terça-feira, 26 de agosto de 2008

Meditando o Salmo 134


Senhor, derrama as tuas bênçãos sobre nós, mas derrame como Chuva,que não escolhe nem lugar, nem pessoa, nem faz distinção entre pobres e ricos, nem rua, nem casa ou hospital, asilo ou penitenciária.A chuva que se espalha por todos os cantos, frestas e vãos, e lava com ares de renovação.Que assim sejam as tuas bênçãos, que se espalhem neste dia, pelos povos, por todos os corações.Apenas por Misericórdia, para todos que neste dia invocarem o Teu nome,em oração, simples ou composta, em pé ou de joelhos.Pelos que choram, ou por aqueles que nem tem mais lágrimas para chorar,sustenta a vida Senhor, acolhe os que partem, abençoa os que chegam,encoraja os que desistiram, ama os que só querem vingança,alimenta os famintos da alma, dá de beber na Tua fonte aos sedentos de justiça, saúde aos doentes, paz de espírito aos aflitos, alegria aos que se recolheram na tristeza.Dê a Tua luz aos que estão em becos escuros, força para os que querem sair dos vícios, e perdão para todos nós que tanto erramos, que tanto devemos,mas por Teu Infinito Amor, derrama as Tuas bênçãos.” Amém!

Entregue suas Feridas



"Onde posso apresentar minhas feridas?Entregar minha vida?"
Muitas pessoas se perguntam porque vivem excluídas dos planos de Deus e mal sabem elas que Deus os abraça e os ama infinitamente.
Por isso existem pessoas carentes,tristes,desesperadas e achando que o mundo acabou.
Seja qual for o seu problema o Senhor Jesus Cristo é a solução e está de braços abertos para te recerber. Pois ele morreu por cada um de nós e está pronto a receber todo aquele que deseja ser uma nova criatura e aderir ao seu projeto de libertação. Deixe o Senhor Jesus Cristo mudar o seu viver e te salvar. Ele é o seu melhor amigo.
Se o teu coração está ferido,machucado e os teus olhos não param de chorar, enxugue toda lágrima e corre ao encontro de quem pode salvar tua vida.Não adie mais,ele te espera, levanta-te e anda ao encontro do Servo.Somente ele é tua pátria,teu porto seguro...
Do irmão em Cristo,
Tarcisio Silva!!!

Jesus,Jesus!!!



Quando escuto as músicas de Ir. Kelly Patrícia eu não consigo ficar olhando o mundo sem que seja com o olhar de Jesus.Ela trás em sua mensagem uma mística que envolve o nosso coração e a nossa mente.Realmente esta é um anjo de Deus,cheia de ternura,inocência,pureza.
Um exemplo para ser seguido pela nossa juventude.
Esta letra nos faz penetrar profundamente no mistério da Paixão de Jesus e como nós devemos dirigir-se a Ele e contemplá-Lo.

Jesus! Jesus! Tua face … eu a amo.
Estrela-norte do exílio meu!
Vê-la é perder-me em divinos êxtases, vê-la é no mundo entrever o céu!
Nesses teus olhos que esmaltam prantos, quanta delícia descobre o amor!
Sorrindo enlevo-me em teus encantos, choro pensando na tua dor…
Pra consolar-te, quero esta vida levar nas trevas na solidão!
Tua beleza tão escondida lá me revelas…lá me convidas
De melhor sarça melhor visão.
Face adorável, és minha pátria, meu soberano reino de amor,
Jardim ridente de flores místicas, sol de meus dias encantador,
Lírio dos vales, mimoso lírio, amo os perfumes que tu me dás.
Neste da vida longo martírio aspiro deles celeste paz.
Argêntea lira de cordas sete, comigo os anos te pulsarão!
Hei de lançar-te num ramalhete, mirra escolhida!…como um sinete,
Hei de gravar-te no coração!…De ricas jóias cofre riquíssimo, a ti só quero e a tua cruz!
Em ti me escondo, em ti me abismo para imitar-te, Jesus!
Jesus!Deixa, em minha alma, bem fundo impressa a tua imagem, tuas feições:Far-me-ei santa, sê-lo-ei depressa!
E então… converto-te os corações!
Mas, porque vingue de loira messe áureas paveias a flux juntar,
Com tuas chamas meu peito aquece e o ósculo eterno de última prece!Breve no céu dá-me a gozar!

Falando de Amor


Falar de amor é levar alguém a descobrir que amar é muito mais do que dar um abraço,oferecer flores,pronunciar palavras bonitas...

Amor é um sentimento verdadeiro onde não pode se reduzir em atos obscenos,palavras vazias como o vento.

O amor verdadeiro nasce do coração com sentimentos puros e sem finalidades interesseiras.O amor vai além fronteiras para poder atingir a alma de quem quer ser seduzido,manipulado e arrebatado por este amor.

Amar de verdade é amar-se e fazer o outro amado.Mas é preciso reconhecer que só existe amor de verdade onde um coração se deixa contaminar pelo amor de Deus.

O amor precisa ter uma união com forte raízes para que não venha a cair quando as tempestades o atacarem.Assim como o bambú que está sempre junto e com raízes profundas e forte no chão evitando sua queda.

UM abraço do irmão em Cristo

Tarcisio Silva.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Universitários Católicos


1)Como o senhor avalia a participação dos universitários católicos hoje no país?

Acho a participação dos universitários católicos do Brasil muito boa, imprescindível para a difusão do Evangelho na universidade, especialmente hoje quando um laicismo agressivo e anti-católico, ateu e marxista, invade nossas salas de aula. Eles estão dando vida nova à Igreja, especialmente às pastorais dos jovens. É um potencial enorme e maravilhoso que a Igreja precisa cultivar.

2)Quais as maiores dificuldades em escrever para o meio universitário?

Há várias dificuldades; a primeira talvez seja a divulgação e distribuição dos livros neste país imenso; a segunda, a dificuldade dos jovens de poderem adquirir os livros; e talvez a terceira, ainda o pouco hábito de leitura de muitos acadêmicos, que não adquiriram o costume de estudar outras matérias além daquelas do seu curso especifico. Muitos jovens ainda estão alienados em uma cultura materialista e hedonista onde se cultiva pouco a razão e a fé. Falta-lhes a catequese e a evangelização.

3)Como o senhor acha que devem reagir os acadêmicos, especialmente com relação às criticas à Igreja tão frequentes?

Os jovens universitários católicos devem reagir às criticas feitas à Igreja com sabedoria e conhecimento profundo da história da Igreja, pois nessa vemos muito mais luzes do que sombras. Precisarão estar preparados para mostrar ao mundo acadêmico a "razão da nossa fé" (1Pe 3, 15). Infelizmente há um ranço universitário anti-católico em muitas universidades e cursos, que discrimina a Igreja analisando os fatos negativos de sua história fora do seu contexto e muitas vezes exagerando-se os erros dos filhos da Igreja e ocultando tudo de bom e de belo que a Igreja fez para salvar e construir a Civilização Ocidental.

Os jovens universitários de hoje precisam estar preparados para o debate, com documentos sólidos nas mãos para comprovar o que foi dito acima.

4)Na produção dos livros, qual foi o maior desafio e a maior alegria?

O maior desafio é escrever um livro para um universo de jovens cristãos, infelizmente a minoria, sabendo que será difícil fazer o livro chegar a eles. A segunda dificuldade é compilar em poucas páginas - para que o livro não fique caro - o máximo de informações históricas e científicas verdadeiras, numa linguagem agradável e verdadeira. A grande alegria é saber que os jovens estão lendo o livro e se preparando para defender a fé católica e a Igreja com capacitação.

5)Que mensagem o senhor deixaria aos universitários?

Ouçam profundamente as palavras do Papa Bento XVI que é um homem da universidade e que tem argumentos profundos para enfrentar o que ele chama de "ditadura do relativismo" moral e religioso que invade o Ocidente, as universidades e a imprensa. Leiam os seus livros e discursos. Estudem o Catecismo da Igreja para dominarem a doutrina da fé, a "são doutrina" (1Tm 1, 10), a verdade que liberta e salva (cf. 1Tm 2, 4. 3, 15); estudem a história da Igreja em fontes seguras como o autor Daniel Rops, Estevão Bettencourt e outros.

6)Fale-nos um pouco sobre a produção dos livros "Ciência e fé em harmonia" e "uma história que não é contada”. Como surgiu a idéia de escrevê-los? Com que intenção? Havia uma proposta evangelizadora através dos livros?

O livro CIENCIA E FÉ EM HARMONIA, tem o objetivo de mostrar aos jovens que a fé e a ciência são ambas do mesmo Deus Criador, e que portanto não pode haver oposição entre elas, ao contrário, uma ajuda a outra; a fé impede o racionalismo científico e a ciência impede o fanatismo religioso. Mostramos que é a ciência hoje que mostra a evidência de Deus.

O livro UMA HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA, tem o objetivo de mostrar que a Igreja Católica foi a única Instituição que ficou de pé no Ocidente após a avalanche dos bárbaros sobre o Império Romano; e que a Igreja salvou e construiu a nossa Civilização Ocidental. A Igreja salvou e edificou a música, a literatura, as artes, a arquitetura, inaugurou as universidades, construiu milhares de belas Catedrais e renovou a caridade e a moral, trazendo dignidade para o homem e para a mulher.
Entrevista com o Porf. Felipe Aquino

domingo, 24 de agosto de 2008

Sacrário Vivo



"O Sacrário possui o silêncio de uma tumba, a majestade de um trono, as alegrias de uma vida.
É que contém JESUS como vítima imolada,como rei do mundo, como alimento da VIDA. Gostou deste pensamento?" (Sta.Tereza de LOs Andes).
Quantos homens e mulheres tiveram esta facilidade de ter este contato com Jesus no SS.Sacramento? Quase todos viveram esta mística.Eu entendo que nós cristãos já devemos nos inclinar diante de Jesus Sacramentado e ter ele como um amigo e não muito distante compreendermos e assumirmos de uma vez Jesus como nosso protetor e Salvador.Não dar mais para termos uma visão de Jesus como aquele que permanece distante,mas aquele que não se afasta de nós.Aprendemos com Sta Tereza ter esta intimidade com Cristo.
«Vi que a Felicidade do mundo não existe e as coisas do mundo deixam-me sempre um vazio que só Deus pode preencher por completo!» (Sta Tereza de Los Andes).

Amor conjugal. Pe.Léo tarcisio



Eminente, humano, porque parte de uma pessoa e se dirige a outra pessoa, mediante o afeto da vontade, o amor conjugal envolve o bem de toda a pessoa; portanto, é capaz de enobrecer as expressões do corpo e da alma como elementos e sinais específicos da amizade conjugal e de enriquecê-los com uma especial dignidade.O Senhor, por um dom especial de graça e caridade, se dignou restaurar, aperfeiçoar e elevar esse amor. Semelhante amor que associa o divino ao humano, leva os esposos à mútua doação de si mesmos, provada com terno afeto e com obras, e lhes impregna toda a vida.Mais. Cresce e aperfeiçoa com uma própria generosa operosidade. Supera, por conseguinte, de longe, a mera inclinação erótica que, cultivada com egoísmo, desaparece rápida e miseravelmente.Essa afeição exprime e se realiza de maneira singular pelo ato próprio do matrimônio. Por isso os atos pelos quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido (cf. CIC 2361-2363).A unidade do matrimônio é também claramente confirmada pelo Senhor mediante a igual dignidade do homem e da mulher como pessoas, a qual deve ser reconhecida no amor mútuo e perfeito.Por isso os esposos, robustecidos pela graça para uma vida santa, cultivarão com assiduidade a firmeza do amor, a grandeza de alma e o espírito de sacrifício e os implorarão na oração.A fecundidade do amor conjugal é testemunhada e refletida no prazer sexual. O orgasmo externaliza a doação mútua e manifesta a exclusividade da pertença conjugal.No momento do ápice sexual o ser dos amantes estão inteiramente voltados um para o outro. Naquele momento o marido e a mulher se pertencem por inteiro.Todo pensamento se apaga da mente. Todas as sensações físicas se concentram nessa doação exclusiva: circulação sanguínea, respiração, pressão, músculos, pele... todo corpo é doação completa ao outro.
As palavras são pobres demais para descrever o amor que envolve um casal em êxtase sexual.O prazer sexual reflete a exclusividade da pertença conjugal. Somente o casal pode experienciar esse momento. Naquele instante um é inteira e exclusivamente do outro.Em quase tudo na vida o casal se relaciona com outras pessoas. Tudo que um ou outro é e faz, outras pessoas também saboreiam. No prazer sexual somente o cônjuge participa. O prazer é íntimo e exclusivo, por isso é unitivo e fecundo.O prazer vai além do clímax físico. A ternura que envolve o casal e a própria intimidade que experienciam é fonte de prazer e santa alegria.A compreensão da beleza bíblica do prazer evidencia que o matrimônio não foi instituído apenas com o fim da procriação. Por isso, é preciso que o amor recíproco se realize com reta ordem para que cresça e amadureça (GS 50).É isso que descobrimos quando meditamos o Código do Direito Canônico, que, mesmo sendo um conjunto de leis e normas, deixa transparecer a santidade e a beleza da intimidade sexual. A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração da prole (Can. 1055).O Catecismo da Igreja Católica, número 1602, lembra que a Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus ( Gn 1,26-27) e se fecha com as núpcias do Cordeiro (Ap 19,7.9). Esse destaque é conseqüente da certeza de que a salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar (CIC 1603).No catecismo a sexualidade é sempre vista na sua totalidade santificante. A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente á afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros (CIC 2332).Por isso, cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual.A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar.A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vive entre os sexos a complementaridade, a necessidade e apoio mútuos (CIC 2333).Cada um dos dois sexos é, com igual dignidade, embora de maneira diferente, imagem do corpo e da ternura de Deus. A união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e fecundidade do Criador (CIC 2335).Jesus veio restaurar a criação na pureza de sua origem (CIC 2336).A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento (CIC 2360).A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal (CIC 2361).Trecho do livro "Sede fecundos" de Padre LéoObs.: A abreviatura "CIC" corresponde a Catecismo da Igreja Católica.