua vinda, deixando deste modo à Igreja, sua dileta Esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se recebe Cristo, se enche a alma de graça e é dado o penhor da glória futura".(1)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5. Com estas palavras exaltam-se ao mesmo tempo não só o Sacrifício, que pertence à essência da Missa, que todos os dias é celebrada, mas também o sacramento, no qual os fiéis comem, pela sagrada comunhão, a carne de Cristo e bebem o seu Sangue, recebendo assim a graça, antecipação da vida eterna e "remédio da imortalidade", segundo as palavras do Senhor: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia".(2)     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Da restauração da Sagrada Liturgia; esperamos firmemente que hão de brotar frutos copiosos de piedade eucarística, para que a Igreja santa, elevando este sinal de salvação e piedade, cada dia mais se aproxime da unidade perfeita (3) e convide para a unidade da fé e caridade todos quantos se gloriam do nome de cristãos, atraindoos suavemente sob o impulso da graça divina.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Estes frutos parece-nos entrevê-los e quase contemplar-lhes as primícias, tanto na alegria exuberante e na prontidão de ânimo, que os alhos da Igreja Católica manifestaram ao receber a Constituição que restaurou a sagrada Liturgia, como também em muitas e notáveis publicações, destinadas a investigar melhor e a tornar mais frutuosa a doutrina da sagrada Eucaristia, essecialmente no tocante à sua relação com o mistério da Igreja.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  8. Tudo isso é motivo, para nós, de não pequena consolação e alegria. Com muito gosto vo-las queremos comunicar a vós, Veneráveis Irmãos, para que, juntamente conosco, agradeçais a Deus, doador de todo o bem, que com o seu Espírito governa a Igreja e a fecunda com novos graus de virtude.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Motivos de solicitude pastoral e de ansiedade   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  9. Não faltam, todavia, Veneráveis Irmãos, precisamente na matéria de que estamos falando, motivos de grave solicitude pastoral e de ansiedade. A consciência do nosso dever apostólico não nos permite passá-los em silêncio.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Bem sabemos que, entre os que falam e escrevem sobre este Sacrossanto Mistério, alguns há que, a respeito das missas privadas, do dogma da transubstanciação e do culto eucarístico, divulgam opiniões que perturbam o espírito dos féis, provocando notável confusão quanto às verdades da fé, como se fosse lícito, a quem quer que seja, passar em silêncio a doutrina já definida da Igreja ou interpretá-la de tal maneira, que percam o seu valor o significado genuíno das palavras ou o alcance dos conceitos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 11. Não é lícito, só para aduzirmos um exemplo, exaltar a Missa chamada "comunitária", a ponto de se tirar a sua importância à Missa privada; nem insistir tanto sobre o conceito de sinal sacramental, como se o simbolismo que todos, é claro, admitimos na Sagrada Eucaristia, exprimisse, única e simplesmente, o modo da presença de Cristo neste sacramento; ou ainda discutir sobre o mistério da Transubstanciação sem mencionar a admirável conversão de toda a substância do pão no corpo e de toda a substância do vinho no sangue de Cristo, conversão de que fala o Concílio Tridentino; limitam-se apenas à transignificação e transfinalização, conforme se exprimem. Nem é lícito, por fim, propor e generalizar a opinião que afirma não estar presente Nosso Senhor Jesus Cristo nas hóstias consagradas que sobram, depois da celebração do Sacrifício da Missa.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Quem nâo vê que, em tais opiniões ou noutras semelhantes postas a correr, sofrem não pouco a fé e o culto da divina Eucaristia?      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  33. Os sacerdotes, que são mais que ninguém a nossa alegria e a nossa coroa no Senhor, lembram-se do poder que receberam do Bispo ordenante para oferecer a Deus o Sacrifício e celebrar Missas tanto pelos vivos como pelos defuntos no nome do Senhor.(29) Recomendamos-lhes com paternal insistência que celebrem todos os dias com dignidade e devoção, a fim de que, eles mesmos e os outros cristãos em geral, beneficiem da aplicação dos frutos copiosos que provêm do Sacrifício da Cruz. Deste modo, contribuirão muito para a salvação do gênero humano.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sacrifício da missa Cristo torna-se presente sacramentalmente    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 34. O pouco, que a propósito do Sacrifício da Missa expusemos, leva-nos a dizer também alguma coisa do Sacramento da Eucaristia. Um e outro, Sacrifício e Sacramento, fazem parte do mesmo Mistério, tanto que não é possível separar um do outro. O Senhor imola-se de modo incruento no Sacrifício da Missa, que representa o Sacrifício da Cruz e lhe aplica a eficácia salutar, no momento em que, pelas palavras da consagração, começa a estar sacramentalmente presente, como alimento espiritual dos féis, sob as espécies de pão e de vinho.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  35. Bem sabemos todos que vários são os modos da presença de Cristo na sua Igreja. Esta verdade muito consoladora, que a Constituição da Sagrada Liturgia expôs brevemente,(30) é útil que a lembremos com mais demora. Cristo está presente à sua Igreja enquanto esta ora, sendo Ele quem "roga por nós, roga em nós e por nós é rogado; roga por nós como nosso Sacerdote; roga em nós como nossa Cabeça; é rogado por nós como nosso Deus".(31) Ele mesmo prometeu: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles".(32) Ele está presente à sua Igreja enquanto ela pratica as obras de misericórdia; isto não só porque, quando nós fazemos algum bem a um dos seus irmãos mais humildes, o fazemos ao mesmo Cristo, (33) mas também porque Cristo é quem faz estas obras por meio da sua Igreja, não deixando nunca de socorrer os homens com a sua divina caridade. Está presente à sua Igreja enquanto esta peregrina e anseia por chegar ao porto da vida eterna: habita nos nossos corações por meio da fé,(34) e neles difunde a caridade por meio da ação do Espírito Santo, que nos dá.(35)     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. De outro modo, também verdadeiríssimo, Cristo está presente à sua Igreja enquanto ela prega, sendo o Evangelho, assim anunciado, Palavra de Deus, que é anunciada em nome de Cristo, Verbo de Deus Encarnado, e com a sua autoridade e assistência, para que haja "um só rebanho, cuja segurança virá de ser um só o pastor".(36) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    37. Está presente à sua Igreja, enquanto esta dirige e governa o povo de Deus, porque de Cristo deriva o poder sagrado, e Cristo, "Pastor dos Pastores", assiste os Pastores que o exercem,(37) segundo a promessa feita aos Apóstolos: "Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos".(38)     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Além disso, de modo ainda mais sublime, está Cristo presente à sua Igreja enquanto esta, em seu nome, celebra o Sacrifício da Missa e administra os Sacramentos. Quanto à presença de Cristo na oferta do Sacrifício da Missa, apraz-nos recordar o que São João Crisóstomo, cheio de admiração, diz com verdade e eloqüência: "Quero acrescentar uma coisa verdadeiramente estupenda, mas não vos espanteis nem vos perturbeis. Que coisa é? A oblação é a mesma, seja quem for o oferente, chame-se ele Pedro ou Paulo; é a mesma que Jesus Cristo confiou aos discípulos e agora realizam os sacerdotes: esta última não é menor que a primeira, porque não são os homens que a tornam santa, mas Aquele que a santificou. Como as palavras pronunciadas por Deus são exatamente as mesmas que agora diz o sacerdote, assim a oblação é também a mesma".(39)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   39. E ninguém ignora serem os Sacramentos ações de Cristo, que os administra por meio dos homens. Por isso, são santos por si mesmos e, quando tocam nos corpos, infundem, por virtude de Cristo, a graça nas almas.      40. Estas várias maneiras de presença enchem o espírito de assombro e levam-nos a contemplar o Mistério da Igreja. Outra é, contudo, e verdadeiramente sublime, a presença de Cristo na sua Igreja pelo Sacramento da Eucaristia. Por causa dela, é este Sacramento, comparado com os outros, "mais suave para a devoção, mais belo para a inteligência, mais santo pelo que encerra";(40) contém, de fato, o próprio Cristo e é "como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os Sacramentos".(41)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   41. Esta presença chama-se "real", não por exclusão como se as outras não fossem "reais", mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem.(42) Erro seria, portanto, explicar esta maneira de presença imaginando uma natureza "pneumática", como lhe chamam, do corpo de Cristo, natureza esta que estaria presente em toda a parte; ou reduzindo a presença a puro simbolismo, como se tão augusto Sacramento consistisse apenas num sinal eficaz "da presença espiritual de Cristo e da sua íntima união com os féis, membros do Corpo Místico".(43)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   42. E certo que do simbolismo eucarístico, especialmente em relação com a unidade da Igreja, muito trataram os Padres e os Doutores Escolásticos, cuja doutrina resumiu o Concílio de Trento, ensinando que o nosso Salvador deixou a Eucaristia à sua Igreja "como símbolo... da unidade desta e da caridade que Ele quis unisse intimamente todos os cristãos uns com os outros", "mais ainda, como símbolo daquele corpo único, de que Ele é a Cabeça".(44)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  43. Logo nos primórdios da literatura cristã, assim escrevia o autor desconhecido da "Didaquê ou Doutrina dos doze Apóstolos": "Quanto à Eucaristia, dai graças deste modo: ...como este pão, agora partido, estava antes disperso pelos montes, mas, ao ser reunido, se tornou um só, do mesmo modo se reúna a tua Igreja, dos confins da terra, no teu reino".(45)     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Escreve igualmente São Cipriano, ao defender a unidade da Igreja contra o cisma: "Por fim, os mesmos Sacrifícios do Senhor põem em evidência a unanimidade dos cristãos, cimentada em caridade firme e indivisível. Pois, quando o Senhor chama seu Corpo ao pão, composto de muitos grãos juntos, indica o nosso povo reunido, por Ele sustentado; e quando chama seu Sangue ao vinho, espremido de muitos cachos e bagos, reduzidos à unidade, indica de maneira semelhante o nosso rebanho, composto de uma multidão reduzida à unidade".(46) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    45. Antes que ninguém, já o dissera oApóstolo São Paulo, dirigindo-se aos coríntios: "Nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão".(47)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  46. O simbolismo eucarístico, se nos faz compreender bem o efeito próprio do Sacramento, que é a unidade do Corpo Místico, não explica todavia nem exprime a natureza que distingue este Sacramento dos outros. A instrução dada constantemente pela Igreja aos catecúmenos, o sentido do povo cristão, a doutrina definida pelo Concílio Tridentino e as mesmas palavras que usou Cristo, ao instituir a sagrada Eucaristia, vão mais longe: obrigam-nos a professar "que a Eucaristia é a Carne do nosso Salvador Jesus Cristo, a qual sofreu pelos nossos pecados e foi ressuscitada pelo Pai na sua benignidade".(48) Às palavras do mártir Santo Inácio apraz-nos acrescentar as de Teodoro de Mopsuéstia, neste particular testemunha fiel da crença da Igreja: "O Senhor não disse: Isto é o símbolo do meu Corpo e isto é o símbolo do meu Sangue, mas, Isto é o meu Corpo e o meu Sangue, ensinando-nos a não considerar a natureza visível que os sentidos atingem, mas a (crer) que ela pela ação da graça se mudou em carne e sangue".(49)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  47. 0 Concílio Tridentino, baseando-se nesta fé da Igreja, "afirma clara e simplesmente que, no augusto Sacramento da santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, está presente verdadeira, real e substancialmente, sob a aparência destas realidades sensíveis". Portanto, o nosso Salvador, está presente com a sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da Eucaristia "segundo um modo de existir, que nós, com palavras mal conseguimos exprimir, mas com a inteligência iluminada pela fé podemos reconhecer como possível a Deus, e que devemos aceitar firmissimamente como real".(50)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Cristo Senhor está presente no Sacramento da Eucaristia pela transubstanciação   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  48. Todavia, para que ninguém entenda mal este modo de presença que supera as leis da natureza e constitui no seu gênero o maior dos milagres,(51) é necessário escutar com docilidade a voz da Igreja docente e orante. Esta voz, que repete continuamente a voz de Cristo, ensina-nos que neste Sacramento Cristo se torna presente pela conversão de toda a substância do pão no seu Corpo e de toda a substância do vinho no seu Sangue; conversão admirável e sem paralelo, que a Igreja Católica chama, com razão e propriedade, "transubstanciação".(52) Depois da transubstanciação as espécies do pão e do vinho tomam nova significação e nova finalidade, deixando de pertencer a um pão usual e a uma bebida usual, para se tornarem sinal de coisa sagrada e sinal de alimento espiritual; mas só adquirem nova significação e nova finalidade por conterem nova "realidade", a que chamamos com razão "ontológica". Com efeito, sob as ditas espécies já não há o que havia anteriormente, mas outra coisa completamente diversa: isto não só porque assim julga a fé da Igreja, mas porque é uma realidade objetiva, pois, convertida a substância ou natureza do pão e do vinho, no Corpo e no Sangue de Cristo, nada fica do pão e do vinho, além das espécies; debaixo destas, está Cristo completo, presente na sua "realidade" física, mesmo corporalmente, se bem que não do mesmo modo como os corpos se encontram presentes localmente.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  49. Por isso, tanto recomendaram os Santos Padres que os fiéis, ao considerarem este augustíssimo Sacramento, não se fiassem nos sentidos, que testemunham as propriedades do pão e do vinho, mas sim nas palavras de Cristo, que têm poder de mudar, transformar e "transubstanciar" o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue; na verdade, como repetem os mesmos Padres, a força que opera este prodígio é a própria força de Deus Onipotente, que no princípio do tempo criou do nada todo o universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    50. Diz São Cirilo de Jerusalém, ao concluir o discurso acerca dos Mistérios da fé: "Assim instruído e acreditando com a maior certeza que aquilo que parece pão não é pão, apesar do sabor que tem, mas sim o Corpo de Cristo; e que o que parece vinho não é vinho, apesar de assim parecer ao gosto, mas sim o Sangue de Cristo... tu fortalece o teu coração, comendo aquele pão como coisa espiritual, e alegra a face da tua alma".(53)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 51. Insiste São João Crisóstomo: "Quem faz que as coisas oferecidas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo não é o homem, é Cristo que foi crucificado por nós. Como representante, pronuncia o sacerdote as palavras rituais; a eficácia e a graça vêm de Deus. Diz 'isto é o meu Corpo:' esta palavra transforma as coisas oferecidas".(54)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     52. E com o celebérrimo Bispo de Constantinopla está em perfeito acordo Cirilo, Bispo de Alexandria, ao escrever no comentário ao Evangelho de São Mateus: "(Cristo) afirmou de maneira categórica 'isto é o meu Corpo e isto é o meu Sangue' não vás tu julgar que as realidades visíveis são figura, mas fiques sabendo que Deus Onipotente transforma, de modo misterioso, algumas das coisas oferecidas, no Corpo e no Sangue de Cristo; quando destes participamos, recebemos a força vivificante e santificadora de Cristo".(55)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   53. O Bispo de Milão, Santo Ambrósio, assim descreve a conversão eucarística: "Persuadamo-nos que já não temos o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou; e que a força da bênção é maior que a força da natureza, porque a bênção, muda até a natureza". E querendo confirmar a verdade do Mistério, exemplifica com muitos milagres contados na Sagrada Escritura, como Jesus que nasce da Virgem Maria, e depois, passando a falar da obra da criação, assim conclui: "A palavra de Cristo, que pode fazer do nada aquilo que não existia, não poderá mudar as coisas que existem naquilo que não eram? Criar coisas não é menos que mudá-las".(56)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  54. Mas não é necessário multiplicar testemunhos. Mais útil será recordar a firmeza da fé que mostrou a Igreja, ao resistir muito unânime a Berengário. Levado pelas dificuldades que sugere a razão humana, foi ele quem primeiro se atreveu a negar a conversão eucarística; a Igreja condenou-o repetidamente, se não se retratasse. Gregório VII, nosso predecessor, obrigou-o a prestar um juramento nestes termos: "Creio de coração e confesso de palavra que o pão e o vinho, colocados sobre o altar, se convertem substancialmente, pelo mistério da oração sagrada e das palavras do nosso Redentor, na verdadeira, própria e vivificante Carne e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e que, depois de consagrados, são o verdadeiro Corpo de Cristo, que nascido da Virgem e oferecido pela salvação do mundo, esteve suspendido na Cruz e agora está assentado à direita do Pai; como também o verdadeiro Sangue de Cristo, que saiu do seu peito. Não está Cristo somente como figura e virtude do Sacramento, mas também na propriedade da natureza e na realidade da substância".(57)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  55. Com estas palavras concordam (admirável exemplo da firmeza da fé católica!) os Concílios Ecumênicos de Latrão, de Constança, de Florença e, por fim, de Trento, naquilo que constantemente ensinaram acerca do mistério da conversão eucarística, quer expusessem a doutrina da Igreja quer condenassem erros.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  56. Depois do Concílio Tridentino, o nosso predecessor Pio VI, opondo-se aos erros do Sínodo de Pistóia, recomendou seriamente aos párocos, encarregados de ensinar, que não deixassem de falar da transubstanciação, que figura entre os artigos da fé.(58) Na mesma linha, o nosso predecessor Pio XII, de feliz memória, recordou quais são os limites que não devem ultrapassar aqueles que aprofundam o Mistério da transubstanciação.(59) E nós mesmos no recente Congresso Eucarístico Nacional italiano, realizado em Pisa, demos, em obediência ao nosso dever apostólico, testemunho público e solene da fé da Igreja.(60)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   57. Esta mesma Igreja não só ensinou mas viveu a fé na presença do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia, adorando sempre tão grande Sacramento com culto latrêutico, que só a Deus compete. Deste culto escreve Santo Agostinho: "A mesma carne, com que andou (o Senhor) na terra, essa mesma nos deu a comer para nossa salvação; ninguém come aquela Carne sem primeiro a adorar...; não só não pecamos adorando-a, mas pecaríamos se a não adorássemos".(61)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O culto latrêutico devido ao Sacramento Eucarístico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     58. Este culto latrêutico devido ao Sacramento Eucarístico, professou-o e professa-o a Igreja Católica, não só durante a Missa mas também fora dela, conservando com o maior cuidado as hóstias consagradas, expondo-as à solene veneração dos fiéis, e levando-as em procissão vitoriadas por grandes multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      59. Temos muitos testemunhos desta veneração nos antigos documentos eclesiásticos. Sempre os Pastores da Igreja exortaram os fiéis a conservar com o maior respeito a Eucaristia que levavam para casa. "O Corpo de Cristo é para se comer e não para se desprezar", lembrava judiciosamente Santo Hipólito.(62) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    60. Os fiéis julgavam-se culpados e com razão, conforme lembra Orígenes, se, recebendo o Corpo do Senhor e conservando-o com a maior cautela e veneração, apesar disso deixavam cair algum fragmento.(63) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    61. E que os Pastores reprovavam energicamente qualquer falta da reverência devida, mostra-o Novaciano (nisto digno de fé), o qual julga merecedor de condenação aquele que, "saindo da celebração dominical e levando ainda consigo a Eucaristia, como é costume..., fez dar voltas ao santo Corpo do Senhor", não se dirigindo logo para casa mas correndo aos espetáculos.(64)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   62. Mais ainda, São Cirilo de Alexandria rejeita como loucura a opinião dos que afirmavam que, para nos santificarmos, nada serve a Eucaristia no caso de haver apenas algum resto conservado do dia anterior. Assim escreve: "Nem se altera Cristo, nem se muda o seu santo Corpo; perseveram sempre nele a força e o poder de bênção, e a graça constante que vivifica".(65) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    63. Nem devemos esquecer que antigamente os fiéis, quer se encontrassem sujeitos à violência da perseguição, quer vivessem no ermo por amor da vida monástica, costumavam alimentar-se mesmo diariamente da Eucaristia, tomando a sagrada comunhão com as próprias mãos, no caso de faltar um sacerdote ou diácono.(66)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 64. Isto não o dizemos para que se altere, seja no que for, o modo de conservar a Eucaristia ou de receber a sagrada comunhão, segundo foi estabelecido mais tarde pelas leis eclesiásticas ainda em vigor, mas somente para todos juntos nos alegrarmos por ser sempre a mesma a fé da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     65. Desta fé única nasceu a festa do Corpo de Deus, celebrada pela primeira vez na diocese de Liège, graças sobretudo aos esforços da Beata Juliana de Mont Cornillon, festa que o nosso predecessor Urbano IV estendeu a toda a Igreja; e nasceram igualmente muitas outras instituições de piedade eucarística, que por inspiração da graça divina multiplicaram-se sempre mais, e com as quais, quase à porfia, se empenha a Igreja Católica quer em honrar a Cristo, quer em lhe dar graças por dádiva tão extraordinária, quer em implorar a sua misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exortação para que se promova o culto eucarístico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    66. A nossa fé ambiciona apenas manter fidelidade perfeita à palavra de Cristo e dos Apóstolos, rejeitando decididamente qualquer opinião errônea e perniciosa. Pedimo-vos, Veneráveis Irmãos, que, no povo confiado aos vossos cuidados e vigilância, a conserveis pura e íntegra e, sem quererdes poupar palavras e canseiras, promovais o culto eucarístico. Este deve ser, o ponto de convergência último, para todas as outras formas de piedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    67. Consiga a vossa insistência que os féis conheçam cada vez melhor e experimentem em si mesmos o que diz Santo Agostinho: "Quem quer viver, tem onde viva e donde viva: aproxime-se, creia, incorpore-se na Igreja, para ser vivificado. Não renuncie à união com os outros membros, não seja membro podre a merecer ser cortado, não passe pela vergonha de ser membro aleijado: seja membro belo, perfeito e são; conserve-se ligado ao corpo, viva para Deus e de Deus; trabalhe agora na terra, para depois reinar no céu".(67)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     68. Como é desejável, participem os fiéis ativamente, cada dia e em grande número, no Sacrifício da Missa, vindo alimentar-se da sagrada Comunhão, com intenção pura e santa, e dando graças a Cristo Senhor Nosso por tão grande dom. Recordem-se destas palavras: "O desejo de Jesus Cristo e da Igreja, de que todos os fiéis se aproximem quotidianamente da sagrada mesa, consiste sobretudo nisto: em que os féis, unindo-se a Deus pelo Sacramento, dele recebam força para dominar a concupiscência, lavar as culpas leves quotidianas, e prevenir as faltas graves a que está sujeita a fragilidade humana".(68) Durante o dia, não deixem de visitar o Santíssimo Sacramento, que se deve conservar nas igrejas no lugar mais digno, e com máxima honra, segundo as leis litúrgicas; cada visita é prova de gratidão, sinal de amor e dever de adoração a Cristo Senhor nosso, ali presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     69. Quem não vê que a divina Eucaristia confere ao povo cristão dignidade incomparável? Cristo é verdadeiramente "Emmanuel", isto é, "o Deus conosco", não só durante a oferta do Sacrifício e realização do Sacramento, mas também depois, enquanto a Eucaristia se conserva em igrejas ou oratórios. Dia e noite, está no meio de nós, habita conosco, cheio de graça e de verdade: (69) morigera os costumes, alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos; atrai à sua imitação quantos dele se abeiram, para que aprendam com o seu exemplo a ser mansos e humildes de coração, e a procurar não os seus interesses mas os de Deus. Todos os que dedicam particular devoção ao augusto Sacramento eucarístico e se esforçam por corresponder com prontidão e generosidade ao amor infinito de Cristo por nós, todos esses experimentam e se alegram de compreender quanto é útil e preciosa a vida oculta com Cristo em Deus(70) e quanto importa que o homem se demore a falar com Cristo. Nada há mais suave na terra, nada mais eficaz para nos conduzir pelos caminhos da santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      70. Bem sabeis também, Veneráveis Irmãos, que a Eucaristia se conserva nos templos e oratórios como centro espiritual de comunidades, ou religiosas ou paroquiais; mais ainda, como centro da Igreja universal e da humanidade inteira, porque, debaixo do véu das sagradas espécies, está Cristo, Cabeça invisível da Igreja, Redentor do mundo, Centro de todos os corações: "por quem tudo existe e por quem nós somos".(71)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  71. Donde se segue que o culto eucarístico promove muito nas almas o amor "social",(72) que nos leva a antepor o bem comum ao bem particular, a fazer nossa a causa da comunidade, da paróquia e da Igreja universal, e a dilatarmos a caridade até abraçarmos o mundo inteiro; sabemos que em toda a parte há membros de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     72. Como, Veneráveis Irmãos, o Sacramento eucarístico é sinal e causa da comunidade do Corpo Místico, e produz nas pessoas mais fervorosas um espírito eclesial ativo, não deixeis nunca de persuadir os vossos fiéis a que, aproximando-se do Mistério eucarístico, aprendam a tomar como própria a causa da Igreja, a dirigir-se a Deus sem descanso, a oferecer-se a si mesmos ao Senhor, como sacrificio agradável, pela paz e unidade da Igreja; a fim de que todos os filhos da Igreja sejam uma só coisa e tenham um mesmo sentimento, nem haja entre eles divisões, mas sejam perfeitos num mesmo espírito e mentalidade, como manda o Apóstolo;(73) e também para que todos aqueles que não estão ainda perfeitamente unidos à Igreja Católica, mas, embora dela separados, se gloriam do nome de cristãos, cheguem quanto antes a gozar conosco, pela graça divina, aquela unidade de fé e de comunhão, que Jesus Cristo deseja constitua sinal distintivo dos seus discípulos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   73. O desejo de orar e de consagrar-se a Deus pela unidade da Igreja, devem sobretudo os religiosos e religiosas considerá-lo como muito próprio, dada a vocação particular que têm de adorar o Santíssimo Sacramento e formar-lhe coroa na terra, como pedem os votos que pronunciaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    74. Todavia, os anelos da unidade de todos os cristãos, tudo quanto há de mais profundo e suave no coração da Igreja, queremos nós exprimi-los mais uma vez, usando as mesmas palavras do Concílio Tridentino na conclusão do Decreto sobre a Sagrada Eucaristia: "Por último, no seu afeto paternal, o Sagrado Sínodo adverte, exorta, pede e roga, 'pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus',(74) que todos e cada um dos cristãos acabem já agora por se reunir e concordar neste 'sinal da unidade', neste 'vínculo da caridade', neste símbolo de concórdia; e que, lembrados da grande majestade e do tão alto amor de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a sua dileta alma como preço da nossa salvação e deu a 'sua carne como alimento',(75) creiam e venerem estes sagrados mistérios de seu Corpo e Sangue com tal constância e firmeza de fé, com tal devoção, piedade e culto, que possam receber freqüentemente aquele Pão supersubstancial.(76) Deveras seja para eles vida verdadeira da alma e saúde perene do espírito, tanto que, 'robustecidos pelo seu vigor',(77) possam da miserável peregrinação da terra passar à pátria celeste, onde sem nenhum véu venham a comer o mesmo 'Pão dos Anjos'(78) que presentemente comem oculto por sagrados véus".(79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   75. O nosso bondosíssimo Redentor, pouco antes da morte, pediu ao Pai que todos aqueles, que viessem a crer n'Ele, se tornassem uma só coisa, como Ele e o Pai são uma coisa só.(80) Oxalá que Ele se digne ouvir, quanto antes, este voto, que é também Nosso e da Igreja inteira, para que todos celebremos, com uma voz e uma fé únicas, o Mistério Eucarístico, e, tornados participantes do Corpo de Cristo, formemos um só corpo,(81) unido com os mesmos vínculos que Ele determinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   76. E dirigimo-nos com paternal amor também aos que pertencem às Veneráveis Igrejas do Oriente, nas quais floreceram tantos e tão célebres Padres, cujos testemunhos, a respeito da Eucaristia, recordamos com tanto gosto na presente Carta. Enorme alegria nos invade, quando recordamos a vossa fé a respeito da Eucaristia, fé que não diverge da nossa, quando ouvimos as orações litúrgicas com que celebrais tão alto Mistério, quando admiramos o vosso culto eucarístico e lemos os vossos teólogos, ao expor e defender a doutrina a respeito deste augustíssimo Sacramento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     77. A Santíssima Virgem Maria, de quem Cristo Senhor Nosso tomou a Carne que neste Sacramento, sob as espécies do pão e do vinho, "está presente, se oferece e se recebe",(82) e todos os Santos e Santas de Deus, especialmente aqueles que sentiram devoção mais ardente para com a divina Eucaristia, intercedam junto do Pai das Misericórdias, para que a fé comum e o culto eucarístico produzam e façam prosperar a unidade perfeita de comunhão entre todos os cristãos. Temos impressas no Nosso espírito as palavras de Santo Inácio Mártir, ao prevenir os fiéis de Filadélfia contra o mal das divisões e dos cismas, cujo remédio está na Eucaristia: "Procurai, diz o Santo, ter uma só Eucaristia: porque uma só é a Carne de nosso Senhor Jesus Cristo, e um só é o cálice na unidade do seu Sangue, um o altar e um o Bispo...".(83) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    78. Animado pela dulcíssima esperança de ver derivarem, do aumento do culto eucarístico, muitos bens para toda a Igreja e para todo o mundo, a vós, Veneráveis Irmãos, aos sacerdotes, aos religiosos, a todos aqueles que vos prestam colaboração, e a todos os fiéis confiados aos vossos cuidados, concedemos, com grande efusão de amor, a bênção apostólica, como penhor das graças celestiais.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado em Roma, junto de São Pedro, na festa de São Pio X, 3 de Setembro de 1965, ano terceiro do nosso pontificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; PAULUS PP. VI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3570311591294835021?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3570311591294835021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3570311591294835021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3570311591294835021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3570311591294835021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/mysterium-fidei.html' title='Mysterium Fidei'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGgigp8_OI/AAAAAAAAALw/ANvaFrJmIc0/s72-c/1213202474.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-8951448477041710354</id><published>2008-09-05T13:39:00.001-07:00</published><updated>2008-09-05T14:05:51.189-07:00</updated><title type='text'>Os Mistérios do Terço</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZRtLhNRI/AAAAAAAAALo/3zBoROnecYo/s1600-h/1215272667.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242639970700702994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZRtLhNRI/AAAAAAAAALo/3zBoROnecYo/s400/1215272667.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZLznnTLI/AAAAAAAAALg/HQrAxTIMC58/s1600-h/mariaterco.jpg"&gt;Orações do TerçoSinal da cruz (é uma profissão de fé no mistério da Santíssima Trindade); em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém. Oração preparatória Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus, que iluminais os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que no mesmo Espírito saibamos o que é reto e gozemos sempre de suas consolações. Por N.S.J.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferecimento do Terço Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242639869349940402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZLznnTLI/AAAAAAAAALg/HQrAxTIMC58/s200/mariaterco.jpg" border="0" /&gt;1. Mistérios Gozosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Virgem Maria:&lt;br /&gt;"Ave, Cheia de graça, o Senhor é contigo..." (Lc 1,28-38)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A visita de Maria à sua prima Santa Isabel:"De onde me vem a felicidade de que a Mãe do meu Senhor me visite!" (Lc 1,43)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Nascimento de Jesus na gruta de Belém:&lt;br /&gt;"O verbo se fez carne e habitou entre nós." (Jo 1,14)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Apresentação do Menino Jesus no Templo:&lt;br /&gt;"Eis que este Menino está destinado para ser sinal de contradição" (Lc 2,34)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;O encontro do Menino Jesus no Templo:&lt;br /&gt;"Por que me procuráveis? Não sabéis que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?" (Lc 2,49) Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Mistérios Dolorosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras:&lt;br /&gt;"Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mc 14,38)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A flagelação de Jesus:"Então Pilatos mandou prender e flagelar Jesus." (Jo 19,1)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus é coroado de espinhos:&lt;br /&gt;"Teceram uma coroa de espinhos e puseram-na sobre sua cabeça dizendo: Salve, rei dos judeus." (Mc 15,17-18)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus carrega a Cruz para o Monte Calvário:&lt;br /&gt;"Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16,24) Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A crucificação, sofrimento e morte de Jesus:&lt;br /&gt;"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (Lc 23,46)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Mistérios Luminosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus no seu Batismo no Jordão:&lt;br /&gt;"Jesus foi ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele" (Mt 3,13-16)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus na Sua auto-revelação na Bodas de Caná:&lt;br /&gt;"...Fazei o que ele vos disser."... "Enchei as talhas de água." Eles encheram-nas até em cima. "Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos servientes." (Jo 2,1-12)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus no Seu anúncio do Reino de Deus e com o convite à conversão:&lt;br /&gt;"Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho" (Mc 1,15-15)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:&lt;br /&gt; Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus na Sua Transfiguração:&lt;br /&gt;"... Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e suas vestes tornaram-se replandecentes de brancura..." (Lc 9,28-36&lt;br /&gt;) Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Jesus na instituição da Eucaristia, expressão Sacramental do Mistério:&lt;br /&gt; Pascal. "Tomai e comei, isto é meu corpo" (Mt 26,26-29)&lt;br /&gt; Reza-se aqui:&lt;br /&gt;Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Mistérios Luminosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Jesus:"Não temais! Sei que procurais Jesus crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou como havia predito." (Mt 28,5-6)&lt;br /&gt;Reza-se aqui: Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A ascensão de Jesus aos Céus:&lt;br /&gt;"E, enquanto os abençoava, foi-se afastando deles, e subindo para o céu." (Lc 24,51)&lt;br /&gt;Reza-se aqui: Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A descida do Espírito Santo:&lt;br /&gt;"Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outraslínguas." (At 2,4)&lt;br /&gt;Reza-se aqui: Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;A assunção de Maria Santíssima aos Céus:&lt;br /&gt;"Fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso" (Lc 1,49)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai... Jaculatória&lt;br /&gt;Coroação de Nossa Senhora do céu e da terra:"Apareceu um grande sinal do céu: uma mulher vestida de sol, com uma coroa de doze estrelas". (Ap 12,1)&lt;br /&gt;Reza-se aqui:Pai Nosso...; Dez Ave-Maria...; Glória ao Pai...; Jaculatória...; Salve Rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZF_MHTZI/AAAAAAAAALY/3_Em7ztfl3I/s1600-h/terco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242639769376607634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZF_MHTZI/AAAAAAAAALY/3_Em7ztfl3I/s200/terco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; AGRADECIMENTO:&lt;br /&gt;Infinitas graças vos dou, Soberana Rainha, pelos benefícios recebidos todos os dias por vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-me debaixo do vosso poderoso amparo e, louvando-vos, saúdo-vos com uma Salve Rainha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.&lt;br /&gt; - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-8951448477041710354?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/8951448477041710354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=8951448477041710354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8951448477041710354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8951448477041710354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/09/os-mistrios-do-tero_05.html' title='Os Mistérios do Terço'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SMGZRtLhNRI/AAAAAAAAALo/3zBoROnecYo/s72-c/1215272667.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-6614052435781877528</id><published>2008-08-27T10:16:00.001-07:00</published><updated>2008-08-27T10:36:34.367-07:00</updated><title type='text'>Frases sobre a Pobreza e a Miséria</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWOvOyoZ9I/AAAAAAAAAH8/B1EuQ11OedU/s1600-h/pobreza2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239250683590895570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWOvOyoZ9I/AAAAAAAAAH8/B1EuQ11OedU/s400/pobreza2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Frases&lt;br /&gt;A alma da fome é política!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome e a miséria terão que estar em todos os debates, palanques e comícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política.&lt;br /&gt;O jovem não é o amanhã, ele é o agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conter as provas de um jogo injusto é que o orçamento é tão complicado, técnico, oculto, disfarçado, arredio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariedade, amigos , não se agradece, comemora-se.&lt;br /&gt;Não sou otimista babaca, mas otimista ativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miséria é imoral. Pobreza é imoral. Talvez seja o maior crime moral que uma sociedade possa cometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta a uma ética da exclusão, estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos falta é a capacidade de traduzir em proposta aquilo que ilumina a nossa inteligência e mobiliza nossos corações: a construção de um novo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma sociedade deixa matar crianças é porque começou seu suicídio como sociedade.&lt;br /&gt;Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democratização das nossas sociedades se constrói a partir da democratização das informações, do conhecimento, das mídias, da formulação e debate dos caminhos e dos processos de mudança.&lt;br /&gt;A terra e a democracia aqui não se encontram. Negam-se, renegam-se. Por isso, para se chegar à democracia é fundamental abrir a terra, romper essas cercas que excluem e matam, universalizar esse bem, acabar com o absurdo, restabelecer os caminhos fechados, as trilhas cercadas, os rios e lagos apropriados por quem, julgando-se dono do mundo, na verdade o rouba de todos os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela democracia é que desenvolve o mundo e ela se constrói com e através da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda informação é, de certa forma, uma proposta ou elemento de formulação de propostas. É matéria-prima fundamental da ação política e, portanto, do trabalho cotidiano dos movimentos populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso olhar a propriedade da terra com o olhar da democracia, com o olhar da vida, e não com o olhar da cobiça, da cerca, da violência...&lt;br /&gt;É importante ver, com os dois olhos, os dois lados - para mudar uma única realidade, a que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas e estão sendo assassinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil não existia o controle do sangue: a Aids era desconhecida. Ele não existia também para outras doenças. Assistimos ao comércio de sangue, uma irresponsabilidade total. Neste sentido, a Aids salvou o sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos aceitar a teoria de que se o pé é grande e o sapato, pequeno, devemos cortar o pé. Temos de trocar de sapato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nascer um novo Brasil, humano, solidário, democrático, é fundamental que uma nova cultura se estabeleça, que uma nova economia se implante e que um novo poder expresse a sociedade democrática e a democracia no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariedade a gente não agradece, se alegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. Democracia serve para todos ou não serve para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWOezmq_qI/AAAAAAAAAH0/qhwaF3FGrrg/s1600-h/Poverty1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239250401415069346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWOezmq_qI/AAAAAAAAAH0/qhwaF3FGrrg/s200/Poverty1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "A miséria também é uma herança." (Riccardo Bacchelli)&lt;br /&gt;"O fogo prova o ouro; a miséria prova os homens fortes." (Sêneca)&lt;br /&gt;"A miséria só principia, quando temos empobrecido até de esperanças." (Emanuel Wertheimer)&lt;br /&gt;"A miséria de qualquer espécie, não é a causa, é o efeito da imoralidade." (Thomas Carlyle)&lt;br /&gt;"A maior miséria das misérias é os miseráveis não a notarem, tão natural lhes parece." (Jacinto Benavente)&lt;br /&gt;"A maneira mais segura de perpetuar a miséria é dar esmolas aos pobres, ao em vez de escolas e empregos." (B. Calheiros Bomfim)&lt;br /&gt;"É preciso estudar as misérias dos homens, incluindo entre essas misérias as idéias que eles têm quanto aos meios para combatê-las." (Friedrich Nietzsche)&lt;br /&gt;"Se a miséria de nossos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas por nossas instituições, grande é a nossa culpa." (Charles Darwin)&lt;br /&gt;"A miséria é para sempre a violência número um, mas quando a miséria explode temos a violência número dois e quando vem a repressão brutal passamos para a violência número três." (Dom Hélder Câmara)&lt;br /&gt;"A miséria degrada o homem na sua dignidade e o degradado parte para a violência, única e desesperada arma de defesa." (Dom Paulo Evaristo Arns)&lt;br /&gt;"Uma das misérias das pessoas ricas é serem enganadas em tudo." (Jean-Jacques Rousseau)&lt;br /&gt;"Pois todas as nossas misérias verdadeiras são íntimas e causadas por nós mesmos. Acreditamos erradamente que elas vêm de fora, mas as formamos dentro de nós, da nossa própria substância." (Anatole France)&lt;br /&gt;"A miséria de uma criança interessa a uma mãe, a miséria de um rapaz interessa a uma moça, a miséria de um velho não interessa a ninguém." (Victor Hugo)&lt;br /&gt;"A miséria só é sinistra porque não é geral." (Louis Scutenaire)&lt;br /&gt;"A miséria habitua o homem a estranhos companheiros de cama." (William Shakespeare)&lt;br /&gt;"Se para muitos homens a miséria é um tônico, para outros é um dissolvente." (Honoré de Balzac)&lt;br /&gt;"Do ponto de vista plástico, a miséria é mais pitoresca do que a riqueza." (Érico Veríssimo)&lt;br /&gt;"É comum que pessoas bem intencionadas se comovam ante a miséria que está ao alcance dos olhos, mas sejam indiferentes às legiões de miseráveis que não vêem, embora saibam de sua existência." (B. Calheiros Bomfim)&lt;br /&gt;"Para os eleitos do mundo das idéias, a miséria está na decadência e não na morte." (Rui Barbosa)&lt;br /&gt;"A miséria oferece e a sociedade compra." (Victor Hugo)&lt;br /&gt;"Onde há coragem, não pode haver miséria." (Cícero)&lt;br /&gt;"Apenas a miséria é sem inveja." (Giovanni Boccaccio)&lt;br /&gt;Fonte: Sitequente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-6614052435781877528?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/6614052435781877528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=6614052435781877528' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6614052435781877528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/6614052435781877528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/frases-sobrea-pobreza.html' title='Frases sobre a Pobreza e a Miséria'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWOvOyoZ9I/AAAAAAAAAH8/B1EuQ11OedU/s72-c/pobreza2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4152149789641134496</id><published>2008-08-27T10:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T10:14:07.876-07:00</updated><title type='text'>Escolhe pois a Vida.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWLVP78opI/AAAAAAAAAHs/jw0qXP3e8kA/s1600-h/102.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239246938686923410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWLVP78opI/AAAAAAAAAHs/jw0qXP3e8kA/s320/102.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Na foto minha filha Sarah.A vida é um dom gratuito de Deus.Porém hoje ela está tão banalizada numa sociedade egoista,consumista e horrivelmente desumana.O ser humano parace não ter mais o valor como filho de Deus,mas logo na sua concepção ele é apenas um objeto de recusa com tantas experiências científicas onde esconde a presença do maior artífice da vida: Deus.Lidar com os inocentes não passa de experiências.Principalmente quando se trata de muito cientistas não cristãos ou os que se diezem cristãos mas são verdadeiros sepulcros caiados.Não defendem a fé e se tornam verdadeiros mosntros em nome de uma verdade falsa.Tarcisio.Está na hora da Igreja povo de Deus se voltar para ver a vida como dom de Deus e não como uma cultura de morte.Seu irmão em Cristo.Tarcisio Silva&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4152149789641134496?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4152149789641134496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4152149789641134496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4152149789641134496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4152149789641134496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/escolhe-pois-vida_27.html' title='Escolhe pois a Vida.'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLWLVP78opI/AAAAAAAAAHs/jw0qXP3e8kA/s72-c/102.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-277678494655154740</id><published>2008-08-26T10:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T06:45:01.561-07:00</updated><title type='text'>Meditando o Salmo  134</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ_V6yBzPI/AAAAAAAAAGs/mwrsQX2tTTU/s1600-h/1212268287.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238881912327621874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ_V6yBzPI/AAAAAAAAAGs/mwrsQX2tTTU/s320/1212268287.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Senhor, derrama as tuas bênçãos sobre nós, mas derrame como Chuva,que não escolhe nem lugar, nem pessoa, nem faz distinção entre pobres e ricos, nem rua, nem casa ou hospital, asilo ou penitenciária.A chuva que se espalha por todos os cantos, frestas e vãos, e lava com ares de renovação.Que assim sejam as tuas bênçãos, que se espalhem neste dia, pelos povos, por todos os corações.Apenas por Misericórdia, para todos que neste dia invocarem o Teu nome,em oração, simples ou composta, em pé ou de joelhos.Pelos que choram, ou por aqueles que nem tem mais lágrimas para chorar,sustenta a vida Senhor, acolhe os que partem, abençoa os que chegam,encoraja os que desistiram, ama os que só querem vingança,alimenta os famintos da alma, dá de beber na Tua fonte aos sedentos de justiça, saúde aos doentes, paz de espírito aos aflitos, alegria aos que se recolheram na tristeza.Dê a Tua luz aos que estão em becos escuros, força para os que querem sair dos vícios, e perdão para todos nós que tanto erramos, que tanto devemos,mas por Teu Infinito Amor, derrama as Tuas bênçãos.” Amém!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-277678494655154740?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/277678494655154740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=277678494655154740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/277678494655154740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/277678494655154740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/mesitando-o-salmo-134.html' title='Meditando o Salmo  134'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ_V6yBzPI/AAAAAAAAAGs/mwrsQX2tTTU/s72-c/1212268287.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-8537886306106206015</id><published>2008-08-26T10:31:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T10:33:37.455-07:00</updated><title type='text'>Entregue suas Feridas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ-Z1ufpUI/AAAAAAAAAGk/VIgg2iddFs8/s1600-h/1214492241.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238880880178472258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ-Z1ufpUI/AAAAAAAAAGk/VIgg2iddFs8/s400/1214492241.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onclick="MM_openBrWindow('/image.php?id=1214492241.jpg','comment','scrollbars=yes,width=600,height=600');return false;" href="http://staticblog.hi-pi.com/gisblogMnt-br-spaceblog/tarcisio/images/gd/1214492241.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Onde posso apresentar minhas feridas?Entregar minha vida?"&lt;br /&gt;Muitas pessoas se perguntam porque vivem excluídas dos planos de Deus e mal sabem elas que Deus os abraça e os ama infinitamente.&lt;br /&gt;Por isso existem pessoas carentes,tristes,desesperadas e achando que o mundo acabou.&lt;br /&gt;Seja qual for o seu problema o Senhor Jesus Cristo é a solução e está de braços abertos para te recerber. Pois ele morreu por cada um de nós e está pronto a receber todo aquele que deseja ser uma nova criatura e aderir ao seu projeto de libertação. Deixe o Senhor Jesus Cristo mudar o seu viver e te salvar. Ele é o seu melhor amigo.&lt;br /&gt;Se o teu coração está ferido,machucado e os teus olhos não param de chorar, enxugue toda lágrima e corre ao encontro de quem pode salvar tua vida.Não adie mais,ele te espera, levanta-te e anda ao encontro do Servo.Somente ele é tua pátria,teu porto seguro...&lt;br /&gt;Do irmão em Cristo,&lt;br /&gt;Tarcisio Silva!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-8537886306106206015?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/8537886306106206015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=8537886306106206015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8537886306106206015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/8537886306106206015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/entregue-suas-feridas.html' title='Entregue suas Feridas'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ-Z1ufpUI/AAAAAAAAAGk/VIgg2iddFs8/s72-c/1214492241.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-1104914582354819024</id><published>2008-08-26T10:03:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T10:10:22.213-07:00</updated><title type='text'>Jesus,Jesus!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ3nvVG-_I/AAAAAAAAAGU/XF0bU40jot0/s1600-h/1214423549.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238873422398159858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ3nvVG-_I/AAAAAAAAAGU/XF0bU40jot0/s320/1214423549.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando escuto as músicas de Ir. Kelly Patrícia eu não consigo ficar olhando o mundo sem que seja com o olhar de Jesus.Ela trás em sua mensagem uma mística que envolve o nosso coração e a nossa mente.Realmente esta é um anjo de Deus,cheia de ternura,inocência,pureza.&lt;br /&gt;Um exemplo para ser seguido pela nossa juventude.&lt;br /&gt;Esta letra nos faz penetrar profundamente no mistério da Paixão de Jesus e como nós devemos dirigir-se a Ele e contemplá-Lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Jesus! Jesus! Tua face … eu a amo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estrela-norte do exílio meu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vê-la é perder-me em divinos êxtases, vê-la é no mundo entrever o céu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesses teus olhos que esmaltam prantos, quanta delícia descobre o amor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorrindo enlevo-me em teus encantos, choro pensando na tua dor…&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra consolar-te, quero esta vida levar nas trevas na solidão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tua beleza tão escondida lá me revelas…lá me convidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De melhor sarça melhor visão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Face adorável, és minha pátria, meu soberano reino de amor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jardim ridente de flores místicas, sol de meus dias encantador,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lírio dos vales, mimoso lírio, amo os perfumes que tu me dás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste da vida longo martírio aspiro deles celeste paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Argêntea lira de cordas sete, comigo os anos te pulsarão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hei de lançar-te num ramalhete, mirra escolhida!…como um sinete,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hei de gravar-te no coração!…De ricas jóias cofre riquíssimo, a ti só quero e a tua cruz!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em ti me escondo, em ti me abismo para imitar-te, Jesus!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jesus!Deixa, em minha alma, bem fundo impressa a tua imagem, tuas feições:Far-me-ei santa, sê-lo-ei depressa! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então… converto-te os corações!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, porque vingue de loira messe áureas paveias a flux juntar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com tuas chamas meu peito aquece e o ósculo eterno de última prece!Breve no céu dá-me a gozar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-1104914582354819024?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/1104914582354819024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=1104914582354819024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1104914582354819024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1104914582354819024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/jesusjesus.html' title='Jesus,Jesus!!!'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ3nvVG-_I/AAAAAAAAAGU/XF0bU40jot0/s72-c/1214423549.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3365416729736052572</id><published>2008-08-26T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T09:54:47.930-07:00</updated><title type='text'>Falando de Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ1Cbm25KI/AAAAAAAAAF4/PVgayo7gA6o/s1600-h/1213207752.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238870582425478306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ1Cbm25KI/AAAAAAAAAF4/PVgayo7gA6o/s400/1213207752.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falar de amor é levar alguém a descobrir que amar é muito mais do que dar um abraço,oferecer flores,pronunciar palavras bonitas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é um sentimento verdadeiro onde não pode se reduzir em atos obscenos,palavras vazias como o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor verdadeiro nasce do coração com sentimentos puros e sem finalidades interesseiras.O amor vai além fronteiras para poder atingir a alma de quem quer ser seduzido,manipulado e arrebatado por este amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar de verdade é amar-se e fazer o outro amado.Mas é preciso reconhecer que só existe amor de verdade onde um coração se deixa contaminar pelo amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor precisa ter uma união com forte raízes para que não venha a cair quando as tempestades o atacarem.Assim como o bambú que está sempre junto e com raízes profundas e forte no chão evitando sua queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM abraço do irmão em Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarcisio Silva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3365416729736052572?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3365416729736052572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3365416729736052572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3365416729736052572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3365416729736052572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/falando-de-amor.html' title='Falando de Amor'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ1Cbm25KI/AAAAAAAAAF4/PVgayo7gA6o/s72-c/1213207752.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-5899362011994857226</id><published>2008-08-25T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T10:27:51.387-07:00</updated><title type='text'>Universitários Católicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ8Xs6ktJI/AAAAAAAAAGc/rjajHNqx3m4/s1600-h/uni1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238878644430222482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ8Xs6ktJI/AAAAAAAAAGc/rjajHNqx3m4/s320/uni1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1)Como o senhor avalia a participação dos universitários católicos hoje no país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho a participação dos universitários católicos do Brasil muito boa, imprescindível para a difusão do Evangelho na universidade, especialmente hoje quando um laicismo agressivo e anti-católico, ateu e marxista, invade nossas salas de aula. Eles estão dando vida nova à Igreja, especialmente às pastorais dos jovens. É um potencial enorme e maravilhoso que a Igreja precisa cultivar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Quais as maiores dificuldades em escrever para o meio universitário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias dificuldades; a primeira talvez seja a divulgação e distribuição dos livros neste país imenso; a segunda, a dificuldade dos jovens de poderem adquirir os livros; e talvez a terceira, ainda o pouco hábito de leitura de muitos acadêmicos, que não adquiriram o costume de estudar outras matérias além daquelas do seu curso especifico. Muitos jovens ainda estão alienados em uma cultura materialista e hedonista onde se cultiva pouco a razão e a fé. Falta-lhes a catequese e a evangelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)Como o senhor acha que devem reagir os acadêmicos, especialmente com relação às criticas à Igreja tão frequentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens universitários católicos devem reagir às criticas feitas à Igreja com sabedoria e conhecimento profundo da história da Igreja, pois nessa vemos muito mais luzes do que sombras. Precisarão estar preparados para mostrar ao mundo acadêmico a "razão da nossa fé" (1Pe 3, 15). Infelizmente há um ranço universitário anti-católico em muitas universidades e cursos, que discrimina a Igreja analisando os fatos negativos de sua história fora do seu contexto e muitas vezes exagerando-se os erros dos filhos da Igreja e ocultando tudo de bom e de belo que a Igreja fez para salvar e construir a Civilização Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens universitários de hoje precisam estar preparados para o debate, com documentos sólidos nas mãos para comprovar o que foi dito acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)Na produção dos livros, qual foi o maior desafio e a maior alegria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior desafio é escrever um livro para um universo de jovens cristãos, infelizmente a minoria, sabendo que será difícil fazer o livro chegar a eles. A segunda dificuldade é compilar em poucas páginas - para que o livro não fique caro - o máximo de informações históricas e científicas verdadeiras, numa linguagem agradável e verdadeira. A grande alegria é saber que os jovens estão lendo o livro e se preparando para defender a fé católica e a Igreja com capacitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)Que mensagem o senhor deixaria aos universitários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçam profundamente as palavras do Papa Bento XVI que é um homem da universidade e que tem argumentos profundos para enfrentar o que ele chama de "ditadura do relativismo" moral e religioso que invade o Ocidente, as universidades e a imprensa. Leiam os seus livros e discursos. Estudem o Catecismo da Igreja para dominarem a doutrina da fé, a "são doutrina" (1Tm 1, 10), a verdade que liberta e salva (cf. 1Tm 2, 4. 3, 15); estudem a história da Igreja em fontes seguras como o autor Daniel Rops, Estevão Bettencourt e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)Fale-nos um pouco sobre a produção dos livros "Ciência e fé em harmonia" e "uma história que não é contada”. Como surgiu a idéia de escrevê-los? Com que intenção? Havia uma proposta evangelizadora através dos livros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro CIENCIA E FÉ EM HARMONIA, tem o objetivo de mostrar aos jovens que a fé e a ciência são ambas do mesmo Deus Criador, e que portanto não pode haver oposição entre elas, ao contrário, uma ajuda a outra; a fé impede o racionalismo científico e a ciência impede o fanatismo religioso. Mostramos que é a ciência hoje que mostra a evidência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro UMA HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA, tem o objetivo de mostrar que a Igreja Católica foi a única Instituição que ficou de pé no Ocidente após a avalanche dos bárbaros sobre o Império Romano; e que a Igreja salvou e construiu a nossa Civilização Ocidental. A Igreja salvou e edificou a música, a literatura, as artes, a arquitetura, inaugurou as universidades, construiu milhares de belas Catedrais e renovou a caridade e a moral, trazendo dignidade para o homem e para a mulher.&lt;br /&gt;Entrevista com o Porf. Felipe Aquino&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-5899362011994857226?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/5899362011994857226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=5899362011994857226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5899362011994857226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5899362011994857226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/universitrios-catlicos.html' title='Universitários Católicos'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLQ8Xs6ktJI/AAAAAAAAAGc/rjajHNqx3m4/s72-c/uni1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-5236928828846440325</id><published>2008-08-24T13:13:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T13:14:09.468-07:00</updated><title type='text'>Sacrário Vivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLHA__qbuuI/AAAAAAAAAFQ/y0uitj0psHo/s1600-h/1213472456.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238180047262300898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLHA__qbuuI/AAAAAAAAAFQ/y0uitj0psHo/s400/1213472456.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"O Sacrário possui o silêncio de uma tumba, a majestade de um trono, as alegrias de uma vida.&lt;br /&gt;É que contém JESUS como vítima imolada,como rei do mundo, como alimento da VIDA. Gostou deste pensamento?" (Sta.Tereza de LOs Andes).&lt;br /&gt;Quantos homens e mulheres tiveram esta facilidade de ter este contato com Jesus no SS.Sacramento? Quase todos viveram esta mística.Eu entendo que nós cristãos já devemos nos inclinar diante de Jesus Sacramentado e ter ele como um amigo e não muito distante compreendermos e assumirmos de uma vez Jesus como nosso protetor e Salvador.Não dar mais para termos uma visão de Jesus como aquele que permanece distante,mas aquele que não se afasta de nós.Aprendemos com Sta Tereza ter esta intimidade com Cristo.&lt;br /&gt;«Vi que a Felicidade do mundo não existe e as coisas do mundo deixam-me sempre um vazio que só Deus pode preencher por completo!» (Sta Tereza de Los Andes).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-5236928828846440325?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/5236928828846440325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=5236928828846440325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5236928828846440325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5236928828846440325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/sacrrio-vivo.html' title='Sacrário Vivo'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLHA__qbuuI/AAAAAAAAAFQ/y0uitj0psHo/s72-c/1213472456.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-7950962334890433046</id><published>2008-08-24T13:07:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T13:09:50.202-07:00</updated><title type='text'>Amor conjugal. Pe.Léo tarcisio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_6Jr8v4I/AAAAAAAAAFI/xbH3qzPXkQk/s1600-h/1200406305.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238178847362170754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_6Jr8v4I/AAAAAAAAAFI/xbH3qzPXkQk/s400/1200406305.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eminente, humano, porque parte de uma pessoa e se dirige a outra pessoa, mediante o afeto da vontade, o amor conjugal envolve o bem de toda a pessoa; portanto, é capaz de enobrecer as expressões do corpo e da alma como elementos e sinais específicos da amizade conjugal e de enriquecê-los com uma especial dignidade.O Senhor, por um dom especial de graça e caridade, se dignou restaurar, aperfeiçoar e elevar esse amor. Semelhante amor que associa o divino ao humano, leva os esposos à mútua doação de si mesmos, provada com terno afeto e com obras, e lhes impregna toda a vida.Mais. Cresce e aperfeiçoa com uma própria generosa operosidade. Supera, por conseguinte, de longe, a mera inclinação erótica que, cultivada com egoísmo, desaparece rápida e miseravelmente.Essa afeição exprime e se realiza de maneira singular pelo ato próprio do matrimônio. Por isso os atos pelos quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido (cf. CIC 2361-2363).A unidade do matrimônio é também claramente confirmada pelo Senhor mediante a igual dignidade do homem e da mulher como pessoas, a qual deve ser reconhecida no amor mútuo e perfeito.Por isso os esposos, robustecidos pela graça para uma vida santa, cultivarão com assiduidade a firmeza do amor, a grandeza de alma e o espírito de sacrifício e os implorarão na oração.A fecundidade do amor conjugal é testemunhada e refletida no prazer sexual. O orgasmo externaliza a doação mútua e manifesta a exclusividade da pertença conjugal.No momento do ápice sexual o ser dos amantes estão inteiramente voltados um para o outro. Naquele momento o marido e a mulher se pertencem por inteiro.Todo pensamento se apaga da mente. Todas as sensações físicas se concentram nessa doação exclusiva: circulação sanguínea, respiração, pressão, músculos, pele... todo corpo é doação completa ao outro.&lt;br /&gt;As palavras são pobres demais para descrever o amor que envolve um casal em êxtase sexual.O prazer sexual reflete a exclusividade da pertença conjugal. Somente o casal pode experienciar esse momento. Naquele instante um é inteira e exclusivamente do outro.Em quase tudo na vida o casal se relaciona com outras pessoas. Tudo que um ou outro é e faz, outras pessoas também saboreiam. No prazer sexual somente o cônjuge participa. O prazer é íntimo e exclusivo, por isso é unitivo e fecundo.O prazer vai além do clímax físico. A ternura que envolve o casal e a própria intimidade que experienciam é fonte de prazer e santa alegria.A compreensão da beleza bíblica do prazer evidencia que o matrimônio não foi instituído apenas com o fim da procriação. Por isso, é preciso que o amor recíproco se realize com reta ordem para que cresça e amadureça (GS 50).É isso que descobrimos quando meditamos o Código do Direito Canônico, que, mesmo sendo um conjunto de leis e normas, deixa transparecer a santidade e a beleza da intimidade sexual. A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração da prole (Can. 1055).O Catecismo da Igreja Católica, número 1602, lembra que a Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus ( Gn 1,26-27) e se fecha com as núpcias do Cordeiro (Ap 19,7.9). Esse destaque é conseqüente da certeza de que a salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar (CIC 1603).No catecismo a sexualidade é sempre vista na sua totalidade santificante. A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente á afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros (CIC 2332).Por isso, cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual.A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar.A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vive entre os sexos a complementaridade, a necessidade e apoio mútuos (CIC 2333).Cada um dos dois sexos é, com igual dignidade, embora de maneira diferente, imagem do corpo e da ternura de Deus. A união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e fecundidade do Criador (CIC 2335).Jesus veio restaurar a criação na pureza de sua origem (CIC 2336).A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento (CIC 2360).A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal (CIC 2361).Trecho do livro &lt;a href="http://shopping.cancaonova.com/editora_574.htm" target="_parent"&gt;"Sede fecundos"&lt;/a&gt; de Padre LéoObs.: A abreviatura "CIC" corresponde a Catecismo da Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-7950962334890433046?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/7950962334890433046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=7950962334890433046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/7950962334890433046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/7950962334890433046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/amor-conjugal-pelo-tarcisio.html' title='Amor conjugal. Pe.Léo tarcisio'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_6Jr8v4I/AAAAAAAAAFI/xbH3qzPXkQk/s72-c/1200406305.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-7197908928646535698</id><published>2008-08-24T13:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T13:23:56.490-07:00</updated><title type='text'>A pobreza é problema social e religioso?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_SZQTAaI/AAAAAAAAAFA/EqXFXmfwmkU/s1600-h/salgado-deserto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238178164346388898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_SZQTAaI/AAAAAAAAAFA/EqXFXmfwmkU/s400/salgado-deserto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"A pobreza carece de muitas coisas - a ambição carece de todas." (Jean de La Bruyère)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza é carga leve e pesada." (Terêncio)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza não nasce da diminuição dos haveres, mas da multiplicação dos desejos." (Platão)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Se a pobreza é a mãe dos crimes, a falta de espírito é o seu pai." (Jean de La Bruyère)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Entre nós é vergonhoso reconhecer a própria pobreza; mas pior do que isso é não esforçar-se para escapar dela." (Tucídedes)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O mundo ocidental se defrontou em cheio com o paradoxo da pobreza em meio à abundância." (Leo Huberman)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"De qualquer tipo que seja a pobreza, ela não é a causa da imoralidade, mas o efeito." (Thomas Carlyle)"&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pobreza consiste em nos sentirmos pobres." (Ralph Waldo Emerson)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A própria pobreza torna orgulhosas as pessoas que não a merecem." (Goethe)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza e a esperança são mãe e filha. Ao se entreter com a filha, esquece-se da mãe." (Jean-Paul Sartre)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza põe uma surdina em todas as atividades humanas, sem excetuar as do espírito." (H. L. Mencken)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Vivemos todos num estado de pobreza ambiciosa." (Juvenal)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A súbita pobreza abriu-lhes os olhos, que a riqueza lhes havia mantido fechados." (Giovani Boccaccio)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Creio que tenho prova suficiente de que falo a verdade: a pobreza." (Sócrates)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"As riquezas sem a generosidade são a pobreza dos plebeus." (Pietro Aretino)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Para quem nasceu pobre é mais fácil suportar a pobreza." (Quintiliano)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza é exercitadora das virtudes dos nossos talentos." (Giovani Boccaccio)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A pobreza antes era considerada obra de injustiça. O mundo moderno considera a pobreza incapacidade." (Eduardo Galeano)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ser pobre é um estado de espírito." (Mike Todd)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: sitequente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Frank Chamberlain, de 68 anos, um padre jesuíta que trabalhou com os pobres do Peru por 43 anos, é um dos considerados liberais e sustenta que a autoridade de Roma deve ser seguida somente se for crível. "A Igreja tem que ser mais que uma fornecedora de sacramentos. Estamos ajudando as pessoas a viver com um pouco de dignidade", disse Chamberlain em sua igreja no distrito pobre de El Agustino, em Lima, onde ajuda jovens a abandonar gangues violentas.Sacerdote kirke de 71 anos, do méxico diz:"Pergunto-me se os homens de solidéus vermelhos sabem como trabalhar com os doentes, com os viciados, com os que estão morrendo", disse Kirke, em referência aos altos funcionários do Vaticano, em sua modesta casa na Vila El Salvador, bairro popular a sudeste de Lima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-7197908928646535698?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/7197908928646535698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=7197908928646535698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/7197908928646535698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/7197908928646535698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/pobreza-problema-social-e-religioso.html' title='A pobreza é problema social e religioso?'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG_SZQTAaI/AAAAAAAAAFA/EqXFXmfwmkU/s72-c/salgado-deserto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-4418472378349242716</id><published>2008-08-24T13:02:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T13:04:08.648-07:00</updated><title type='text'>João Paulo e o Aborto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG-fxe9dNI/AAAAAAAAAE4/wqK7hS3GUBM/s1600-h/1200787502.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238177294677013714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG-fxe9dNI/AAAAAAAAAE4/wqK7hS3GUBM/s320/1200787502.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dentre todos os crimes que o homem pode cometer contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente perverso e abominável." (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 58) No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73) Quando uma maioria parlamentar ou social decreta a legitimidade da eliminação, mesmo sob certas condições, da vida humana ainda não nascida, assume uma decisão tirânica contra o ser humano mais débil e indefeso. (cf João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 70) Não pode haver paz verdadeira sem respeito pela vida, especialmente se é inocente e indefesa como a da criança não nascida. (João Paulo II, Discurso ao Movimento Defesa da Vida, Italiano, 2002) A tolerância legal do aborto ou da eutanásia não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 71) Reivindicar o direito ao aborto e reconhecê-lo legalmente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 20) É totalmente falsa e ilusória a comum defesa, que aliás justamente se faz, dos direitos humanos - como por exemplo o direito à saúde, à casa, ao trabalho, à família e à cultura, - se não se defende com a máxima energia o direito à vida, como primeiro e fontal direito, condição de todos os outros direitos da pessoa. (João Paulo II, Christifideles Laci, nº 38) Quando a lei, votada segundo as chamadas regras democráticas, permite o aborto, o ideal democrático, que só é tal verdadeiramente quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana, é atraiçoado nas suas próprias bases: Como é possível falar ainda de dignidade de toda a pessoa humana, quando se permite matar a mais débil e a mais inocente? Em nome de qual justiça se realiza a mais injusta das discriminações entre as pessoas, declarando algumas dignas de ser defendidas, enquanto a outras esta dignidade é negada? Deste modo e para descrédito das suas regras, a democracia caminha pela estrada de um substancial totalitarismo. O Estado deixa de ser a "casa comum", onde todos podem viver segundo princípios de substancial igualdade, e transforma-se num Estado tirano, que presume poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos, como a criança ainda não nascida, em nome de uma utilidade pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns. (cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 20) Matar o ser humano, no qual está presente a imagem de Deus, é pecado de particular gravidade. Só Deus é dono da vida! (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 55) A rejeição da vida do homem, nas suas diversas formas, é realmente uma rejeição de Cristo. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 104)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-4418472378349242716?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/4418472378349242716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=4418472378349242716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4418472378349242716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/4418472378349242716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/joo-paulo-e-o-aborto.html' title='João Paulo e o Aborto'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG-fxe9dNI/AAAAAAAAAE4/wqK7hS3GUBM/s72-c/1200787502.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-9036606045257508575</id><published>2008-08-24T12:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T13:01:55.681-07:00</updated><title type='text'>Os Frutos do Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG96gdzJJI/AAAAAAAAAEw/t49p44NcBY0/s1600-h/img_esp_santo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238176654453580946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG96gdzJJI/AAAAAAAAAEw/t49p44NcBY0/s320/img_esp_santo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Espírito Santo é a água Viva que rega nosso coração, a cada dia, para que possamos produzir Seus frutos. Quais são estes frutos?Os frutos do Espírito Santo são: a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a afabilidade, a bondade,&lt;br /&gt;Caridade&lt;br /&gt;Caridade: é o próprio amor. "O amor é paciente, é bondoso. não tem inveja, não é orgulhoso. não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor..." (Leia I Cr 13, 4-5ss).&lt;br /&gt;Alegria&lt;br /&gt;Alegria: é verdadeira e não passageira. "A vossa tristeza se hß de tornar em alegria" (Jo 16, 20b).&lt;br /&gt;Paz&lt;br /&gt;Paz: que só Jesus pode oferecer: "Dou-vos a paz, dou-vos a minha paz. não vŠ-la dou como o mundo a d¯..." (Leia Jo 14, 27ss). a fidelidade, a brandura e a temperanŠa..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;paciência&lt;br /&gt;paciência: é uma conseqüência do fruto da paz e tem íntima ligação com a Fé, a alegria e a paz.&lt;br /&gt;Afabilidade&lt;br /&gt;Afabilidade: ou gentileza, é o fruto do Espírito Santo com o qual ajudamos nossos irmãos, como o bom samaritano.&lt;br /&gt;Bondade&lt;br /&gt;Bondade: "Comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é a bondade..." (Leia Ef 5, 9ss).&lt;br /&gt;Fé&lt;br /&gt;Fé: "Tende Fé em Deus. Em verdade vos declaro. Todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, se ele não duvidar em seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, ele obterá esse milagre" (Mc 11, 22-23).&lt;br /&gt;Brandura&lt;br /&gt;Brandura: também chamada mansidão: "Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra" (Mt 5, 5).&lt;br /&gt;Temperança&lt;br /&gt;Temperança: é o equilíbrio que recebemos do Espírito Santo para evitarmos exageros e agirmos de acordo com a Vontade de Deus.&lt;br /&gt;Como possuir estes frutos?&lt;br /&gt;Estes frutos só se desenvolvem em nosso coração quando não colocamos obstáculos para que isso aconteŠa. Caso contrßrio, eles se tornam verdadeiras "pragas", capazes de destruir nossa "ßrvore". Essas "pragas" são nossos medos, ressentimentos, amarguras, rejeições, falta de perdão, mágoas, etc.&lt;br /&gt;Se deixamos que estas "pragas" tomem conta de nossa vida e de nosso coração, colheremos outros tipos de fruto. Os frutos da carne: "fornicaþo, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes" (cf. Gl 5, 19). Podemos escolher quais destes frutos queremos colher em nossa vida: os frutos do Espírito Santo ou os frutos da carne!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-9036606045257508575?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/9036606045257508575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=9036606045257508575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/9036606045257508575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/9036606045257508575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/os-frutos-do-esprito-santo.html' title='Os Frutos do Espírito Santo'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLG96gdzJJI/AAAAAAAAAEw/t49p44NcBY0/s72-c/img_esp_santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-22331321407017013</id><published>2008-08-24T08:06:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T08:07:50.250-07:00</updated><title type='text'>Êxtase de Santa Terezinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLF5Go7eKmI/AAAAAAAAAEo/3mok4XgeBu4/s1600-h/1213800075.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238100996581632610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLF5Go7eKmI/AAAAAAAAAEo/3mok4XgeBu4/s320/1213800075.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Poucos místicos tiveram a oportunidade de entrar num estado de levitação ou de êxtase.Através de uma profunda meditação chegar a um determinado estágio de transcender a alma.Muitos fizeram e tiveram esta experiência fantástica de experimentar a intimidade com DEUS através do êxtase.&lt;br /&gt;Quero lembrar entre tantos outros Santa Terezinha.&lt;br /&gt;Santa Teresinha do Menino Jesus viveu a espiritualidade mais simples, aquela que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos: “deixem que os pequenos venham a Mim e não se lhes proíbam, porque deles é o reino dos céus”(Mt 19,14). Ela viveu uma vida muito simples, mas de grande santidade. A palavra “santidade” nos soa hoje como algo do passado ou que interesse apenas às monjas. Dizer “eu quero ser santo” não agrada aos ouvidos, pode parecer loucura ou presunção. Mas, sem dúvida, todos somos chamados à ‘santidade’. Poderemos nos perguntar, mas como posso ser santo neste mundo, neste estado de vida que escolhemos, na vida matrimonial, na vida familiar, no trabalho, na vida cotidiana? Em que consiste a santidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresinha nasceu em Alençon, Franca, no dia 2 de janeiro de 1973. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Seus pais Luís Martin e Zélia Martin, quando jovens aspiraram ingressar na vida religiosa, mas Deus tinha outros planos para eles: formar uma família verdadeiramente cristã. De fato, suas cinco filhas ingressaram na vida religiosa: Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresa. Leônia ingressou no Convento da Visitação e as outras no Carmelo Descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha ficou órfã de mãe aos três anos de idade. Suas irmãs se encarregaram de sua educação e formação cristã. Este é um exemplo de como a formação dos pais é tão importante na geração de bons cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha viveu uma infância muito feliz, de modo especial por ser a “predileta” de seu pai. Teve também momentos difíceis, como a longa enfermidade que não pôde ser bem compreendida pelos médicos da época. Teresinha foi curada milagrosamente ao contemplar uma pequena imagem da Virgem Maria cujo semblante se transformou e resplandeceu uma surpreendente formosura. Teresinha nos conta que Nossa Senhora respirava bondade e ternura inefáveis. Mas o que atingiu o mais íntimo de sua alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. A partir de então foi curada de sua terrível enfermidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 14 anos, mergulhada num mar de escrúpulos, e depois de pedir insistentemente a Jesus que a curasse, recupera a saúde numa noite de Natal. Ela chamará esta graça de “a graça do Natal”.&lt;br /&gt;Logo após esta cura recebe de Deus o chamado para o Carmelo. Ela não quer duvidar, mas pede a Deus que confirme o seu desejo. Deus lhe dá o sinal que é um pedido e confirmação de sua vocação. Ele a deseja na vida religiosa, para que ofereça suas orações e sofrimentos para a conversão dos pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha pede a Deus a conversão para um criminoso condenado à morte que não apresentava nenhum sinal de arrependimento. Deus escuta e responde às preces de Teresinha. No último momento, prestes a ser executado, o homem se aproxima do crucifixo que antes havia repelido, beija-o e pede perdão a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através desta prova ela não mais duvidará que Deus a chama para o Carmelo, para onde vai, segundo seu próprio testemunho, “salvar almas e rezar especialmente pelos sacerdotes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua pouca idade (quinze anos), negam-lhe a entrada no Convento. Porém, cheia de amor a Deus, visita o bispo que lhe nega o ingresso no Carmelo. Mas ela viaja a Roma com seu pai para falar com o Papa Leão XIII, que lhe diz: “Será feito o que Deus quiser”. Ao regressar a Lisieux encontra as permissões solicitadas e entra no Carmelo Descalço no dia 9 de abril de 1888.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida no Carmelo foi de um imenso amor a Deus através de uma vida de grande simplicidade, humildade, amabilidade e capacidade de serviço para com suas companheiras, especialmente com aqueles que não a tratavam bem. Em seus escritos ela nos diz: “desde o princípio encontrei mais espinhos que rosas, o sofrimento me abriu os braços e eu o aceitei com amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofreu diversas provações espirituais e começa o calvário de sua enfermidade (tuberculose) no dia 3 de abril de 1896, em uma Sexta-feira santa. Enfermidade que a irá aniquilando por um ano e meio, mas que a fortalecerá sua vontade e seu amor a Deus, levando-a a aceitar sua dor com paciência e amor, pela salvação das almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de setembro de 1897, pelas sete e vinte da noite, morre Santa Teresinha depois de uma agonia de dois dias. Suas últimas palavras, depois de aceitar prosseguir sofrendo pela salvação das almas, foram: “Eu vos amo, meu Deus, eu vos amo!”&lt;br /&gt;Depois de proferir estas palavras, tocaram-se os sinos e a comunidade se reuniu para testemunhar o êxtase da santa moribunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As “Últimas Palavras” nos relatam: “Seu rosto recobrou a cor que possuía quando gozava de plena saúde, seus olhos estavam fixos para o alto, refulgentes de paz e alegria. Fazia certos movimentos com a cabeça como se alguém a houvesse ferido com uma flecha de amor e logo retirava a flecha para voltar a feri-la de novo. Irmã Maria da Eucaristia aproximou uma vela para ver de perto seu sublime olhar. Suas pupilas, à luz da vela, não apresentavam nenhuma reação. Ela prosseguia olhando para o alto e sorrindo... e depois exalou o último suspiro conservando seu sorriso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos poderão se perguntar: o que terá a nos ensinar uma monja que morreu aos vinte e quatro anos. Eu diria: muita coisa! Seus ensinamentos revolucionaram a Igreja de seu tempo e essa revolução continua ocorrendo. Muitos religiosos e sacerdotes devem-lhe a vocação; muitos jovens solteiros e casais encontram nela um exemplo para viver sua vida cristã com humildade, simplicidade e sobretudo com um imenso amor e confiança em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Santa Teresinha se tornou padroeira das Missões se nunca saiu do seu Convento? muitos poderão questionar. Porque ela valorizou a oração e o sacrifício oferecidos a Deus para o bem dos outros. Esta é a razão de ser da vocação à Vida Contemplativa: viver em amorosa e constante intimidade com Deus. Quero usar uma comparação para esclarecer o que é a Vida Contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é com uma boa mãe que por amor a seu filho enfermo fica em casa cuidando dele, não tendo para essa mãe nenhum valor as festas e compromissos sociais, porque o amor é mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida Contemplativa, a pessoa acompanha Jesus constantemente, se não abatido por alguma enfermidade, ao menos sedento de amor, pedindo-nos amor pelo muito que nos ama e a quem só retribuímos com desprezo e ingratidões. Esta foi a queixa de amor que Nosso Senhor Jesus Cristo fez a Santa Margarida Maria de Alacoque quando lhe mostrou seu Sagrado Coração. A mesma queixa de amor ele prossegue nos fazendo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pilares que sustentam a doutrina de Santa Teresinha são o Amor e a Confiança em Deus. A maior graça de sua vida foi compreender a Misericórdia de Deus para com os pequenos e pobres, porque são com os que mais acolhem a Deus. Ela nos dá exemplo de sua simplicidade na vida de oração, com confiança total e absoluta em Deus. Confiar e crer em Deus era para ela, esperar contra toda esperança sabendo que é Deus quem nos faz perfeitos não por nossas próprias obras ou méritos, mas porque nos deixamos guiar por Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela encontrou e definiu sua missão na Igreja e nos diz: “minha vocação, finalmente a encontrei.... MINHA VOCAÇÃO É O AMOR. Sim, eu encontrei meu lugar na Igreja e foste tu, Deus, quem me deste este lugar. No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o AMOR”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Santa Teresinha, cada um tem uma missão na Igreja, no povo de Deus. Ele mesmo nos escolheu para tal missão e nos dotou de capacidades e aptidões para tanto. Deus não nos envia à guerra sem armas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresinha iniciou sua missão na terra oferecendo sua oração e sacrifício para salvar almas. Ela esta convicta que após sua morte continuaria trabalhando para a nossa salvação. Ela escreveu: “Quando eu morrer, minha missão começará. Farei cair sobre a terra uma chuva de rosas (de graças) sobre todas as almas, para que amem e façam amar a Deus”. Fonte. &lt;a href="http://www.terezinha.com/"&gt;http://www.terezinha.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-22331321407017013?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/22331321407017013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=22331321407017013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/22331321407017013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/22331321407017013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/xtase-de-santa-terezinha.html' title='Êxtase de Santa Terezinha'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLF5Go7eKmI/AAAAAAAAAEo/3mok4XgeBu4/s72-c/1213800075.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-5245383015326455200</id><published>2008-08-24T07:25:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T07:25:54.209-07:00</updated><title type='text'>O Monte Tabor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFvY2DLxPI/AAAAAAAAADQ/X3TkHdbwSRM/s1600-h/1218046238.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238090314225009906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFvY2DLxPI/AAAAAAAAADQ/X3TkHdbwSRM/s200/1218046238.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje a Igreja Católica celebra a Transfiguração de Jesus.Dia 6 de Julho de 2008.Jesus é transfigurado no Monte Tabor.Deste lugar João,Tiago e Pedro escutam a voz de Deus dizendo que Jesus é o seu Filho muito Amado.Nesta transfiguração Jesus nos ensina a lidar com a Cruz não como um objeto de consumação,mas uma profunda experiência pela qual o homem deve passar para chegar ao monte Tabor definitivo.A vida eterna.Cristo é aquele que resplandece no nosso coração a cada dia nos ensinando e nos dando a esperança de que somos seus amados e prediletos.Mesmo quevenha sobre nós as tormentas,tempestades mas Ele nos quer bem...SIGNIFICADO DA TRANSFIGURAÇÃO DE JESUSO episódio misterioso da Transfiguração de Jesus sobre um monte elevado, o Tabor, diante de três testemunhas escolhidas por ele: Pedro, Tiago e João, se situa no contexto a partir do diaem que Pedro confessou diante dos Apóstolos que Jesus é o Cristo, “o Filho de Deus vivo”. Esta confissão cristã aparece também na exclamação do centurião diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39), pois somente no Mistério Pascal o cristão pode entender o pleno significado do título “Filho de Deus”. A partir desta revelação de Pedro, inspirado pelo Pai, Jesus, diz S. Mateus, “começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse… que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (Mt 16,21). Pedro rechaça este anúncio, os demais também não o compreendem, mas Jesus mostra a eles que afastá-lo do cálice da Paixão, que ele deveria beber, era ser movido por Satanás. O Evangelho segundo S. Lucas destaca a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos de sua missão: antes de o Pai dar testemunho dele por ocasião do Batismo e também antes da Transfiguração, e antes de realizar por sua Paixão o plano de amor do Pai. O rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias aparecem, e é importante notar que o evangelista destaca sobre o que eles falavam: “de sua partida que iria se consumar em Jerusalém” (Lc 9,31). Uma nuvem os cobre e uma voz do céu diz: “Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o” (Lc 9,35). A nuvem e a luz são dois símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as manifestações de Deus (teofanias) do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo. Na Transfiguração a Trindade inteira se manifesta: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem clara. E Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para “entrar em sua glória” (Lc 24,26), deve passar pela Cruzem Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a Montanha; a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. Fica claro que a Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus. A rica liturgia bizantina assim reza na festa da Transfiguração: “Vós vos transfigurastes na montanha e, porquanto eram capazes, vossos discípulos contemplaram vossa Glória, Cristo Deus, para que, quando vos vissem crucificado, compreendessem que vossa Paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que vós sois verdadeiramente a irradiação do Pai.” No limiar da vida pública de Jesus temos o seu Batismo; no limiar da Páscoa, temos a sua Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus foi manifestado o mistério da primeira regeneração: o nosso Batismo; já a Transfiguração mostra a nossa própria ressurreição. Desde já participamos da Ressurreição do Senhor pelo Espírito Santo que age nos sacramentos da Igreja. A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, como disse S. Paulo, ” Ele vai transfigurar nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). Mas ela nos lembra também que com Jesus “é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22). Por isso, como Cristo, o cristão não deve temer o sofrimento. Unidos a Cristo pelo Batismo, já participamos realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus,em Cristo Jesus” (Ef 2,6). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele cheios de glória” (Cl 3,3). Santo Agostinho nos ensina que: “Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a Montanha. Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?” (Sermão 78,6). Assim, pela Transfiguração Jesus preparou os discípulos para não se escandalizarem com a sua Paixão e morte na Cruz, o que para eles foi um trauma e um grande desafio; mostrou-lhes a Sua glória e divindade; e deu-lhes conhecer um antegozo do Céu. Mas para isso, como Ele, temos que passar pelas provações deste mundo, sempre ajudados pelas consolações de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-5245383015326455200?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/5245383015326455200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=5245383015326455200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5245383015326455200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5245383015326455200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/o-monte-tabor_24.html' title='O Monte Tabor'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFvY2DLxPI/AAAAAAAAADQ/X3TkHdbwSRM/s72-c/1218046238.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3199940901357548322</id><published>2008-08-24T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T07:10:05.418-07:00</updated><title type='text'>Virgem Mãe da Providência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFrmjpsx7I/AAAAAAAAADA/VD1P8TKfmUY/s1600-h/1213197270.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238086151757940658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFrmjpsx7I/AAAAAAAAADA/VD1P8TKfmUY/s320/1213197270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São muitos pobres que vivem suplicando ajuda,uma vida mais digna e nos momwntos de angústia clamam pela graça do milagre.Misturam as devoções,os clamores e muitas vezes até mesmo a idolatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que quando pedimos a ela não se demora acontecer a Graça pois ela é Maria, a Mãe de Misericórdia.Assim como ela inetrcedeu ao Filho para não deixar faltar o vinho.É preciso Amar Maria e confiar na sua Misericórdia junto ao Filho.Ela é cheia de graça e derrama abundantemente sobre aos que a ela recorrem.Nossa senhora é provi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dente e não deixará que nada nos falte.Milagres incontáveis são descritos por multidões do mundo inteiro.Maria é aquela que nos assiste como Mãe e protetora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo sobre MARIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, podemos dizer que Nossa Senhora é Mãe de Deus e não da divindade. Ou seja, Ela é Mãe de Deus por ser Mãe de Nosso Senhor, pois as duas naturezas (a divina e a humana) estão unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram a heresia que havia sido sepultada pela Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, por que Nossa Senhora é Mãe de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos provar pela razão, pela Sagrada Escritura e pela Tradição que Nossa Senhora é Mãe de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntarmos a alguém se ele é filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lançará um olhar de espanto. E teria razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, como sabemos, é composto de corpo e alma, sendo esta a parte principal do seu ser, pois comunica ao corpo a vida e o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa mãe terrena, todavia, não nos comunica a alma, mas apenas o nosso corpo. A alma é criada diretamente por Deus. A mãe gera apenas a parte material deste composto, que é o seu ser. E como é que alguém pode, então, afirmar que a pessoa que nos dá à luz é nossa mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fizéssemos essa pergunta a um protestante sincero e instruído, ele mesmo responderia com tranqüilidade: "é certo, a minha mãe gera apenas o meu corpo e não a minha alma, mas a união da alma e do corpo forma este todo que é a minha pessoa; e a minha mãe é mãe de minha pessoa. Sendo ela mãe de minha pessoa, composta de corpo e alma, é realmente a minha mãe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Maria Santíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em Jesus Cristo "duas naturezas": a natureza divina e a natureza humana. Reunida, constituem elas uma única pessoa, a pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora é Mãe deste única pessoa que possui ao mesmo tempo a natureza divina e a natureza humana, como a nossa mãe é a mãe de nossa pessoa. Ela deu a Jesus Cristo a natureza humana; não lhe deu, porém, a natureza divina, que vem unicamente do Padre Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria deu, pois, à Pessoa de Jesus Cristo a parte inferior - a natureza humana, como a nossa mãe nos deu a parte inferior de nossa pessoa, o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, nossa mãe é, certamente, a mãe da nossa pessoa, e Maria é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos que em Jesus Cristo há uma só pessoa, a pessoa divina, infinita, eterna, a pessoa do Verbo, do Filho de Deus, em tudo igual ao Padre Eterno e ao Espírito Santo. E Maria Santíssima é a Mãe desta pessoa divina. Logo, ela é a Mãe de Jesus, a Mãe do Verbo Eterno, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a Mãe de Deus, pois tudo é a mesma e única pessoa, nascida do seu seio virginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma de Jesus Cristo, criada por Deus, é realmente a alma da pessoa do Filho de Deus. A humanidade de Jesus Cristo, composta de corpo e alma, é realmente a humanidade do Filho de Deus. E a Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe deste Deus, revestido desta humanidade; é a Mãe de Deus feito homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é a Mãe de Deus - "Maria de qua natus est Jesus": "Maria de quem nasceu Jesus" (Mt 1, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que Ela não é a Mãe da divindade, como nossa mãe não é mãe de nossa a &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3199940901357548322?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3199940901357548322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3199940901357548322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3199940901357548322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3199940901357548322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/virgem-me-da-providncia.html' title='Virgem Mãe da Providência'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLFrmjpsx7I/AAAAAAAAADA/VD1P8TKfmUY/s72-c/1213197270.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-5571985331048828172</id><published>2008-08-23T13:35:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T13:36:44.453-07:00</updated><title type='text'>Os Anjos do Senhor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLB0yeRu91I/AAAAAAAAAC4/hqCHoB8IqCg/s1600-h/anjo002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237814777101612882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLB0yeRu91I/AAAAAAAAAC4/hqCHoB8IqCg/s400/anjo002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onclick="_linkInterstitial('http://bp0.blogger.com/_InQRNO--Ywo/SEVh\74wbr\76J2-K8QI/AAAAAAAAAS4/tVG0Rgt0KFk/s1600-h/\74wbr\76anjo002.jpg'); return false;" href="javascript:void(0);" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;Falar dos anjos não significa ficar suplicando a presença dele nas situações de perigos,mas é contemplá-los como criaturas sábias,que diante de Deus os louvam e fazem uma ligação muito direta entre a criatura humana e Deus.São Miguel nos intercede no perigo;São rafael nos livra diante de Deus nos intercedendo a saúde. E Gabriel é aquele que leva ao trono de Deus nossas orações.É aquele que nos escuta e nos apresenta diante Deus como seres aflitos em busca do milagre.Mas eu quero falar aqui dos santos anjos que permancem em constante adoração ao Deus vivo.Quando estamos diante do Cristo Eucaristico e estamos o Adorando milhões de anjos também o adoram.A presença dos anjos em adoração a Jesus é muito linda e nos ensina a dorar&lt;br /&gt;&lt;a onclick="_linkInterstitial('http://bp0.blogger.com/_InQRNO--Ywo/SEVg\74wbr\76r0cSsyI/AAAAAAAAASw/93hHW6Rk398/s1600-h/\74wbr\76cath-image5.png'); return false;" href="javascript:void(0);" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;Jesus Sacramentado presente no ato de Adoração.Não podemos abandonar a devoação aos anjos e eles nos ensina muitas coisas boas e importantes para a nossa vida humana e espiritual.&lt;br /&gt;S. Dionísio, o Areopagita e outros padres da Igreja, nos mostram que as nove ordens de anjos são divididas em três grupos. Ao primeiro percentem os Tronos, Querubim e Serafim; ao segundo, Potestades, Domínios e Poderes; e ao terceiro, Arautos, Arcanjos e Principados.Primeiro vêm os Serafins. O nome “seraph” significa fervor radiante do amor Divino; amor que os inflama, e eles irradiam aos outros. Eles são seres inteiramente inflamados de amor.Os segundos têm por nome “cherub”, que significa a completude do conhecimento e da sabedoria. Segundo S. Dionísio e os outros padres, estes espíritos abençoados são chamados querubins porque são permeados pelos mais abundantes raios de luz, contemplando diretamente a Fonte de Luz pré-eterna. Eles conhecem a completude de tudo o que Deus permite às Suas criaturas conhecerem. Dois Querubins cobrem com suas asas a arca do Velho testamento. Além do conhecimento e da sabedoria, os Hebreus atribuíam-lhes grande poder. Os Tronos habitam junto de Deus e através deles o Senhor manifesta a justiça sobre a terra ao longo dos tempos. As Potestades regem com glória sobre os seres angélicos menores e dirigem o serviço destes. Os Poderes são, segundo muitos santos Padres, os espíritos através de quem o Senhor realiza Seus milagres. Os Domínios abreviam o poder dos espíritos malignos na guerra que movem contra a humanidade. A palavra “anjo” significa “arauto”ou “mensageiro”. Os anjos especialmente chamados de “arautos” são aqueles a quem o Senhor envia com as Suas ordens por todo o universo. Os Arcanjos são os comandantes destes mensageiros Divinos. São eles que anunciam os maiores mistérios à humanidade, assim como o fez o Arcanjo Gabriel ao anunciar à Virgem a proximidade do nascimento do Salvador.Nos ícones, os anjos são retratados com asas a fim de mostrar que, embora pareçam ter uma forma corporal, eles não têm realmente corpo físico. As asas significam que eles são incorpóreos e imateriais e mostram que seus movimentos não são limitados como os dos homens,, mas, com grande velocidade, podem deslocar-se para qualquer parte do universo. Os anjos são seres criados e por isso não são espíritos perfeitos como Deus é, e são limitados pelo tempo e o espaço, quer dizer, embora saibam muito, enquanto seres individuais não estão presentes em todos os lugares ao mesmo tempo (onipresença). Não sabemos como os anjos se comunicam entre si, mas sabemos que o fazem. Também compreendem a linguagem silenciosa das nossas almas que clamam por eles, e sempre nos ouvem com amor e compaixão e intercedem por nós junto ao Senhor. (Fonte: Igrejaservia).&lt;br /&gt;Vejamos algums frases importantes para as nossas reflexões com os anjos:&lt;br /&gt;«Cada fiel tem ao seu lado um anjo como protector e pastor, para o conduzir à vida» (São Basílio Magno).&lt;br /&gt;"No batismo, o sacerdote atua na missão de um Anjo" (De Mysteriis 11,6).&lt;br /&gt;"Deus não tinha necessidade dos Anjos, porém o homem deles tem necessidade. Enquanto os homens foram criados à imagem de Deus, os Anjos o foram segundo o ministério de Deus" (Expos. Ps. 108).Santo Ambrósio ( 340-395)&lt;br /&gt;São João Jerônimo - doutor da Igreja (340-420) combatendo a idéia de que as almas no futuro não se transformam em anjos afirmou:Os Anjos cuidam e velam até pelos pormenores do cosmos (Comm. in Eccles. 10,20) e de forma especial, pelos homens (Comm. in 16.6,14).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-5571985331048828172?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/5571985331048828172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=5571985331048828172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5571985331048828172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/5571985331048828172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/os-anjos-do-senhor.html' title='Os Anjos do Senhor'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLB0yeRu91I/AAAAAAAAAC4/hqCHoB8IqCg/s72-c/anjo002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-661052296817390998</id><published>2008-08-22T16:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T08:27:05.249-07:00</updated><title type='text'>Sancta Maria,Mater Dei</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLAsOXX4b2I/AAAAAAAAACQ/vrJP2ZeeUNY/s1600-h/1218570311.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237734991935860578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLAsOXX4b2I/AAAAAAAAACQ/vrJP2ZeeUNY/s320/1218570311.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a title="Sancta Maria, Mater Dei" href="http://tarcisio.spaceblog.com.br/177474/Sancta-Maria-Mater-Dei/"&gt;Sancta Maria, Mater Dei&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tarcisio.spaceblog.com.br/Religiao-5530/"&gt;(Religião)&lt;/a&gt; &lt;a onclick="MM_openBrWindow('/image.php?id=1218570311.jpg','comment','scrollbars=yes,width=600,height=600');return false;" href="http://staticblog.hi-pi.com/gisblogMnt-br-spaceblog/tarcisio/images/gd/1218570311.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pelo século quinto, precisamente em 429, o bispo Nestório, Patriarca de Constantinopla, na Catedral apinhada de gente, pregava do púlpito, que Nossa Senhora é mãe de Jesus e não Mãe de Deus. Um dos mais simples dos fiéis, Eusébio Dorileu levanta-se, alto e bom som proclama: “O patriarca blasfema”. Dá para se imaginar o desacerto advindo! Ao tempo que, não há quem não fique assombrado, frente à grandeza de tal desassombro: um homem do povo, verberando o mais alto dignitário da Igreja Oriental.&lt;br /&gt;O Espírito, assegura Jesus, sopra onde quer. Assim foi no julgamento de Susana, quando o jovem Daniel gritou: “Eu sou inocente do sangue dessa mulher”; do que resultou a morte dos juizes acusadores. Da fala do Espírito, por Eusébio Dorileu, originou-se um debate, culminando com o Concílio de Éfeso dois anos após, em 431, que oficializou a segunda parte da Ave Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus”. Esse Concílio, convocado pelo Papa Celestino I, hoje São Celestino, foi presidido pelo Patriarca Cirilo de Alexandria: São Cirilo condenou a heresia e excomungou Nestório. O Espírito Santo por Maria Santíssima, esta pelo Patriarca de Alexandria, condenando o heresiarca Nestório, entrega a palma a Eusébio Dorileu.&lt;br /&gt;Na ocasião, certificado das ocorrências, o Papa Celestino I agiu rápido, porém, Nestório não estava sozinho, pois, além da craca dos bajuladores que o incensavam, outros bispos e padres formavam com ele, comungando da mesma heresia. Tanto que, em 1916, cerca de mil e quinhentos anos após, existiam 600 (seiscentos) mil nestorianos, com sede em Bagdá, no Iraque. Atualmente, os intitulados nestorianos sumiram e se alguns existem, não aparecem nas estatísticas. Não assim a heresia, que Maria é Mãe de Jesus e não Mãe de Deus, de vez que essa incongruência se tem disseminado como gangrena, através das diversas seitas e seus “inocentes” úteis. Esses mesmos “inocentes”, que, de maneira acertada, reverenciam as mães de seus pastores e, paradoxalmente, pregam que Maria, Mãe de Deus, é uma mulher igual às outras. Não atinam na enormidade da “exceção”. De vez que, Jesus também era um homem igual aos outros “exceto” no pecado. De forma idêntica, Maria é uma mulher igual às outras, “exceto” que é a Mãe de Deus. Essa exceção, ou privilégio, distingue Maria das outras, quanto dista o Céu da Terra, por instituição Divina e não desiderato humano. Logo, não é porque os católicos desejam, mas porque assim Deus determinou, assim estabeleceu. É ponto pacífico, por ser ato de fé.&lt;br /&gt;Ora, sendo ato de fé transcende. Se transcende, avança para sobrenatural que se pode compreender e aceitar. Porém, explicar o sobrenatural, naturalmente, é uma ação fenomenal, para não dizer impossível. Viver sem fé, é coisa que não existe. Até os naturalistas tem fé em Darwin, pois, acreditam num “elo hipotético” e acreditar, é ter fé. O ponto basilar do cristianismo é a fé na ressurreição de Cristo, que ninguém presenciou. Mas, nós pomos fé no Evangelho, em São Paulo que falou com o Ressuscitado. Donde se conclui, que existe fé sadia e fé doentia, fé esclarecida e fé cega. Seja esclarecida, seja cega, a fé é, por natureza, arbitrária. Não há quem me convença que Cristo não ressuscitou, tampouco mantenho a pretensão de convencer o darwinista que o “elo perdido” é balela. Ora, o cristão persegue o espiritual, o darwinista segue o natural. Um examina as coisas do Céu, outro vasculha a Terra. A mãe do cristão reside no Céu, é Maria Santíssima, a mãe do darwinista mora aqui mesmo, é a mãe Natureza. O primeiro submete-se ao Criador, o segundo à criatura. Parte daqui, o dever do cristão zelar pela Natureza, posto que Mandamento bíblico. E o primeiro homem de Deus, que disto se apercebeu foi Salomão, “ecologista” maior e oficial, que não só cuidou dos animais, das aves, dos répteis e dos peixes, como também, do cedro que há no Líbano ao hissopo que brota da parede. Isto não é “hipotético”, nem argumento “perdido”, encontra-se registrado no primeiro Livro dos Reis, capítulo quarto, versículo trinta e três.&lt;br /&gt;Em aditamento, num terra-a-terra, o cristianismo espiritual revela-se, exuberante e naturalmente, mais prático que o darwinismo, naturalista. E por que? Porque morrendo o cristão e, hipoteticamente, não havendo outra vida, não haverá céu, nem purgatório, nem inferno. Descansará em paz e não terá vivido em vão, posto que não haverá quem o recrimine. Porém, morrendo o darwinista e havendo outra vida, haverá Céu, Purgatório e Inferno. Deparará com a Corte Celeste e, na mais branda das hipóteses, provará a sensação do macaco do qual se diz originar, preso com a mão na cumbuca. Que sensação e que cumbuca!...&lt;br /&gt;Além do mais, essa doutrinação naturalista peca pela base. Assim sendo, é um gigante de bronze com pés de barro. Porquanto, não há naturalista que desconheça, afora os nulos em geofísica, geistória e os que silenciam por matreirice, que as ilhas vulcânicas de Galápagos, inspiradoras da propalada “evolução das espécies”, afloraram à superfície apenas há quatro milhões de anos e os grandes répteis dos quais Charles Darwin imaginou ser a fauna ali existente evolutiva, haviam desaparecido entre cento e quarenta e cento e sessenta milhões de anos. Em conseqüência, o que se presencia nas Galápagos, é mera adaptação dos animais do Continente às condições de vida naquelas ilhas. Não assim, com os enormes lagartos conhecidos por dragões de Komodo, ilha no arquipélago da Indonésia, cuja fauna endêmica, Darwin ignorou em seus escritos. Charles Darwin, pelas limitações da época, tinha o direito de ignorar a singularidade da fauna naquele arquipélago, porém, os darwinistas atuais têm obrigação de o saber e calar, é inescrupulosidade flagrante. Basta considerar, que o outro lado do mundo, nestes dias, adentra os nossos lares imediatamente, pela televisão, pelos vídeos, pelas parabólicas cada vez menores e mais potentes, pelo computador conectado à internet, satisfazendo as mais intrincadas consultas; de nossas casas viaja-se o Globo terrestre, comodamente assentados, entre um cafezinho e outro, sem despesas adicionais. A nossa geração é privilegiada, a mais atualizada de todos os tempos. É uma bênção, não a transformemos numa maldição.&lt;br /&gt;Sumariamente, o cristão põe fé na ressurreição do Senhor Jesus, por conseqüência, em tudo que nos revelou e nestes dois mil anos, não tem padecido desilusão. O mesmo não se pode dizer do darwinista, que volta e meia, apela para uma seqüência de neodarwinismos. De desengano em desengano, de frustração em frustração, há os que estão catando “vida” noutros sistemas planetários, argumentando soberba humana ser a Terra, esta poeira cósmica, o único planeta com vida na imensidão do Universo. Desconsideram, que assim como não se utiliza o metro comum para calcular distâncias entre sistemas planetários e intergalácticos, não se utiliza a ciência natural, que não vislumbra numa rosa a manifestação Divina, para ponderar sobre o Incomensurável, tendo em vista, carecer do indispensável embasamento espiritual. Em conseqüência, frente à Suprema Grandeza, não é a soberba humana que, neste particular, conta e se questiona, porém, a Sublime Humildade que, com poder e riqueza indescritíveis, nasceu dependentemente pobre em Belém, determinada desde a Eternidade, em substituir os metropolitanos e intelectivos centros citadinos da época, pela ínfima e desprezada Nazaré, onde cresceu “em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”. Assim sendo, o divino Mestre explicitou que não veio para aprender conosco e sim ensinar. Daqui, a Terra, esta “poeira cósmica”, pela desproporção do Hóspede Divino, “que veio para o que era seu”, ter-se tornado o Centro do Universo, para confusão dos heliocentristas, dos sábios e investigadores do século, em virtude do Hóspede Divino ser o próprio Jesus, Criador das coisas visíveis e invisíveis. Em concordância, a Nova Jerusalém não terá sol nem lua, porque a claridade de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro, nos assegura São João. Em perfeita sintonia com Jesus, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, que lembrou a Felipe: “Quem me vê, vê também o Pai”, consoante havia revelado aos judeus: “Eu e o Pai somos um”. Por ser um com o Pai, o Menino deitado na manjedoura reinava nos céus. “Santa Maria, Mãe de Deus!” Conquanto, a citação do Menino, engloba a Maternidade Santíssima de um Adulto, segundo a profecia de Jeremias: “Uma mulher envolverá um homem”. Quem puder compreender que compreenda, de vez que, explicar o sobrenatural naturalmente, é mera especulação, embromação.&lt;br /&gt;A observância e a prática da vida nos ensinam, que todo ser organizado tem um centro, uma cabeça, uma determinação, uma doutrina. Eusébio Dorileu, homem do povo, compreendeu isto melhor que poucos doutores e não vacilou em qualificar o bispo Nestório de blasfemo, antes da Igreja se manifestar, oficialmente, sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora. O que Dorileu nos transmitiu, por inequívoca manifestação do Deus Espírito Santo, é que todo bispo, pela sua investidura, ultrapassa o respeito comum devido a qualquer pessoa humana, enquanto não se manifeste um falso, um hipócrita, um heresiarca, um solapador das orientações do Papa, centro visível, embaixador legítimo do Cristo invisível. Desde o momento em que o bispo perder o sal da doutrina, da moralidade cristã, Jesus informa: “Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e calcado pelos homens”. Esta advertência de Jesus, Eusébio Dorileu não deixou passar em “brancas nuvens”, pelo contrário, ele a exerceu plenamente. Eusébio (homem do povo e não do populacho, que se move a qualquer vento de novas doutrinas), soube distinguir um reles interpretador do extraordinário preservador da Sã Doutrina.&lt;br /&gt;Finalmente, este modesto articulista, com Eusébio Dorileu, além de cristão, só tem em comum ser um homem do povo e nesta qualidade dirige ao bispo, ou a quem de direito, o antigo, porém, oportuno dito popular: “Quando vires a barba do vizinho arder, põe as tuas de molho”. Sumária e explicitamente, pretende lembrar, que para cada bispo modelo Nestório, desalinhado de Roma, haverá um homem do povo, outro Eusébio Dorileu para o refutar, sob a proteção da sempre Virgem, “SANTA MARIA, MÃE DE DEUS”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-661052296817390998?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/661052296817390998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=661052296817390998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/661052296817390998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/661052296817390998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/sancta-mariamater-dei.html' title='Sancta Maria,Mater Dei'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SLAsOXX4b2I/AAAAAAAAACQ/vrJP2ZeeUNY/s72-c/1218570311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-1398198146563849875</id><published>2008-08-22T16:35:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T13:03:04.660-07:00</updated><title type='text'>Jovens Missionários no PHN</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK9O1DN0lNI/AAAAAAAAACA/q40b0oO0stg/s1600-h/jovens2final1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237491564958487762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK9O1DN0lNI/AAAAAAAAACA/q40b0oO0stg/s320/jovens2final1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É preciso viver o PHN sem alienação.Mas viver de acordo com a realidade que enfrentamos no dia-dia.&lt;br /&gt;Como ser humano  e filho de Deus devemos fugir do pecado todos os dias,mas devemos também ter consciência de que como humano somos frágeis...Daí é preciso direcionar o olhar para o outro não condenado-o mas sabendo que ele é pecador e por isso precisa ser acolhido.&lt;br /&gt;Começando a nossa reflexão de hoje,vamos partilhar sobre a nossa juventude.Nesta hora vamos nos acolher por toda a eternidade,vimo que ainda somos jovens missionários,por isso nos dias de hoje precisamos viver o PHN(Por Hoje Não vou mais Pecar).Viver o PHN,é como estar se livrando de todo o pecado que a nossa juventude vive combatendo todo o pecado,nessas horas vejo que o jovem de hoje deve fazer uma escolha de vida e por isso,a Sagrad Escritura nos fala detalhadamente sobre a vida:"Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós:ponho diante de ti a vida e a morte,a bênção e a maldição.Escolhe,pois, a vida,para que vivas com a tua posteridade."(Dt 30,19).Jovem,escolher a vida,é tê-la em abundãncia como podemos perceber que nos dias de hojes os jovens estão morrendo por causa das drogas,se envolve na prostituição,se envolve no adultério,e outros pecados que nos atrapalha o nosso coração:"Os jovens e adolecentes constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe.Representam enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos,como discípulos e missionários do Senhor Jesus.Os jovens são sensíveis a descobri sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo.São chamados a ser "sentinelas da manhã",comprometendo-se na renovação do mundo á luz do Plano de Deus".(cf. Documento de Aparecida nº 443).O Documento de Aparecida nos deu totalmente a clareza que os jovens são chamados a vocação,mas para nós jovens,precisamos restaurar a nossa vida da nossa juventude,precisamos também batalhar viver o PHN e colocar toda a juventude a entender que o PHN é o movimento que Deus colocou para nós,relatando sobre essas condições de sermos jovens que anunciando a Boa Nova do Evangelho é para isso que os jovens revolucionários estejam em vão,a nos colocar nos momentos mais renovados conforme nos dizia o Documento de Aparecida que nos fala para sermos sentinelas da manhã e que todos nós possamos colocar a juventude em anunciar toda a boa nova:"A raça do homem que teme a Deus será honrada;será desonrado aquele que desprezar os preceitos do Senhor."(Is 10,23).A raça do homem como nos dizia Isaías na qual que ele teme a Deus precisamos escolher a vida para que todos nós possamos praticar o PHN,viver o PHN na qual hoje possamos anunciar a todos os jovens o que é o PHN.O PHN significa:Por Hoje Não vou mais Pecar,essa motivação e viver a grande raça do homem que vem aprofundar mais sobre o movimento de jovens que nos atrai a receber a graça de Deus:"Deus dispõs amorosamente que permanecesse íntegro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos.Por isso,Cristo Senhor,em que toda a revelação de Deus onipotente se consuma".(Dei Verbum nº 07).A Sagrada Escritura nos relata o que São Paulo nos dizia na segunda carta aos Coríntios:"Esse véu só será tirado quando se converterem ao Senhor".(2Cor 3,16).Jovens o que São Paulo nos dizia quando falava sobre a conversão preciso colocar a este ponto que nos coloque o ponto positivo,que Deus tem para nos dá:"O que se costuma chamar permissividade dos costumes se apóia numa concepção errônea da liberdade humana; para se edificar,esta última tem necessidade de se deixar educar previamente pela lei moral".(CIC Nº 2526).A possibilidade de que logo tivemos a certeza que os jovens podem estar anciosos para anunciar o PHN anunciar a boa nova de Jesus.Que Deus nosso Senhor possa colocar em nós e também a Maria Santíssima que nos protege de todos os perigos contra a nossa vida a escolha é nossa,vamos pedir que o Senhor restaure os nossos jovens de hoje para que eles possam escolher a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-1398198146563849875?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/1398198146563849875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=1398198146563849875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1398198146563849875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/1398198146563849875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/escolhe-pois-vida.html' title='Jovens Missionários no PHN'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK9O1DN0lNI/AAAAAAAAACA/q40b0oO0stg/s72-c/jovens2final1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-3552819153321173038</id><published>2008-08-21T10:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T10:35:13.566-07:00</updated><title type='text'>Preciosíssimo Sangue de Jesus</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2m2a3_fUI/AAAAAAAAAB4/i_D7t9YKg6U/s1600-h/mat_671.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237025395559071042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2m2a3_fUI/AAAAAAAAAB4/i_D7t9YKg6U/s320/mat_671.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A memória da Paixão de Jesus que se faz cada vez que nos voltamos ao seu Preciosíssimo Sangue está indissoluvelmente unida à Santíssima Eucaristia, ao Sangue Eucarístico do Senhor.&lt;br /&gt;Muitas vezes, quando celebramos a Sagrada Eucaristia, temos bem presente a última Ceia do Senhor, o que está correto: esta Ceia foi a primeira de todas as celebrações eucarísticas. Mas a própria última Ceia de Jesus não se entende sem referência à sua Paixão; ao mesmo tempo, a Ceia foi o modo mais eloqüente com que Jesus expressou o sentido que Ele mesmo daria à morte, que iria sofrer no dia seguinte.&lt;br /&gt;Na noite em que ia ser entregue, celebrando com os apóstolos a última Ceia, o Bom Jesus “tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós’” (Lc 22,19). Também “pegou o cálice, deu graças, passou-o a eles, e todos beberam. E disse-lhes: “Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos” (Mc 14, 23-24). Nos sinais do pão e do vinho, Jesus entregou seu Corpo e Sangue, isto é, sua vida, entregou-se a si mesmo, antecipando o sacrifício da Cruz. Sem a Cruz, a Ceia seria um anúncio sem realização, uma promessa sem cumprimento. Por outro lado, sem a Ceia, a Cruz correria o risco de não ser compreendida: quem poderia ver na execução de um condenado o Sacrifício da nova e eterna Aliança, se Aquele mesmo que foi morto não mostrasse como entendia a própria morte?“Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade” (Jo 10,18): mostrou-o na Ceia, antecipando a entrega que faria na cruz.&lt;br /&gt;Nas Missas que celebramos, obedecendo a palavra do Senhor (“fazei isso em memória de mim”), também tomamos o pão e o cálice recordando a morte e a ressurreição de Jesus, e no pão e no vinho consagrados, é-nos oferecida, como foi aos apóstolos naquela Ceia, a própria vida de Jesus, Ele mesmo, oculto no sinal do sacramento.&lt;br /&gt;Tudo isso é possível pela força do Espírito Santo. “Impelido pelo Espírito Eterno, Cristo ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha” (Hb 9,14). Esse Espírito garante que o mistério da Cruz e da Ressurreição, antecipado na Ceia e recordado em nossas Missas, não seja uma mera lembrança psicológica, mas contenha Aquilo que simboliza. Justamente por ser Eterno, o Espírito Santo faz com que o Sacrifício de Cristo, o próprio Jesus morto e ressuscitado, esteja sempre presente em todo o tempo, nos sinais do pão e do vinho que consagramos. Mais ainda, Espírito Eterno faz com que os homens e mulheres de todos os tempos, recebendo a comunhão, participem da graça e da benção obtidas pela morte e ressurreição do Senhor.&lt;br /&gt;Nos dois sinais sacramentais, pão e vinho, estão presentes o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, pelo que basta a comunhão em apenas um deles para se receber Jesus inteiro. Também, já no sinal do pão, partido e dado, e, mais ainda, na própria existência de dois sinais, Corpo e Sangue, é expressa a morte do Senhor. Mas é no sinal do vinho que o simbolismo da Paixão aparece de modo mais marcante. Do mesmo modo como o pão traz á memória a encarnação de Jesus (com razão a Santa Eucaristia é saudada no antigo hino: “Salve Corpo verdadeiro que da Virgem Mãe nascestes”), o vinho vermelho, “sangue da uva” (Dt 32,14), traz, quase que espontaneamente, a memória de sua Paixão, de seu Sangue derramado. O fato da piedade eucarística voltar-se, quase que exclusivamente, ao sinal do Pão consagrado (comunhão somente com o Pão consagrado, adoração somente da Hóstia consagrada), empobreceu a compreensão que o nosso povo tem da Santíssima Eucaristia, onde o sinal do vinho é tão essencial quanto o sinal do pão.&lt;br /&gt;Meditamos sobre o Sangue sagrado que Ele derramou por nós, ao mesmo tempo que adoramos este Sangue Precioso no Sacramento do altar, queremos crescer na compreensão deste Santíssimo Sacramento e na gratidão pelo dom infinito que Ele fez de si mesmo por nós, no altar da cruz. Assim seja.&lt;br /&gt;Artigo extraído do Devocionário ao Preciosíssimo Sangue de Jesus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2mguawMpI/AAAAAAAAABw/j6kaC53RQIo/s1600-h/6081txt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237025022848021138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2mguawMpI/AAAAAAAAABw/j6kaC53RQIo/s320/6081txt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sangue do Bom Jesus, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;dado a nós na Eucaristia&lt;br /&gt;Queremos crescer &lt;/div&gt;&lt;div&gt;na compreensão &lt;/div&gt;&lt;div&gt;deste Santíssimo Sacramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-3552819153321173038?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/3552819153321173038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=3552819153321173038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3552819153321173038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/3552819153321173038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/preciosssimo-sangue-de-jesus.html' title='Preciosíssimo Sangue de Jesus'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2m2a3_fUI/AAAAAAAAAB4/i_D7t9YKg6U/s72-c/mat_671.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-9103804683257490861</id><published>2008-08-21T09:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T09:49:47.604-07:00</updated><title type='text'>Coração Místico</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2b_Z1NXGI/AAAAAAAAABo/R41SVuVxWPE/s1600-h/1491253737_d1794b0365.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237013455269878882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2b_Z1NXGI/AAAAAAAAABo/R41SVuVxWPE/s320/1491253737_d1794b0365.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Coração Místico&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/sao_arcanjo/" target="_blank"&gt;São Miguel Arcanjo&lt;/a&gt;, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém"."Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém".Há tantos católicos ainda correndo o perigo de não darem ao Senhor Jesus Cristo a adoração devida em tão grande presença, confundidos por doutrinas perversas, que estão entrando em nossas casas, inventadas por homens.&lt;a href="http://www.webhdtv.net/eventos/2006/quintas_adoracao/pe_roberto_quinta_10_08_06-1.asx"&gt;.: Ouça: Padre Roberto fala sobre cura &lt;/a&gt;A Igreja precisa de corações místicos, corações adoradores e profundamente unidos ao Senhor Jesus Cristo, principalmente, durante a celebração da Santa Missa. Quando falo que a Igreja precisa de corações místicos, também afirmo com isso que não podemos ser católicos que apenas amam a Jesus por aquilo que Ele nos dá.Estamos vivendo num mundo conturbado, por isso, há necessidade de corações místicos. E quando falo disso, lembro-me de São Pio. Você sabe que este santo não era um grande orador, mas sua vida era um altar. O tempo que ele tinha era realmente para o altar. Às 5 horas da manhã, ele já subia ao altar para celebrar a Santa Missa, e a pequena igreja ficava lotada, porque muita gente queria ver a Celebração Eucarística no altar com ele, seus gestos e olhar.As Igrejas Pentecostais se baseiam na Teologia da Prosperidade, mas o meu amor por Jesus não pode se basear nisso. O amor pelo Senhor deve ser místico, profundo, verdadeiro, um amor dos comungantes do Corpo de Cristo. Quem comunga o Corpo de Cristo, comunga "fogo", já diziam os santos padres.O grande dom de um homem místico é que ele não vive pela aparência, mas é profundamente verdadeiro, e isso se revela em suas atitudes, mesmo que isso lhe custe muito sofrimento.A Teologia da Prosperidade prega que você tem o direito só de ter coisas, mas não o de sofrer por Jesus. Isso é ilusório, não se aproxime do caminho dos grandes; siga o caminho dos humildes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: Canção Nova.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1999782583499533821-9103804683257490861?l=tharsik-adorador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/feeds/9103804683257490861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1999782583499533821&amp;postID=9103804683257490861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/9103804683257490861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1999782583499533821/posts/default/9103804683257490861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tharsik-adorador.blogspot.com/2008/08/corao-mstico.html' title='Coração Místico'/><author><name>Tarcisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14669637071352175344</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/STlLe6NlmcI/AAAAAAAAAO4/8v5V9qBZJ0A/S220/Z1c0eu8u.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SK2b_Z1NXGI/AAAAAAAAABo/R41SVuVxWPE/s72-c/1491253737_d1794b0365.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1999782583499533821.post-5740232053595408809</id><published>2008-08-18T07:01:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T07:14:14.816-07:00</updated><title type='text'>Assim eu Rezo o Pai Nosso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SKmCGS003RI/AAAAAAAAAAw/75x5aUL-Xlg/s1600-h/cristo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235859086439144722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lwZbGFOTlho/SKmCGS003RI/AAAAAAAAAAw/75x5aUL-Xlg/s400/cristo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tarcisio-pantokrator.blogspot.com/2008/08/assim-eu-rezo-o-pai-nosso.html"&gt;Assim eu Rezo o Pai Nosso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diante do sofrimento que já enfrentei eu continuo levando uma vida quase que solitária.Para o mundo eu tenho me afastado de tudo e de todos.Se isto é mal para mim, eu não sei.Mas descobri que não tenho amigos e que a minha vida tem se voltado para uma rotina de ficar em casa o tempo todo.Rodeado da minha esposa e dos meus dois filhos.Só que a minha maior riqueza tem sido experimentar Deus a cada instante.Minha casa se transformou no meu santuário.Abasteço-me todos os dias da Palavra de Deus atarvés da Canção Nova (TV) e com os meus estudos que faço em casa.Por isso me inspirei entre tantos outros artigos, escrever através de uma meditação o PAI NOSSO.Espero que sirva para reflexão de alguém. PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU... e na terra derrama sobre nós a tua bênção e a tua misericórdia infinita. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME... santo três vezes santo e que não sejas confundido com nehum outro deus.Somente Tu Senhor és soberano e uno. VENHA A NÓS O VOSSO REINO... reino de paz, justiça, amor e fraternidade entre os povos.Que não reine sobre a terra o poder da exploração dos mais pobres, da pornografia e da violência. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO CÉU. Que seja feita Senhor a tua vontade e não a nossa, que a Tua autoridade seja perene e fecunda e que tua vontade reine em nossos coraçãoes para que sejamos obedientes a Ti por todos os séculos.Amém! O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE... Sim, Senhor, dai-nos todos os dias o pão da justiça, da paz, da fraternidade e da esperança.O pão espiritual sobre a forma do pão e do vinho e dado a nós como EUCARISTIA.Corpo e Sangue de Cristo. O pão como alimento para os pobres,marginalizados,miseráveis,oprimidos,injustiçados e massacrados por um sistema capitalista opressor.O pão para tantos menores carentes,abandonados pelas ruas e praças sem uma estrutura familiar,sem carinho e sem amor.O pão do conforto espiritual para tantos enfermos,doentes que vivem nos hospitais ou em casa sofrendo com os males do corpo.Dai também Senhor o pão da esperança para os que sofrem discriminação como idosos,etnias,raças,ideologias.Os idoso,prostitutas e tantos outros que são feridos na sua dignidade de ser humano.Dai também Senhor o pão da conversão para tantos corações duros... PERDOAI NOSSAS OFENSAS... O nosso egoísmo que nos fecha o coração para não sentirmos o sofrimento do outro.Perdoai Senhor a nossa insencibilidade diante do desespero e da dor dos que padecem todo tipo de tribulação no corpo e na alma. ASSIM COMO NÓS 
